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Eu me curei da esclerose múltipla 29/07/2006

Posted by Esclerose Múltipla in Qualidade de vida, Você sabia?.
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O artigo abaixo serve apenas para mostrar que força de vontade e otimismo podem fazer muito bem. Não é para ninguém largar a medicação convencional! Consulte sempre seu médico.

Eu me curei da esclerose múltipla

dermotoconnor.jpgA medicina convencional diz que a esclerose múltipla é incurável. Este homem insiste que acabou com ela através de dieta, antigos exercícios chineses e poder da mente. Pensamento positivo – ou descoberta verdadeiramente extraordinária?

Em 1998, Dermot O’Connor, 36 anos, de Dublin, foi diagnosticado com um tipo severo do esclerose múltipla (EM) – a doença neurológica “incurável” e degenerativa.

Ele deixou seu trabalho para dedicar-se ao combate da doença. Oito anos mais tarde, com saúde perfeita e sem sintomas, escreveu um livro que diz como conseguiu este feito através da nutrição, acupuntura e tipos de medicina física e mental.

Como consultor bancário internacional, Dermot O’Connor vivia constantemente estressado, dormia pouco e estava sempre na correria. Ele estava acostumado a estar sempre no controle. Imagine seu terror quando, no escritório, fez sua primeira ligação telefônica do dia e falou de forma enrolada. Seus colegas riram e perguntaram se ele havia bebido. Ele disse que não, e colocou a culpa do incidente no cansaço. Tentou não falar durante o resto do dia foi dormir cedo.

No dia seguinte, tendo dormido bem, pensou que o problema tivesse terminado. Não adiantou: seu discurso era ainda pior que o do dia anterior.

“Eu fiquei apavorado. Não conseguia de jeito nenhum fazer com que minha boca se posicionasse corretamente para pronunciar as palavras.” No dia seguinte, Dermot chegou a ficar paralisado durante uma apresentação de negócios.

Sendo assim, Dermot fez uma série de exames médicos e acharam, a princípio, que se tratava de um derrame, devido à paralisia de um dos lados de seu rosto. Mas uma ressonância magnética detectou lesões em seu cérebro e uma punção lombar confirmou o terrível diagnóstico: esclerose múltipla. “Eu senti toda a energia escoar meu corpo”, lembra Dermot. “Eu conhecia a doença e dizia que prefria ter qualquer coisa, exceto EM. E lá estava eu, aos 29 anos, exatamente com ela.”

“Parecia ser a mais cruel de todas as doenças. Uma vez que te pega, não larga mais. Você passa o resto de sua vida lutando uma batalha perdida.”

Dermot teve dois surtos em duas semanas, indicando que ele tinha uma forma bastante agressiva de esclerose múltipla (na média, um surto de EM acontece uma ou duas vezes ao ano). “Disseram que eu deveria ir para casa, chorar, e voltar na semana seguinte se tivesse perguntas. Enquanto aguardava na sala de espera, vi os diferentes níveis de degeneração das pessoas enquanto se esforçavam para andar com o auxílio de muletas ou cadeiras de rodas. Eu quis saber quanto tempo levaria até que eu fosse às minhas consultas em uma cadeiras de rodas.”

“Medicamentos podem retardar a progressão da doença em 30 por cento, mas nada pode deter a EM indefinidamente. Freqüentemente esse medicamento traz efeitos colaterais e às vezes nem funciona. A causa da EM é desconhecida, o que torna ainda mais difícil surgir a cura. Eu pensei que seria melhor se minha apenas terminasse.”

Esse sentimento foi reforçado quando comprou livros sobre EM: “Pareciam ser apenas guias para o declínio – detalhando todos os sintomas medonhos, desde a limitação de movimentos até a chegada da morte.”

“Eu desenvolvi um ritual matinal onde eu testava cada uma de minhas faculdades para confirmar qual tinha declinado, e quanto. A cada dia minhas pernas ficavam mais fracas, minha visão pareci apiorar e eu tinha sensações de dor por todo o corpo.”

“Lembro quando meu pé ficou dormente e eu tive medo. Estava eu prester a perder minha capacidade de andar? Enquanto a sensibilidade e o movimento voltaram à minha perna, me senti momentaneamente aliviado. Mas o pior era o medo do desconhecido.”

“Era como se um gigante me segurasse em sua mão, prestes a fechá-la e acabr comigo na hora em que bem entendesse.”

Dermot começou a avaliar seu estilo de vida. Ele vinha preenchendo cada minuto diário com trabalho e estudo, exercitando-se em corrida e musculação até de madrugada, caindo na cama por volta das 4h da manhã.

Durante os sete anos anteriores, havia trabalhado em mais de 70 países, trocando de fuso horário e lutando contra o cansaço para trabalhar sob alta pressão.

Entupia-se de junk food – seus colegas o chamavam de “lata de lixo humana”. Sentia-se também “emocionalmente” insalubre: sempre que sentia que havia sofrido uma injustiça, vinha uma carga enorme de ressentimento – exatamente como aconteceu após ter sido diagnosticado com EM.

“Eu sabia que precisava me tornar mentalmente mais forte com urgência”, lembra.

E assim se voltou para várias disciplinas “alternativas”, inclusive Programação Neuro-Lingüística (PNL), que “reprograma” o cérebro para mudar pensamentos negativos. Estudou também o trabalho do hipnoterapeuta irlandês Dr. Sean Collins.

Dr. Collins estava pesquisando o efeito da mente no corpo e havia recentemente terminado seu primeiro livro, “Tipping The Scales”. Ele alegava que apenas uma mudança na vida não é suficiente para iniciar uma doença, mas o efeito cumulativo de várias mudanças poderia fazer a balança pender a seu favor.

A primeira mudança que Dermot fez foi começar a praticar Shengong – um tipo de meditação chinesa. Depois mudou sua dieta, reduzindo as gorduras saturadas e ingerindo alimentos integrais e peixes gordurosos, uma abordagem feita pelo neurologista estadunidense Dr. Roy Swank.

“Em três semanas de mudança nos hábitos alimentares, já observei algumas grandes mudanças na minha saúde”, diz Dermot.

“Minha disposição aumentou, meus pensamentos estavam mais claros, minha memória melhorou e comecei dormir melhor à noite. A dormência pelo corpo diminuiu até desaparecer.”

Parecia que o diagnóstico original tinha sido fabricado na cabeça de Dermot. Seis meses depois, foi ao seu neurologista e ouviu que tratava-se de remissão temporária. Dermot nunca mais voltou.

“Acredito que eu criei ativamente minha remissão. Em apenas seis meses eu melhjorei minha forma física, fiquei mais rápido e mais forte. Minha energia estava melhor do que nunca e ainda aumentei minha clareza mental. Além de estar sem sintomas, eu estava na minha melhor forma física em quase dez anos.”

————

Cada um sente a EM de uma forma diferente.

De cada 10 pessoas com EM, 7 experimentaram terapias complementares. Alguns se beneficiaram, mas recomendamos que você consulte seu médico para saber se essas terapias não prejudicarão o tratamento convencional.

É essencial que esses tratamentos sejam usados em conjunto com tratamentos médicos convencionais e não em substituição a eles.

Para Dermot, o primeiro passo vital é entender e aprimorar a psicologia da recuperação da saúde. “Sua mente está pronta para ficar bem?”

The Healing Code, por Dermot O’Connor: http://www.healing-code.com

Fonte: Daily Mail

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Comentários

1. Deise Giglio G Teixeira - 29/07/2006

Lendo a sua matéria,me identifiquei bastante com a sua maneira de pensar
Em 1989, um mês após o nascimento da minha primeira filha, eu encontrava-me com 31 anos de idade e sem saber que se tratava de Esclerose Múltipla, tive o meu primeiro surto. Havia um descontrole no
meu andar, não conseguia caminhar em linha reta e a minha perna direita não obedecia ao meu comando. Procurei um neuro e fui medicada com Tegretol e com diagnóstico de stresse, ansiedade e após alguns dias tudo foi normalizado ( pelo estudos seguintes, não foi pelo uso do medicamento ). Em 1992, tive o meu segundo filho, sempre apresentava-me muito ansiosa, meu filho apresentava terror noturno e não dormia quase todas as noites. Cheguei a ser medicada com Haldol. Em l994,apresentei distúrbios na visão e procurei um outro neuro, que através da ressonância do lìquor, foi confirmado o diagnóstico de Esclerose Múltipla e fui medicada com Meticorten e voltou tudo ao normal, voltei algum tempo após a perder o paladar do lado direito da língua e a neuro, pelo tel, não indicou medicamento, pediu que aguardasse e foi o que eu fiz e novamente regrediu, sem tomar nada. Em 2002, quinze dias após um grande aborrecimento, voltei a apresentar uma neurite optica e fiquei internada no Hospital do Fundão po 10 dias fazendo pulsoterapia e novamente, graças ao meu bom Deus, voltei ao meu normal. Num certo dia voltei ao Fundão, afim de ajudar a uma amiga, quando a minha neuro me incluiu num estudo, com dez participantes, onde seriam sortedos, 4 para o uso do interferom se 250mg, que já estava em uso com pacientes de EM, 4 para o uso do Copaxone e 2 com o interferom de 500mg, em caráter experimental. Assinei um contrato e comecei o medicamento. em dias alternamos aplicacando o interferom subcutâneo, e só mais tarde é que fiquei sabendo que eu caí no de 500ml, após apresentar terríveis reações locais e físicas, febre diariamente, muita dores de cabeça,indisposição para qualquer coisa e piorei o meu estado depressivo, pensei até em suicídio. Enfim depois disso tudo , após uns 8 meses de interferom, aproximadamente, decidi parar. mesmo que isso me custasse posteriormente uma consequência , mas melhoraria a minha qualidade de vida enquanto eu pudesse. Comecei a querer viver e viver bem, comecei a selecionar as minhas as prioridades na minha vida, deixei de esquentar a minha cabeça com coisas poucas e consequentemente, bati de frente com o meu marido, continuo casada, porém morando em casa separada, fazendo o que eu quero e quando quero, continuo trabalhando fora, com crianças e adolescentes especiais, já fiz vários exames neurológicos, psicológicos, ainda tenho o meu cognitivo preservado e meus exames normais e quanto as lesões, as ressonâncias apresentaram o quadro estagnado e algumas cicatrizadas. Durante esse periodo, tive um CA de mama, fiz quimio e radio, fiquei sem um fio de cabelo, já obtive a minha cura do CA, após 7 anos do témino da quimio, preservei a mama, nem precisei tirá-la, apenas fiz uma quadrantectomia e ela continuou linda que nem quis fazer plática. Enfim…. Primeiro tenho que agradecer ao meu maio companheiro e conselheiro ” D E U S ” que me deu e ainda me dá forças para crer que por ELE fui curada e …….com Ele, vou deixando a vida me levar……..

2. Esclerose Múltipla - 30/07/2006

Nossa, Deise! Que história!

Parabéns pela força de vontade e fé!!! Obrigada pela visita, pelo relato e pelo belo exemplo. Continue vivendo assim! Apareça por aqui sempre que desejar.

Abraços.

3. CIBELE - 30/07/2006

FUI DIAGNOSTICADA EM 1998 “EM” VENHO TOMANDO SANDIMUNN NEORAL 3 X AO DIA, VITAMINA E E GINSENG… ALTERNO PERÍODOS DE MELHORA E PIORA…
QUERIA QUE TODOS FICASSEM CURADOS DESSE MAL… FIQUEI DOENTE AOS 30 ANOS, ESTOU PRESTES A FAZER 40…
QUE TIPO DE ALIMENTAÇÃO É BOA?

4. Tica - 30/07/2006

Prezada Cibele,

Obrigada pela sua participação. 

Veja os artigos que estão na seção dieta: https://esclerosemultipla.wordpress.com/rnm/dieta/

Estamos sempre atualizando o blog e você poderá encontrar mais informações. Volte sempre.

Abraços.

5. Fernando M Dias - 31/07/2006

Após 6 anos de um problema intestinal desagradável e crônico, uma série de diagnósticos (Intestino Irritável, Cronh, D. Celiaca e outros), 18 Gastros diferentes, eu resolví fazer uma dieta muito diciplinada e rígida. Em um ano e meio eu estava curado totalmente.
Porém, dois anos depois, em um período de estresse, comecei a ter surtos seguidos de EM. Em menos de 6 meses já tinha o diagnóstico confirmado, havia feito várias internações (corticoides), dois meses com Interferon e já estava propenso a fazer uma químio para melhorar a situação. Adquirí algumas sequelas neste período (devido a 3 lesões na medula). Contei mais de 6 surtos em menos de um ano… 3 fortes iniciais diagnosticados…3 posteriores…
Comecei a pesquisar sobre EM e fazer associações sobre dietas x Intestino x Esclerose.
Aprendendo sobre o assunto resolvi optar por um caminho diferente de tratamento… Muito semelhante ao do texto descrito.
Hoje após um ano, tenho as sequelas e mas não tive outro surto…
Gostaria de deixar registrado que, caso alguém venha a encontrar uma situação difícil assim, livre-se imediatamente do estresse, melhore a alimentação totalmente (são atitudes sem contra indicação), busque informações e prossiga em paralelo com as orientações médicas… Tomar remédios somente, mesmo que os médicos digam que é suficiente e aconselhem a “voltar ao trabalho normalmente”, pode ser perigoso em um paciente novo de EM que tem seu quadro de desenvolvimento da doença ainda desconhecido. É preferível agir assim e não ficar com sequelas…

6. Esclerose Múltipla - 31/07/2006

Obrigada pelo comentário, Fernando!

Seu depoimento é muito importante para que outros pacientes tenham contato com diversos casos e experiências.

Visite-nos sempre que desejar!

Abraços.

7. paula c. - 27/08/2006

…JAMAIS NOS VENCERÁ!

“Dedico aos meus companheiros de jornada:

surge sem avisar…
aprisiona o corpo,
não deixando a alma respirar…!

limita, incapacita…
diz não à locomoção, à fala,
à escrita…

impõe anseios, medos receios…
no amanha, no hoje,
no sempre…

é cruel mas mestre…
ensina a pensar, a viver,
a lutar…
por uma melhor vida,
aquela em que não valerá a pena chorar
pois a guerra já estará vencida

ei-la, EM…!
(…jamais nos vencerá!)

8. Esclerose Múltipla - 27/08/2006

É isso aí, Paula! Belo exemplo!
Abraços e tudo de bom.


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