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Questões éticas na esclerose múltipla sob o ponto de vista de médicos e pacientes 06/07/2006

Posted by Esclerose Múltipla in Espaço médico.
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A esclerose múltipla (EM) é afecção neurológica que acomete principalmente adultos jovens e evolui, geralmente, para graus variados de incapacidade física dos pacientes. Assim, a abordagem destes pacientes faz com que o médico depare-se com diversas questões éticas. O objetivo do estudo realizado no Centro de Atendimento e Tratamento de Esclerose Múltipla (CATEM) da Disciplina de Neurologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo , foi identificar as percepções de médicos e pacientes sobre a doença e, com isso, melhorar o relacionamento médico-paciente. Foram feitos dois questionários, um respondido por 44 médicos e outro, por 103 pacientes, abordando questões sobre o diagnóstico e a conduta na EM.  

Em conclusão, o estudo procurou dar um diagnóstico de como encontra-se a relação médico-paciente na EM. Assim, as principais conclusões que se fazem são:

  1. os pacientes querem saber seu diagnóstico e cabe ao médico informar-lhes; 
  2. a forma de contar o diagnóstico é responsabilidade do médico e cabe a este, baseado no conhecimento que tem de seu paciente, escolher a forma e o momento de contá-lo, sempre oferecendo apoio ao doente; 
  3. os pacientes gostariam de mais informações sobre a sua doença; 
  4. é necessário um debate sobre cuidados paliativos de pacientes com doenças crônicas, e; 
  5. estudos posteriores são necessários para aprofundar algumas questões, como a qualidade de vida dos pacientes, seu grau de satisfação com o acompanhamento e seus desejos quanto aos cuidados paliativos. 

Fonte: NASSAR JUNIOR, Antonio Paulo, PIGNATARO, Daniela Soriano, FUZARO, Melissa Martins et al. Questões éticas na esclerose múltipla sob o ponto de vista de médicos e pacientes. Arq. Neuro-Psiquiatr., mar. 2005, vol.63, no.1, p.133-139.

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Comentários

1. juliane - 18/08/2006

O mais importante nestas questões ética em relação à doenças de causas desconhecidas é que os profissionais que trabalham nesta área não substimem a capacidade de conhecimento dos seus pacientes, ignorando a busca de informações, informações estas que talvez nem eles mesmos saibam, mas que os pacientes precisam.
É talvez de gde valor terapeutico o conhecimento, já que conhecendo a doença, os próprios pacientes podem se ajudar, buscando juntos uma recuperação que proporcione melhor qualidade de vida.

2. Tica - 18/08/2006

Olá Juliane,

Com certeza o conhecimento é um grande remédio para melhorar a qualidade de vida. Debates como estes são o caminho para a construção de inúmeras possibilidades para os pacientes.

Obrigada por participar com o seu belo comentário.
Abraços


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