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Acompanhamento multidisciplinar domiciliar 23/06/2006

Posted by Esclerose Múltipla in Espaço médico, Qualidade de vida, Utilidade pública.
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Apresentado no Congresso de Medicina de Família e Comunidade (2005), este resumo mostra, numa pequena fatia da realidade brasileira, o que pode ocorrer em todo o país com os pacientes que apresentam dificuldade de locomoção, incluindo a EM. Através do atendimento domiciliar por uma equipe multidisciplinar, os autores montaram um “protocolo de acompanhamento desses pacientes, a fim de qualificar o atendimento e garantir o manejo terapêutico mais adequado”. Esta e outras experiências dependem de um olhar para o futuro dos gestores de saúde. Fica registrado o exemplo.

Cadastramento e Atendimento Multidisciplinar a Pacientes Restritos à Residência na UBS 

Autores: Loren Seibel, Vinícius Antério Graff, Fernando Matos Ribeiro Silva, GISELE FINKLER, Maria Rita Cuervo
Instituição: Unidade Básica de Saúde (USB) Morro da Cruz/Hospital Moinhos de Vento – HMV
Introdução:
A dificuldade de acesso e acompanhamento dos pacientes que tem dificuldade de locomoção é uma realidade que se apresenta principalmente nos postos que não possuem agentes de saúde. Devido a esse problema foi criado um protocolo de atendimento desses pacientes através de atendimento multidisciplinar nas residências buscando uma maior qualificação.
Objetivos:
Cadastrar e conhecer a população que não tem acesso ao posto de saúde, devido a dificuldade de locomoção; atendimento multiprofissional ; acompanhamento da saúde desses pacientes; melhora da qualidade de vida; formação de um protocolo de atendimento e acompanhamento de acordo com as necessidades individuais.
Metodologia:
Foi realizado levantamento dos nomes e endereços dos pacientes restritos à residência que vivem na área de abrangência da UBS-Morro da Cruz. Foi aplicado um questionário (elaborado pela equipe) com o paciente ou com o cuidador. Foram realizadas visitas domiciliares não avisadas previamente com profissionais das áreas de medicina, odontologia, nutrição e enfermagem. Com base nestes dados foi elaborado um protocolo de atendimento destes pacientes, respeitando os que necessitam de acompanhamento diferenciado.
Resultados e Conclusão:
Foram cadastrados 9 pacientes, desses 2 crianças com paralisia cerebral, 4 pacientes com seqüela de AVC, 1 com seqüela de trauma por arma de fogo, 1 com esclerose múltipla e 1 com amputação de MIE por DM. Destes 9 pacientes, 6 não estavam acompanhando no posto de saúde por dificuldade de acesso, e apenas 2 com acompanhamento à nível hospitalar. A partir dos dados do cadastro foi montado protocolo de acompanhamento desses pacientes, a fim de qualificar o atendimento e garantir o manejo terapêutico mais adequado.

Fonte: VII Congresso Brasileiro de Medicina de Família e Comunidade e
II Congresso Mineiro de Medicina de Família e Comunidade –
Anais no sítio da SBMFC.

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