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Transplante autólogo de células tronco – TATCTH 28/05/2006

Posted by Esclerose Múltipla in Espaço médico.
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Imunossupressão em altas doses precedida pelo resgate e seguida pela infusão de células-tronco hematopoiéticas (transplante autólogo de células tronco – TATCTH) para tratamento da Esclerose Múltipla (EM) – Estudo bicêntrico

Resumo do sexto encontro da Sociedade Brasileira de Investigação Neurológica (SBIN). 12 e 13 de maio 2006.

Amilton Antunes Barreira, Doralina Guimarães Brum de Souza, Nélson Hammerslack, Júlio César Voltarelli

Objetivos. Comunicar os resultados preliminares do TATCTH em pacientes com EM.

Fundamentos. Há poucas alternativas para o tratamento de pacientes com EM quando a doença continua a progredir, mesmo na vigência do uso de imunomoduladores e da imunossupressão convencional.

Métodos e pacientes. Critérios gerais de inclusão: pacientes com escala expandida do estado de incapacidade (EDSS) entre 3,0 e 6,5 e, há um ano, entre 3,0 e 6,0; doença em progressão nos últimos seis meses; ampliação de 1 ponto na escala no último ano; idade entre 18 e 60 anos e não resposta ao tratamento medicamentoso. Critérios gerais de exclusão: gravidez, síndrome da deficiência imunológica adquirida, doença grave, uso de interferona beta no último mês, aderência duvidosa ao tratamento. Células-tronco foram mobilizadas da medula óssea através do uso de ciclofosfamida e fator de crescimento hematopoiético, recolhidas da periferia, quantificadas e estocadas. Após imunossupressão com BEAM (busulfam, etoposide, ARA-C, melphalan) (22 pacientes) ou exclusivamente com ciclofosfamida (últimos 15 pacientes), as células colhidas foram infundidas endovenosamente. Utilizaram-se globulina antilinfocitária e granuloquina para eliminação de células sangüíneas retiradas e injetadas juntamente com as células-tronco. Objetivo. O objetivo primário do projeto é estabilizar o quadro neurológico, avaliado pela manutenção da graduação na EDSS prévia ao procedimento, ou alteração de 0,5 ponto, para mais ou para menos, ao final de três anos de seguimento.

Resultados. A EM de ambos os pacientes com seguimento de três ou mais anos está estabilizada. Quatro pacientes (10,8%) foram a óbito. A EM de 26 pacientes (70,9%) permanece estável, a de quatro (10,8%) melhorou e a de 3 (8%) se agravou. Houve óbito único com imunossupressão através de altas doses de ciclofosfamida.

Conclusões – O TATCH é uma alternativa a ser considerada para pacientes com esclerose múltipla não responsiva aos tratamentos convencionais.

Apoio: CNPq, CAPES e FAEPA.
*AAB apresenta o trabalho em nome das equipes de Transplante e Neurologia dos transplante do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (Unidade de Transplante de Medula Óssea – UTMO: Ana-Beatriz P.L. Stracieri, Maria-Carolina B. Oliveira, Dannielle F. Godoi, Daniela A. Moraes, Marina A. Coutinho e Júlio C. Voltarelli – chefe da equipe médica e coordenador do estudo. Divisão de Neurologia: Doralina Guimarães Brum de Souza e Amilton Antunes Barreira – chefe da equipe médica e responsável no estudo pelas doenças neurológicas) e do Hospital Albert Einstein (UTMO: Nélson Hamerschlak; neurologistas: Charles Peter Tylberi ; Alberto Alan Gabai, Pedro Paulo Porto).

Fonte: SBIN

Palavra-chave: células-tronco

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