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Tratamento da Espasticidade: uma atualização (1998) 24/05/2006

Posted by Esclerose Múltipla in Espaço médico.
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Autores: Hélio A. G. Teive (1), Marise Zonta (2), Yumi Kumagai (3)

A espasticidade pode ser definida como o aumento, velocidade dependente, do tônus muscular, com exacerbação dos reflexos profundos, decorrente de hiperexcitabilidade do reflexo do estiramento. A espasticidade associa-se, dentro da síndrome do neurônio motor superior, com a presença de fraqueza muscular, hiperreflexia profunda e presença de reflexos cutâneo-musculares patológicos, como o sinal de Babinski.

Dentre os vários mecanismos fisiopatológicos, originados em vários pontos da via do reflexo do estiramento, envolvendo os motoneurônios alfa, gama, interneurônios da medula espinhal e vias aferentes e eferentes, sobressai a teoria clássica do aumento do tônus, secundário à perda das influências inibitórias descendentes (via retículo-espinhal), como resultado de lesões comprometendo o trato córtico-espinhal (piramidal, agora melhor definido como vias mediadoras de influências supra-espinhais sobre a medula espinhal). A perda da influência inibitória descendente resultará em aumento da excitabilidade dos neurônios fusimotores gama e dos moto-neurônios alfa. Os principais neurotransmissores envolvidos no mecanismo do tônus muscular são: ácido gamaminobutírico (GABA) e glicina (inibitórios) e glutamato (excitatório), além da noradrenalina, serotonina e de neuromoduladores como a adenosina e vários neuropeptídeos.

A espasticidade nos membros superiores predomina nos musculos flexores, com postura em adução e rotação interna do ombro, flexão do cotovelo, pronação do punho e flexão dos dedos. Nos membros inferiores, a espasticidade predomina nos músculos extensores, com extensão e rotação interna do quadril, extensão do joelho, com flexão plantar e inversão do pé. Esta postura característica recebe a denominação de atitude de Wernicke-Mann. Na prática as etiologias mais frequentemente encontradas têm sido a esclerose múltipla, o trauma crânio-encefálico e raqui-medular, a paralisia cerebral e o acidente vascular encefálico (AVE).

Ao exame físico os membros espásticos demonstram aumento de resistência ao movimento passivo, que é mais acentuado com o aumento da amplitude e da velocidade imposta. O aumento de resistência ao estiramento passivo é maior no início do movimento e diminui com a continuação dele, caracterizando o chamado “sinal do canivete”.

Clique aqui para ler o artigo completo.

(1) Professor Assistente de Neurologia da Universidade Federal do Paraná (UFPR);
(2) Fisioterapeuta, Responsável pela U.I. de Neurologia do Hospital de Clínicas (HC) da UFPR;
(3) Fisioterapeuta, Chefe do Serviço de Reabilitação do HC/UFPR.

Fonte: TEIVE, HÉLIO A.G., ZONTA, MARISE and KUMAGAI, YUMI. Treatment of spasticity: an update. Arq. Neuro-Psiquiatr., Dec. 1998, vol.56, no.4, p.852-858.

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