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Manifestações oculares em pacientes com EM em São Paulo 23/05/2006

Posted by Esclerose Múltipla in Espaço médico.
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Autores: Maria Auxiliadora M. Frazão Sibinelli, Ralph Cohen, Antônio Murilo Ramalho, Charles Peter Tilbery, Jonathan C. Lake

Resumo (para obter o artigo completo clique aqui)

Objetivo: O objetivo deste trabalho foi estudar a freqüência e características das alterações oculares em pacientes portadores de esclerose múltipla (EM), no estado de São Paulo.

Métodos: Durante o período de março de 1996 a novembro de 1998, 64 pacientes, 48 mulheres e 16 homens com idades entre 17 e 59 anos, portadores de EM foram submetidos a exame ocular e exame de campimetria computadorizada.

Resultados: Dos 64 pacientes examinados, 44 (68,75%) apresentaram alguma manifestação ocular. A manifestação ocular mais freqüente foi a neurite óptica, acometendo 28 (43,75%) dos pacientes. Em 18 casos (28,1%) foi o primeiro sintoma da doença. Alterações da motilidade extrínseca ocular foram a segunda manifestação mais freqüentemente observadas. A diplopia acometeu 8 pacientes (12,5%) sendo em 6 (9,37%), a primeira manifestação da doença. A paralisia do reto lateral acometeu 2 pacientes (3,1%), sendo o estrabismo convergente o primeiro sinal da doença. Outras alterações observadas foram: uveítes em 4 pacientes (6,25%) e alteração do relevo iriano com pigmentação da cápsula anterior do cristalino em 3 pacientes (4,6%). Nenhum paciente apresentou nistagmo. O defeito de campo visual mais comumente observado nos pacientes que desenvolveram neurite óptica foi escotoma arqueado com defeito paracentral em 46,4% dos pacientes. Dois pacientes (7,1%) apresentaram escotoma central e alterações periféricas.

Conclusões: Alterações oculares são freqüentes na EM e muitas vezes são a primeira manifestação clínica da doença.

Embora a neurite óptica tenha sido o achado mais freqüente, devemos ressaltar a possibilidade de outras alterações oculares precederem ou acompanharem o curso da doença.

Fonte: Arquivos Brasileiros de Oftalmologia. Volume 63 – fascículo 4

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