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Plano de saúde mais caro 20/05/2006

Posted by Esclerose Múltipla in Espaço médico, Utilidade pública.
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Reajuste nos planos de saúde compromete orçamento familiar

O reajuste anual de 8,89% autorizado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) para os planos de saúde individuais e familiares, assinados a partir de janeiro de 1999, ainda que seja menor do que o aplicado nos outros anos é quase o dobro da inflação oficial e vai afetar o orçamento familiar. Hoje o custo do plano de saúde já representa 9,5% da renda das famílias.

A conclusão é da Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Pro Teste). A entidade destacou que os 6,11 milhões de usuários afetados pelo aumento não tiveram reajustes salariais nesses patamares. Além disso, os médicos, hospitais e laboratórios também não recebem valores atualizados, apesar dos reajustes cobrados dos usuários, e muitos profissionais médicos são punidos quando indicam a seus pacientes exames e tratamentos mais sofisticados e, por isso, mais caros.

– Nota da edição:

Taí um dos grandes motivos que impedem o diagnóstico de esclerose múltipla. Uma ressonância magnética, que mostra claramente as lesões “em ação”, custa caro e é mais fácil dizer que o paciente sofre de estresse (até que alguma lesão incapacitante apareça e deixe a doença mais evidente – ou menos “mascarável”). Mesmo assim ainda tem médico que não pede o exame… Isso sim é estressante!

Para a Pro Teste, além dos planos novos que tiveram reajustes três vezes superiores à inflação, nos últimos nove anos, conforme levantamento do Dieese, é preocupante a situação de quem tem plano antigo. O reajuste anual desse segmento, cujo índice ainda não foi anunciado, tem sido motivo de grandes atritos entre os 15,47 milhões de usuários e as empresas do ramo, com disputas judiciais, nos últimos anos.

Presença constante no ranking dos mais reclamados junto aos órgãos de defesa do consumidor, os planos de saúde, devido à precariedade do sistema público de saúde, tornaram-se item de primeira necessidade no orçamento familiar. Por outro lado, muitas operadoras deixaram de comercializar planos individuais e familiares. Só trabalham com os coletivos, (aqueles ofertados para as empresas e seus funcionários ), por terem liberdade na fixação dos índices de reajuste, sem o controle da ANS.

Fonte: Globo Online

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