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Aspartame – derrubando mitos 16/05/2006

Posted by Esclerose Múltipla in Espaço médico, Utilidade pública, Você sabia?.
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Até o momento não existe nenhuma prova científica de que o adoçante popular aspartame tenha alguma participação no desenvolvimento ou na piora da esclerose múltipla.

Nenhuma pesquisa científica publicada suporta os argumentos expostos por boatos difundidos pela internet de que há uma epidemia de EM causada pelo aspartame e, além disto, as credenciais dos autores são desconhecidas.

Os sintomas da esclerose múltipla vêm e vão, aleatoriamente. Desta forma, é muito fácil relacionar o início ou o fim dos sintomas a um alimento, a um evento específico ou a uma terapia não aprovada. De fato, pode ser independente de qualquer uma destas coisas.

Fenilcetonúria

O aspartame é contra-indicado em pacientes com fenilcetonúria. Esta doença pode ser diagnosticada quando a criança nasce, através do teste do pezinho.

Câncer

Os especialistas dos órgãos reguladores de alimentos e medicamentos de diversos países, através da análise de vários estudos controlados, negam a associação do aspartame com o câncer, mas a questão reapareceu em 2005 após um estudo realizado na Itália (European Ramazzini Foundation), que associou o uso deste adoçante na dieta de ratos com o desenvolvimento de tumores como linfoma e leucemia.

O comitê científico da Autoridade Européia Para a Segurança Alimentar (EFSA) não validou a pesquisa dos italianos. De acordo com a opinião do comitê, entre outros aspectos, eles não seguiram os protocolos de referência para estudos toxicológicos. A EFESA manteve a posição de que o aspartame é seguro, assim como a autoridade americana (FDA).

Vários estudos recentes foram conduzidos e não mostraram a associação com o câncer.

Algumas perguntas freqüentes sobre o aspartame (ANVISA):

O aspartame é seguro?
Sim, existe consenso entre inúmeros comitês internacionais sobre a segurança do aspartame.

O que acontece com o aspartame no nosso organismo?
Ele é metabolizado no trato gastrintestinal liberando dois aminoácidos, o ácido aspártico e a fenilalanina, e metanol.

O ácido aspártico liberado pelo aspartame representa risco à saúde?
Não. Doses de aspartame acima da dose diária recomendada resultam em aumento pequeno de ácido aspártico no sangue, bem abaixo de doses consideradas como prejudiciais à saúde.
Alimentos em geral podem conter ácido aspártico. Por exemplo, um hambúrguer de 100 g pode conter até 40 vezes a quantidade de ácido aspártico presente em uma lata de refrigerante (350 ml) adicionado de aspartame.

A fenilanina liberada pelo aspartame representa risco à saúde?
Não. Após uma dose única de aspartame equivalente a 20 latas de refrigerante com este adoçante, o nível de fenilalanina no sangue permanece dentro da faixa normal , bem abaixo de níveis que possam causar toxicidade. Mesmo para indivíduos com capacidade reduzida de metabolizar a fenilanina (portadores heterozigotos de fenilcetonúria), uma dose semelhante não eleva os níveis plasmáticos de fenilanina a valores que possam ser considerados um risco à saúde.

O metanol liberado pelo aspartame representa risco à saúde?
Não. A quantidade de metanol liberada pelo aspartame é muito pequena e mesmo doses elevadas, equivalentes à ingestão diária recomendada para este adoçante, resulta em uma ingestão de metanol 200 vezes inferior à dose tóxica. A quantidade de metanol proveniente do aspartame contido em uma lata de refrigerante (350 ml) equivale à quantidade liberada pelo mesmo volume de suco de laranja e de maçã, sendo de 4 a 6 vezes inferior àquela presente no suco de tomate e de uva.

Quem não deve consumir o aspartame?
Os portadores de uma deficiência rara, fenilcetonúria, não metabolizam o aminoácido fenilalanina, devendo evitar o consumo de aspartame.
Esses indivíduos também são incapazes de metabolizar a fenilalanina de qualquer alimento, devendo ser submetidos a uma dieta rigorosa.
A legislação brasileira obriga que os alimentos que contém aspartame tragam no rótulo a seguinte advertência em destaque e negrito: CONTÉM FENILALANINA

O aspartame pode ser consumido por grávidas e crianças?
Sim. O metabolismo do aspartame já foi estudado nestes grupos da população, não havendo até o presente evidências científicas de que gestantes e crianças metabolizem o aspartame diferentemente de um adulto normal.

Existe alguma relação entre o consumo de aspartame e esclerose múltipla, Lúpus sistêmico, mal de Alzheimer ou aparecimento de tumor cerebral?
Não. Esclerose múltipla é uma doença causada por muitos fatores, não existindo qualquer associação entre sua ocorrência e o consumo de aspartame.
Também não existem evidências científicas associando o aspartame com Lúpus sistêmico, mal de Alzheimer e ocorrência de tumor cerebral.

O aspartame prejudica o diabético?
Não. Estimativas de ingestão de aspartame por diabéticos indicam um consumo considerado seguro pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

Foram realizadas pesquisas para verificar o efeito do aspartame no organismo humano?
Sim. Há inúmeros dados na literatura sobre ensaios clínicos realizados em indivíduos normais, diabéticos e indivíduos com problemas no metabolismo da fenilalanina, não tendo sido evidenciados danos à saúde.

Qual a quantidade de adoçante a base de aspartame que pode ser ingerida diariamente?
A quantidade máxima de aspartame que um adulto com 60 kg pode ingerir diariamente, com segurança, é de 2.400 mg, o que equivale, aproximadamente, ao consumo de 48 envelopes de 1 g de um adoçante dietético com 5% de aspartame, ou a 4 litros de refrigerante adoçado apenas com aspartame.
No caso de uma criança com 30 kg, as quantidades máximas correspondem a 24 envelopes do mesmo adoçante ou a 2 litros de refrigerante.

Fontes:

Editado por Tica

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Comentários

1. CELINA MARIAH - 25/08/2006

GOSTARIA DE SABER QUAIS SÃO OS ALIMENTOS QUE O PACIENTE COM LUPUS PODE ESTAR CONSUMINDO, E AQUELES QUE ELE NÃO PODE DE JEITO ALGUM CONSUMIR. POR FAVOR PRECISO LOGO DA RESPOSTA DE VOCÊS…

2. Esclerose Múltipla - 25/08/2006

Celina,

Nosso foco é Esclerose Múltipla. Sugerimos que procure um nutricionista e consulte o médico que acompanha o caso.

Abraços.


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