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Pílula pode ajudar mulheres com EM 29/04/2006

Posted by Esclerose Múltipla in Espaço médico, Você sabia?.
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A pílula contraceptiva parece ter um outro efeito protetor importante, além daquele para o qual foi originalmente concebida. Os efeitos na esclerose múltipla também poderão ser benéficos. É o que indica um estudo português, cujos resultados foram apresentados no início deste mês na reunião anual da Academia Americana de Neurologia, em San Diego, nos Estados Unidos.

De acordo com a pesquisa, mulheres com a doença que tomavam a pílula apresentavam um grau de incapacidadade significativamente menor, da ordem dos 30%, em relação às que não tomavam, nem nunca tinham tomado, aquele medicamento contraceptivo.

O estudo envolveu um total de 70 doentes com esclerose múltipla, distribuídas por dois grupos de igual número e com características homogêneas: idades aproximadas (cerca de 30 e poucos anos) número idêntico de surtos da doença desde o diagnóstico inicial, o mesmo número de partos e idade da primeira menstruação sensivelmente idêntica para todas elas. Num deles todas as doentes tomavam, ou já tinham tomado, a pílula; no outro grupo, as doentes nunca tinham tomado a pílula.

“Estes resultados são muito claros e coerentes com anteriores estudos”, sublinhou o médico Armando Sena, um dos coordenadores do estudo.

Pesquisas apontam para a existência de uma ligação entre os hormônios sexuais e a esclerose múltipla: há mais mulheres do que homens com esta doença neurológica, muitas mulheres com EM têm mais surtos quando estão menstruadas e, no ano passado, um outro estudo de pesquisadores dos EUA mostrou que os primeiros sintomas da doença apareciam mais tarde em pacientes que tomavam pílula anticoncepcional. Ou seja, a pílula parece ter uma espécie de efeito preventivo, retardando o aparecimento da EM.

A equipe médica coordenada por Armando Sena lembrou-se de verificar se a pílula também teria alguma influência posteriormente, com a doença já estabelecida. E meteu mãos à obra. O estudo foi feito no ano passado e os resultados divulgados agora. Há influência, sim senhor, e significativa para melhor, do ponto de vista do bem-estar das mulheres que tomam a pílula, concluiu o grupo da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa.

Fonte: Diário de Notícias (Portugal)

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Comentários

1. A.J.Faria - 01/05/2006

Gostei de conhecer este blogue!
É extremamente importante a divulgação dos avanços científicos que a EM vai tendo, e a consequente melhoria de vida dos que sofrem desta doença.
Abraço

2. esclerosemultipla - 02/05/2006

Que bom que gostou! 🙂

Agradecemos sua visita e esperamos você mais vezes em nosso blog.

Um abraço.


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