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“Assim que o médico disse ‘esclerose múltipla’, coloquei a cabeça em minhas mãos e logo pensei em cadeira de rodas.” 27/04/2006

Posted by Esclerose Múltipla in Qualidade de vida.
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A maioria das pessoas quando ouvem as palavras “esclerose múltipla” pensam imediatamente na vida em uma cadeira de rodas, mas não é sempre o caso.

Quando era uma garotinha, a nadadora Anne Sidwell só nadava de peito porque o estilo crawl a cansava muito. Agora, com 62 anos, sabe que os médicos deram a ela a chave para compreender uma série de momentos inexplicados em sua vida, como por exemplo sua aversão por esportes que exigem mais agilidade e força nas pernas, tais como hóckey ou tênis, ou o motivo pelo qual ela ficou dois meses sem enxergar com seu olho direito.

Anne foi diagnosticada com esclerose múltipla em 1997 e àquela época ela era “totalmente ignorante” acerca do significado do termo: “Assim que o médico disse ‘esclerose múltipla’, coloquei a cabeça em minhas mãos e logo pensei em cadeira de rodas. Fiquei em estado de negação durante uma semana. Eu simplesmente me recusei a aceitar que aquilo era o que eu tinha. E então eu comecei a ler tudo o que conseguia arrumar sobre EM.”

“Eu só fui ao médico em 1996 porque eu senti como se houvesse uma corda apertada em torno do meu tórax, e comecei a ter uma sensação de formigamento que subia dos meus pés para as pernas.”

Anne agora acredita que sua aversão por atividades físicas que exigissem muito dos membro inferiores era porque a EM deixava suas pernas exaustas e era mais fácil confiar em sua força superior do corpo.

Apesar disso, Anne tem uma vida ativa. Ela se considera de sorte, pois pode andar, embora às vezes não durante muito tempo. Seus nervos não foram atacados demais e ela pode fazer as coisas que aprecia.

“Ter EM é um desafio e eu apenas tento fazer tanto quanto eu sou capaz de fazer.”

Anne insiste que as pessoas com EM não “sofrem” de esclerose múltipla e que não se trata de uma “doença”, mas sim de uma “circunstância” – essas expressões podem ser inofensivas para alguns, mas fazem uma enorme diferença para os pacientes de EM.

Ela demorou cerca de 15 meses depois do diagnóstico para dizer às pessoas que tinha EM, mas agora convive com isso numa boa.

“Minha vida está longe de ser o que eu imaginei quando recebi a notícia da EM. Se Deus quiser, eu não ficarei pior. Mas se Ele sentir que eu preciso de mais desafios, então ele me dará mais desafios.”

Nota da editora: Se você tem EM, não quer dizer que você seja ou que algum dia se torne deficiente. Cada caso é um caso e nosso corpo é governado por nossa mente. Viva sempre com qualidade e mantenha o foco na saúde.

Fonte: Peterborough Today

Tradução livre do blog.

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