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A abordagem fisioterapêutica do método Pilates 17/04/2006

Posted by Esclerose Múltipla in Qualidade de vida.
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Por Dr. Paulo Geanetti, Dra. Michelle Ramos, Dra. Fernanda Pessurno, Dra. Marcelhy Villas, Dr. Sérgio Varella, Dra. Maria Cristina Ebole e Dra. Marisete Pilon – Fisioterapeutas

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Introdução e histórico

Este artigo tem como objetivo divulgar aos pacientes e profissionais o atual uso do Método Pilates, dentro da Fisioterapia, apresentando os meios de ação da técnica, que vem mostrando efetivos resultados na recuperação das funções músculo-esqueléticas, assim como seu uso clínico no trabalho postural e preventivo de inúmeros quadros álgicos e limitantes.

Joseph Pilates nasceu no ano de 1880, na Alemanha. Desde cedo sofria de asma, raquitismo e febre reumática. Sua determinação o levou a estudar várias formas de exercícios, como, Ioga, técnicas gregas e romanas e fisiculturismo, levando-o a sistematizar ao longo dos vários anos um método de exercícios terapêuticos que conseguem atuar simultaneamente no fortalecimento, na flexibilidade e proporcionar sensação de tranqüilidade e bem estar.

Princípios fisiológicos

Como princípio básico do Método Pilates identificamos o Controle do Centro. Joseph Pilates acreditava que o controle do centro era a essência do controle do movimento humano. Ele chamou o princípio de “Contrologia” e o definiu como a Ciência e a Arte de coordenar o desenvolvimento do corpo, mente e espírito, através de movimentos naturais sob o rígido controle da vontade.

Este princípio busca o enrijecimento e fortalecimento do músculo abdominal transverso, músculo esse, intrínseco e estabilizador da coluna vertebral, que quando solicitado, além de proteger a coluna, faz com que os movimentos se tornem mais precisos, facilitando a correção postural e melhorando o movimento dinâmico.

O movimento deve ser realizado com o máximo de seu controle, deixando-o fluir de forma harmônica e sem interrupções, promovendo ao máximo uma estabilidade dinâmica, através da conscientização individual da sua imagem corporal.

A função respiratória exerce um papel importante no Método, pois ela organiza o movimento. Dessa forma, promove uma conexão que transmite forças de modo eficaz através de todo o corpo. A interação de forças ou sinergia que existe entre o assoalho pélvico, região abdominal e torácica, permite uma conexão que é um dos componentes mais essenciais no sequenciamento de movimento.

A partir daí, podemos afirmar que a respiração facilita a estabilização e a articulação da coluna, o deslizamento escapular, o controle do centro, o alongamento axial, estimula a oxigenação do sangue, favorecendo o sistema circulatório.

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O Método Pilates não possui contra-indicações para a sua prática, porém devemos adotar precauções na aplicação do Método com vistas a identificar as características individuais de cada paciente.

Disfunções do Sistema nervoso central e periférico continuam a serem investigados como fontes de patologias ortopédicas. O sistema nervoso pode se tornar temporariamente comprometido, se tornar isquêmico, e provocar sintomas de dor, parestesias, fraqueza e diminuição do controle motor.

Normalmente estes sintomas e sinais apresentam um diagnóstico tradicional ortopédico, mas não respondem aos tratamentos ortopédicos tradicionais, como cinesioterapia, eletrotermoterapia e alongamento muscular. Praticantes do Método obtêm sucesso na diminuição dos sintomas através da mobilização do sistema nervoso e de seu tecido conectivo.

Podemos supor que em casos onde os tratamentos mais tradicionais não funcionam (como imobilização para manter-se estático) funcionariam bem com o movimento, ou seja, com mobilização de articulação e tecido mole e exercícios de estabilização. O Método Pilates pode servir como técnica para mobilizar o sistema nervoso e seus tecidos conectivos adjacentes.

Se aos 30 anos você está encurtado e fora de forma, você é um velho; se aos 60 anos você é forte e flexível, então você é jovem.

Uma sessão de Pilates

Em cada sessão é realizada uma série de exercícios elaborados por Fisioterapeutas, especializados no Método, em aparelhos específicos e no solo com o auxílio de bolas, rolos, elásticos e etc.

Cada sessão tem duração aproximada de 60 (sessenta) minutos e ao término realiza-se um relaxamento final. A freqüência é diária ou de acordo com a necessidade individual do paciente.

Os aparelhos utilizados no Método foram criados pelo próprio Joseph Pilates e visam gerar um ambiente de facilitação do movimento. Eles trabalham com molas (com exceção do Ladder Barrel) que geram a resistência graduada ao fortalecimento do músculo necessário ao movimento funcional. Os aparelhos utilizados no Método Pilates são: Studio Reformer, Clinical Reformer, Trapézio ou Cadillac, cadeira Combo, cadeira Wunda, Ladder Barrel e Unidade de Parede (Wall Unit, uma versão simplificada do Trapézio). Todos os aparelhos proporcionam os benefícios acima mencionados.

Conclusão

O Método Pilates produz resultados significativos na recuperação e prevenção de patologias, dessa forma, deve ser encarado como mais um procedimento seguro dentro de inúmeros recursos fisioterapêuticos já existentes.

Os benefícios consistentes do Método, levaram alguns hospitais dos EUA, a adotarem seus princípios, assim como alguns aparelhos, em pacientes hospitalizados. De acordo com relatos, foi observada diminuição no tempo de internação.

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Fonte: Casa de Saúde São José

 

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Comentários»

1. Sarah - 03/04/2010

Bom dia!

Tenho esclerose múltipla e gostaria muito de fazer pilates, pois já fiz fisioterapia mas… chega uma hora em que os exercícios se tornam repetitivos, não fazendo tanto efeito assim, poderiam me fornecer endereços na região da zona sul em São Paulo ou alguma academia onde tem esta modalidade.

Sem mais,

Sarah!!!


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