jump to navigation

Mononucleose infecciosa como fator de risco 29/03/2006

Posted by Esclerose Múltipla in Espaço médico.
trackback

Evan L. Thacker, Fariba Mirzaei e Alberto Ascherio, da Escola de Saúde Pública de Harvard (Boston), publicaram este ano um estudo realizado para caracterizar a associação entre a mononucleose infecciosa (MI) e o risco de esclerose múltipla (EM). Os autores concluíram que a infecção pelo vírus Epstein-Barr manifesta como mononucleose infecciosa em adolescentes e adultos jovens é um fator de risco para a EM.

Utilizando os resultados desta metanálise e os de outras investigações, criaram o conceito de um modelo de relação entre a infecção pelo vírus Epstein Barr (EBV) e a EM. De acordo com este modelo, o risco para a EM é perto de zero entre os indivíduos que não foram infectados pelo EBV, intermediário entre os indivíduos que foram infectados na primeira infância e o risco mais elevado entre os indivíduos infectados na adolescência ou mais tarde na vida.

Segundo os autores, realizar um teste crítico deste modelo proposto é difícil na ausência de uma vacina segura e efetiva, mas podem corroborar para esta evidência grandes estudos longitudinais dos fatores genéticos e ambientais (incluindo outras infecções) que interajam com o EBV e pela elucidação do mecanismo molecular que pode ligar o EBV ou a resposta imune ao EBV a EM.

Afirmam que não há dúvidas de que o EBV é apenas um dos componentes na via complexa de eventos que causam a EM e pode-se provar que seja um dos componentes mais vulneráveis à intervenção.

Resumo do Artigo:

Mononucleose infecciosa e o risco de esclerose múltipla: uma metanálise

Objetivo: O estudo foi realizado para caracterizar a associação entre a mononucleose infecciosa (MI), uma manifestação clínica freqüente da infecção do vírus Epstein-Barr após a infância e o risco de esclerose múltipla (EM). Métodos: Realizaram uma revisão sistemática e metanálise* de estudos de caso-controle e coorte de MI e EM. Resultados: O do risco relativo combinado de EM após MI de 14 estudos foi 2.3 (95% intervalo de confiança, 1.7-3.0; p <10 (-8)). Fontes potenciais de heterogeneidade (ex, desenho de estudo, definição EM e latitude) em quase nada influenciaram nos resultados. Interpretação: Concluíram que a infecção pelo vírus Epstein-Barr manifesta como MI em adolescentes e adultos jovens é um fator de risco para a EM.

Fonte:
Thacker EL, Mirzaei F, Ascherio A. Infectious mononucleosis and risk for multiple sclerosis: A meta-analysis. Ann Neurol. 2006 Mar;59(3):499-503.

Edição e tradução por Tica

Assunto relacionado: Doença do beijo é comum entre os 15 e 25 anos

Anúncios
%d blogueiros gostam disto: