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Sopro no Corpo: Vive-se de Sonhos 20/03/2006

Posted by Esclerose Múltipla in Utilidade pública.
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Vive-se de Sonhos de Marco Antonio de Queiroz

Trago uma excelente dica de leitura, o livro de Marco Antonio de Queiroz, Sopro no Corpo: Vive-se de Sonhos, reeditado e atualizado em 2005. MAQ, como é conhecido, diabético desde os 3 anos de idade, perdeu a visão aos 21 anos e foi transplantado de rim e pâncreas. Segundo Affonso Romano de Sant’ana, ele conta a sua trajetória com uma auto-ironia primorosa e desconcertante. Ano passado deu uma entrevista no programa “É Preciso Saber Viver” da novela América:

“É um livro em que eu conto de tudo. Minha doença, minhas limitações, meu relacionamento com elas… Toda essa luta, que pode servir como motivação a alguém que tenha os mesmos problemas”.

Para quem ainda não leu e quer conhecer um pouco mais o MAQ, dê uma olhada na página pessoal Bengala Legal que está na web desde 2000. Possui seções de esclarecimento sobre a cegueira e o diabetes, reflexões sobre as diferenças, preconceito, inclusão social, textos acadêmicos, reportagens e muito mais.

Fontes:

Bengala legal: http://www.bengalalegal.com/.

Sobre o Livro: http://www.bengalalegal.com/sopro.php

Leia um trecho do prefácio escrito por Veldelúcia Alves da Costa:

“A aceitação da deficiência se desenvolveu gradativamente para Marco Antonio ao longo de anos, preenchidos com experiências exitosas no trabalho, nos estudos e na vida familiar. É necessário destacar que a aceitação das implicações e limitações impostas pela diabetes e pela deficiência visual não ocorreu como um relâmpago, acompanhado de um dar-se sempre bem com a vida. Antes, seu processo de luta o ensinou, pouco a pouco, que a deficiência não precisa ser pensada como um fardo insuportável. Ela pode ser considerada como uma complicação – e quem não tem isso na vida? À proporção que a luta pelo trabalho, pelo conhecimento, pela saúde, pela família, pelo amor, pelo sonho e pela felicidade dá prova de algum sucesso, Marco Antonio vai acolhendo a deficiência visual como uma experiência, e como tal pode e deve ser considerada constituinte de sua subjetividade. A vida com acolhimento e realizações passa a ser a questão central de sua luta, bradando como Thiago de Mello: “Pois aqui está a minha vida, pronta para ser usada. Vida que não se guarda nem se esquiva, assustada. Vida sempre a serviço da vida. Para servir ao que vale a pena (…)”.

Prefácio de Valdelúcia Alves da Costa, professora adjunta da Universidade Federal Fluminense, docente do Programa de Pós-Graduação em Educação, coordenadora do Curso de Especialização em Educação Especial e vice-coordenadora do Curso de Pedagogia.

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