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Região sudeste apresenta o maior número de casos 09/03/2006

Posted by Esclerose Múltipla in Você sabia?.
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No Brasil, estima-se que existam cerca de 25 mil pessoas com esclerose múltipla (15 pessoas a cada 100 mil), sendo que a região sudeste apresenta o maior número de casos diagnosticados.

A doença é mais comum em populações de origem européia e seus descendentes e é mais presente em regiões de clima temperado como Grã-Bretanha, Norte dos Estados Unidos e Canadá.

Fonte: UOL

Editado por Tica e Teca

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Comentários

1. Marisa C.G. Paula - 27/07/2006

O problema de atingir mais pessoas brancas, de origem européia, á mais comum? Pergunto porque sou branca, descedente de Espanhóis, e sou de São Paulo. Isto influência???

2. Tica - 28/07/2006

Cara Marisa,

Transcrevo um trecho do artigo de Guilberto Minguetti para você:

“É consenso na literatura mundial que a incidência da EM tem relação com grupos étnicos e com a região do globo terrestre habitada por estes grupos. A doença é mais freqüente entre os habitantes do norte europeu e entre seus descendentes americanos, canadenses, australianos e sul-africanos. É considerada rara nos povos asiáticos e praticamente inexistente na população negra da África. Além disso, estudos populacionais sugerem que algum fator ambiental tenha participação direta na ocorrência desta doença nas diferentes partes do mundo. Ela é mais freqüente entre as populações localizadas nas zonas temperadas e frias, situadas aproximadamente entre 40 e 60 graus de latitude norte e sul, particularmente no norte. Nas áreas próximas ao Equador da Terra, sua ocorrência é quase nula. Na Europa Ocidental, podem ser consideradas duas áreas de maior concentração da doença. A primeira mostra a existência de 50 a 60 casos para cada 100 mil habitantes entre os paralelos 43 e 65 graus de latitude norte. A outra faixa, de média freqüência, apresenta a prevalência de 15 casos para cada 100 mil habitantes e fica entre os paralelos 38 e 46 graus de latitude norte. A predominância da esclerose múltipla no norte dos E.U.A. e Canadá é semelhante àquela observada no norte europeu. Porém, no sul dos E.U.A, entre os paralelos 12 e 18 graus, a prevalência é de cerca de 5 casos para cada 100 mil habitantes. Na América do Sul, não existem dados estatísticos que possam assegurar a real prevalência da esclerose múltipla. No Brasil, presume-se que a incidência seja baixa, isto é, inferior a 5 casos para cada 100 mil habitantes. Contudo, os neurologistas, particularmente aqueles do Sudeste e Sul do Brasil, têm-se deparado com um número cada vez maior destes casos, talvez porque estejam cada vez mais influenciados pelos critérios clínicos já bem mais divulgados e discutidos no meio médico.”

MINGUETTI, Guilberto. Ressonância magnética na esclerose múltipla: análise de 270 casos. Arq. Neuro-Psiquiatr., set. 2001, vol.59, no.3A, p.563-569.

Obrigada pela visita.
Abraços.


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