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Diagnóstico diferencial da Esclerose múltipla 09/03/2006

Posted by Esclerose Múltipla in Espaço médico.
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Segundo a Academia Brasileira de Neurologia, em seu artigo Diagnóstico e Tratamento da Esclerose Múltipla, escrito para o Projeto Diretrizes criado pela Associação Médica Brasileira e Conselho Federal de Medicina, o diagnóstico diferencial deve ser a conduta clínica mais importante e que precede a confirmação da EM.

Várias são as doenças que tem uma apresentação temporal e espacial de seus sinais e sintomas:

Doenças desmielinizantes com padrão de evolução monofásico como a encefalomielite aguda disseminada, a mielite transversa aguda e a neurite óptica; sendo que nesta última, em aproximadamente dois terços dos pacientes, há infecção viral precedente;

A mielinóse pontina e extrapontina, leucodistrofias (adrenoleucodistrofia), mielopatia pós-radiação são exemplos de doenças crônicas que apesar de não terem caráter inflamatório, lesam a mielina e podem apresentar evolução monofásica ou progressiva;

As vasculites sistêmicas, lúpus eritematoso sistêmico, doença de Sjöegren, doença de Behçet e sarcoidose podem ter comportamento semelhante a EM, tanto no padrão temporal como espacial dos sinais e sintomas neurológicos;

Doença vascular cerebral como embolia de origem cardíaca em jovens, endocardite, síndrome do anticorpo anti-cardiolipina e cadosil;

Síndromes infecciosas como sífilis meningovascular, doença de Lyme, Sida, mielopatia pelo HTLV-I;

Síndromes paraneoplásicas, quando os sintomas neurológicos precedem o aparecimento da neoplasia, apresentando anticorpos antineuronal (anticélula de Purkinje), anti-Yo na síndrome cerebelar subaguda; encefalite do troncocerebral, mielite, encefalomielite, apresentando anticorpos anti-Hu e anticorpo antinúcleo neuronal (ANNA-2);

Malformações venosas, encefálicas ou medulares, da transição occípto-cervical (malformação de Chiari);

Processos expansivos encefálicos ou medulares, principalmente os de natureza benigna;

Doenças carenciais como mielose funicular, que pode envolver tratos mielinizados da medula, apresentando características progressivas simulando a esclerose múltipla progressiva primária;

A neurite óptica como sintoma inicial da esclerose múltipla tem como característica fundamental a presença de dor ocular, principalmente à movimentação do olho, devendo ser diferenciada de outras perdas oculares agudas que embora não apresentem dores, entram no diagnóstico diferencial tais como: neuropatia óptica anterior isquêmica, neuropatia óptica hereditária de Leber, coreoretinopatia serosa central, retinopatia associada à neoplasia (com anticorpos anti-recoverina);

Doenças degenerativas como paraplegias e ataxias hereditárias

Fonte: Callegaro D. Diagnóstico e Tratamento da Esclerose Múltipla. Academia Brasileira de Neurologia. Projeto Diretrizes. 29 de Julho de 2001

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Comentários

1. indiara - 25/08/2006

tenho 20 anos e descobri que tenho esclerose múltipla.Que tratamento devo segui para não deixar a doença progredir???

2. Esclerose Múltipla - 27/08/2006

Indiara,

A primeira coisa a fazer é eleger um neurologista em quem você confie e seguir à risca o que ele te recomendar. Nada de aderir a tratamentos ou alternativas sem o conhecimento e consentimento do seu médico!

Na nossa área “Qualidade de Vida” damos algumas dicas de como conviver melhor com a EM.

Tudo de bom pra você!

Abraços.


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