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Doença de Lyme e Esclerose Múltipla 04/03/2006

Posted by Esclerose Múltipla in Espaço médico, Utilidade pública.
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Acaba de sair no Jornal Comunidade News (Danbury,CT,USA), da comunidade brasileira nos EUA, o caso de John Logiudice que recebeu o diagnóstico de esclerose múltipla (EM), mas tinha outra doença. Já em cadeira de rodas, encontrou com seu médico antigo que questionou o diagnóstico, baseado no fato da progressão da doença ter sido muito rápida. John realizou uma série de exames e foi diagnosticada Doença de Lyme.

Cabe ressaltar que a inexistência de um marcador biológico para a EM é um problema grave que pode resultar em casos como este. A Doença de Lyme também não apresenta critérios específicos para o diagnóstico. Seu diagnóstico é difícil porque os sinais e sintomas imitam aqueles de muitas outras doenças. A febre, as dores musculares e a fadiga causados pela doença de Lyme, podem facilmente ser confundidos com infecções virais, tais como influenza ou mononucleose infecciosa. A dor pode ser confundida com vários tipos de artrites, tais como a artrite reumatóide e os sinais neurológicos podem imitar aqueles causados por outras condições, tais como esclerose múltipla. Os resultados de testes de sangue determinam se o paciente tem anticorpos às bactérias da doença de Lyme. Estes testes são os mais úteis em estágios mais tardios da doença, mas mesmo assim os resultados podem ser inexatos.

A Doença de Lyme é uma infecção curável, causada por uma bactéria transmitida ao homem através da mordedura de carrapatos. A mordedura pode passar despercebida. O envolvimento cerebral chamado de Neuroborreliose tardia pode originar manifestações de doenças desmielinizantes como a EM.

Estudos sobre a associação destas duas doenças são urgentes. Foi descrito na literatura um caso de doença de Lyme associado a E.M. Neste caso o paciente teve resultados de exames (Elisa e PCR positivos) para Doença de Lyme, apresentou melhora em alguns sintomas após o tratamento, mas outros apareceram e progrediu clinicamente e através de exames de ressonância como EM.

Pelos motivos expostos não podemos tirar conclusões precipitadas a respeito do caso de John exposto no jornal.

Veja a matéria:

Matéria da Comunidade News

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