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Prioridade processual para portadores de doenças graves Agosto 5, 2009

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* Antonieta Barbosa

Há anos tramitando no Congresso Nacional, finalmente foi aprovado o Projeto de Lei que inclui, entre outros, os pacientes de doenças graves no rol de pessoas cujos processos devem tramitar prioritariamente.

O assunto já deveria ter merecido atenção por parte dos nossos legisladores, pela violação que representava ao principio da isonomia o tratamento igualitário então existente entre doentes graves e cidadãos saudáveis. Segundo Rui Barbosa “A justiça consiste em tratar desigualmente os desiguais”.

Pela legislação anterior, apenas os idosos, com 60 anos ou mais, poderiam se beneficiar da prioridade, numa acertada medida, conferida pelo Estatuto do Idoso. No entanto, os doentes graves, já fragilizados não apenas no aspecto físico, mas também psicológico e emocional, diante de perspectivas sombrias e das condições de vida comprometidas, não contavam com esse tipo de tratamento diferenciado e seus advogados, quando muito, podiam se valer de uma interpretação extensiva da lei do idoso, quase sempre, insuficiente para o convencimento dos magistrados.

Antes da lei 12008/09, raros advogados ousavam solicitar a prioridade que, por não ter respaldo na legislação pátria, pouco influía nas decisões judiciais. Como a norma aprovada independe de regulamentação, já é possível requerer essa prerrogativa perante o juízo competente, em qualquer instância do processo.

Tendo em vista que uma demanda judicial, pelas vias normais, com todas as possíveis manobras protelatórias pode levar até mais de uma década, não resta a menor dúvida de que os portadores de doenças crônicas graves, em face das limitações e da redução na sua expectativa de vida, foram beneficiados pelo novo diploma legal.

Não obstante, a novidade poderá gerar muita polêmica pela dificuldade da definição de “doença grave” cujo conceito se apresenta eivado de subjetividade. Um paciente de gripe, hoje, pode ser um considerado “doente grave” embora a gripe em si não seja uma “doença grave”.

Quanto a esse aspecto, a própria lei estabelece critérios díspares quanto aos processos judiciais e procedimentos administrativos.

No primeiro caso, determina que a pessoa interessada junte prova da sua condição o que só é possível através de um laudo médico circunstanciado. Nessa hipótese o paciente terá que provar “ser doente grave” o que implicará em mais um procedimento a depender do entendimento de um médico especialista e não apenas do diagnóstico da doença. Há que se indagar ainda se o referido laudo pode ser emitido por um médico particular ou se apenas através do serviço público. Não ficou claro, também, se o documento deverá ser recente ou pode ser utilizado o laudo contemporâneo ao diagnóstico. Tudo isso certamente acarretará dúvidas e desencadeará alguns trâmites adicionais ao processo, dilatando em conseqüência os prazos e obstaculizando a celeridade que é o objetivo principal da norma.

No tocante aos procedimentos administrativos, a norma enumera as doenças graves, facilitando assim a sua identificação, sendo beneficiados, segundo a letra da lei, as pessoas portadoras de: tuberculose ativa, esclerose múltipla, neoplasia maligna, hanseníase, paralisia irreversível e incapacitante, cardiopatia grave, doença de Parkinson, espondiloartrose anquilosante, nefropatia grave, hepatopatia grave, estados avançados da doença de Paget (osteíte deformante), contaminação por radiação, síndrome de imunodeficiência adquirida, ou outra doença grave, com base em conclusão da medicina especializada, mesmo que a doença tenha sido contraída após o início do processo.

Isso significa a prioridade em qualquer pleito junto aos órgãos públicos, tais como: requerimentos dos benefícios previdenciários ao INSS, pedidos de isenção de impostos junto à Receita Federal, a própria devolução de imposto de renda, recursos perante o Detran, emissão de passaporte, etc.

Apesar da possibilidade de suscitar os mesmos questionamentos citados anteriormente, a listagem das moléstias facilitará ao paciente provar ter sido acometido por uma das enfermidades enumeradas, através da simples comprovação do diagnóstico.

Em ambas as hipóteses os autos receberão identificação própria, em geral uma tarja ou numeração, que evidenciará o regime prioritário.

Outras impropriedades poderiam ser apontadas como, por exemplo, deixar os portadores de deficiência física e mental alijados da celeridade processual, contemplando-os apenas com a prioridade nos procedimentos administrativos.

Poderíamos ressaltar ainda a desnecessidade de estender pós-morte os efeitos da prioridade sem especificar em que condições. A lei preconiza que no caso de falecimento do paciente o cônjuge sobrevivente continuará usufruindo da prioridade, mesmo sendo jovem e saudável, o que não parece ter sido a intenção do legislador.

Apesar de toda polêmica ou controvérsia que a nova norma possa vir a causar, é forçoso reconhecer que houve um avanço no sentido da humanização da legislação e da proteção para um segmento da sociedade formado por pessoas, dos mais diferentes grupos etários e sociais, cujo único vínculo é um cotidiano permeado pelo sofrimento e pelas limitações que a própria doença impõe, não raro, de forma bastante cruel.

* Antonieta Barbosa é advogada, especialista em Direito do Paciente e autora do livro “Câncer – Direito e Cidadania”- www.antonietabarbosa.adv.br

Fonte: Segs Portal Nacional

Pacientes brasileiros de esclerose múltipla ganham novo medicamento Março 12, 2009

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Especialistas internacionais no tratamento da esclerose múltipla realizaram palestras para 50 neurologistas brasileiros, no último sábado, em São Paulo, apresentando um novo medicamento, com maiores benefícios, para o tratamento da doença, que é auto-imune e acomete o sistema nervoso central. Vindos do Canadá e da Espanha, países que possuem importantes centros médicos para o tratamento da esclerose múltipla, os médicos Peter Rieckmann e Jaume Sastre-Garriga, explicaram a importância da nova droga, que acaba de chegar ao Brasil.

“Temos agora uma droga bem mais eficiente por ser menos imunogênica, com menos efeitos colaterais locais e, dessa forma, mais tolerada pelos pacientes”, explicou o Prof. Rieckmann, da Divisão de Neurologia do Centro de Pesquisas Cerebrais do Hospital da Universidade British Columbia, em Vancouver, Canadá, onde são atendidos anualmente cerca de 4 mil pacientes.

Para o espanhol Jaume Garriga, da Unidade de Neuroimunologia do Hospital Universitário Vall d`Hebron, em Barcelona, o ponto chave do novo medicamento – uma nova formulação de betainterferona 1 a – é a menor imunogenicidade. “Muitas pessoas desenvolvem anticorpos à própria droga, o que neutraliza o efeito do tratamento, ele fica menos eficaz. Com esta nova fórmula o tratamento será mais eficiente”, observa o professor. Em seu centro em Barcelona, são acompanhados regularmente 2.500 pacientes com esclerose múltipla.

Medicamento oral e diagnóstico por imagem – O evento do último sábado abordou ainda as dificuldades e importância em definir o diagnóstico correto, excluindo doenças que costumam ter sintomas parecidos, principalmente com o uso de exames de Ressonância Magnética por Imagens. Além de antecipar novidades para o próximo ano, quando deverá chegar ao mercado o esperado medicamento oral para o tratamento da esclerose múltipla.

“Já sabemos que o medicamento oral – a cladribina – é muito eficiente na redução de recaídas, como acontece com as drogas injetáveis. Mas precisamos saber sobre os efeitos colaterais em longo prazo. Por enquanto sabemos apenas sobre os efeitos colaterais nos dois anos de estudos. Mas acho que quando a droga oral estiver disponível teremos que fazer um mix de situações individualizadas para cada paciente: quem vai começar com a oral por não tolerar a injetável, quem vai continuar com o medicamento tradicional e assim por diante”, observa Peter Rieckmann.

Especialista no diagnóstico da esclerose múltipla, Jaume Garriga, falou sobre a importância do exame de Ressonância Magnética por Imagem. Para ele, o exame é muito importante e somente pode ser dispensável quando o paciente já teve dois ataques bem claros da doença.

Na opinião de Garriga, o aumento da prevalência da esclerose múltipla deve-se muito aos exames de Ressonância Magnética. “Estamos mais capazes em reconhecer a doença. Acho que a prevalência aumenta por vários motivos, mas também em função dos melhores diagnósticos”.

A prevalência da esclerose múltipla na Espanha é de 60 a 70 casos para cada 100 mil habitantes, enquanto que no norte da Europa, em países como Escócia, Suécia e Dinamarca chega a 250 por 100 mil. O clima, a falta de sol, a falta de vitamina D, o estresse, a poluição, são determinantes para a prevalência. Além do sexo, já que a esclerose múltipla atinge de duas a três mulheres para cada homem. No Brasil alguns estudos indicam que a prevalência seja de 10 a 15 casos para cada 100 mil.

Adesão ao tratamento vai aumentar – Neurologistas brasileiros presentes ao evento também estão otimistas com a chegada do novo medicamento. O Prof. Fernando Figueira, Chefe do Centro do Hospital da Terceira Ordem da Penitência do Rio de Janeiro, afirma que a nova fórmula será bem mais tolerada pelos pacientes. “Acho que nunca teremos uma medicação 100% segura e 100% eficaz, mas precisamos buscar a melhor relação. O fato do novo medicamento ser menos imunogênico garante uma eficácia maior ao tratamento. E será bem mais tolerado, pois diminui as reações alérgicas, os sintomas como febre e mal estar. E isso é ótimo para a adesão dos pacientes ao tratamento”, afirma Figueira.

Responsável pelo Centro de Esclerose Múltipla do Hospital da Restauração do Recife, a Dra. Maria Lúcia Brito, confirmou que o novo medicamento aumentará a adesão do paciente ao tratamento. Ela conta que um em cada dois pacientes desenvolvem algum tipo de alergia no local da injeção, principalmente aqueles que estão em tratamento há muitos anos. “Há uma grande expectativa positiva dos médicos e dos pacientes para a chegada deste novo medicamento”, observa a neurologista do Recife, onde são acompanhados 600 pacientes com esclerose múltipla.

Esclerose Múltipla – A esclerose múltipla é uma doença auto-imune, crônica, que afeta o sistema nervoso central. Não tem causa definida e surge em adultos jovens – com idade entre os 20 e os 40 anos -, comprometendo movimentos e visão. A esclerose múltipla afeta mais as mulheres, numa proporção de três para um. Sintomas como perda de visão unilateral, diminuição da força nas pernas e nos braços, formigamentos, dores faciais e vertigens, devem ser bem analisados pelos médicos, pois podem representar o início da doença.

Em todo o mundo existem cerca de 2 milhões de portadores da doença. No Brasil estima-se a existência de 25 mil pacientes.

Fonte: Portal Fator Brasil

Células-tronco: milagres médicos não acontecem por acidente Março 9, 2009

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Obama suspende restrições a células-tronco

Grupos de células-tronco embrionárias (arquivo)

Células-tronco têm a capacidade de se transformarem em qualquer outro tipo de célula

O presidente americano, Barack Obama, anunciou nesta segunda-feira o fim de várias restrições para pesquisas com células-tronco feitas com, verbas federais.

“Milagres médicos nao acontecem simplesmente por acidente”, diisse ele ao fazer o anúncio que representa uma grande mudança na política americana.

O ex-presidente George W Bush tinha bloqueado o uso de qualquer verba federal para pesquisas com linhagens de células-tronco criadas depois de 9 de agosto de 2001.

Analistas afirmam que a decisão de Obama também pode levar o Congresso americano a suspender uma outra proibição, a de gastar o dinheiro de impostos para criar embriões.

Polêmica ética

A proibição, conhecida como Emenda Dickey-Wicker, existe desde 1996 e é renovada todo ano pelo Congresso.

Células-tronco são células com a capacidade de se transformarem em outro tipo de célula humana, células de ossos, músculos ou nervosas, por exemplo.

Um embrião pode fornecer um estoque sem limites destas células. Mas o uso de células-tronco de embriões humanos em pesquisas é um assunto polêmico e alguns ativistas acreditam que isto não seria ético.

Cientistas afirmam que estas pesquisas podem levar a grandes avanços médicos, mas muitos grupos religiosos são contra.

A prática de criar embriões é rotineira em clínicas particulares, mas a proibição vigente nos Estados Unidos coloca obstáculos para pesquisas federais até mesmo antes das restrições impostas por Bush, o que obrigou os cientistas a usar embriões que sobraram de tratamentos de fertilização.

A proibição do uso de verbas federais significava que cientistas eram obrigados a separar qualquer pesquisa de células-tronco com verbas particulares de suas atividades financiadas pelo governo.

Interferência política

Correspondentes afirmam que a mudança é parte de um compromisso de Barack Obama, de deixar claro que seu governo quer que a pesquisa científica fique livre de interferências políticas.

Obama deixou claro durante sua campanha presidencial que, se eleito, iria reverter a decisão do governo Bush, que vetou duas vezes as tentativas do Congresso de suspender a proibição.

“Acredito que as restrições impostas pelo presidente Bush para o financiamento de pesquisas com células tronco de embriões humanos algemaram nossos cientistas e prejudicaram nossa capacidade de competir com outros países”, disse Obama durante a campanha.

O presidente George W. Bush e outros conservadores argumentavam que os embriões são vivos, humanos, e por isso não deveriam ser destruídos.

De acordo com o correspondente da BBC em Washington Kevin Connolly, assim como Bush, Obama tem crenças cristãs profundas, mas prefere definir a questão nos termos de restaurar a integridade científica ao governo.

Em uma entrevista à BBC em janeiro, Robert Evans, pastor e estudioso de bioética, afirmou que será contra qualquer medida que permite o uso de verbas federais para novas linhagens de células-tronco.

“O que (a medida) indica é que foi negado ao embrião humano o direito à vida”, disse.

Fonte: BBC Brasil

Nova droga se mostra promissora contra esclerose múltipla Fevereiro 27, 2009

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O medicamento fampridine, ainda em fase de teste, melhorou o movimento dos pacientes com esclerose múltipla e parece ter boa tolerância, revela nesta sexta-feira a revista médica The Lancet.

A pesquisa, liderada por Andrew Goodman, da Universidade de Rochester (Nova York), realizou testes clínicos da fase III (última etapa antes do pedido de aprovação para o mercado) em cerca de 300 pacientes com esclerose múltipla, com entre 18 e 70 anos.

Parte do grupo tomou durante 14 semanas a droga fampridine (10 mg duas vezes ao dia) e a outra parte recebeu um placebo.

No grupo tratado com fampridine, 35% dos pacientes passaram a caminhar melhor, contra apenas 8% no grupo que tomou placebo.

A esclerose múltipla, doença neurológica que provoca perda dos movimentos, degrada a bainha de mielina que protege as fibras nervosas, reduzindo a velocidade de condução dos sinais.

Esta doença crônica, que afeta com maior frequência o jovem adulto, atinge cerca de 80 mil pessoas na França e 350 mil na Europa.

O fampridine não age no processo de desmielinação, mas contribui para melhorar o fluxo de sinais nervosos.

O laboratório Acorda Therapeutics, que desenvolve a nova droga, apresentou este mês um pedido de autorização de acesso ao mercado à agência americana de medicamentos (FDA).

Fonte: Último Segundo

Criado instituto de excelência em células-tronco e terapia celular Fevereiro 4, 2009

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Pesquisas com células-tronco no Brasil

Apesar de relativamente recente, a pesquisa com células-tronco já está bastante segmentada no Brasil. Com o intuito de reunir várias linhas em um único grupo foi criado o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Células-Tronco e Terapia Celular (INCTC).

O INCTC é coordenado pelo professor Roberto Passetto Falcão da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP. Segundo o professor a ideia é “agregar instituições com diferentes competências sobre um mesmo tema”, no caso, as células-tronco e a terapia celular.

O assunto células-tronco entrou em discussão em 2005, após a criação da Lei de Biossegurança, do mesmo ano, e sua contestação poucos meses depois pela Procuradoria Geral da União.

Terapia celular

O trabalho com as células-tronco é, de certa forma, um ramo da chamada terapia celular que é a utilização de células em terapias e tratamentos. Estas células podem estar em diferentes estados de maturação e diferenciação. Um exemplo de utilização de células maduras na terapia celular são as transfusões sanguíneas. O Instituto contudo irá pesquisar formas de terapia celular utilizando somente células-tronco.

Sobre as pesquisas, o professor afirma que de início deverão ser estudadas a utilização das células no tratamento de diabetes mellitus, esclerose múltipla e para a doença do enxerto versus hospedeiro. As duas primeiras são doenças degenerativas e a terceira está relacionada a complicações em transplantes de medula.

Falcão também explica que não será estudado apenas o tratamento de doenças com células-tronco, mas também todo o funcionamento dos diferentes tipos de células e seus processos de diferenciação.

Reunindo diferentes competências

O INCTC tem origem principalmente no Centro de Terapia Celular (CTC) ligado à USP de Ribeirão Preto. Com a formação do Instituto foram agregados mais cinco grupos de pesquisa ligados ao Instituto de Biociências (IB), à Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ), à Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos (FZEA), todos da USP, além do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e do Instituto Evandro Chagas (IEC) do Pará.

Como afirma o professor, cada instituto tem uma competência diferente. Os grupos instalados na Capital paulista e os do Rio de Janeiro foram os primeiros do País a desenvolver pesquisas com células-tronco embrionárias. Já as pesquisas da FMRP estão mais desenvolvidas em relação ao uso de células adultas. Em Pirassununga as pesquisas estão focadas na clonagem de células e no Pará no estudo com primatas.

Como os centros de pesquisa já estão constituídos fisicamente a verba cedida pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) ao Instituto servirá para o custeio de equipamentos, principalmente.

Educação continuada

Além das pesquisas, o INCTC pretende desenvolver um projeto de educação continuada. Nos cursos de pós-graduação latu senso serão treinados professores de ciência e biologia da rede pública estadual do ensino fundamental e médio.

Os cursos terão 70% de suas atividades à distância e 30% presenciais. O projeto já foi implantado em Ribeirão Preto a partir do CTC e deve ser estendido a outras cidades do estado. Segundo o professor, a proposta é “transferir o conhecimento produzido no Instituto à sociedade.”

Fonte: Diário da Saúde

Nova técnica dos EUA ‘anima’ doentes com esclerose múltipla Fevereiro 3, 2009

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O presidente da Associação Nacional de Esclerose Múltipla recebeu hoje com «esperança» a notícia de uma nova técnica testada nos Estados Unidos em pacientes com a doença, baseada num autotransplante de células estaminais hematopoiéticas.

João Casais, que sofre da doença há mais de 30 anos, disse à Lusa que tem acompanhado os avanços das investigações médicas e que, «se fosse possível», ele próprio se candidataria a esta nova técnica.

A esclerose múltipla é uma doença inflamatória crónica do Sistema Nervoso Central que afecta em Portugal cerca de 5.000 pessoas e em toda a Europa 450.000, caracterizando-se por perda da capacidade de controlo da visão, locomoção e equilíbrio, entre outras funções.

«Tenho a doença há 37 anos e já paralisei três vezes, mas só há 18 anos é que ela foi detectada por uma ressonância magnética», afirmou João Casais, 57 anos, a quem os médicos disseram inicialmente que se trataria de um cancro no cérebro.

«Os estudos desenvolvidos com células estaminais são uma esperança e uma boa oportunidade para todos nós», sublinhou.

Fonte: Diário Digital (Portugal)

Pacientes em fase inicial de esclerose múltipla têm distúrbio neurológico revertido Janeiro 30, 2009

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Pacientes que sofrem de esclerose múltipla tiveram células-tronco implantadas e, em alguns casos, o estado de distúrbio neurológico foi revertido, informou um estudo publicado nesta sexta-feira. A esclerose múltipla é uma doença auto-imune que prejudica os movimentos e a coordenação, enfraquece os músculos, provoca problemas no funcionamento cognitivo e causa problemas na visão.

Certas drogas podem atrasar ou diminuir os sintomas durante a fase inicial da doença. Mas após dez anos, a esclerose múltipla é caracterizada por um comprometimento neurológico irreversível.

Durante os testes, uma equipe de cientistas liderada por Richard Burt, da Northwestern University, em Chicago, reconstruiu o sistema imunológico de 21 adultos – 11 mulheres e dez homens – que não respondiam bem ao tratamento convencional.

Primeiramente, os cientistas removeram os glóbulos brancos defeituosos que, em vez de proteger o corpo, atacam as camadas gordurosas chamadas de mielina (substância que envolve os neurônios), que dão proteção ao sistema nervoso.

Os sistemas imunológicos foram então recarregados com células-tronco hematopoéticas – extraídas da medula óssea – capazes de criar qualquer forma de célula madura.

A técnica não é nova. Mas pela primeira vez foi aplicada em pacientes jovens e relativamente saudáveis na primeira fase da doença. Os participantes das pesquisas sofriam de esclerose múltipla havia cinco anos.

Fonte: O Globo Online

Veja as novidades da medicina que devem chegar ao país em 2009 Janeiro 16, 2009

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A medicina também traz promessas para o novo ano: há previsão de chegada de medicamentos mais específicos e com menos efeitos colaterais para o tratamento de esclerose múltipla e de arritmias cardíacas –além de um exame que permite saber como cada paciente metabolizará determinado remédio.

Equipamentos de laser mais precisos para tratar problemas de visão devem chegar ao país, além de um outro que diminui o crescimento benigno da próstata de forma menos invasiva.

A estética também é contemplada entre as novidades: um novo preenchedor visa aumentar seios e nádegas sem necessidade de cirurgia, e novos componentes naturais, como grãos de café, girassol e cogumelos, surgem para diminuir a vermelhidão da pele e estimular a reprodução celular cutânea.

Vale lembrar, no entanto, que muitos problemas de saúde podem ser evitados com medidas simples e já conhecidas. Parar de fumar, adotar uma dieta equilibrada e praticar exercícios físicos são as três orientações mais certeiras.

A Folha consultou 12 especialistas em diversas áreas para mapear 12 novidades da medicina que devem chegar ao país nos próximos meses.

Precisão na córnea

O equipamento de laser Femtosecond ganha atualização que resultará em uma maior precisão no corte da córnea, dividindo-a em camadas. Hoje, uma córnea doada pode beneficiar apenas uma pessoa. Com o equipamento, será possível beneficiar duas pessoas, que receberão camadas diferentes. Assim, quem tiver saliência da córnea, por exemplo, pode receber só a camada anterior. E um paciente com distrofia endotelial pode receber a parte posterior. A novidade também permitirá uma melhor recuperação do transplante.

Laser na retina

O Instituto da Visão da Unifesp receberá o primeiro laser de Pascal do país, um fotocoagulador a laser indicado para tratar retinopatia diabética, degeneração macular relacionada à idade, doenças vasculares e oclusivas da retina, glaucoma, entre outros problemas. O processo aumenta a precisão, a segurança e a eficiência dos procedimentos e diminui riscos.

Mais tempo para tratar AVC

Está previsto um aumento na janela de tratamento de acidente vascular cerebral: será possível tratar o paciente com remédios até quatro horas e meia depois do derrame. Até então, o paciente só poderia ser tratado com medicamentos que dissolvem o coágulo até três horas depois do acidente. Um estudo europeu provou que é possível realizar o procedimento mais tarde sem prejuízo à saúde. Isso facilitará o tratamento, porque o procedimento seguinte -a trombólise intra-arterial- é mais complexo e depende de estrutura e profissionais dos quais nem todo centro médico dispõe.

Pílula contra esclerose

O fingolimode é a primeira droga para tratar a esclerose múltipla em forma de comprimido. Hoje, portadores da doença ingerem medicamentos que não foram desenvolvidos especificamente para esse problema ou usam as opções endovenosas, que podem ser desconfortáveis.

Dose individual

Um novo exame de sangue pode identificar como o corpo de cada paciente metaboliza determinados remédios. A vantagem é adequar a quantidade de medicamento às necessidades individuais -embora a maioria das pessoas tenha um metabolismo adaptado às doses-padrão, algumas metabolizam as drogas mais rapidamente e outras o fazem de maneira mais lenta. Esse tipo de avaliação é possível por meio da medição do citocromo P-450, uma família de enzimas responsável pela metabolização de fármacos como antidepressivos, antiepilépticos, antipsicóticos e betabloqueadores.

Telemedicina em ambulâncias

Está prevista para este mês a execução de um projeto piloto firmado entre o HCor (Hospital do Coração) e o Ministério da Saúde para o uso de telemedicina nas ambulâncias do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência). Os veículos serão equipados com eletrocardiograma, telefone celular e computador para que, no caso de uma emergência cardíaca, a equipe possa transmitir os dados para especialistas de plantão do HCor. A meta é melhorar a assistência oferecida a pacientes que estejam em locais remotos ou que não tenham acesso fácil a um cardiologista.

Droga contra arritmias

Um novo remédio promete amenizar os efeitos colaterais decorrentes do tratamento de arritmias cardíacas. As drogas atuais podem causar problemas gastrointestinais e mesmo levar ao surgimento de novas arritmias. A drodenadora tem a mesma eficácia, mas parece trazer menos desconforto.

Fim da patente

Neste ano, expira a patente do Xenical (orlistate), medicamento usado para perda de peso que custa cerca de R$ 300 a caixa, com doses suficientes para quatro a seis semanas. Com isso, será possível encontrar similares e genéricos a preços reduzidos, estimam os especialistas, e mais pacientes poderão ter acesso a esse remédio. A principal vantagem desse medicamento é seu efeito metabólico geral, com benefícios que vão além da perda de peso, como a diminuição das taxas de colesterol.

Preenchedor corporal

Deve chegar ao mercado ainda no primeiro trimestre do ano um preenchedor em gel de ácido hialurônico para aumento de grandes áreas corporais, como seios, nádegas, panturrilhas e peitoral dos homens. Além disso, o produto poderá ser usado para preencher sulcos e cicatrizes em todo o corpo -até o momento, a substância é usada para suavizar sulcos, rugas e cicatrizes no rosto.

O ácido, quando aplicado sob a pele, provoca uma reação do próprio organismo, que o envolve com fibroses naturais, criando um volume ao redor da área. O efeito, dizem os médicos, dura até dois anos. O produto é contraindicado para portadores de doenças autoimunes como lúpus e vitiligo e para gestantes. O procedimento deverá ser realizado somente por médicos.

Cosméticos naturais

Novos ingredientes devem tirar um pouco o foco do chá verde nas prateleiras de cosméticos. A previsão é que os grãos de café, o girassol e cogumelos sejam cada vez mais frequentes na composição de cremes e outros produtos para a pele, pois estudos apontam que essas substâncias têm uma forte ação anti-inflamatória.

O café e o girassol, especificamente, têm sido associados a uma melhora na pele de pessoas que têm eritema (rubor). Já o cogumelo entra em cena porque uma substância antioxidante encontrada no fungo parece ser capaz de acelerar a multiplicação celular da epiderme. Em média, trocamos de pele a cada 20 dias. Mas esse ritmo diminui com a idade -especialmente quando as mulheres se aproximam da menopausa. O produto melhoraria a renovação celular de mulheres dessa faixa etária.

Laser para próstata

O Green Laser é um tipo de laser indicado para tratar casos de crescimento benigno da próstata -problema que atinge cerca de 85% dos homens e piora a qualidade de vida do paciente, que passa a ter dificuldade para urinar. O laser é aplicado na região e “dissolve” o tecido que cresceu em excesso, diminuindo a próstata. Será mais uma alternativa aos tratamentos existentes. O aparelho já foi adquirido pelo Hospital Alemão Oswaldo Cruz. O Hospital das Clínicas de São Paulo prevê a aquisição para o segundo semestre deste ano.

Tumor à distância

O Hifu (sigla em inglês para ultrassom focal de alta intensidade) é um aparelho que permite destruir tumores à distância por meio de ultrassom. Já é usado para tratar tumores da próstata e tem se mostrado eficiente no tratamento de câncer do rim, sendo usado atualmente sob licença nos EUA. Será indicado para tratar tumores iniciais e pequenos.

Fonte: Folha Online

Sem remédios na rede pública, pacientes recorrem à Justiça Janeiro 15, 2009

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Instituto de defesa do consumidor diz que ação é direito do consumidor.
Para ministério, 60% desses pacientes poderiam usar outros remédios.

O Ministério da Saúde diz que os gastos com ações de pacientes que entram na Justiça pedindo remédios subiu de R$ 2,4 milhões para R$ 52 milhões, entre 2005 e 2008. Muitos pacientes insistem que só entram com processos porque não conseguiram obter os medicamentos receitados na rede pública.

Há sete anos, Maria descobriu que tem esclerose múltipla. Passou a tomar um medicamento caro, distribuído pelo governo e que não é encontrado nas farmácias. Quando o marido ia buscar o remédio, nem sempre achava. “Eles me colocavam quase doido, quando ia lá”, conta o comerciante Valdemir Hass.

Em outubro, eles decidiram entrar na Justiça para receber o remédio, sem interrupção. “As pessoas ficam desesperadas, porque sabem que têm uma patologia em que você não pode deixar de tomar a medicação, porque corre riscos. Chega no dia e você não tem”, diz Hass.

Outros pacientes têm feito o mesmo. Para o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), é um direito deles. “É importante dizer que não só os medicamentos caros são pedidos na Justiça, mas também medicamentos simples e que estão em falta, apesar de constarem da lista do Sistema Único de Saúde (SUS)”, afirma a gerente jurídica do Idec, Karina Grou.

Mais gastos

O governo está preocupado. Diz que o número de decisões judiciais que obrigam a União a garantir a distribuição de remédios aumentou muito. Por causa das ações, em 2005, o Ministério da Saúde gastou R$ 2,4 milhões. No ano passado, foram R$ 52 milhões.

O governo argumenta que, de todos os pacientes que recorrem à Justiça, pelo menos 60% poderiam ser tratados com outros remédios semelhantes e disponíveis no SUS. “Esse é o motivo básico de preocupação do ministério, não o de tentar impedir que as pessoas que tenham um direito contestado vão à Justiça”, diz o secretário de Ciência e Tecnologia do ministério da Saúde, Reinaldo Guimarães. “O ministério não pode admitir uma epidemia. E está havendo uma epidemia de processos judiciais.”

Outra preocupação do governo é com pacientes que recorrem à Justiça para conseguir remédios que ainda não foram aprovados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O que muitas ONGs defendem é que, uma vez por ano, a lista de novos medicamentos seja revista pelo Ministério da Saúde.

Fonte: G1

Paranaíba (MS) terá núcleo de tratamento de doenças neuromusculares Janeiro 14, 2009

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A Unepe realiza diagnóstico e reabilitação de portadores de patologias que provocam distúrbios do movimento

A Unepe (Rede Brasileira de Cooperação ao Desenvolvimento) definiu a instalação de um núcleo em Paranaíba para atender o município e a região leste de Mato Grosso do Sul. Em reunião na tarde da última terça-feira (12/1), os responsáveis pela Rede apresentaram a Unepe ao prefeito José Garcia de Freitas (Zé Braquiara – PDT), à vice-prefeita Leopoldina Gasperini (Dininha) e ao secretário de Saúde, Luciano Aparecido da Silva.

As ações da Unepe são focadas nas áreas de qualificação e capacitação de profissionais, realização de estudo, e pesquisa científica em saúde e meio ambiente, diagnóstico e reabilitação de portadores de patologias que provocam distúrbios do movimento, como ataxias, distonias, distrofia muscular, doença de Parkinson, esclerose múltipla, tiques, distrofia muscular e problemas de coluna com reabilitação da dor crônica, muitas vezes provocadas por fatores de ordem genética ou ambiental.

O atendimento em Paranaíba será em convênio com a Prefeitura, que disponibilizará espaço físico e profissionais de apoio. A Rede Brasileira de Cooperação ao Desenvolvimento será responsável pela técnica de tratamento, medicamentos, capacitação dos profissionais e acompanhamento por médicos especialistas.

A previsão é de que o atendimento em Paranaíba tenha início no próximo mês e, segundo os representantes da Unepe, a demanda é de 1% no município e região.

Conheça a Unepe
A Unepe iniciou as atividades em meados da década de 80, denominando-se Movimento de Ação Comunitária na cidade baiana de Iramaia. Em 15 de novembro de 1989, por iniciativa do Professor Naelson Ferreira (portador de ataxia hereditária), um grupo de líderes religiosos, agentes de pastorais e membros da comunidade local, contando na época com apoio técnico da Ordem dos Advogados do Brasil, se uniu para fundar uma organização que pudesse desenvolver ações que contribuíssem com a melhora da qualidade de vida da população residente nas regiões Nordeste e Centro-Oeste do Brasil.

Atuando em Mato Grosso do Sul desde o início dos anos 90, a Unepe é declarada de utilidade pública estadual e federal, e vem se mantendo basicamente através de recursos arrecadados por meio da prestação de serviços e de doações. É responsável pelo Centro de Referência em Distúrbios do Movimento, com sede em Campo Grande.

Através da Fundação Universitária Iberoamericana, mantém intercâmbio com 38 universidades localizadas em diversos países: Espanha, Itália, Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, México, Panamá, Peru, Porto Rico e Uruguai.

Fonte: Agora MS

Alterações Cognitivas em Mulheres com Esclerose Múltipla Janeiro 9, 2009

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Alterações Cognitivas em Mulheres com Esclerose Múltipla – IV Jornadas Neuropsicologia do HEM

Veja os slides da apresentação:

http://www.slideshare.net/Neuropsicologia_HEM_CHLO/alteraes-cognitivas-em-mulheres-com-esclerose-mltipla-iv-jornadas-neuropsicologia-do-hem-presentation/

Todo ser humano deve ter o direito de reclamar quando se sentir mal atendido, deve ter o direito de alertar os outros (e não só os amigos) de riscos que eles correm Janeiro 7, 2009

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“Sob o pretexto de injúria e difamação, o protesto de quem é vítima de um tratamento médico indiferente ou até incompetente pode ser processado e provavelmente perderá.”

Leia a história completa em:

http://www.memedecarbono.com.br/2009/01/03/a-invisibilidade-corrompe/

Prevenção da Disfunção Erétil Janeiro 5, 2009

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A Disfunção Erétil (DE) é uma perturbação que afeta mais de meio milhão de Portugueses, podendo ser secundária ao aparecimento de outras doenças ou situações clínicas, algumas das quais podem ser evitadas, e com o seu correto controlo minimizar os efeitos.

Causas da Disfunção Erétil

Quanto à origem da disfunção erétil é habitual dividi-la em psicogénica e orgânica, contudo, o diagnóstico mais frequente prende-se com situações mistas, ou seja, quando os factores psicogénicos e orgânicos que se encontram de tal forma interligados, tornam a sua separação difícil.

Cerca de 50% dos casos diagnosticados são factores de ordem psicológica, tais como, ansiedade, depressão, problemas conjugais e angústia de desempenho que estão na origem da disfunção eréctil. É cada vez mais comum observarmos indivíduos jovens (30,40 anos), com profissões de risco (Corretores de bolsa, Gestores, etc.), portadores de disfunção eréctil. Ao evitar as situações atrás descritas, estaremos a fazer a prevenção da disfunção eréctil.

A disfunção eréctil de origem orgânica é, de uma forma geral, consequência de doenças, ou situações clínicas que conduzem a uma deterioração dos Vasos (Artérias e Veias) e Nervos implicados na erecção, ou que interferem com a produção de testosterona (hormona masculina por excelência), também ela importante na obtenção de erecções de boa qualidade e na manutenção da libido (Desejo).

O tabaco e o álcool têm um papel fundamental e muitíssimo importante no aparecimento e/ou agravamento da disfunção eréctil, pois o seu efeito directo e nefasto nas paredes das artérias e veias provocam uma diminuição do aporte de sangue ao pénis e, consequentemente, o aparecimento de disfunção eréctil.

Doenças que podem estar na origem da Disfunção Eréctil

As doenças crónicas que se relacionam com o aparecimento ou agravamento da disfunção eréctil são, essencialmente, as sistémicas sendo a principal, pela sua importância, a Diabetes. Calcula-se que cerca de 30% dos indivíduos diabéticos irão desenvolver ao longo da sua vida, alguma forma de disfunção eréctil. A diabetes tem uma acção multifactorial, com repercussão a nível vascular (microangiopatia), neurológico (polineuropatia diabética) e hormonal (baixa de androgénios). Daí a importância do despiste e controlo desta doença, no sentido de evitar o aparecimento da disfunção eréctil ou do seu agravamento.

Para além da Diabetes, as doenças que mais frequentemente são causadoras de disfunção eréctil, são as doenças do foro cardiovascular, nomeadamente a angina de peito e o enfarte do miocárdio. Não podemos esquecer também, a hipertensão arterial e alguns medicamentos utilizados no seu tratamento.

A aterosclerose, a insuficiência renal e hepática são também causas importantes de disfunção eréctil, bem como as doenças do foro neurológico, tais como a Esclerose Múltipla , doença de Parkinson e Alzheimer.

A cirurgia e os traumatismos a nível Neurológico (Lesão da Espinal Medula), Pélvico (Cirurgia, Irradiação, como é exemplo a Prostatectomia Radical), podem também provocar alterações importantes na potência sexual.

O consumo de drogas, como a marijuana, haxixe, barbitúricos e opiáceos (ópio, heroína, cocaína), conduzem ao aparecimento de situações de disfunção eréctil graves, pelo que o seu uso deverá ser evitado por quem preza a sua potência sexual.

Infelizmente, a taxa de homens portadores de disfunção eréctil que procuram ajuda é muito baixa, impondo-se por isso a existência de programas educacionais dirigidos, quer ao público em geral, quer aos profissionais de saúde, permitindo assim a dismistificação de um problema grave, mas que hoje em dia é possível solucionar.

Tratamentos

Os últimos cinco anos foram férteis no aparecimento de medicamentos orais para o tratamento da disfunção eréctil, tornando possível de uma forma segura, cómoda e eficaz o controlo de uma situação que, pela baixa da auto-estima e auto-confiança que provoca, afecta de uma forma violenta a relação do casal e seu ambiente familiar.

Nos casos de disfunção eréctil resistente ao tratamento oral existem outras alternativas nomeadamente:

:: a auto-injecção peniana;
:: os dispositivos de erecção por vácuo;
:: os implantes penianos.

Podemos hoje em dia afirmar que todo o tipo de disfunção eréctil tem tratamento com bons resultados.

Como prevenir esta patologia

No fundo, e para terminar poderemos dizer que uma vida regrada, com a prática de desporto, diminuição de hábitos de Stress, com uma alimentação cuidada, um ambiente familiar sem agressividade e a vivência da sexualidade com naturalidade, bem como o despiste, tratamento ou controlo das doenças crónicas podem prevenir o aparecimento da disfunção eréctil.

O Estado deve assegurar a todos os cidadãos a possibilidade de diagnóstico e tratamento da disfunção eréctil, sem limitações ou discriminações, numa base de acesso aos cuidados de saúde, consignada na Carta Europeia dos Direitos Fundamentais.

Dr. Real Dias
Médico Urologista e Director Clínico do Hospital de Saint Louis

Fonte: Médicos de Portugal

‘Turistas das células-tronco’ viajam em busca de tratamentos Dezembro 22, 2008

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Quando Robert Ramirez foi diagnosticado com a doença de Parkinson em 2006, seu médico lhe deu os remédios, mas pouca esperança: “ele me disse que não havia muito a se fazer exceto esperar a ‘passagem para o outro lado.’”

Ramirez, mecânico peruano-americano do norte de Nova Jersey, acompanhou desamparado seus sintomas piorarem. Seu braço esquerdo ficou cada vez mais fraco. Os músculos da perna se enrijeceram. Seu tremor se intensificou. Foi quando sua esposa, Elvira, viu Jorge Tuma em um noticiário peruano.

O médico peruano, em Lima, afirmou que tratava Parkinson e outras doenças com injeções de células-tronco. Eles verificaram em seu site: por US$ 6 mil, conseguiriam um tratamento. Reservaram um vôo para Lima.

Ramirez faz parte de um número crescente de pacientes que buscam terapias com células-tronco fora dos Estados Unidos – especialistas estimam que sejam milhares. E Tuma é mais um entre dezenas de médicos não-americanos a oferecer esse tratamento. A tendência se tornou significante o bastante para que a Sociedade Internacional de Pesquisa em Células-Tronco (ISSCR) publicasse recentemente diretrizes para médicos e aspirantes a “turistas das células-tronco.”

Especialistas americanos temem que haja médicos tratando imprudentemente pacientes sem esperar por ensaios clínicos que garantam a segurança dos procedimentos.

“Há muitos médicos se aproveitando do senso comum a respeito do potencial de cura das células-tronco em países com regulação médica mais frouxa,” disse Sean Morrison, diretor do Centro de Biologia de Células-Tronco da Universidade de Michigan e tesoureiro da ISSCR. “Mas os detalhes do tratamento com células-tronco são muito mais complicados.”

Entretanto, as terapias com células-tronco estão se tornando uma área lucrativa do turismo médico, apesar da ciência ainda precisar revelar seu potencial e das controvérsias ainda infestarem o campo.

Essas células, encontradas em embriões e em certos tecidos adultos, têm o potencial de se desenvolver em diferentes tipos de células. Mas as questões éticas quanto ao uso de embriões como fontes de células-tronco diminuíram o ritmo das pesquisas em países como EUA e Reino Unido. Pesquisadores nos EUA conduzem ensaios clínicos para tratamentos tanto com células adultas quanto embrionárias, mas o órgão americano responsável pela regulação médica, o FDA, ainda precisa licenciar qualquer tratamento.

Guia turístico
As novas diretrizes da ISSCR requerem que todo tratamento seja avaliado por especialistas sem qualquer interesse especial no procedimento. O guia também defende um processo consentido, no qual os pacientes teriam informações completas sobre o tratamento e transparência nos relatórios de resultados dos ensaios clínicos.

O manual para pacientes do ISSCR alerta sobre tratamentos experimentais com células-tronco – aqueles que não fazem parte de nenhum ensaio clínico oficial. Ele também alerta para sinais de tratamento duvidoso, como a alegação de que múltiplas doenças podem ser tratadas com o mesmo tipo de célula.

Essa é apenas uma das várias afirmações otimistas usadas por médicos de vários países, geralmente em seus sites.

Timothy Caulfield, do Instituto de Direito da Saúde da Universidade de Alberta, pesquisou 19 sites oferecendo tratamentos com células-tronco e divulgou seus resultados esta semana. Dez sites descreveram o tratamento como “pronto para o acesso público,” ao invés de experimental. Muitas pessoas descobrem as ofertas de tratamento com células-tronco através de “publicidade direta ao consumidor” na Internet, ele disse.

“E existe um descompasso entre o que está sendo oferecido e o que a literatura científica existente diz,”afirmou Caulfield. “Aqueles que oferecem os tratamentos possibilitam a escolha entre duas coisas: o entusiasmo genuíno acerca das pesquisas com células-tronco e a controvérsia social em torno delas.”

As clínicas cobram em média US$ 21,5 mil pelo tratamento com células-tronco, observou a pesquisa, mas as últimas notícias indicam que clínicas na China podem cobrar até US$ 70 mil.

Pesquisadores descobriram que tratamentos com células-tronco não-comprovados também podem causar complicações para os pacientes. Em 2006, o neurologista Bruce Dobkin, da Universidade da Califórnia, Los Angeles, descobriu que alguns pacientes haviam contraído meningite após operações para lesões crônicas na medula espinhal. Complicações no sistema nervoso e infecções também foram registradas após a utilização de células-tronco no tratamento de doenças do sangue.

Caulfield disse que nem todos os médicos oferecendo terapias com células-tronco são charlatões, mas acredita que qualquer um vendendo um tratamento deveria publicar dados que sustentem suas alegações.

“Ainda há barreiras científicas reais para essas pesquisas – mesmo os principais pesquisadores de células-tronco da Universidade de Stanford e no Reino Unido encontram dificuldades nos ensaios clínicos,” disse Caulfield.

Nas trincheiras
Tuma, o cardiologista procurado por Ramirez, com mal de Parkinson, promete restaurar órgãos e tecidos enfermos usando células-tronco adultas coletadas do próprio corpo do paciente.

Desde 2005, Tuma já tratou cerca de 600 pacientes ¿ em torno de um quarto vindo de fora do Peru – com doenças como Parkinson, diabetes tipo 2 e enfisema. Seu método: injetar o órgão afetado com células-tronco da medula óssea do próprio paciente.

“Sempre digo a meus pacientes que isso não é uma cura, mas acredito que seja uma nova alternativa tremenda para melhorar a qualidade de vida,” disse Tuma.

Ele operou Ramirez em outubro de 2007, em um procedimento simples que durou 45 minutos. Tuma extraiu e preparou as células da medula óssea da espinha de Ramirez e as injetou em uma artéria no cérebro. A partir daí, disse Tuma, elas começaram a gerar novas células que inibiriam o avanço da doença.

Em uma semana, Ramirez disse que começou a notar que suas pernas estavam menos rígidas. Depois, seu braço esquerdo voltou a ter certa força. Ele se sente melhor que antes da operação e seus sintomas são menos identificáveis.

“Posso dançar com minha esposa e viver uma vida quase normal” disse Ramirez. “Sou muito grato ao doutor Tuma.”

Como muitos médicos oferecendo esses tratamentos, os procedimentos de Tuma não foram sancionados pelo governo de seu país. Apesar de ter publicado resultados menores de suas terapias cardíacas em revistas científicas, incluindo o Journal of Cardiac Failure and Cardiovascular Revascularization Medicine, ele ainda não publicou artigos sobre a eficácia de seus outros tratamentos.

De acordo com Insoo Hyun, professor de bioética da Universidade de Case Western Reserve e presidente da Força-Tarefa para Diretrizes em Células-Tronco da ISSCR, cobrar pacientes por tratamentos não-comprovados é considerado antiético.

“Ou você realiza pesquisas ou oferece uma terapia reconhecida, mas alguns desses médicos parecem querer fazer tudo ao mesmo tempo,” disse Hyun.

Sem tempo a perder
Timothy Henry, cardiologista do Instituto do Coração de Minneapolis/Hospital Abbott Northwestern, está autorizado pelo FDA a conduzir ensaios clínicos aleatórios com células-tronco adultas para doenças cardíacas. Ele já tratou 150 pessoas e disse que os dados preliminares são promissores. Mas os Estados Unidos têm ficado para trás na área devido às preocupações éticas levantadas sobre a pesquisa com células-tronco embrionárias, admite.

“A pesquisa com células-tronco adultas tem sido um desafio com a falta de informação e confusão a respeito das células embrionárias,” disse Henry. Porém, pacientes desesperados como Ramirez estão relutantes em esperar provas concretas e a aprovação do FDA.

Roberto Brenes é outro médico que realiza implantes de células-tronco adultas. Ele atrai pacientes até uma clínica em San José, Costa Rica, por meio do site cellmedicine.com. Ele e seus colegas já trataram entre 50 e 70 pacientes com esclerose múltipla usando células-tronco retiradas do tecido adiposo, cobrando entre US$ 15 mil e US$ 25 mil, com “índices de sucesso muito bons,” segundo Brenes.

Embora Brenes reconheça que nunca houve ensaios clínicos demonstrando a eficácia da terapia para esclerose múltipla, ele disse que muitos pacientes não querem esperar.

“A área vai progredir muito nos próximos 10 a 15 anos, mas vários pacientes precisam de ajuda terapêutica agora e querem passar pelo procedimento,” disse Brenes.

Mesmo se isso significar custosas visitas de acompanhamento: Tuma recomendou que Ramirez voltasse a cada seis meses para acompanhar o seu progresso. E disse que se os sintomas da doença de Parkinson retornassem, outro procedimento seria necessário.

“Sei que a terapia não é uma cura completa, mas não a acho perigosa e faria novamente,” disse Ramirez.

Morrison, da ISSCR, entretanto, permanece cético. “Vários pacientes vão gastar US$ 6 mil para comprar esperança, mas ainda assim não é certo vender poções milagrosas.”

Fonte: Terra

Programa de medicamentos ajuda cerca de mil pessoas em Itanhaém, SP Dezembro 20, 2008

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O Programa de Medicamentos Excepcionais de Itanhaém atende cerca de mil pessoas. A informação foi divulgada pela Prefeitura da Cidade.

O serviço oferece cerca de 220 itens e faz parte do tratamento de pacientes de patologias como asma grave, osteoporose, Alzheimer, Parkinson, esclerose múltipla, imunossupressores para pacientes transplantados, insuficiência renal crônica, eplepsia, esquizofrenia, hepatite B e C.

O programa foi instituído pelo Ministério da Saúde. O Alto Custo, como é popularmente conhecido, oferece comodidade e auxílio aos munícipes que dependem de remédios para o tratamento de doenças crônicas e raras.

Fonte: A Tribuna On-line