Diagnóstico da EM
Diagnóstico
- Diagnóstico e Tratamento da Esclerose Múltipla. Calegaro D – ABN. 2001.
- Recomendações quanto aos critérios diagnósticos da EM. Diretrizes ABN. 2005.
- Exame de sangue para diagnóstico da EM
Diagnóstico diferencial
- Diagnóstico diferencial da Esclerose Múltipla. Diretrizes ABN. 2005.
- Doença de Devic
- Doença de Lyme (caso na mÃdia)
- Riso e choro incontroláveis
- Doença de Schilder
- Dor neuropática
- Esclerose Sistêmica (Esclerodermia)
- Espasmo Hemifacial
- Espondilite Aquilosante Â
- Neuralgia do Trigêmio
- Neurite óptica
- SÃndrome de Sjögren
Publicações cientÃficas
- Fragmento de proteÃna chamado cistatina 12.5 kDa
- Metaloproteinases da Matriz
- Qual o valor do exame de ressonância em pacientes com suspeita clÃnica de EM?
Questões Éticas
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Estou apresentando um quadro de perda de movimento dasarticulações, primeiro os dedos do pé esquerdo, depois o tornozelo e atualmente o joelho, todos da perna esquerda. Na direita o movimentos articulares são normais. No exame de sangue a PCK apresenta-se alterada. A Eletroneuromiografia não justifica a perda de movimentos. Estou usando Lioresal, pois estou apresentando sinais de espasticidade. As ressonâncias feitas não apresentam alteração desde a primeira feita em 1992 com lesões na região cervical. Gostaria de trocar informarções a partir desse quadro atual.
Ola Vastí,
Sugerimos que busque orientação com o seu neurologista. Uma lesão medular na região cervical pode ter várias causas, incluindo a desmielinização. Uma CPK elevada é encontrada em várias condições e existem subformas específicas que devem ser avaliadas. O valor (nível sérico) da enzima pode estar pouco elevado ou muito alto, o que também pode conduzir, dependendo da clínica do paciente, a um diagnóstico ou outro. O próprio espasmo, exercícios físicos vigorosos e certos medicamentos podem causar elevação da CPK, assim como determinados problemas neurológicos, cardiológicos e musculares específicos.
A eletroneuromiografia é um estudo complementar da neurocondução do sistema nervoso periférico, principalmente na detecção de lesões axonais motoras. Lesões desmielinizantes e sem bloqueio de condução não produzem alterações neste exame. As alterações encontradas dependem também da cronologia do processo patológico. Embora o estudo não permita identificar a etiologia específica em muitos casos, permite definir possibilidades ou afastar causas improváveis. Eventualmente, numa pequena proporção dos casos, pode não evidenciar alterações, como em algumas formas de polineuropatias dolorosas, especialmente as que comprometam fibras nervosas de pequeno calibre.
O seu médico, com todos os seus exames, através de uma conversa (anamnese) e exame físico, poderá trocar informações mais detalhadas e precisas.
Abraços e boa sorte.
Fontes:
Projetos Diretrizes
Fleury - Manual de Neurodiagnóstico
Desde 2002 minha filha teve diagnosticado Neuromielite ótica de Devic e apesar do tratamento, as crises a tem afetado grandemente. Atualmente ela perdeu a visão e não tem mais os movimentos dos membros inferiores, além de sentir falta de ar de vez em quando. Ela tem usado Rebif, Imuran, Liorezal, já fez aplicação de imuniglobulina; mas seu estado não reverteu desde a última crise. Aparentemente uma próxima crise pode aumentar os efeitos já sentidos com a falta de ar e ela nos deixar. Gostaria de saber se existe alguma pesquisa ou experiência em andamento onde possamos incluÃ-la para ver se existe alguma esperança?
Prezado Lucivaldo,
Participar de uma pesquisa é uma questão complexa e muitos aspectos devem ser considerados antes de tomar uma decisão. Compreendemos a sua angústia, mas o caminho é conversar com o neurologista sobre o que é mais apropriado para a situação de sua filha. Com receio de ofender, muitos pacientes evitam perguntar sobre novos tratamentos e pesquisas, mas pelo contrário, é um sinal de confiança no médico. Marque um encontro com ele e, antecipadamente, avise qual é o assunto, para que possa encontrar um horário apropriado e sem interrupções. Ele prescreveu estes medicamentos baseado em estudos (especialização, revistas científicas, congressos…), na prática diária com os pacientes e, principalmente, na observação direta da evolução de sua filha. As novidades científicas não demoram a chegar como antigamente. Continue sempre com esperança, pois ela tem o seu amor que é um remédio insubstituível.
Um forte abraço.