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Pacientes checos pagam US$1,80 por consulta médica - e acham caro Junho 10, 2008

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População acredita que assistência médica deve ser gratuita, como na época comunista. Número de consultas em todo o país caiu depois da adoção de taxas.

Na República Checa, você pode fazer uma consulta médica por cerca de $1,85 dólares. Um dia no hospital pode chegar a custar $4 dólares. Mas isso não é motivo para comemorar.

Para os checos, que freqüentam consultórios médicos mais vezes do que qualquer outro país europeu, isso levou a uma enorme revolta. Na verdade, a idéia de cobrar qualquer quantia por assistência médica pode gerar enorme controvérsias, sem mencionar mudanças abruptas nas políticas de saúde pública na República Checa e em outros países da Europa.

Na Hungria, as taxas de assistência médica foram derrubadas após um referendo nacional no mês de março, que resultou na demissão do Ministro da Saúde. Na República Checa, que começou a impor taxas modestas no começo do ano, o próprio Primeiro Ministro foi forçado perante a corte constitucional em Brunn a depor, enquanto a corte avaliava derrubar as taxas. No mês passado, a corte determinou que o governo tem o direito de cobrar taxas de pacientes que usam o sistema de assistência médica.

Países ricos e pobres lutam para descobrir a melhor forma de oferecer assistência médica acessível a seus cidadãos, sem ir à falência. Em lugares como a República Checa, há um sentimento de traição, porque o governo há muito tempo cuida da saúde, mas também um medo justificável pelos anos recentes de mudança e crescimento. Até mesmo em Praga, conhecida como a cidade dourada, a nova riqueza – e o aumento da expectativa por serviços de alto padrão – significou apenas preços mais altos para aquela população dependente de salários baixos e pensões fixas.

“Tenho que economizar para ter dinheiro para comer”, disse Kveta Lachoutova, 78 anos, uma viúva aposentada. Em uma entrevista na sala de espera do consultório médico, ela afirmou estar tentando viver com uma pensão de cerca de US$ 600, gastando cerca de US$ 400 em aluguel e serviços como água e luz. “Não compro nada mais”.

Para pessoas saudáveis e empregadas, as taxas representam praticamente um trocado, pagas com as mesmas moedas de 10 ou 20 coroas usadas para comprar um bilhete de bondes elétricos em Praga (1 dólar vale cerca de 16 coroas). Checos abastados admitem secretamente que gastam muito mais em cuidados veterinários para seus bichos de estimação do que com sua própria assistência médica, mesmo tendo que bancar alguns medicamentos.

No entanto, muitos checos vêem como uma questão de princípio o fato de que a assistência médica deveria ser gratuita – apesar de que o sistema de saúde é financiado em parte por deduções de imposto de renda. Além disso, os checos têm um forte senso de solidariedade com os mais pobres.

Sob o regime comunista, a assistência médica era gratuita, mas até certo ponto. Suborno para obter melhores condições de tratamento era uma prática comum e ainda pode ser um problema, particularmente na Hungria, onde ainda continua vigente.

A região tem sido um laboratório para reformas na assistência médica nos últimos anos. O esforço foi liderado por defensores do livre-mercado da próspera Eslováquia, que se beneficia de taxas de imposto uniformes para todos os cidadãos e um crescimento econômico bastante acelerado, na casa dos 10% no ano passado.

A Eslováquia introduziu pagamentos modestos para consultas médicas e diárias hospitalares em 2003. Mas, como aconteceria mais tarde na Hungria, as taxas não duraram muito. O governo de esquerda que chegou ao poder em 2006 as eliminou naquele mesmo ano, apenas alguns meses depois de tomar posse.

“O que queremos alcançar no sistema de saúde é uma responsabilidade individual maior, fazendo com que os consumidores sejam mais responsáveis pelo que consomem”, disse Peter Pazitny, diretor-executivo e um dos sócios fundadores do Instituto de Políticas de Saúde na Bratislava, antes o principal conselheiro do Ministro da Saúde da Eslováquia.

A necessidade de uma reforma na região é evidente, disse Pazitny. Estatísticas da Organização pela Cooperação e Desenvolvimento Econômico demonstram que os sistemas de saúde da República Checa, da Eslováquia e da Hungria estão entre os piores de todos os países membros em relação à expectativa de vida e à taxa de mortalidade para derrames, doenças cardíacas e câncer.

O governo checo foi receptivo às recomendações do Instituto de Política de Saúde e até emprega outro colega de Pazitny em Praga. Mas os membros da oposição preferem que o antigo compatriota os deixe em paz – e também o sistema de saúde pública.

“Eu entenderia se os rapazes eslovacos fizessem recomendações como se fosse um trabalho de faculdade, mas aqui eles estão introduzindo essas coisas na vida real”, disse Michal Hasek, líder da convenção partidária Social Democrata, o maior partido de oposição no Parlamento.

A constituição checa afirma que “cidadãos têm direito, através do seguro público de saúde, a assistência médica gratuita nas condições definidas por lei”. Os novos pagamentos não só são inconstitucionais, segundo Hasek, mas também têm causado sofrimento real em alguns segmentos da população. A oposição e a mídia local transformaram a imagem de bebês prematuros em incubadoras, cujos pais devem pagar os custos hospitalares, em símbolos do novo sistema.

Especialistas discordam na questão de que taxas pagas para consultas médicas são uma boa idéia, sob a ótica da saúde pública, e até questionam se elas representam grandes economias para o sistema de saúde em geral. “Serviços mais caros e desnecessários não são exigidos pelos pacientes, mas sugeridos pelos médicos somente para gerar mais receita para eles”, afirmou Peter Gaal, professor de políticas de saúde na Universidade Semmelweis em Budapest.

As taxas daqui, $1,85 dólares por uma prescrição e consulta médica, e $4 dólares para um dia no hospital, claramente estão produzindo efeitos no comportamento dos checos. O Ministro da Saúde disse que o número de prescrições caiu 40% no primeiro trimestre, apesar de que algumas delas podem ter sido resultado de estocagem no final do ano passado. O governo calculou que seguradoras públicas economizaram mais de US$ 100 milhões no primeiro trimestre, em comparação ao ano anterior, enquanto fornecedores arrecadaram US$ 62 milhões em taxas.

“Tentamos eliminar do sistema de saúde alguns custos que as pessoas podem pagar sozinhas”, disse Tomas Julinek, Primeiro-Ministro da República Checa, em uma entrevista no seu gabinete. Mas existe um teto para pagamentos, ajustado em mais de US$ 300 para o ano, que Julinek afirma que também protegeria as doenças graves.

Vários pacientes crônicos afirmaram não ter certeza como o teto funcionaria, ou exatamente quais custos estariam incluídos. “Até agora, só vejo e sofro o lado negativo”, disse Lenka Vondrackova, paciente de esclerose múltipla que luta para sobreviver junto a seu marido e seus dois filhos adolescentes com cerca de US$ 1.200 por mês, a soma do seu salário e da pensão pela deficiência.

Eles vivem apertados em um apartamento minúsculo em um edifício da época comunista em Cerny Most, um bairro afastado na parte leste de Praga. Seu regime de remédios exige cinco comprimidos pela manha, um spray nasal uma vez ao dia e mais três comprimidos à noite, bem como uma injeção aplicada por seu marido ou um de seus filhos. Antes das reformas, eles conseguiam economizar um pouco a cada mês.

“Agora, tudo o que sobrou foi dominado pelas taxas”, disse o marido Pavel.
“Acredito que no futuro ficará evidente que haverá mais dinheiro para equipamentos e remédios melhores”, disse ela, torcendo por uma pílula que pudesse substituir a injeção dolorosa que toma todas as noites. “Se funcionar…”, acrescentou, desviando o olhar, dividida entre o ceticismo e a esperança.

Fonte: G1

Simulador faz médicos sentirem na pele os sintomas da esclerose múltipla Abril 18, 2008

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Projeto de companhia farmacêutica visa criar empatia entre neurologistas e pacientes. Simulação está percorrendo os Estados Unidos e qualquer pessoa pode participar.

Aparelho ajuda pessoas saudáveis a experimentar a esclerose múltipla

Divulgação

Você quer ir para frente, mas sua perna não obedece. Quer levantar uma xícara, mas algo parece que a puxa para baixo. Tenta pagar a conta, mas não consegue enxergar quais as notas que estão nas suas mãos. Seus dedos formigam, sua temperatura sobe, tudo parece fora de controle. Esses são os sintomas da esclerose múltipla (EM), que até agora eram conhecidos em primeira mão apenas pelos portadores da doença. Até agora, porque uma companhia farmacêutica criou um simulador da enfermidade. O objetivo? Fazer médicos e familiares entenderem exatamente o que sofre um paciente com esclerose múltipla durante uma crise.

A experiência é estranha, mas reveladora. Uma coisa é conhecer a listagem de sintomas da esclerose múltipla – outra, bem diferente, é senti-la na pele. “Definitivamente é algo que cria uma empatia, que é essencial na relação entre médicos e pacientes”, afirmou ao G1 o neurologista brasileiro Alessandro Finkelszten, do Hospital das Clínicas de São Paulo, que experimentou o simulador. “É uma experiência bem diferente. Não temos nada parecido com isso, nem mesmo durante a faculdade de medicina”, disse ele.

O projeto, criado e desenvolvimento pela companhia Biogen Idec, está percorrendo os Estados Unidos. Nesta semana, foi levado à Reunião Anual da Academia Americana de Neurologia, em Chicago. “Acreditamos que é muito importante levar essa experiência para os médicos, para que eles vejam a doença de um jeito novo, entendam como isso afeta o dia-a-dia das pessoas”, disse o diretor da empresa, José Juves.

Família experimenta

A simulação também já foi levada para quatro shoppings centers nos Estados Unidos, onde atraiu a atenção dos americanos. “Pacientes levaram seus familiares, fizeram-nos experimentar. E, na hora que eles saíam, diziam: ‘Nossa, agora sim eu entendo o que você passa’”, conta a gerente da Biogen Idec, Shannon Altimari.

O simulador, na verdade, é um equipamento bastante simples. Consta de uma esteira, como aquelas de academia, luvas especiais, fones de ouvido e uma tela de televisão. A esteira reproduz a dificuldade de movimento dos pacientes de esclerose – de acordo com Finkelszten, um desequilíbrio muito parecido com o da labirintite. As luvas tiram a sensibilidade e causam formigamento na ponta dos dedos. Os fones abafam os ruídos e a tela reproduz a visão de um portador durante uma crise. Além disso, há um aquecedor, que mostra como são os “calores” que os pacientes sofrem.

A Biogen Idec no Brasil pretende trazer o simulador para o país, mas ainda não há previsão de quando e onde isso vai acontecer.

A jornalista Marília Juste viajou a convite da Biogen Idec

Fonte: G1

Esclerose múltipla aumenta risco de depressão e suicídio Abril 14, 2008

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Doença é diagnosticada na idade de todas as decisões

A molécula de Triptofano tem servido de base a novos tratamentos para a doença

Surge na idade de todas as decisões e exige grandes mudanças na vida do seu portador. A esclerose múltipla afecta cerca de cinco mil doentes em Portugal, na maioria mulheres (3500). A doença surge por volta dos 30 anos e as constantes picadas e lesões cutâneas provocadas pelos tratamentos, associadas a outros sintomas, levam a um aumento do número de divórcios, depressão, suicídios e absentismo, de acordo com um estudo epidemiológico realizado pelo departamento de Neurologia da Universidade de Odense, na Dinamarca.

Aos 30 anos é a altura em que a mulher tem maiores perspectivas de carreira, casamento e maternidade, pelo que é uma altura especialmente traumática para ser feito o diagnóstico. “Os sintomas são muito diversos e podem afectar a visão, mobilidade, fala, entre outras funções, por isso é muito importante o acompanhamento psicológico do doente e familiares para evitar situações extremas”, explicou o responsável da Unidade de Esclerose Múltipla do Hospital Fernando da Fonseca, Ricardo Ginestal, durante um debate intitulado “A Mulher e a Esclerose Múltipla”.

Contudo, as causas da doença ainda não estão identificadas, pelo que não existem actualmente terapêuticas curativas. A principal dificuldade consiste no facto da esclerose múltipla afectar várias funções do corpo humanos e de diferentes formas, pelo que não se conseguiram ainda desenvolver tratamentos adequados a cada caso. No entanto, o acompanhamento psicológico, aliado a uma alimentação saudável e à prática de exercício físico, são fundamentais para garantir o equilíbrio do paciente.

Ainda assim, Portugal é um dos países que está na vanguarda da investigação no que diz respeito a moléculas inovadores para futuros tratamentos orais, menos dolorosos mas eficazes.

O que é a esclerose múltipla?
A esclerose múltipla é uma doença inflamatória crónica, desmielinizante e degenerativa, do sistema nervoso central que interfere com a capacidade do mesmo em controlar funções como a visão, a locomoção, e o equilíbrio, entre outras, de acordo com informação disponibilizada pelo site da Associação Nacional de Esclerose Múltipla.

Denomina-se “esclerose” pelo facto de, em resultado da doença, se formar um tecido parecido com uma cicatriz que endurece e forma uma placa em algumas áreas do cérebro e medula espinal e “múltipla” porque várias áreas dispersas do cérebro e medula espinal são afectadas.

A palavra desmielinizante significa que são provocadas lesões nas bainhas de mielina que envolvem as fibras nervosas, que são afectadas de forma progressiva, por vezes irreversível.

Fonte: Público Pt

Filme terá personagem com EM Março 8, 2008

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Hilary Swank produz drama baseado em livro

Hilary Swank (“Menina de Ouro”) e Molly Smith (“P.S. Eu Te Amo”) compraram os direitos para levar às telas o livro “You’re Not You”, de Michelle Wildgens.

A dupla irá produzir o longa-metragem que narra a história de uma mulher vítima de esclerose múltipla que é cuidada por uma mulher mais nova. A protagonista deverá ser interpretada por Swank, que já ganhou dois Oscars por papéis igualmente desafiadores.

O desafio do novo personagem está em interpretar, gradualmente, a perda da fala da mulher. “É um assunto pesado, sem dúvida, mas Hilary adora papéis femininos fortes que obrigam ela a fazer algo que ela nunca fez”, comentou Smith.

Alison Greenspan (“Quatro Amigas e Um Jeans Viajante”) também assina a produção e foi ela a responsável pela iniciativa: “Eu pensei que esse seria um filme especial, pois não há grandes papéis para mulheres e, nessa história, temos dois. Elas trocam presentes valiosos até que uma delas morre e a outra entra na vida adulta”, explicou.

Hilary Swank esteve presente nos cinemas brasileiros em “P.S. Eu Te Amo” e entre seus projetos futuros está a cinebiografia de Amelia Earhart, primeira mulher a cruzar o Oceano Atlântico em um avião, na qual ela será a protagonista.

Fonte: Cinema com Rapadura

Higiene faz mal à saúde Fevereiro 1, 2008

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Higiene faz mal à saúde

Nunca vivemos em meio a tanta limpeza. E isso pode estar deixando de as pessoas ainda mais doentes.

Nunca fomos tão limpos.

Por dentro e por fora: dos banhos diários à comida pasteurizada, do papel higiênico à água clorada, dos antibióticos ao aspirador de pó, uma série de avanços culturais e tecnológicos eliminaram boa parte dos microorganismos com os quais nossos antepassados sofriam. Várias doenças deixaram de existir, a expectativa de vida aumentou.

Mas esse estilo de vida asseado pode fazer mal, aumentar a incidência de certos tipos de doença.

Hoje, nos EUA, mais de 50% das pessoas têm algum tipo de alergia o dobro da década de 1980. E os jornais publicam notícias assustadoras sobre a comida: só num dos casos, ano passado, 10 milhões de quilos de carne tiveram de ser recolhidos do mercado devido a contaminação. Até o reles amendoim é tratado como se fosse ameaça biológica como há crianças que podem morrer se sentirem o cheiro dele, as escolas americanas estão criando zonas livres de amendoim.

O que está acontecendo?

Bom, lembra de quando você era criança e chegava imundo em casa? Aí sua mãe mandava correr para o banho. Ela estava errada. Se você tiver um gato antes do nascimento do seu filho, a criança nasce mais protegida contra alergia (a gato), devido às substâncias liberadas pelo animal. Isso foi comprovado em alguns estudos, diz Evandro Alves do Prado, professor da UFRJ e diretor da Sociedade Brasileira de Alergia e Imunopatologia.Ele cita outros casos intrigantes: Alguns trabalhos feitos na Alemanha mostram que, em famílias com muitos filhos, o irmão caçula estaria protegido de alergias, devido ao contato com os irmãos mais velhos. E pessoas que moram em áreas rurais, em contato com esterco de boi, de cavalo, também acabariam mais protegidas.Mais: além de ajudar o corpo a criar resistência contra microorganismos, a exposição a sujeiras no dia-a-dia ajudaria a refrear a fúria do sistema imunológico.

Num estilo de vida superurbano, avesso à sujeira, as células de defesa do organismo não têm tantos inimigos para combater e acabam surtando. Desse jeito, elas podem entender o amendoim, por exemplo, como um inimigo. E reagir violentamente (na forma de uma alergia). Outra manifestação de um sistema imunológico pirado é atacar as próprias células do corpo, coisa que pode dar nas chamadas doenças auto-imunes (asma, artrite, esclerose).

É o que prega a hipótese da higiene, uma teoria que já existe há algum tempo, e que nunca foi consenso. Mas agora estão surgindo algumas pesquisas que parecem comprová-la.

Um estudo feito na Universidade Duke, nos EUA, mostrou que ratos selvagens têm menos tendência a desenvolver certas doenças do que os de laboratório, habitantes de um ambiente tão limpo quanto um hospital de primeira. Tudo por causa de dois tipos de anticorpo: o IgG, ligado a alergias, e o IgE, que pode desencadear as doenças auto-imunes. Os ratos selvagens têm mais anticorpos. Mas eles não causam patologias, pois se ligam a agentes externos. Nos animais de laboratório, provocam reações alérgicas e auto-imunes, diz o professor William Parker, responsável pelo estudo.

Além de fazer o organismo endoidar, a limpeza excessiva também pode nos deixar vulneráveis a bactérias e parasitas. O próprio governo dos EUA desaconselha o uso de produtos de limpeza com bactericidas, que são considerados ineficazes e perigosos, pois poderiam estimular o surgimento de bactérias hiper-resistentes.

Pelo mesmo motivo, a ong Union of Concerned Scientists (algo como União dos Cientistas Engajados), voltada para assuntos de saúde, protesta contra o uso indiscriminado de antibióticos: nos EUA , o consumo deles subiu 50% desde a década de 1980 sendo que a grande maioria, mais de 90%, é consumida pelos bois, vacas e galinhas que a gente come.

A comida moderna, superdesinfectada, pode ser perigosa. E a defesa da sujeira vai além: para alguns cientistas, o aumento no número de nascimentos por cesariana é um dos responsáveis pela explosão das alergias.

É que nesse tipo de parto, mais limpo, a criança não passa pela vagina da mãe. Então não tem contato com a infinidade de bactérias que vivem lá, e acaba com o sistema imunológico pouco calejado. Parece absurdo, né? Mas, se você levar em conta que o corpo humano carrega 10 vezes mais células de bactérias do que de gente, faz sentido.

A imundície, veja só, pode até curar: dois estudos recentes mostram que determinados tipos de parasitas e bactérias aliviam, respectivamente, os sintomas da esclerose múltipla e da depressão.

Convencido? Calma: ninguém está dizendo pra você parar de tomar banho, rolar na lama ou deixar a casa emporcalhada. Contra as doenças da limpeza, a grande aposta dos cientistas é a sujeira high-tech: a empresa alemã Ovamed já vende um tratamento, de 2 200 euros, que supostamente alivia alguns tipos de doenças auto-imunes. São ampolas cheias de Trichuris suis ova versão esterilizada de um parasita encontrado no intestino do porco. Você toma junto com água, no café da manhã. Vai encarar?

Fonte: Revista SuperInteressante - Fevereiro de 2008

EM na TV Dezembro 30, 2007

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Elenco de ‘Queridos amigos’, próxima série da Globo, fica ‘enclausurado’ por um mês

Dan Stulbach será o protagonistaAmizade se constrói com o tempo, que traz intimidade e lembranças de bons e maus momentos vividos juntos. Mas Denise Saraceni, diretora de “Queridos amigos”, tinha apenas 30 dias para fazer com que o elenco principal adquirisse, nos bastidores, o entrosamento que seria indispensável aparentar no ar. A minissérie de Maria Adelaide Amaral, com estréia marcada para 18 de fevereiro na TV Globo, vai falar sobre jovens paulistas que criaram fortes laços nos anos 70, quando se engajaram na luta contra a ditadura, perderam contato depois e voltaram a se encontrar em 1989, época em que um deles se descobriu muito doente. E a saída encontrada pela diretora para garantir a veracidade das cenas foi “enclausurar” Dan Stulbach (Léo), Matheus Nachtergaele (Tito), Denise Fraga (Bia), Débora Bloch (Lena), Bruno Garcia (Pedro), Guilherme Weber (Benny) e Malu Galli (Lúcia) - os amigos da trama - num estúdio da Barra durante um mês, para só depois iniciar as gravações.

- Aquela turma precisava existir de verdade no primeiro momento em que aparecesse na tela. Então, achei que os atores tinham que ter um período de internação, num lugar onde ninguém nos incomodasse. Passamos um mês na Tycoon, das 8h às 18h. Os atores trabalhavam o corpo, ensaiavam cenas importantes, cozinhavam massa, bebiam vinho, conversavam em volta da mesa. E, nessa convivência, iam se conhecendo e criando o universo dos personagens. Num segundo momento, introduzimos ali pessoas que podiam traçar um painel real daquele período.

Gosto desse tema da amizade, e de falar do efeito do tempo na vida das pessoas


Um dos momentos mais emocionantes foi o encontro com o psicanalista Chaim Katz, que falou sobre a amizade e sobre suas experiências de engajamento político. Outro foi a sessão do filme “Três irmãos de sangue”, sobre Herbert de Souza (o Betinho), Henfil e Chico Mário.

- Foi uma choradeira - conta Dan Stulbach, protagonista da trama.

Dan interpreta Léo, escritor e publicitário bem-sucedido que promove o reencontro da turma quando descobre que tem esclerose múltipla. Ao tomar consciência da efemeridade da vida, ele decide que é hora de resgatar seus sonhos, e quer ajudar seus amigos a fazerem o mesmo.

- Gosto desse tema da amizade, e de falar do efeito do tempo na vida das pessoas - diz o ator. - E fico contente por falarmos de uma época em que não era brega acreditar no país e na política.

O método de preparação para a minissérie, incomum na televisão, encantou Matheus Nachtergaele, que encarna Tito, militante de esquerda que é exilado e, ao voltar ao país, não consegue se ajustar ao dia-a-dia.

- Foi bonito ver atores tão talentosos dispostos àquela imersão. Neste laboratório, criamos uma química forte e conhecemos melhor os anos 70, um período terrível - diz Matheus. - Muitos heróis dessa época foram torturados e, na década seguinte, morreram de Aids. Quem nasceu depois já conheceu o capitalismo desenfreado. Na época em que os amigos se reencontram na trama, o fim dos anos 80, eu estava adolescendo. Foi quando comecei a entender o mundo. Chegou uma hora em que achei o país tão estranho que decidi ir embora. Mas não agüentei, e voltei um ano depois.

Denise Fraga, que após dez anos de dedicação exclusiva ao quadro “Retrato falado”, do “Fantástico”, interpreta Bia, mulher que jamais superou o trauma de ter sido torturada, ressalta o fato de a minissérie tratar de sentimentos nobres:

- É um projeto lindo, que trata de amor, amizade e solidariedade.

“Queridos amigos” traz outros nomes de peso, como Fernanda Montenegro e Juca de Oliveira, que estão tendo aulas de dança com Carlinhos de Jesus para interpretar um casal de amantes.

Fonte: O Globo Online

Viúva de Pavarotti sofre de esclerose múltipla, diz revista Outubro 24, 2007

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Nicoletta Mantovani, segunda mulher do tenor Luciano Pavarotti, sofre há dois anos de esclerose múltipla, motivo das suas freqüentes viagens a Nova York, segundo a revista italiana “Chi”.

Matteo Bazzi/Efe
Luciano Pavarotti e Nicoletta Mantovani; revista publicou que ela sofre de esclerose múltipla
Luciano Pavarotti e Nicoletta Mantovani; revista publicou que ela sofre de esclerose múltipla

A publicação informa que a viúva de Pavarotti foi surpreendida por jornalistas italianos enquanto entrava, com sua filha Alice, 4, no edifício do Multiple Sclerosis Research Center, no coração de Manhattan, onde comparece pelo menos uma vez por mês.

Seguindo um conselho de Pavarotti, Nicoletta iniciou o tratamento do professor Saud A. Sadiq, um especialista no assunto, fundador do centro nova-iorquino inaugurado em 2006.

Fonte: Folha Online

Cobaia humana? Outubro 20, 2007

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A Grã-Bretanha autorizou a criação de embriões híbridos em laboratórios, com genes humanos e de outros animais. O objetivo é extrair células-tronco para pesquisas. Enquanto isso, uma questão mais antiga, que também esbarra no limite da ética, passa despercebida: a pesquisa com seres humanos — não os embriões, mas os adultos. Não há dúvidas de que pesquisas em busca da cura da aids são urgentes. Mas também há riscos. A mais promissora delas, por exemplo, acabou de ser cancelada na fase 2, quando a eficácia de uma vacina contra o HIV era testada em três mil voluntários de oito países, incluindo 132 brasileiros. Os participantes, de 18 a 45 anos, foram escolhidos entre grupos mais vulneráveis, como as prostitutas. Metade tomava a vacina e metade, placebo (substância inócua). Todos teriam sido avisados para evitar situações de risco e tomar as devidas precauções. Mesmo assim, 24 pessoas no grupo vacinado e 21 no outro, foram contaminadas ao se exporem posteriormente ao HIV. A questão é: até onde devemos ir em nome da ciência? Para falar sobre isso, Viva Saúde conversou com Volnei Garrafa, presidente do Conselho Diretor da Rede Latino-Americana e do Caribe de Bioética da Unesco.Quando um voluntário de pesquisa é mais vulnerável?
VOLNEI —
Há duas situações envolvendo voluntários. Há o doente, aquele que participa de um estudo porque já apresenta uma enfermidade para a qual um tratamento está sendo pesquisado. E há o sadio, que se submete aos testes de uma droga para comparação do seu efeito em relação à outra. Esse segundo caso é o que requer mais cuidados. Para citar só um exemplo, houve um projeto, há alguns anos, em Minas Gerais, em que um pediatra induziu asma em crianças para depois estudar o efeito da doença no organismo — algo inadmissível, mas o Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) desse hospital aprovou a pesquisa. Por isso, é preciso haver maior representação de toda a população nesses comitês (aliás, existem cerca de 550 espalhados pelo Brasil), responsáveis por impor o devido rigor às pesquisas e especialmente combater possíveis abusos.

Qual é a situação hoje no Brasil?
VOLNEI —
Nós temos a Resolução 196/96, do Conselho Nacional de Saúde, que regulamenta a pesquisa com seres humanos, mas ainda assim escapam algumas coisas. Prova disso foi a denúncia, no início de 2006, de uma pesquisa clínica que investigava a malária, no Amapá, e que a Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep) não tomou os cuidados que deveria ter adotado antes da realização da pesquisa, revisando toda a documentação original em inglês e sua tradução completa para o português.

Qual é a situação hoje no Brasil?
VOLNEI —
Nós temos a Resolução 196/96, do Conselho Nacional de Saúde, que regulamenta a pesquisa com seres humanos, mas ainda assim escapam algumas coisas. Prova disso foi a denúncia, no início de 2006, de uma pesquisa clínica que investigava a malária, no Amapá, e que a Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep) não tomou os cuidados que deveria ter adotado antes da realização da pesquisa, revisando toda a documentação original em inglês e sua tradução completa para o português.

Por que esses abusos?
VOLNEI —
A área da pesquisa clínica, nos últimos tempos, é movida pelo lucro e pelas pressões do mercado. Especialmente por isso os países têm que exercer um controle rigoroso. Por um lado, temos que respeitar os laboratórios, porque a pesquisa é muito importante para que surjam novos medicamentos, mas o controle deve ser cada vez mais firme, e os países têm que ter regulamentações e gente capacitada para acompanhar e fiscalizar.

Todo voluntário assina um termo de consentimento. Isso o protege? VOLNEI — No momento em que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) diz que 62% da população do país é analfabeta funcional, ou seja, não consegue interpretar aquilo que lê, significa que esse contingente deveria estar fora de qualquer pesquisa clínica, porque é vulnerável. E não apenas por não conseguir interpretar o que é a pesquisa, mas por uma questão social e econômica. Aquela senhora que está na fila esperando uma vaga para o filho no hospital pode, sem dúvida, querer trocar essa espera por uma assinatura que garanta a vaga na pesquisa clínica. O termo de consentimento é importante, mas precisa ser revisto no Brasil com maior rigor e com base nessa realidade.

Pagar ou não o voluntário? Por que essa questão é tão espinhosa no Brasil? VOLNEI — É espinhosa porque o sujeito é muito mais vulnerável nos países com sérios desníveis socioeconômicos. Um exemplo oposto: na Universidade Johns Hopkins, uma das mais importantes dos Estados Unidos (onde se paga aos participantes), uma voluntária de pesquisa, estudante de Medicina com 21 anos de idade, morreu após ter asma induzida. Em conseqüência disso, o comitê de ética da universidade está há quatro anos fechado. No Brasil, com tanta disparidade social e econômica, quem vai se dispor a entrar em projetos de pesquisa que pagam pela participação de voluntários? São os mais pobres. E farão isso não porque estão conscientes e motivados a ajudar a ciência, mas porque precisam de dinheiro para a sobrevivência deles e de suas famílias. Sou totalmente contra, nesse contexto, que as pesquisas sejam remuneradas no país.

É possível participar sem correr qualquer tipo de risco?
VOLNEI —
Só se a pesquisa for absolutamente segura, o que é raro. O que a bioética defende é a minimização dos riscos. Se houver risco, tem que ser o mínimo possível. É permitida, e a ética está de acordo nesse ponto, a existência de um certo grau de risco quando está sendo feita uma pesquisa em relação a doenças ainda não conhecidas ou para as quais não há tratamento.

No começo da epidemia de aids, na década de 1980, por exemplo, muitos doentes se colocaram à disposição como sujeitos de pesquisa, porque não se sabia o que fazer. Hoje em dia não se admite mais fazer pesquisa para controle da aids com placebo, ou seja, com uma substância inócua, uma pílula vazia.

Pesquisa que compara remédios com placebo?
VOLNEI —
Sim. Se um grupo recebe uma droga, esta tem que ser obrigatoriamente comparada a outra com indicação terapêutica semelhante. Elas poderão variar quanto à eficácia, o que é uma das respostas que a pesquisa clínica bem realizada pode fornecer. Mas, para o laboratório, é mais barato trabalhar com placebo.

Fonte: Revista Viva Saúde - outubro de 2007

Chocolate amargo ajuda a combater fadiga crônica, diz estudo Outubro 9, 2007

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chocolate
Chocolate amargo está associado ao combate da pressão alta

Uma dose diária de chocolate amargo pode ajudar a reduzir os sintomas da Síndrome da Fadiga Crônica, apontaram cientistas britânicos.

Pacientes que participaram de um estudo piloto realizado pela Hull York Medical School revelaram que ficaram menos cansados depois de comerem chocolate com alta concentração de cacau.

A Síndrome da Fadiga Crônica é uma condição caracterizada por uma profunda fadiga muscular após esforços físicos. Os sintomas ainda incluem dor de cabeça, memória fraca, dificuldade de concentração, perturbação do sono e irritação.

O líder do estudo, Steve Atkin, disse que a idéia da pesquisa surgiu de uma paciente que relatou ter se sentido mais disposta depois que trocou o chocolate branco e ao leite pelo amargo.

Polifenol e serotonina

Atkin então resolveu testar outros dez pacientes, que, durante dois meses, receberam uma dose diária de 45 gramas de chocolate amargo.

Após um intervalo de um mês, os voluntários receberam a mesma dose por mais dois meses de chocolate branco ou ao leite.

Os cientistas observaram que quando comeram chocolate amargo, os pacientes apresentaram menos sintomas da fadiga e admitiram que voltaram a se sentir mais cansados ao comer outro tipo de chocolate.

O professor Atkin disse ter ficado surpreso com a evidência dos resultados.

“Apesar de ter sido um pequeno estudo, dois pacientes conseguiram voltar ao trabalho depois de terem ficado de licença durante seis meses”, citou o pesquisador.

“O chocolate amargo é rico em polifenol, uma substância que traz benefícios à saúde, como a redução da pressão alta”.

“Além disso, o polifenol aumenta os níveis de serotonina no cérebro, que está associada ao combate da fadiga crônica”, explicou.

Para o cientista, mais pesquisas devem ser feitas para avaliar os benefícios do produto, mas ressaltou que os pacientes podem tranqüilamente comer uma dose diária de chocolate amargo, e que nenhum voluntário da pesquisa aumentou de peso.

Fonte: BBC Brasil

No Brasil existem mais de 30 mil portadores da esclerose múltipla Agosto 30, 2007

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A Federação Internacional de Esclerose Múltipla divulgou pesquisa que mostra que existem cerca de 2,5 milhões de pacientes em todo o mundo. No Brasil, a Associação Brasileira de Esclerose Múltipla (ABEM) estima que são mais de 30 mil portadores, sendo que desse total apenas cinco mil recebem tratamento adequado devido à demora no diagnóstico. Na maioria dos portadores, a doença provoca uma série de surtos, crises com sintomas intensos ou discretos que podem durar de um dia a oito semanas. A recuperação pode ser parcial ou completa, sem deixar seqüelas no paciente.

— As manifestações mais freqüentes são visão embaçada ou dupla, fraqueza, dormência e falta de equilíbrio — explica Fernando Figueira, neurologista, membro titular da Academia Brasileira de Neurologia, da Sociedade Americana de Neuroimagem e da Sociedade Européia de Neurologia. A esclerose múltipla é uma doença antiinflamatória auto-imune que afeta o sistema nervoso central.

A Bayer Schering Pharma, divisão da Bayer HealthCare, promove de 25 a 31 de agosto a 2ª Semana de Conscientização da Esclerose Múltipla com atividades para pacientes, familiares, profissionais de saúde e público em geral. Ao todo serão mais de 15 eventos em parceria com as principais associações de pacientes do Brasil. Entre as novidades, chega ao País a exposição fotográfica “A Imagem da Esclerose Múltipla”, que retrata o perfil de 36 pacientes da Ásia, Europa, América Latina e América Norte, inclusive brasileiros, contando histórias de reflexão, superação e coragem.

“A Imagem da Esclerose Múltipla” (The Image of MS) é uma exposição fotográfica internacional patrocinada pela Bayer Schering Pharma e produzida pela fotógrafa norte-americana Joyce Tenneson. O projeto percorreu países como EUA, Canadá, França, Malásia, Holanda, Cingapura, Tailândia, Coréia do Sul, Finlândia e Reino Unido. Inicialmente, a exposição será apresentada no evento da ABEM (Associação Brasileira de Esclerose Múltipla), dia 25 de agosto, em São Paulo, e no Teatro da Petrobrás, dia 31 de agosto, no Rio de Janeiro. A mostra também ficará em São Paulo para uma temporada aberta ao público de 03 a 17 de setembro no Conjunto Nacional (Avenida Paulista, 2073).

O projeto global “A Imagem da Esclerose Múltipla” surgiu a partir de uma iniciativa brasileira com a produção, em 2005, do livro “Histórias Reais” que reúne 10 narrativas diferentes, em primeira pessoa, de portadores de esclerose múltipla ganhadores de um concurso promovido pelo programa de atendimento aos pacientes da Bayer Schering Pharma. Além da exposição fotográfica, o livro brasileiro também deu origem a outras duas publicações: o “Rostros de la Esclerosis Múltiple”, que reúne a história de 14 pacientes da América Latina, e o livro internacional “The Image of MS”.

As atividades da 2ª Semana de Conscientização da Esclerose Múltipla acontecem nas cidades de Campinas, Florianópolis, Londrina, São Paulo, Rio de Janeiro, Vitória, Brasília, Goiânia, Recife e Juiz de Fora. “Essa semana pretende mostrar o lado humano da esclerose múltipla e levar uma mensagem de esperança para pacientes e familares”, diz Katia Korovin, Diretora de Unidade de Negócios Terapêuticos Especializados. Mais informações pelo 0800-7020605 (SAC do Serviço de Atendimento Personalizado BETAPLUS).
Outra novidade é o relançamento do site www.esclarecimentomultiplo.com.br com informações ainda mais detalhadas sobre a doença, sintomas, dicas de nutrição e bem-estar, fórum para depoimento de pacientes, dicas de livros, entre outras.

Veja a programação completa:

Rio de Janeiro

31 de agosto – Evento da APEM-RJ e exposição fotográfica “A Imagem da Esclerose Múltipla”
Horário: das 13h às 17h
Local: Teatro da Petrobrás, Rua General Canabarro, 500 Tijuca/ RJ
Informações: Durante todo o dia, profissionais de saúde farão palestras sobre a doença, o diagnóstico, terapias alternativas, dicas bem-estar, fisioterapia, prática de exercícios e outros temas.
Público: pacientes, familiares, médicos e público em geral.

28 e 29 de agosto – Evento da Associação Niteroinense de Esclerose Múltipla (ANEM)
Horário: a partir das 14h
Local: Auditório Clube Central, Praia de Icaraí, 335 – Niterói (RJ)
Informações: No dia 28/08 acontecem as palestras “Direitos dos portadores de EM”, “Esclerose Múltipla e a Família” e “A importância da Reabilitação em EM”. No dia 29, o público assiste as palestras “Problemas Urinários na EM” e “Estresse na Esclerose Múltipla”.
Público: pacientes e familiares.

São Paulo

25 de agosto – Evento da ABEM (Associação Brasileira da Esclerose Múltipla).
Exposição fotográfica “A Imagem da Esclerose Múltipla” e apresentação do coral de pacientes da Bayer Schering Pharma.
Horário: 10h às 16h
Local: Clube Helvetia, Av. Indianópolis, 3145

26 de agosto – Evento para portadores de Esclerose Múltipla
Horário: 9h às 12h30
Local: Espaço Unibanco, Rua Augusta 1475
Informações: evento para pacientes e familiares cadastrados no Serviço de Atendimento Personalizado BETAPLUS. Haverá a divulgação dos ganhadores do “Concurso Nacional de Fotos de Paisagens Brasileiras” e sessão de cinema.

30 de agosto – Sessão Solene
Horário: 18h às 20h30
Local: Câmara dos Vereadores de São Paulo, Viaduto Jacareí, 100 – Salão Nobre
Informações: evento da ABEM para pacientes, médicos, centro de referências e público interessado no tema. Coral de pacientes fará a abertura do evento com o Hino Nacional.

03 a 17 de setembro – Exposição fotográfica “A Imagem da Esclerose Múltipla”
Horário: Aberto 24h
Local: Conjunto Nacional, Av. Paulista, 2073
Informações: mostra fotográfica gratuita e aberta ao público.

Vitória

30 de Agosto – Stand da associação com material informativo sobre EM para público leigo
Local: Hospital de Clinicas

01 de Setembro – Churrasco da Associação Capixaba de Esclerose Múltipla (ACAPEM)
Horário: Das 10h às 17h
Local: A Fazendinha – Jardim Caburi
Informações: Evento social (Bingo, música ao vivo, jogos, etc.)
Público: pacientes e familiares.

Goiânia

01 de setembro – Sessão de Cinema para pacientes com esclerose múltipla
Horário: 10h30
Local: Flamboyant Shopping Center, Av. Jamel Cecílio, 3300 Jardim Goiás
Informações: Sessão de Cinema
Público: pacientes e familiares.

Recife

30 de agosto – Palestras sobre Esclerose Múltipla
Horário: 9h às 12h
Local: Auditório do Hospital Restauração, Av. Agamenon Magalhães, s/n
Público: pacientes e familiares.

Juiz de Fora

29 de agosto - Palestras sobre Esclerose Múltipla
Horário: 18h às 22h
Local: Clube de Escoteiros Aymoré, Rua Carlos Palmer, 647 Bom Pastor
Público: pacientes e familiares.

Londrina

30 de agosto – Palestras sobre Esclerose Múltipla
Horário: 20 horas
Local: Hotel Crystal Palace, Rua Quintino Bocaiúva, 15 – Centro
Público: pacientes e familiares

Campinas

30 de agosto – Palestra “O que é, como se faz o diagnóstico e quais as opções de tratamento”
Horário: 16 às 18 horas
Local: Soc. de Medicina e Cirurgia de Campinas, R. Delfino Cintra, 51 (sala B)

Fonte: Correio do Brasil

Albert Einstein usa pacientes-robô em centro de simulações Agosto 23, 2007

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São Paulo - Manequins computadorizados simulam diferentes tipos de pacientes e situações clínicas, respondendo inclusive a medicamentos reais.

dest_88.jpgO Hospital Albert Einstein inaugura no mês de agosto um centro de simulação em São Paulo, que utilizará robôs no lugar de pacientes para recriar situações cínicas em um ambiente interativo e treinar profissionais da área de saúde.

No lugar dos pacientes reais, robôs de alta tecnologia passam pelos procedimentos. O software por trás dos manequins computadorizados permite simular pacientes com diferentes características - homens, mulheres, magros, obesos, idosos, crianças e com condições específicas, como diabetes, hipertensão ou reação a medicamentos, entre outras.

> Veja as fotos do paciente-robô do Albert Einstein

O manequim simula movimentos respiratórios e sons cardíacos e é capaz de responder em tempo real aos estímulos externos em situações de parada cardiorespiratória, intubação, ventilação e inserção de cateteres. Ele também interage com o treinando, emitindo vozes e respondendo a estímulos verbais.

Além disso, alguns dos medicamentos administrados nos pacientes robóticos são reais, pois o sistema por trás do manequim é capaz de reconhecê-los.

“Se o médico administrar o medicamento errado, o paciente pode ter uma parada cardíaca. O objetivo é simular o caos”, conta Cristina Mizói, responsável pelo centro.

Estão disponíveis para as simulações cinco manequins computadorizados - um adulto e uma criança mais complexos e outros três modelos adultos mais simples. Além dos robôs, as simulações podem utilizar atores representando outros membros da equipe médica ou parentes das vítimas.

“Além dos procedimentos técnicos, também simulamos e avaliamos comportamentos”, destaca Cristina.

Resultado de um investimento de 2,5 milhões de dólares, o Centro de Simulação Realística Albert Einstein poderá de treinar 10 mil profissionais por ano, capacitando profissionais dos serviços públicos, universidades, além dos funcionários do próprio Einstein.
O centro de simulação é resultado de uma parceria com o Israel Center for Medical Simulation (MSR), criado pelo Dr. Amitai Ziv, ex-piloto militar que tornou-se médico pediatra e decidiu aplicar à área os conceitos de simulação, redução de risco e segurança da aviação.

Com 450 m2 de área, o centro permite recriar diversos cenários médicos - como centro cirúrgico, centro de terapia intensiva, primeiro-atendimento e consultório - dentro de um ambiente controlado.

Além dos robôs simuladores, o centro traz uma ampla estrutura tecnológica, incluindo sistema de captação digital de áudio e vídeo de alta qualidade para monitorar as simulações.

Fonte: IDG Now!

Médico virtual em tempo real Julho 17, 2007

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O aparelho permite monitoramento médico durante 24 horas

Imagine um aparelho compacto, de uso domiciliar, que emite rapidamente um eletrocardiograma, mede a pressão arterial, a taxa de oxigênio no sangue, o status fluído (o acúmulo de líquido no pulmão), a glicose no sangue, o tempo de coagulação do sangue, o peso e a temperatura. Ele existe e foi apresentado na última edição da Hospitalar 2007, evento anual que apresenta as últimas novidades em equipamentos para a área de saúde. O VitalPoint, da Delphi Medical Systems, permite que o médico monitore seu paciente constantemente, recebendo os resultados das medições via internet.

Fonte: Revista Viva Saúde, julho de 2007

A cascata da CPMF não vai para a saúde Março 29, 2007

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Efeito cascata ou cumulatividade é o nome que se dá ao fenômeno de um mesmo tributo ser cobrado diversas vezes nas etapas de circulação de um produto, sem que o valor pago na etapa anterior possa ser abatido do que deve ser pago na etapa posterior. Em outras palavras, é a cobrança de um mesmo tributo diversas vezes sobre um mesmo valor, quando esse valor é repassado diversas vezes para mãos diferentes.

 

A CPMF é, hoje, o fenômeno mais perverso que incide sobre o dinheiro de todos nós, pobres e ricos – mais sobre o dinheiro dos pobres, é claro. E a CPMF é realmente a maior cascata oficial que já foi aplicada no contribuinte brasileiro. Um tributo criado para ser provisório e para ser aplicado na SAÚDE do povo – nem uma coisa, nem outra aconteceu.

Vamos usar a compra de uma geladeira para demonstrar a fria em que nós entramos com a criação da CPMF.

Para montar uma geladeira, a indústria precisa comprar, de outra indústria, um compressor.Os impostos que a indústria de compressores paga para assinar a Carteira de Trabalho de seus empregados, entram no cálculo que a indústria faz para chegar no preço dessa peça. E essa indústria paga CPMF quando paga os salários de seus empregados.

A indústria que vende o compressor, paga CPMF para comprar as peças do compressor e paga a CPMF ao receber o dinheiro pela venda. A indústria de geladeira paga o tributo ao comprar o compressor.

Aí, a CPMF já foi cobrada quatro ou mais vezes de uma mesma fonte, o compressor – depende de quantas peças foram compradas para montá-lo.

Na indústria de geladeira, a CPMF paga na compra do compressor, o preço da peça, e os impostos dos salários de seus empregados, tudo entra no cálculo do preço final do produto. E essa indústria coloca a CPMF no preço final, para vender a geladeira que leva o nosso compressor.Por sua vez, o atacadista que compra a tal geladeira faz os mesmos cálculos: ele vai pagar CPMF sobre a geladeira, sobre o compressor e sobre os salários dos empregados daquelas indústrias. E, para não ficar no prejuízo, cobra tudo da loja que comprar a geladeira.

Lá se vão mais quatro ou cinco ou mais cobranças da tal Contribuição `Provisória sobre uma fonte só. A loja, então, faz muita propaganda para vender a geladeira, e paga CPMF por causa dessa propaganda, tanto para a agência de publicidade, como para a televisão, para o jornal e para a revista onde sua propaganda vai aparecer.

E ela pega toda a CPMF – e os outros custos todos – que pagou, desde que o compressor foi construído, e coloca no preço que eu, você, quem for comprar aquela geladeira vai pagar.

E a gente paga a mesma CPMF que já vinha sendo paga desde o compressor. E nós pagamos a maior delas, já que os custos anteriores estão todos no preço do tão necessário eletrodoméstico.

Com um agravante: a gente também paga a CPMF de todas as outras peças que foram necessárias para construir a geladeira.

É CASCATA!

CLIQUE AQUI E VEJA UM QUADRO ILUSTRATIVO DA REVISTA VEJA

 

 

Fonte: XÔ CPMF!!!

O novo mapa do cérebro Março 20, 2007

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A ciência começa a solucionar alguns mistérios que envolvem a caixa-preta humana, comprova a eficácia de terapias hoje consideradas clássicas e traz à tona descobertas que podem mudar o rumo dos tratamentos neurológicos

por Fábio de Oliveira, de Natal, com reportagem de Samuel Ribeiro

É impossível apreciar toda a musicalidade de uma sinfonia como a Nona de Beethoven apenas ouvindo uma de suas notas. Com o cérebro acontece algo semelhante. A compreensão das funções e peculiaridades da massa cinzenta dificilmente será alcançada por meio do estudo de uma única célula nervosa. Dessa forma, os cientistas hoje tentam escutar a fundo o concerto neuronal que ecoa via impulsos elétricos dentro da nossa cabeça. Por meio de eletrodos e de exames de imagem capazes de visualizar o que acontece no sistema nervoso eles estão conseguindo decifrar e transcrever fragmentos da partitura conhecida como mente humana e, assim, encontrar meios eficientes para tratar as notas tristes de males como a depressão ou o Alzheimer.Parte desses esforços pôde ser conhecida no Segundo Simpósio Internacional de Neurociências, realizado no final de fevereiro em Natal, no Rio Grande do Norte. O evento contou com mais de 700 participantes e reuniu sumidades provenientes das principais universidades do mundo e do Brasil, que ali expuseram os resultados dos mais recentes estudos da área. O encontrotambém oficializou a inauguração do Instituto Internacional de Neurociência de Natal Edmond e Lily Safra, uma iniciativa que pretende transformar o país em um dos centros de referência na pesquisa sobre a nossa caixa-preta.

Um dos trabalhos apresentados durante a reunião pode ser considerado um marco. Trata-se do primeiro estudo brasileiro a mostrar que a psicoterapia provoca mesmo mudanças na atividade cerebral. Em outras palavras, é a comprovação de que uma técnica subjetiva altera os circuitos neuronais. Conduzida na Universidade de São Paulo, a investigação acompanhou pacientes diagnosticados com um tipo específico de estresse pós-traumático, o parcial, que pode vir à tona depois de um seqüestro relâmpago, por exemplo. Nessa formado problema, nem todos os sinais clássicos do transtorno, como pesadelos e embotamento afetivo, se manifestam. “Nervosismo, irritabilidade e memórias recorrentes do evento desencadeador é que costumam ser os sintomas do estresse pós-traumático parcial, que acomete 30% da população”, explica o psicólogo clínico Julio Peres, autor da pesquisa.

Do total de 27 participantes do estudo da, USP sobre o impacto da psicoterapia, 16 compareceram a sessões de uma hora cada durante dois meses. Todos os voluntários, no entanto, se submeteram à tomografia de emissão de pósitron único no início e logo após a conclusão da pesquisa. Esse exame de imagem fornece uma fotografia do cérebro em determinado momento. Para isso o indivíduo recebe uma injeção com uma substância que fica impregnada no tecido cerebral. É ela que permite visualizar quais áreas se encontram mais ou menos ativas.

Antes do exame os integrantes do grupo da psicoterapia ainda leram em voz alta um texto que evocava o evento traumático. Durante o tratamento eles foram incentivados a falar sobre o ocorrido e orientados a construir uma espécie de banco de memórias positivas, um resgate de boas experiências do passado, como a aprovação no vestibular. O objetivo final era modificar a maneira como aquelas pessoas enxergavam a situação responsável por deflagrar o transtorno.

Os resultados do trabalho revelaram que áreas da massa cinzenta como o córtex préfrontal, região que classifica os eventos, o hipocampo, que é o grande encarregado de processar nossas lembranças, e os lobos parietais, responsáveis pela localização dos acontecimentos no tempo e no epaço, ficaram mais ativas nos indivíduos sob terapia. “Além disso houve uma atenuação da atividade da amígdala, estrutura relacionada à expressão de emoções como o medo”, descreve Julio Peres. Em suma, ocorreu o que os especialistas chamam de neuroplasticidade, um termo complicado que pode ser traduzido como a capacidade que o cérebro tem de se reestruturar. E o avanço das neurociências evidencia que técnicas psicológicas como a psicoterapia têm de fato uma ação no nível biomolecular.

O QUARTEL-GENERAL DA MENTE
No cérebro estão os centros de comando que coordenam tudo o que acontece no corpo humano. São aglomerados de células nervosas cuja única função é ditar as regras

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OS LOBOS E OS CÓRTICES

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Um outro estudo, realizado em conjunto por pesquisadores da Universidade de Auckland, na Nova Zelândia, e da Academia Sahlgrenska, na Suécia, reforça a idéia de que as revelações muitas delas inusitadas sobre a massa cinzenta são capazes de mudar o rumo do tratamento de doenças como Parkinson e Alzheimer. Os especialistas suecos e neozelandeses encontraram uma espécie de fábrica de neurônios no sistema nervoso de adultos, atestando que seu cérebro pode, sim, criar células nervosas novinhas em folha - proeza que, acreditavam antes, só podia ser realizada nos anos de infância. Os pesquisadores chegaram até mesmo a localizar uma das maternidades que abrigam células-tronco capazes de se transformar em neurônios. Trata-se da zona subventricular, situada nas paredes dos ventrículos laterais, câmaras entre os hemisférios cerebrais cheias de liquor. Da zona subventricular essas células-tronco migram para o bulbo olfatório, região que processa os odores que sentimos. “Nessa área as células nervosas estão constantemente morrendo. Por isso ela requer substitutas sempre”, explica à SAÚDE! Maurice Curtis, um dos autores da pesquisa. O pulo-do-gato era saber como se dava esse processo migratório.

Em roedores e outros mamíferos já se sabia que existe uma espécie de tubo que realiza a conexão entre a maternidade e o bulbo. Mas isso ainda não havia sido verificado em seres humanos. Por meio do uso de várias técnicas e de um potentíssimo microscópio eletrônico o time de Curtis traçou o mapa desse caminho onde as células-tronco passam por uma verdadeira metamorfose. “Um outro trabalho de minha autoria mostrou que, em resposta a doenças neurodegenerativas, a zona subventricular produz mais células nervosas do que numa situação normal”, conta Curtis. “Se conseguirmos controlar esses novos neurônios e encorajá-los a viajar para áreas que estão morrendo por causa de doenças talvez possamos mudar o rumo do tratamento dos males cerebrais.”

O Hospital Sírio Libanês, na capital paulista, o Instituto Internacional de Neurociência de Natal e a Universidade Duke, nos Estados Unidos, fi rmaram uma parceria em terras brasileiras para pesquisar uma nova cirurgia para portadores do mal de Parkinson, doença degenerativa que se caracteriza pela perda do controle dos movimentos. “O hospital será a primeira instituição fora dos Estados Unidos a realizar esse tipo de operação”, diz o brasileiro Miguel Nicolelis, co-diretor do Centro de Neuroengenharia da Universidade Duke e um dos maiores nomes das neurociências nos dias de hoje. Trata-se de um implante de um marcapasso cerebral que, por meio de estímulos elétricos, melhora sintomas da doença, como os tremores. O objetivo é chegar a um procedimento menos invasivo e com menor tempo de duração.

A realização dessa modalidade cirúrgica também vai permitir o desenvolvimento de próteses inimagináveis até há pouco tempo para os paraplégicos. Isso porque a operação é feita com o auxílio de finos eletrodos que fazem um mapeamento da atividade dos neurônios de maneira mais precisa e abrangente, localizando o ponto em que o estimulador deve ser fi xado. Além disso, o procedimento é levado a cabo com o indivíduo consciente. Ou seja, o cirurgião pode lhe pedir para movimentar as mãos, por exemplo. Para resumir a ópera, toda essa informação coletada nas células nervosas deverá ser armazenada em um computador. E, num futuro próximo, esses dados serão disponibilizados em um microchip que, implantado lá na cabeça de quem perdeu os movimentos dos braços transmitirá os comandos motores para uma prótese. E o melhor: sem fio. O braço mecânico se mexerá só com a força do pensamento.

Já o Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo disponibilizou no início do ano uma técnica até então experimental para o tratamento da depressão. Denominado de estimulação magnética transcraniana, o método, indolor, se vale de uma máquina cuja função é produzir um campo magnético que penetra até 3 centímetros no cérebro. “O equipamento fica 15 minutos encostado na cabeça do paciente”, explica Marco Antonio Marcolin, coordenador do Grupo de Estimulação Cerebral do Instituto de Psiquiatria. “O campo magnético é ligado e desligado para ativar ou desativar regiões cerebrais de acordo com o problema que está em foco”, continua Marcolin. “Sem falar que é um instrumento não invasivo”, conclui.

Os médicos chegam a essas áreasalvo por meio das imagens do sistema nervoso disponíveis na literatura médica. Assim, no caso da depressão, miram-se circuitos que não estão funcionando do jeito que deveriam, como o córtex dorso-lateral-pré-frontal esquerdo. O objetivo, aí, é dar um estímulo extra para normalizar a situação. Dores de cabeça passageiras são o único efeito colateral notado até o momento por quem apelou para a técnica. Os estudos com o método têm apresentado bons resultados no controle da depressão. “Agora queremos verificar se as taxas de recaída da doença são semelhantes com o uso da técnica”, diz Marcolin. Tudo pelo bem da nossa saúde mental.

UM SUPERCOMPUTADOR
Conheça o Blue Brain, o projeto que pretende criar um cérebro artificial

“Não há um neurocientista que acredite ser possível entender o cérebro. É um paradoxo.” Foi o que disse durante sua palestra no encontro de Natal o pesquisador Henry Markram, diretor do Blue Brain, um projeto patrocinado pelo gigante da informática IBM que pretende construir um modelo computacional do nosso sistema nervoso até 2015. Em bom português, trata-se do cérebro eletrônico. Por meio dele os cientistas querem saber exatamente como funciona a massa cinzenta na sua totalidade. Um entendimento que custará caro: Markram prevê o gasto de 3 bilhões de dólares anuais só com eletrecidade para fazer o cérebro artificial funcionar.

AS PARTES DA CÉLULA NERVOSA
Conheça a estrutura de um neurônio

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POR ONDE ENTRA A INFORMAÇÃO
Veja onde se localiza cada um dos 13 pares de nervos

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Fonte: Revista Saúde é Vital, edição de abril de 2007

Insegurança em relacionamentos ‘pode diminuir imunidade’ Março 18, 2007

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O sentimento de insegurança em um relacionamento pode prejudicar o sistema imunológico, segundo uma pesquisa do Instituto Nacional de Saúde da Itália.

Um estudo com 61 mulheres saudáveis mostrou que aquelas que lutavam por relacionamentos íntimos e confiáveis tinham sistemas imunológicos mais fracos.

Exames de sangue revelaram que as células consideradas “matadoras naturais” no sistema imunológico de mulheres não estavam funcionando bem.

Mas o estudo publicado na revista científica Psychosomatic Medicine não conseguiu demonstrar se estas mulheres ficaram mais suscetíveis a doenças.

Especialistas acreditam que a habilidade de uma pessoa para estabelecer relacionamentos íntimos e confiáveis se forma na infância como resultado do relacionamento da criança com seus pais.

Relacionamentos românticos ocorridos mais tarde também poderão ter um impacto no “estilo de ligação” de uma pessoa.

O chefe da pesquisa, Angelo Picardi, explicou que as pessoas que têm insegurança de ligação lutam para confiar em outras pessoas e depender delas, sentem-se desconfortáveis com intimidade emocional ou temem ser abandonadas.

Imunidade

Para descobrir se existe algum impacto na função imunológica, Picardi e seus colegas recrutaram 61 enfermeiras abaixo de 60 anos que não tinham doenças crônicas ou um histórico de problemas psiquiátricos.

Foram usados questionários para descobrir se as mulheres tinham algum sinal de insegurança quanto a ligações.

Exames de sangue foram feitos para medir vários marcadores da função imunológica, incluindo a habilidade das células chamadas matadoras naturais - células do sistema imunológico que matam invasores, como vírus.

Eles descobriram que as mulheres com maior insegurança tinham menor atividade das células matadoras em comparação com outras participantes do estudo.

Mas não foi observada associação com o número de células circulantes, sugerindo que existe uma mudança em como as células agiam.

Em estudos anteriores, Picardi relatou associações entre insegurança em ligações com certas doenças de pele relacionadas a problemas imunológicos, como dermatose.

“Nossas descobertas são preliminares e exigem mais investigação. No momento não podemos afirmar que esta redução na atividade de células matadoras naturais possa ser traduzida em maior suscetibilidade a doenças ou saúde mais prejudicada”, disse Picardi.

“Nossa vida emocional e a maneira como ela se desenvolve e é regulada está profundamente ligada à nossa fisiologia, incluindo o sistema imunológico”, acrescentou o médico italiano.

Fonte: BBCBrasil