Música pode ter o mesmo efeito de estatinas no coração Novembro 13, 2008
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As músicas que elevam o coração também podem fortalecê-lo. Pesquisadores americanos constataram que quando as pessoas escutam sua música favorita, seus vasos sangüíneos se dilatam quase da mesma forma que o fariam se o indivíduo tivesse tomado uma medicação para esse fim.
- O efeito é muito impressionante – afirma Michael Miller, diretor de cardiologia preventiva do Centro Médico da Universidade de Maryland, em Baltimore, Nos Estados Unidos. – O diâmetro dos vasos melhorou, os vasos se abriram bastante. Essa ampliação também ocorre quando as pessoas fazem exercícios físicos ou riem bastante.
Um efeito similar também é observado com medicamentos como as estatinas e os inibidores de enzima de conversão da angiotensina (ECA). Quando os vasos se dilatam, o sangue flui mais facilmente e é menos provável a formação de coágulos, que causam infartos e derrames. Os vasos elásticos também resistem ao endurecimento provocado pela aterosclerose.
- Não estamos dizendo que as pessoas devam deixar de tomar estatinas ou que não se exercitem, mas que esta descoberta se some a um programa geral de saúde cardíaca – sugere Miller, que apresentou os resultados no encontro da Associação Americana do Coração, em Nova Orleans.
A equipe avaliou dez homens e mulheres saudáveis, que não fumavam, e lhes pediu que levassem sua música favorita. Os voluntários passaram meia hora ouvindo esta canção e outra meia hora escutando músicas que estimulavam a ansiedade, enquanto os pesquisadores realizavam exames de ultra-som para mostrar o funcionamento dos vasos sangüíneos.
Comparado com as medidas normais de base, o diâmetro aumentava 26% em média quando os voluntários ouviam sua música favorita. Ouvir músicas das quais não gostavam reduzia em 6% o calibre das artérias.
O autor diz que pensou nesta hipótese após realizar um estudo anterior que mostrava que o riso faz o sangue fluir melhor.
- Perguntei-me quais as outras coisas que nos fazem sentir realmente bem, além das calorias do chocolate, é claro. Ocorreu-me a música. Realmente, ela me faz sentir bem – explicou Miller, acrescentando que apesar de a maioria dos voluntários ter optado por música country, o estilo não é tão importante como o prazer que sente cada pessoa ao escutar suas canções favoritas.
Fonte: O Globo Online
Informação ajuda no tratamento da esclerose múltipla Outubro 24, 2008
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A necessidade de informação e esclarecimento a respeito da esclerose múltipla torna-se fundamental para ajudar portadores e profissionais a estabelecer uma relação mais próxima com esse problema que costuma assustar a todos. Como tratar de uma doença incurável que pode incapacitar jovens com sintomas hora discretos e outras vezes intensos, com capacidade de aparecer e desaparecer e que muitas vezes tem suas manifestações confundidas com as de outras doenças é uma questão bastante complexa.
A única medida que pode ser tomada a partir de todas essas características negativas que norteiam essa doença considerada grave e crônica é o conhecimento, conforme explica a professora de neurologia da FMABC (Faculdade de Medicina do ABC), Margarete Jesus de Carvalho. “A informação é importante tanto para o paciente quanto para o médico. O portador da doença, quando bem informado, passa a se observar mais e a perceber com mais facilidade qualquer surto ou problema, em conseqüência, a procura pelo neurologista é mais rápida e as chances de redução das seqüelas são maiores”, comenta.
Normalmente a doença atinge pessoas em idade produtiva, dos 20 aos 40 anos, principalmente do sexo feminino. O problema afeta não só a saúde, mas ainda a vida pessoal, social e até mesmo financeira do indivíduo, já que os medicamentos são de alto custo.
A atenção deve se dar principalmente pelo fato da doença ser neuroimunológica (que envolve o sistema nervoso e de defesa) com causa desconhecida, o que impossibilita qualquer tipo de prevenção. As lesões causadas no SNC (Sistema Nervoso Central) caracterizam-se por surtos periódicos que podem tender para uma piora ou não, dependendo de cada caso.
Estima-se que um a cada 100 mil habitantes seja atingido pela doença nos países do hemisfério sul. A incidência maior, no entanto, se dá nos países localizados na parte superior do globo, onde a temperatura é mais fria. “Normalmente as pessoas com esclerose múltipla têm uma intolerância ao calor, por isso no Brasil a maioria dos casos ocorre nas regiões Sul e Sudeste”, esclarece a especialista.
Diagnóstico difícil
Para descobrir que se tem esclerose múltipla pode levar meses ou até mesmo anos. A doença é tida como uma das que obtém diagnóstico mais difícil. Muitas vezes, os sintomas são confundidos com os de outras doenças, o que dificulta a definição, que na maioria dos casos ocorre a partir de exames complexos como ressonâncias.
Os sintomas podem variar de acordo com os pacientes e na maioria dos casos deixam seqüelas que podem ser pequenas, moderadas ou graves. Entre os fatores mais observados, se enquadram a falta de coordenação, vertigem, dor facial, dormência, perda de visão e de audição, dor nos braços e desequilíbrio.
Porém, por não ser possível identificar de imediato qual o problema, o ideal é que um médico seja procurado em qualquer sinal incomum. “Assim como em toda doença, um profissional, normalmente o clínico geral, deve ser procurado em casos de sentir alguma coisa diferente”, alerta a médica.
O tratamento é feito de acordo com cada caso. “É como se fosse um tratamento individual, que varia dependendo dos sintomas e das seqüelas”, revela Margarete. Outro fator importante é a multidisciplinariedade na ocasião do tratamento, com a colaboração de fisioterapeutas, psicólogos e demais especialistas envolvidos. A necessidade de um tratamento contínuo e o acompanhamento médico periódico pode ser considerado o único fator comum a todos os casos.
Apesar da doença, estudante afirma levar ‘vida normal’
Cerca de um ano foi o tempo esperado pela estudante de administração Ana Paula Alonso para que fosse diagnosticada a doença. Aos 20 anos de idade, a jovem já passou por dois surtos, um que afetou a visão por aproximadamente 15 dias e outro caracterizado por uma paralisia facial. Apesar de ser portadora de uma doença grave, a estudante revela levar uma vida ‘normal’.
“Minha vida não mudou em nada. Tive os devidos cuidados após os surtos, mas não me deixo levar pela doença porque sei que existem problemas piores do que esse”, observa. Ana Paula não necessita de cuidados intensivos e também não faz uso de nenhum medicamento, mas não abre mão do acompanhamento médico pelo menos a cada seis meses.
Segundo a jovem, uma das coisas que passou a fazer parte de sua vida foi uma alimentação mais saudável. “Eu me alimentava mal e por isso tinha imunidade e anticorpos baixos. Agora passei a comer melhor e observar mais a minha saúde”, conta Ana Paula.
Suporte
Por meio da Abem (Associação Brasileira de Esclerose Múltipla) os pacientes com esclerose múltipla podem obter suporte acerca da doença gratuitamente. A instituição atende mais de cinco mil portadores em todo Brasil, oferecendo orientações por carta, telefone e internet. Entre os serviços oferecido estão: fisiatria, psiquiatria, urologia, fisioterapia, fonoaudiologia, neuropsicologia, psicologia comportamental cognitiva, terapia familiar, terapia ocupacional, terapia funcional, nutrição, acupuntura e enfermagem. A Abem fica na avenida Indianápolis, 2752, São Paulo. Telefones: 5587-5584 / 5581-9233.
Fonte: Repórter Diário
Em busca do equilíbrio Outubro 20, 2008
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Nem tanto ao céu, nem tanto à terra. É no equilíbrio entre a tecnologia (que, sem dúvida, vai continuar avançando com rapidez impressionante) e os velhos paradigmas do atendimento humanista que deve residir a tendência da Medicina para as próximas décadas. As próprias faculdades, tanto no exterior como no Brasil, começam a incentivar uma conduta mais ética e o atendimento global ao paciente. Mas e o mercado? Nós temos uma cultura no Brasil que valoriza o especialista. Enquanto não se inverter essa lógica, os jovens profissionais não serão estimulados a ser médico de família e da comunidade, avisa Jefferson Fernandes, do Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre. E, pro nosso futuro, vamos precisar deles, os generalistas.
Fonte: Revista Saúde! é vital, outubro de 2008
Por uma nova formação Outubro 19, 2008
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Para melhorar o cenário da saúde, aposta-se na formação de novos médicos com uma velha mentalidade. As atuais diretrizes para os cursos de medicina já contemplam a visão de que a relação com o paciente é o mais essencial, diz Jorge Hetzel, diretor-médico da Santa Casa de Porto Alegre. Antes, a preocupação era formar gente capaz de realizar diagnósticos brilhantes e tratamentos de ponta, mas pouco se fazia para criar um profissional apto a dialogar e a ensinar o paciente a se prevenir. É isso o que todos querem mudar.
Outro ponto-chave é a necessária valorização desse profissional. O triste é que o médico, hoje, ganha por produtividade. Em vez de atender bem dez pacientes, tem de ver 20, 30, 50 doentes por dia para obter um rendimento razoável, afirma Pedro Giavania-Bianchi, gerente de ensino do Instituto de Ciências do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, em São Paulo. Em muitas clínicas, a orientação é que as consultas sejam feitas de 15 em 15 minutos, enquanto o ideal, independentemente da especialidade, seria que durassem no mínimo entre 45 minutos e uma hora.
O esforço para mudar essa realidade é enorme. Vai demorar, é verdade, para colher frutos. Mas qualquer paciente pode ajudar. Você tem um bom médico? Ele sabe ouvir o que você tem a dizer? Conhece a sua história e capricha no atendimento? Então, aproveite que é outubro, o mês dele, e diga: parabéns, doutor. Porque, para a sua saúde, um bom médico é mesmo um santo
remédio.
Grandes hospitais brasileiros têm promovido reuniões, seminários e pesquisas para manter seus médicos sempre atualizados e incentivar a troca de opiniões sobre casos
Fonte: Revista Saúde! é vital, outubro de 2008
Um bom médico ainda é o melhor remédio Outubro 18, 2008
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De volta para o futuro
Para avançar ainda mais, a medicina revê o passado em busca de exemplos de um atendimento mais humanista e, portanto, completo

Os médicos, que comemoram seu mês agora em outubro, nas últimas décadas vivem sob uma avalanche de informações. Não importa a área de atuação, praticamente todo dia revistas e sites especializados anunciam um equipamento inédito ou uma maneira diferente de tratar determinada doença. Seria preciso abrir mão de muito espaço na agenda para acompanhar tudo. E a impressão é de que para todo mal a ciência pode prometer uma cura.
Paralelamente, em especial no Brasil, viu-se uma modificação social e econômica expressiva: o aumento do número de beneficiários de planos de saúde, com a conseqüente diminuição dos atendimentos particulares, provocando queixas entre os profissionais de jaleco branco. É fato: eles recebem cada vez menos por uma consulta. Os pacientes, por sua vez, reclamam do distanciamento dos médicos.
Uma pesquisa realizada em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, ouviu 469 pessoas antes e depois de consultas em clínicas, postos de saúde, hospitais públicos e privados. Acredite: entre as instituições particulares, o tempo de consulta oscilou entre 13 e 26 minutos.
Justamente esses serviços foram os piores, segundo a avaliação dos entrevistados, revela a pesquisadora Cristiane S. Arroyo, da Universidade de São Paulo. Esse dado me surpreendeu, pois esperava encontrar mais atenção ao paciente no setor privado. Entre os serviços públicos, a variação do tempo de atendimento foi maior: de oito a 52 minutos.
Um levantamento do Instituto Brasileiro de Relações com o Cliente ouviu 1,8 mil pacientes em São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. Entre outras perguntas, buscou-se saber o que os chateava em uma consulta. Resposta: para mais de um terço deles (36,3%), o maior problema seria a desatenção. Em seguida, viriam os atrasos. Indagados se voltariam a ouvir aquele mesmo especialista, 52% disseram que sim mas 48% admitiram que procurariam outro.
Instituições sérias querem entender o que está errado e criar alternativas para que os novos médicos sejam cada vez mais parecidos com aqueles de antigamente, que atendiam olho no olho, com ouvidos abertos às palavras do doente, sem tanta pressa de encerrar a consulta. Elas estão convictas de que, apesar de tanta tecnologia e avanço científico, um bom médico faz a diferença.
Essa não é uma preocupação exclusiva do Brasil. Nos Estados Unidos, por exemplo, apesar de todo o avanço tecnológico, os casos de erro médico não caíram: foram 44 mil vítimas no ano passado. Tanto lá quanto cá, só ganha força a tendência de revalorizar a medicina dita humanista, na qual o médico enxerga o paciente de forma global, mas sem deixar de lado, claro, os métodos que melhoraram (e muito) os diagnósticos e tratamentos. É muito importante a relação médico/paciente. Muitas vezes, essa é a principal forma de alívio do sofrimento do indivíduo, diz Jefferson Gomes Fernandes, diretor do Instituto de Educação e Pesquisa do Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre. A medicina hoje busca um equilíbrio entre a técnica e o caráter humanista.
Fernandes sugere que os médicos conversem mais, troquem experiências e debatam os casos a volta da conversa de corredor de hospital. O ideal, aliás, é que houvesse espaço para isso, reconhece. O Moinhos de Vento até já criou uma sala de convívio médico.
Também no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, a troca de opiniões é cada vez mais incentivada. Queremos manter bons embates em reuniões e cursos,afirma Roberto Padilha de Queiroz, diretor de ensino do Instituto de Ensino e Pesquisa do hospital. O conhecimento compartilhado diminui a incidência de erros que podem custar vidas. Ele acha que essa é também uma questão de lisura. Na área da saúde, não é ético um profi ssional que não se mantém informado, por maior que seja o volume de pesquisas, assim como não é ético não compartilhar o que já se sabe.
DOUTORES EM NÚMEROS
As estatísticas abaixo traçam um retrato da profi ssão de médico no Brasil

Fonte: Revista Saúde! é vital, outubro de 2008
Osteoartrite Outubro 17, 2008
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A dor não é um sintoma da artrite, a dor causa atrite
A dor é mais do que um sintoma da osteoartrite, ela é uma parte inerente e danosa da própria doença, segundo um estudo publicado na revista científica Arthritis and Rheumatism.
O estudo revela que os sinais de dores que se originam nas juntas artríticas, e o processamento bioquímico desses sinais quando eles chegam à medula espinhal, fazem com que artrite piore e se expanda.
Além disso, os pesquisadores descobriram que rotas nervosas levando os sinais de dor transferem inflamações das juntas artríticas para a medula e deixa-as retornar, causando a doença nas duas pontas.
Como surge a dor?
Tecnicamente, a dor é um reconhecimento consciente de desconforto que o paciente apresenta. Antes que isso aconteça, porém, a informação deve ser levada ao longo das rotas de células nervosas de, digamos, um joelho machucado, para os centros de processamento da dor nos cornos dorsais da medula espinhal, um processo chamado nocicepção.
O novo estudo dá fortes evidências de que essa interferência nociceptiva de duas vias pode permitir que as juntas artríticas transmitam inflamações para a medula espinhal e para o cérebro, e então se alastrar através do sistema nervoso central de um ponto para o outro.
Juntas artríticas
Além disso, se as juntas artríticas podem causar neuroinflamações, elas podem ter um papel em doenças como o Mal de Alzheimer, demência e esclerose múltipla. Armados com seus resultados, os pesquisadores identificaram alvos potenciais para medicamentos que poderão interferir com os receptores inflamatórios nas células nervosas sensoriais, uma nova forma de tratamento da osteoartrite.
A forma mais comum de artrite, a osteoartrite eventualmente pode levar à deformidade e dores muito fortes à medida que os pacientes perdem o amortecimento protetor entre os ossos em juntas que suportam peso, como joelhos e quadris.
Fonte: Diário da Saúde
Baixo nível de vitamina D Outubro 15, 2008
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Baixo nível de vitamina D pode ser causa ou efeito do mal de Parkinson
Um estudo conduzido por pesquisadores americanos da Universidade de Emory sugere ligação entre o mal de Parkinson e a deficiência de vitamina D.
Do total de pacientes examinados – 100 com Parkinson, 100 com Alzheimer e 100 idosos saudáveis – 55% apresentaram níveis insuficientes da vitamina. A carência, no entanto, ainda não está claramente relacionada, para os médicos. Os pesquisadores desconhecem se a deficiência é causa da doença ou conseqüência trazida pela doença.
– Descobrimos que vitamina D insuficiente tem associação única com o Parkinson, o que nos intriga ainda mais e requer investigação avançada – confirmou Marian Evatt, coordenadora do estudo publicado na revista especializada Archives of Neurology.
As buscas mais detalhadas serão fundamentais para determinar qual estágio dos níveis de deficiência da vitamina ocorre no cérebro das pessoas com Parkinson, e se suplementos alimentares ou maior exposição à luz do sol ajudariam a aliviar os sintomas da doença.
– Isto auxiliaria a descobrir se a falta da vitamina D é causa ou efeito – explica Kieran Breen, diretor de pesquisa da Sociedade do mal de Parkinson.
Sintomas
O mal de Parkinson afeta as células nervosas em diversas partes do cérebro, particularmente aquelas que usam a dopamina para a transmissão de impulsos nervosos. Dentre os sintomas mais comuns estão tremor constante, inflexibilidade e lentidão dos movimentos, que podem ser tratados com a reposição de dopamina.
Segundo estudos anteriores, a maior parte do cérebro afetada pelo Parkinson tem alto nível de receptores de vitamina D, o que sugere sua importância para o funcionamento destas células.
Encontrada em alimentos como salmão e atum, a vitamina D é obtida, principalmente, através da exposição da pele à luz do sol. Além de desempenhar papel essencial na formação óssea, é importante para produção de peptídeos que combatem micróbios na pele, regulação da pressão sangüínea e dos níveis de insulina, e manutenção do sistema nervoso.
O baixo nível de vitamina D no organismo aumenta o risco de doenças cancerosas, assim como esclerose múltipla e diabetes.
Fonte: JB Online
Internet melhora desempenho do cérebro, diz estudo Outubro 14, 2008
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| Atividade cerebral de usuário experiente da internet ao ler livro |
Pesquisadores da Universidade da Califórnia-Los Angeles descobriram que a busca de dados pela rede estimula centros do cérebros que controlam a tomada de decisões e o raciocínio complexo.
Segundo os cientistas, isso pode até ajudar no combate a mudanças fisiológicas relacionadas à idade que levam o cérebro a ficar mais lento.
Com o envelhecimento, o cérebro passa por uma série de mudanças, incluindo o encolhimento e redução na atividade celular, o que pode ter um impacto no desempenho cerebral.
Acreditava-se que atividades como palavras-cruzadas ajudariam a manter o cérebro ativo e também a minimizar o impacto do envelhecimento. O novo estudo sugere que surfar pela internet também pode ser uma destas atividades.
“Os resultados do estudo são encorajadores, as tecnologias que estão surgindo podem ter efeitos fisiológicos e benefícios potenciais para adultos de meia-idade ou mais velhos”, diz o professor Gary Small, que liderou a pesquisa.
“As buscas na internet envolvem uma complicada atividade cerebral, que pode ajudar a exercitar o cérebro e melhorar as funções cerebrais”, acrescenta Small.
O estudo foi publicado na revista American Journal of Geriatric Psychiatry.
Exames
Os cientistas trabalharam com 24 voluntários com idades entre 55 e 76 anos. Metade era formada por usuários experientes da internet. Cada voluntário teve o cérebro examinado enquanto fazia buscas na internet e lia livros.
Os dois tipos de tarefas deram provas de uma atividade significativa em regiões do cérebro que controlam linguagem, leitura, memória e habilidades visuais.
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| Atividade cerebral de usuário experiente ao pesquisar na internet |
No entanto, a busca na internet produziu atividade adicional em áreas separadas do cérebro, que controlam a tomada de decisões e raciocínos complexos, mas apenas nos voluntários que eram usuários experientes da internet.
Segundo os pesquisadores, comparando com a simples leitura, as múltiplas escolhas da internet exigem que as pessoas tomem decisões a respeito do que clicar para conseguir informações relevantes.
Os cientistas sugeriram, porém, que os usuários inexperientes da rede não conseguiram compreender bem as estratégias necessárias para uma busca bem-sucedida.
“Uma tarefa simples, cotidiana, como fazer buscas na internet, parece intensificar os circuitos cerebrais nos adultos mais velhos, demonstrando que nosso cérebro pode continuar a aprender à medida que envelhecemos”, afirma Small.
“Essas descobertas fascinantes se somam a pesquisas anteriores e sugerem que pessoas de meia-idade ou mais velhas podem reduzir o risco de sofrer de demência ao praticar regularmente atividades cerebrais estimulantes”, diz Rebecca Wood, diretora-executiva da organização Alzheimer’s Research Trust.
“Interação social frequente, prática regular de exercícios e a manutenção de uma dieta balanceada também podem reduzir o risco de demência”, acrescenta Wood.
No entanto, para Susanne Sorensen, chefe de pesquisas da Alzheimer’s Society, “ainda há poucas evidências de que manter o cérebro ativo por meio de palavras-cruzadas, jogos e outras atividades” pode reduzir o risco de demência.
Fonte: BBC Brasil
Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo informatiza farmácias Outubro 12, 2008
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Modernização reduzirá tempo de espera dos pacientes por medicamentos excepcionais
Mensalmente a Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo distribui 47% de todos os medicamentos excepcionais oferecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no Brasil.
São 18 milhões de medicamentos distribuídos em 24 farmácias todos os meses.
Os remédios são muito caros ou destinados a tratamentos de longa duração. Recebem a medicação pacientes transplantados ou com doenças como insuficiência renal crônica, esclerose múltipla e epilepsia.
Até 2005, para receber as drogas, os pacientes enfrentavam até cinco horas de fila. Isso porque todo processo de atendimento era manual.
Para acelerar esse atendimento, em junho de 2005 foi iniciado um projeto de informatização das farmácias que distribuem os medicamentos. Com isso, o tempo de atendimento caiu para quatro minutos, em média.
Além de acelerar o atendimento, o projeto reduziu os custos.
Isso porque os gastos do governo com essa distribuição são ressarcidos pelo SUS, porém, os valores são reembolsados somente se a dose distribuída corresponder ao indicado pelo Ministério da Saúde.
Se alguma dose for dada a mais, o custo deixa de ser repassado ao governo estadual. Como o controle era manual, as chances de erro eram grandes.
“Esses medicamentos representam uma importante parcela financeira gasta pelo Estado.
Sem um controle adequado o faturamento para o ressarcimento desses custos pelo SUS estava comprometido”, afirma André Luiz de Almeida, diretor do Grupo de Informática e Informação em Saúde, da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo.
Com a informatização, houve um crescimento de 220% na distribuição dos medicamentos excepcionais. Os 18 milhões de remédios distribuídos todos os meses hoje, em 2005 não passavam de 8 milhões.
O sistema também permitiu a compra centralizada, diminuindo o risco de falta de medicamentos, além de organizar o processo logístico da distribuição. “Hoje, todo medicamento distribuído é faturado e ressarcido pelo SUS”, diz Almeida.
Batizado de Medex, o projeto recebeu 1,2 milhão de reais de investimento e incluiu a informatização de 24 farmácias de medicamentos excepcionais. Foram adquiridos quatro servidores e 240 desktops – dez para cada farmácia.
O sistema foi desenvolvido internamente, no ambiente Microsoft Visual Studio, com banco de dados Oracle 10g e ferramentas de modelagem de processos e banco de dados PowerDesigner, da Sybase.
A equipe para desenvolvimento e implantação do projeto contou com 12 pessoas, divididas entre o Grupo de Informática e Informação em Saúde e a Fundação Faculdade de Medicina, parceira do sistema.
A primeira implantação foi realizada como teste, numa farmácia no centro de São Paulo. Logo a equipe de TI identificou um problema de infra-estrutura de comunicação.
“Nós dimensionamos errado o link de comunicação, que é distribuído pela rede IntraGov, do Governo do Estado”, diz Almeida.
Fonte: Site Abril
Dificuldade de comunicação com paciente atrapalha desempenho médico Outubro 2, 2008
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Profissionais de saúde erram ao avaliar sentimentos de doente. Há grande dificuldade em ser claro sobre doenças como câncer.
Em uma sexta-feira recente, médicos informaram o pai de um amigo meu que ele tinha câncer no pâncreas. Quando recebi a notícia, foi uma grande surpresa. Tinha conhecido o pai do meu amigo, um ativista democrata, alguns meses antes e tivemos uma conversa animada sobre os candidatos. Nada me levou a sentir que um câncer espreitava dentro do corpo daquele homem vibrante. Mas, mesmo se pudesse ter suspeitado, me pergunto se dividiria com ele minha preocupação.
Nas horas seguintes à chegada dos médicos ao quarto de hospital para entregar o relatório patológico final, meu amigo soube a gravidade do caso do pai. Ele sabia que a massa presente no pâncreas do pai era um tumor maligno. E ele sabia disso não porque os médicos no hospital compartilharam com essa suspeita, mas porque eles não conseguiam olhar nos olhos do meu amigo. O diagnóstico estava claro na linguagem corporal dos médicos. “Eu entendo que eles têm de ter certeza antes de dizer qualquer coisa definitiva”, disse depois a esposa do meu amigo, “mas eles tinham sérias suspeitas. Por que ficamos ali dançando ao redor do assunto?”.
Como médica, sei que já evitei os olhares de sondagem de pacientes e familiares. Já me ouvi falando com cuidado e medindo minhas palavras, com medo de que desconfianças prematuras compartilhadas pudessem preocupá-los ou deixá-los furiosos, até mesmo acabando com a esperança deles.
Mas eu não estou sozinha nessa dança evasiva. No entanto, ao tentar proteger os pacientes, médicos podem estar julgando mal os pacientes e as conseqüências de não compartilhar suas suspeitas com eles. Podemos pressupor que pacientes e familiares são mais frágeis do que eles realmente são e que manter nossas suspeitas em segredo irá protegê-los, quando na verdade podemos piorar a situação agindo dessa maneira.
Comunicação
Não importa a nossa especialidade, a comunicação é parte essencial da tarefa do médico. Desde 2002, a Association of American Medical Colleges e o Accreditation Council of Graduate Medical Education fizeram da comunicação interpessoal uma das seis habilidades essenciais ensinadas em faculdades de medicina e residências.
Mas muitos médicos podem ser lamentavelmente evasivos ao falar com seus pacientes. Em um estudo de 2007, por exemplo, pesquisadores monitoraram médicos em consultas simuladas com atores treinados para retratar pacientes com câncer em remissão; os médicos deveriam informar ao paciente que o câncer estava ativo novamente. Menos de 20% dos médicos disseram a palavra “câncer”.
Pesquisas em comunicação não-verbal são ainda mais escassas do que em outras áreas da interação médico-paciente, em parte por causa do desafio de medir e avaliar comportamentos não-verbais e qualidades pessoais como “sensibilidade”. Mesmo assim, pesquisadores sempre acabam descobrindo uma coisa: médicos nem sempre julgam bem as emoções dos pacientes. Na verdade, podemos ser péssimos em termos de captar emoções como preocupação, raiva e decepção.
Em outro estudo, pesquisadores selecionaram um grupo de pacientes que haviam acabado de visitar seus médicos e pediram para qualificar o quanto eles estavam satisfeitos, contentes, aliviados, preocupados, irritados e decepcionados. Os pesquisadores também perguntaram aos pacientes sobre sua satisfação geral com a visita e a qualidade da comunicação. Os pesquisadores pediram aos médicos que adivinhassem as respostas dos pacientes nessas questões.
Sem noção
Os resultados? Os médicos continuamente acreditavam que seus pacientes estavam passando por mais raiva, preocupação e decepção do que o que os pacientes realmente informaram. Os médicos também acreditavam que seus pacientes estavam menos satisfeitos tanto com a visita quanto com a comunicação em geral do que eles realmente estavam.
Em uma profissão onde o indivíduo tem de estar sempre alerta para sinais de doenças ou fraquezas, talvez essa descoberta não seja tão surpreendente. Pode ser um acaso profissional sempre supor o pior. Ainda assim, até quando os médicos estão tentando fazer o melhor para minimizar o impacto de más notícias, ainda podemos piorar as coisas.
Estudos mostraram sistematicamente que habilidades de comunicação eficaz podem ser aprendidas. Por exemplo, no estudo no qual menos de 20% dos médicos usaram a palavra “câncer”, os mesmos médicos, após uma oficina intensiva de quatro dias sobre habilidades de comunicação, tiverem desempenho substancialmente melhor na comunicação interpessoal. Mais da metade pôde então dizer a palavra “câncer” na interação com pacientes.
O pai do meu amigo e seus familiares ficaram arrasados em saber que ele realmente tinha câncer no pâncreas. Nas semanas seguintes, eu vi a família se adaptar a essa notícia, mas fico pensando: quem, afinal de contas, os médicos estavam tentando proteger? Talvez nosso primeiro passo em direção à melhoria na comunicação seja reconhecer que nossos pacientes podem ser muito mais resistentes do que nós.
Fonte: G1
Doentes podem plantar própria maconha Setembro 27, 2008
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Em casos muito excepcionais, será permitido o cultivo caseiro do cânhamo para uso medicinal. Essa foi a determinação da Corte Suprema de Justiça na Holanda no caso de um paciente que sofre de esclerose múltipla e se beneficia do cânhamo cultivado em casa. A maconha medicinal, que pode ser adquirida na farmácia mediante apresentação de receita médica, não surtia o efeito desejado.
Há quatro anos, a polícia invadiu a casa de Wim Moorlag, portador de esclerose múltipla. As 43 plantas e os instrumentos necessários para o cultivo do cânhamo foram apreendidos.
Situação de emergência
Como muitos outros pacientes que sofrem de esclerose múltipla, Moorlag consome o cânhamo para aliviar a dor.
Na Holanda, o cultivo caseiro da maconha está proibido. A exceção é quando se trata do cultivo para fins medicinais. No entanto, o cânhamo só pode ser produzido por cultivadores profissionais que tenham autorização e prescrição médica.
Há dois anos, Moorlag foi absolvido de perseguição judicial pela corte de Leeuwarden porque o juiz julgou que se tratava de uma situação de emergência e de força maior.
O Superior Tribunal de Justiça holandês seguiu a mesma argumentação: para pacientes de esclerose múltipla há um conflito de interesses. Por um lado, desejam aliviar a dor e, por outro, enfrentam a proibição do cultivo de cânhamo.
Lei de entorpecentes
Wim Anker, advogado de Moorlag, mostra-se muito otimista sobre o veredicto da Corte Suprema, mas frisa que esse pronunciamento não beneficia a todos os pacientes de esclerose múltipla:
“Tal veredicto diz respeito apenas ao caso de Wim Moorlag. Para que todos os pacientes que sofrem dessa enfermidade se beneficiem, é preciso modificar a lei de entorpecentes.
Os políticos holandeses também se mostram interessados no tema. Um parlamentar quer apresentar uma proposta de modificação na lei para que pacientes de várias enfermidades possam cultivar cânhamo para consumo próprio. Na Holanda, é tolerado o cultivo de quatro pés de maconha para o consumo doméstico, mas esse número de plantas é insuficiente para o uso medicinal.
Fonte: Radio Nederland Wereldomroep
Clientes de plano de saúde têm dor de cabeça com cobertura ampliada Setembro 26, 2008
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Desde abril, os clientes de planos de saúde têm direito a uma série de tratamentos que não eram obrigatórios, entre eles sessões de fonoaudiologia, colocação de DIU e vasectomia.
Mas, na prática, muitos consumidores ainda encontram dificuldades na hora de conseguir o tratamento. É o que mostra levantamento feito pelo Instituto de Defesa do Consumidor (Idec), em julho, e divulgado na semana passada.
- Vemos que muitas (operadoras) ainda não se adaptaram e, em alguns casos, fazem exigências que não são adequadas para atender o cliente – afirma a advogada do Idec, Daniela Trettel.
A Samcil foi reprovada por não ter disponibilidade para atender pacientes que buscavam terapia ocupacional e psicoterapia. A empresa nega.
- Todas as especialidades inseridas pelo rol de procedimentos estão sendo oferecidas aos associados da Samcil, como determina a lei – diz uma nota.
A Dix Saúde também foi reprovada por oferecer sessões de fonoaudiologia e psicoterapia apenas em grupo. Em nota, a operadora justifica que “está apurando os questionamentos levantados pela pesquisa” e ressalta que “vem trabalhando no sentido de garantir o cumprimento do rol”.
Já a Golden Cross apresentou indisponibilidade de sessões de terapia ocupacional. Em comunicado, informa que existe, sim, “rede referenciada disponível para atendimento dos associados; estão cobertas até seis sessões ao ano e qualquer médico, seja particular ou de nossa rede, pode indicar este procedimento aos associados.”
Limitações são outro problema
A pesquisa do Idec apontou que há casos em que as empresas fazem exigências para oferecerem as sessões de fonoaudiologia, terapia ocupacional, psicoterapia ou nutrição. Entre elas, que o usuário seja encaminhado por médicos da rede credenciada ou de determinadas especialidades.
É o que ocorreu com a Intermédica, segundo o Idec. A empresa alega que cumpre todas as determinações da ANS. A Medial Saúde também informa que atua em conformidade com a legislação. E a Unimed Paulistana diz que vem aceitando essas consultas desde abril, quando um médico faz a indicação.
Fonte: O Globo Online
Ajude a descobrir a cura para algumas doenças Setembro 25, 2008
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Time Clube do Hardware no projeto Folding @ Home (time número 148894)
Para quem não conhece, o Folding @ Home é um projeto da Universidade de Stanford com o objetivo de usar computadores que estejam ociosos ao redor do mundo para efetuar cálculos de enrolamento de proteínas, com o objetivo de descobrir a cura para determinadas doenças (Alzheimer, Encefalopatia Espongiforme Bovina (BSE), Doença de Creutzfeldt-Jakob, Esclerose Lateral Amiotrófica, doença de Huntington, doença de Parkinson, muitos tipos de câncer e síndromes relacionadas com câncer).
Funciona de maneira simples, você instala o programinha no seu PC e sempre em que seu PC estiver ocioso ele entra em ação usando o seu PC para efetuar cálculos. A explicação completa você pode ver no site do projeto (em português) ou então no tópico criado no Fórum do Clube do Hardware. Como o programa só executa cálculos quando o seu PC está ocioso, não há queda no desempenho do seu PC quando você instala o programa.
Só um lembrete, usuários com placas de vídeo DirectX 10 (i.e. Radeon HD 2000 para cima ou GeForce 8 para cima) devem baixar e instalar a versão “GPU” do programa, para que ele use o chip gráfico da placa de vídeo para executar cálculos (técnica chamada GPGPU). Usuários do Linux com processadores dual-core ou quad-core devem estar rodando Linux de 64 bits para que o programa reconheça mais de um núcleo.
Para quem tem cadastro no Fórum do Clube do Hardware, recomendamos que usem o mesmo nome de usuário para fácil reconhecimento (pensamos ainda em montar uma ferramenta para integrar o ranking de cada usuário dentro de nosso time ao perfil do usuário). Recomendamos ainda que gerem uma senha (”passkey”) para ninguém mais usar o seu nome de usuário. E, mais importante, não se esqueçam de configurar o programa para usar o nosso time (148894).
Fonte: Blog do Clube do Hardware
Tysabri – Olho nos remédios Setembro 20, 2008
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Autoridades americanas começam a divulgar as drogas que são suspeitas de provocar danos à saúde
Nos últimos quatro anos, a agência americana que controla medicamentos e alimentos, a FDA, tem lutado para recuperar a imagem de instituição independente, imune a pressões da indústria farmacêutica. O escândalo Vioxx, ocorrido em 2004, ainda é um trauma. Na ocasião, a agência demorou a divulgar os relatos de infarto observados em pacientes que tomaram o antiinflamatório. Foi acusada de ter vínculos perniciosos com os laboratórios e de ter colocado em risco a vida de milhões de pessoas. Por causa disso, a FDA foi obrigada a mudar a forma como lida com os relatos de efeitos adversos observados depois que os remédios já estão no mercado. A sociedade – inclusive a brasileira – tem muito a ganhar.
(…)
Outra droga sob investigação é o Tysabri, da Biogen Idec. A droga, aprovada pela Anvisa em agosto, é usada no tratamento de esclerose múltipla. A FDA investiga se o remédio pode causar câncer de pele do tipo melanoma. A empresa afirma não acreditar que exista um risco aumentado de melanoma nos pacientes tratados com o remédio.
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TYSABRI Esclerose múltipla
Unidades vendidas: aguarda aprovação de preço para ser vendido no Brasil Mercado: aprovado no país em agosto de 2008. É vendido em 36 países Risco potencial: câncer de pele do tipo melanoma |
A lista da FDA deixa margem para muitas dúvidas. A agência já está sendo criticada por grupos de pacientes nos EUA. Muitos alegam que a lista é quase inútil porque faltam detalhes cruciais como o número de casos relatados e a gravidade dos problemas apresentados. A divulgação precoce dos remédios sob investigação pode causar pânico. Os pacientes podem deixar de tomar os medicamentos por conta própria e sofrer sérias conseqüências. Por enquanto não há prova de que esses remédios provoquem graves danos. Mas é bom que a população tenha conquistado o direito de saber que eles estão sendo investigados.
Fonte: Revista Época – Edição 539 – 15/09/2008
Previsão de falta de medicamentos excepcionais Setembro 12, 2008
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Após fim da CPMF, Saúde tem rombo de R$ 5,5 bilhões
BRASÍLIA – A bancada da saúde na Câmara e o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conas) refizeram as contas do governo e avaliam que será preciso a liberação de um crédito suplementar de R$ 5,5 bilhões para o setor ter fôlego até o final do ano. Este é o tamanho do rombo que especialistas prevêem para dezembro e que pode levar a falta de repasses para o Sistema Único de Saúde (SUS). O governo, por outro lado, sustenta que não há problemas orçamentários.
O número leva em consideração os serviços e a demanda nos hospitais públicos por todo o país. Serão atingidos, especialmente, os atendimentos ambulatoriais. Há, ainda, previsão de falta de medicamentos para os tratamentos chamados “excepcionais” que assistem pacientes, por exemplo, com esclerose múltipla.
Outro problema identificado estaria no atendimento ao paciente com câncer. A falta de recursos pode prolongar a demora para o início da assistência, que em média está em 188 dias. Segundo a Organização Mundial da Saúde, o câncer quando atacado nos primeiros 30 dias do diagnóstico tem chance de 95% de cura.
– A crise da saúde permanece – afirma o deputado Darcísio Perondi (PMDB-RS), integrante da Frente Parlamentar da Saúde. – O governo é que finge não ver o caos que está por todo lado com a falta de dinheiro e para piorar a equipe econômica ainda não descobriu que saúde é prioridade.
Aumento de repasse
Parte do rombo, cerca de R$ 2,5 bilhões, é motivada pelo aumento, no ano passado, do repasse de recursos do Ministério da Saúde aos Estados para pagamento de procedimentos de alta e média complexidade, que envolve consultas especializadas, cirurgias, internações, entre outros.
Os repasses foram programados com recursos da extinta Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). A origem da falta de verba na saúde, indicam os especialistas consultados pelos deputados, começou com a ausência de uma reprogramação orçamentária com o fim do imposto do cheque.
No ano passado, o orçamento da Saúde foi de R$ 44 bilhões, sendo que desse total, mais de 35% (R$ 15,8 bilhões) tiveram origem na CPMF. O orçamento do ministério neste ano é de R$ 52,2 bilhões. Havia a programação de, até 2011, mais R$ 24 bilhões da CPMF, sendo apenas neste ano, R$ 6 bilhões.
Sem a contribuição, o governo, no entanto, engessou boa parte da ampliação que estava prevista para os próximos quatro anos e tem utilizado apenas os recursos disponíveis no caixa da Pasta, ou seja, o Orçamento, que é o montante do ano anterior mais a variação nominal do Produto Interno Bruto (PIB).
– A arrecadação está indo bem, a economia está crescendo, não se justifica a falta de uma atenção especial para o setor – disse o presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE). – O governo precisa acordar antes que seja tarde.
Sensibilidade
A preocupação da bancada da saúde e dos secretários é que neste ano com o atraso na votação da Contribuição Social à Saúde (CSS) – novo imposto nos moldes da CPMF que aguarda votação de um último destaque na Câmara – o incremento para o setor depende da sensibilidade da equipe econômica. A CSS foi a solução encontrada pelo governo para segurar a regulamentação da Emenda 29, dispositivo que define repasses federais, estaduais e municipais para a saúde, e vinculava aplicação da verba da União na área em 10% da receita corrente bruta.
– O governo precisa sentar na mesa e discutir a situação com calma para ter a real idéia do que está acontecendo nos Estados – disse o secretário-executivo do Conas, Jurandir Frutuoso, ex-secretário da Saúde do Ceará. – Ao que tudo indica precisamos definir uma estratégia para evitar problemas no atendimento.
Fonte: JB Online








