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Médicos diagnosticam ‘infelicidade como depressão’, diz estudo 18/08/2007

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mulher com depressão
Medicamentos podem ser ineficazes se não há doença

Muitas pessoas estão sendo dignosticadas com depressão, quando, na verdade, estão simplesmente infelizes, afirma uma pesquisa feita na Universidade de New South Wales, na Austrália.

O professor Gordon Parker afirma que a definição de depressão é difusa e acaba levando médicos a tratarem estados emocionais normais como doença.

Em artigo publicado no British Medical Journal, Parker chama a depressão de diagnóstico que “engloba tudo”, difundido por estratégias de marketing.

Cerca de um em cada cinco adultos é diagnosticado com depressão em, algum momento da vida. Em países como a Grã-Bretanha, os custos com a perda de produtividade e tratamento da doença é estimado em bilhões de dólares.

Velho estigma

Parker acompanhou 242 pessoas durante 15 anos e descobriu que, entre elas, mais de três quartos se encaixavam nos critérios utilizados atualmente para definir a doença.

Ele explica que quase todos os participantes apresentaram sintomas como “sentimentos de tristeza e baixo astral” em algum momento da vida, o que não significa que pudessem ser enquadrados nos casos de depressão clínica, que requerem tratamento.

Para o professor, a prescrição de medicamentos pode aumentar falsas esperanças e não ser eficaz, já que não há nada que esteja biologicamente errado com o paciente.

“Nos últimos 30 anos, as definições tradicionais para se definir depressão clínica se expandiram para o território da depressão considerada normal e, com isso, há o risco de que as depressões amenas, que são experiências comuns, acabem virando patológicas”.

Em outro artigo publicado no British Medical Journal, o professor Ian Hickie contradiz a teoria de Parker e defende que o diagnóstico e o tratamento da depressão reduziram o número de suicídios e acabaram com o velho estigma que sempre rondou a doença mental.

Para Hickie, se apenas os casos sérios fossem tratados, outras pessoas acabariam morreriam desnecessariamente.

Fonte: BBC Brasil

Vacina de DNA contra esclerose passa por 1º teste 15/08/2007

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Após injeção, pacientes de doença degenerativa tiveram melhora

The Guardian

O primeiro teste em seres humanos de um vacina baseada em DNA para combater a esclerose múltipla foi considerado um sucesso por médicos americanos. A vacina funciona refreando a ação do sistema imunológico, que se torna hiperativo nas pessoas que têm a doença. Um pequeno grupo de células imunológicas começa a atacar o revestimento de mielina que envolve o sistema nervoso central. Essa cobertura ajuda a garantir que os sinais enviados ao longo dos nervos viajem rapidamente.

Os médicos chefiados por Amit Bar-Or do Instituto de Neurologia de Montreal, no Canadá, desenvolveram uma vacina que contém filamentos de DNA produtores de mielina. No estudo, 30 pacientes receberam injeção nos músculos.

O objetivo principal foi testar a segurança da vacina, a primeira a ser administrada em seres humanos para tratar uma doença auto-imune como a esclerose múltipla. Os efeitos colaterais tiveram duração breve e foram considerados moderados, segundo relatório publicado na revista especializada Archives of Neurology.

CONTAGEM DE LESÕES

Entre outras verificações, os pacientes foram submetidos a escaneamento do cérebro por ressonância magnética para examinar os danos causados pela doença. À medida que a esclerose múltipla progride, produz lesões que podem ser contadas e dimensionadas. No experimento, os pesquisadores viram o número de lesões cair até 64%. O tamanho das lesões também diminuiu, até 83%.

Os pesquisadores ficaram empolgados, mas pediram cautela. “Demonstramos nesse primeiro teste que o método é seguro e bem tolerado”, escreveram. A equipe de pesquisadores começou agora uma experiência de maiores proporções: 12 meses de duração e 290 pacientes envolvidos.

A esclerose múltipla é uma doença degenerativa que atinge de 10 a 80 de cada 100 mil habitantes, dependendo da região do planeta.

Fonte: Jornal Estadão

Cientista americano descobre genes ligados à esclerose múltipla 14/08/2007

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NOVA YORK – O cientista americano David Hafler descobriu que dois genes estão ligados à esclerose múltipla, segundo reportagem do jornal “O Globo”. E não foi a única descoberta: mesmo quem tem os dois genes pode não desenvolver a doença. Tudo porque eles ficam inativos até que algum elemento externo, que Hafler suspeita ser um vírus, faz com que eles “despertem”.

Professor de neurologia da Escola de Medicina de Harvard e chefe do laboratório de pesquisas genéticas do Brigham and Women’s Hospital, em Boston, Hafler examinou 3 mil pacientes com esclerose múltipla e seus familiares. Segundo a pesquisa, o organismo passa, de repente, a atacar suas células de defesa. Aparecem, então, o que os cientistas chamam de doenças auto-imunes, e a esclerose múltipla é uma delas. A pesquisa muda o modo como até hoje se viam as falhas do sistema imunológico humano, abrindo nova perspectiva de tratamento.

- Os genes IL2 e IL7 fazem com que as células de defesa, as chamadas células T, tornem-se hiperativas. Elas cruzam todo o organismo procurando bactérias, vírus e outros inimigos patogênicos. Com a hiperatividade, elas causam inflamação que destrói a camada de proteção das células do siste$nervoso central. No caso da esclerose múltipla, é isto que causa o enfraquecimento e a incapacitação do sistema motor e da visão – explicou Hafler.

Fonte: Jornal O Globo

Calor que cura 09/08/2007

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Sem lançar mão das agulhinhas, que despertam medo em muita gente, a moxabustão, uma forma diferente de aplicação da acupuntura, combate dores articulares, gripes, resfriados e problemas digestivos, além de aumentar a imunidade do organismo

DOR NAS COSTAS, insônia, ansiedade, excesso de peso e uma série de doenças. Seja qual for o problema, a acupuntura é quase sempre uma solução garantida ou mesmo um valioso tratamento coadjuvante. Uma prova disso é que a Organização Mundial da Saúde (OMS) fez uma lista das 40 enfermidades que podem ser tratadas pela técnica com sucesso. É o reconhecimento do Ocidente para algo que os orientais já sabem há mais de seis mil anos. Mas, mesmo com todo esse respaldo, muita gente ainda se recusa a adotá- la. O motivo para tanta resistência? As agulhas, oras! O medo das danadas é, muitas vezes, maior do que a vontade de dar fim à dor. O que pouca gente sabe, no entanto, é que há outros meios de usufruir dos benefícios do método sem ter que levar as temidas picadinhas. Exemplo disso é a moxabustão, terapia que usa o calor proveniente da queima das folhas de artemísia (Artemísia vulgaris L.) para estimular pontos ou áreas do corpo que apresentem problemas. “A palavra chinesa que se refere à acupuntura é zhenjiu, que se traduz por picar e queimar. Sendo assim, para os chineses, acupuntura e moxabustão significam o mesmo”, explica o médico e acupunturista Paulo Luiz Farber.

A moxa, como também é chamada, visa ao restabelecimento da saúde por completo e tem excelentes resultados no tratamento de desequilíbrios relacionados à deficiência da energia yang (quente). “Ela é indicada principalmente para tratar patologias decorrentes do frio, como gripes, resfriados e dores articulares. Também é muito eficiente contra a baixa resistência gerada pela depressão, insônia e estresse”, afirma Francisco Madureira, terapeuta do CETAS – Centro de Estudos e Tratamento Alternativo para a Saúde, de São Paulo. Nas páginas seguintes, conheça melhor a técnica e saiba como ela pode ajudar a cuidar de sua saúde.

origem casual
Segundo Madureira, a idéia de se criar uma terapia que atuasse pela promoção de calor surgiu por acaso. “Estudiosos dizem que há muito tempo, no norte da China, as famílias tinham o costume de se reunir ao redor de fogueiras, a fim de afastar o frio intenso. Algumas vezes a lenha pipocava e lançava pequenas brasas sobre as pessoas. A partir daí começaram a observar que, quando entravam em contato com o corpo, essas pequenas chamas aliviavam dores e incômodos comuns no inverno”, explica.

É claro que esse foi só o ponto de partida. As técnicas mais rudimentares, feitas com base nessas observações, eram muito problemáticas, já que causavam sérias lesões pelo corpo. Aos poucos e com o auxílio dos conhecimentos da acupuntura, o método foi aprimorado. Surgiram então os diferentes tipos de moxabustão (veja no box), como a forma em bastão ou em botões, maneiras menos invasivas de curar com calor. “Constatou-se que não há necessidade de queimar, basta aquecer a estrutura ou o ponto que será tratado. Aqui no Ocidente, as práticas que geram queimaduras são proibidas e os terapeutas que as utilizam podem responder a processo por lesão corporal”, pondera Madureira.

uma técnica, muitas funções
A moxaterapia parte do princípio que, aquecendo a região do corpo que se pretende tratar ou o ponto de acupuntura que corresponda à região, algumas funções do organismo são estimuladas ou equilibradas. Dentre elas está a produção de serotonina, substância que causa sensação de bem-estar, e de endorfina, que age como analgésico. Além disso, a técnica promove a vasodilatação, desbloqueia o fluxo energético, melhora a cicatrização, combate os processos inflamatórios, auxilia a regeneração celular e a eliminação de toxinas. “Esse método prima pelo bom funcionamento dos órgãos e vísceras. Com os sistemas trabalhando melhor, a imunidade cresce e a saúde se restabelece”, garante o terapeuta. Por fortalecer o corpo, a moxabustão possui também um forte caráter preventivo.

artemísia: a protagonista
Depois de seca, moída e peneirada, a artemísia ganha a consistência de um algodão e passa a ser chamada de moxa. Mas por que, dentre tantas outras plantas, ela foi escolhida como base dessa terapia? “Segundo livros chineses, ela é amarga, acre e produz calor naturalmente. Sua natureza é puramente yang e, por conta disso, ela aquece, mesmo quando não é queimada”, explica Paulo Luiz Farber.

Segundo Francisco Madureira, estudos laboratoriais comprovaram que, quando incandescente, essa planta emite mais luz e calor do que qualquer outra erva popular. “Alguns relacionam a ação da luz proveniente da queima da artemísia com o efeito do laser”, completa Farber.

Há uma erva chamada santonina que produz efeitos semelhantes. “No entanto, ela só é encontrada na Sibéria e em períodos específicos, enquanto a artemísia nasce em todas as estações e cantos do mundo”, conclui Madureira.

diferentes aplicações
Saiba um pouco mais sobre os vários tipos de moxabustão:

 direta: a fibra de artemísia é acesa diretamente sobre a pele. Nessa técnica os riscos de queimadura são grandes e, por isso, ela não é comum no Ocidente.
 indireta: a planta é separada da pele por um isolante,tradici onalmente uma fatia de gengibre ou cebola. Esses elementos potencializam o efeito contra gripes e resfriados. Alguns terapeutas os substituem por materiais como papelão.
 em bastão: a artemísia seca é enrolada, formando uma espécie de charuto que o médico segura próximo ao ponto ou manipula sobre o meridiano.
 moxa carvão: bastão que, além da moxa, mistura outros oito tipos de ervas terapêuticas. Dessa forma, o cheiro forte da artemísia, incômodo e até irritante para alguns, é suavizado.
 moxa botão: adesivos colantes feitos com a erva. Por serem extremamente seguros, são bastante indicados pelos terapeutas brasileiros.
 na ponta da agulha: nessa técnica, o calor é dirigido diretamente ao ponto de acupuntura.

Fonte: Revista Estilo Natural – Agosto de 2007

Fatores genéticos da esclerose múltipla são descobertos 30/07/2007

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Em três estudos simultâneos, publicados pelas revistas Nature Genetics e New England Journal of Medicine, grupos de cientistas de diversos países identificam que pessoas com variantes de um gene específico correm mais risco de ter a doença

Grupos de cientistas de diversos países acabam de anunciar a descoberta de fatores genéticos associados com a esclerose múltipla, em trabalhos cujos resultados sugerem uma possível relação entre essa e outras doenças auto-imunes. Os resultados estão sendo publicados simultaneamente pelas revistas Nature Genetics e New England Journal of Medicine. Trata-se dos primeiros estudos compreensivos a investigar as bases genéticas da esclerose múltipla, doença do sistema nervoso central que pode levar à paralisia completa. Inflamatória, crônica e degenerativa, é considerada uma doença auto-imune, que se manifesta a partir da combinação de fatores genéticos e ambientais.

As novas pesquisas, que analisaram amostras do DNA de mais de 20 mil pessoas nos Estados Unidos e na Europa, confirmaram que genes do sistema imunológico são alterados em indivíduos diagnosticados com esclerose múltipla e destacaram mecanismos potenciais causadores da doença.

Em um dos estudos, o grupo coordenado pelo norte-americano Jonathan Haines, do Centro Médico da Universidade Vanderbilt, verificou que variantes no gene IL7R (receptor de interleucina 7) eram muito mais comuns em indivíduos com esclerose múltipla.

Paralelamente, o grupo liderado por Jan Hillert, do Instituto Karolinska, na Suécia, observou a mesma associação entre variantes do IL7R e a doença. Esse gene está presente na superfície de determinadas células e no soro sangüíneo. A variante ligada à esclerose resulta de baixos níveis da forma superficial do IL7R e de elevados níveis da forma em soro. Os dois trabalhos serão publicados esta semana na Nature Genetics.

Segundo o estudo de Haines e colegas, a mudança nos níveis relativos das duas formas do gene pode alterar a atividade do sistema imunológico, fazendo com que pessoas que tenham a variante sejam mais suscetíveis para desenvolver a esclerose múltipla.

Em outro trabalho, publicado no New England Journal of Medicine, o grupo conduzido por David Hafler, da Escola Médica da Universidade Harvard, confirmou a associação entre o IL7R e a doença. Os pesquisadores analisaram polimorfismos de nucleotídeos únicos – pequenas diferenças na seqüência de DNA que representam variações genéticas comuns entre indivíduos – e procuraram por variações que fossem herdadas mais freqüentemente por pacientes com esclerose múltipla.

Para confirmar os resultados, Hafler e colegas realizaram nova análise em outras famílias, em casos isolados da doença e em um grupo controle. Em seguida, os resultados foram combinados para uma análise final, com uma amostra total de mais de 12 mil pessoas.

Conquista coletiva

Os estudos são os mais recentes a ilustrar as bases genéticas de doenças complexas, como trabalhos anteriores fizeram com diabetes, esquizofrenia e problemas coronários. Essas pesquisas só se tornaram possíveis com os avanços recentes nas tecnologias genômicas.

“Cientistas têm procurado por genes envolvidos com a esclerose múltipla há 30 anos, mas esses não podiam ser encontrados antes de o genoma humano ser seqüenciado”, disse Hafler.

Outro motivo para as descobertas é a participação coletiva de dezenas de pesquisadores de diferentes áreas de especialização. “Esses estudos ilustram bem o poder da colaboração”, disse Adrian Ivinson, diretor do Centro de Neurodegeneração e Reparo de Harvard.

“Isso tudo é apenas o começo, pois essa colaboração internacional já está planejando explorações ainda maiores e mais detalhadas no panorama genético da esclerose múltipla”, disse Stephen Hauser, da Universidade da Califórnia em San Francisco, outro pesquisador envolvido na descoberta.

Os artigos Allelic and functional association of the interleukin 7 Receptor alpha chain (IL7R-alpha) with multiple sclerosis e Variation in interleukin 7 receptor a chain (IL7R) influences risk of multiple sclerosis podem ser lidos por assinantes da Nature Geneticas em www.nature.com/genetics.

O artigo Novel risk alleles for multiple sclerosis identified by a whole genome association study pode ser lido por assinantes da New England Journal of Medicine em www.nejm.org.

Fonte: Agência FAPESP

Pesquisa: 2 genes ‘aumentam risco de esclerose em 30%’ 30/07/2007

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Mulher se submetendo a exame
A esclerose atinge muitas pessoas com idades entre 20 e 40 anos

Um grupo de cientistas que estudam o genoma humano anunciou ter descoberto dois genes que aumentariam em 30% a possibilidade de a pessoa que os possui desenvolver esclerose múltipla.

Segundo a equipe de pesquisadores dos Estados Unidos e da Europa, esses são os primeiros genes ligados de forma conclusiva à doença em mais de 20 anos.

Para chegar à descoberta, os cientistas compararam mais de 20 mil amostras de DNA de pessoas com e sem a doença.

Acredita-se que a descoberta possa ser vital no desenvolvimento de tratamentos que evitam o surgimento da doença ou impedem o seu avanço.

Mais de 2,5 milhões de pessoas em todo o mundo sofrem de esclerose múltipla, uma doença neurológica crônica que destrói uma camada que recobre e isola as fibras nervosas do sistema nervoso central.

Quando isso acontece, os sinais nervosos que passam por essas células ficam mais lentos ou não podem ser transmitidos, e os pacientes enfrentam dificuldade em coordenar seus movimentos.

A descoberta dos dois genes foi divulgada em um artigo na revista especializada New England Journal of Medicine.

Fonte: BBC Brasil

Cientistas identificam novos fatores de risco genético 30/07/2007

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PARIS, 29 jul 2007 (AFP) – Cientistas anunciam a descoberta de dois novos genes suscetíveis de aumentar o risco de uma pessoa vir a sofrer de esclerose múltipla, uma doença inflamatória que afeta a medula espinhal e o cérebro, segundo estudos publicados neste domingo. Estas pesquisas podem trazer um novo esclarecimento sobre as causas da esclerose múltipla, provavelmente ligadas a uma interação entre a suscetibilidade genética e fatores ambientais.

Entre as pessoas que sofrem de esclerose múltipla, por motivos ainda pouco compreendidos, o sistema imunológico ataca a bainha de mielina, dispositivo responsável por recobrir e isolar as fibras nervosas, e que desempenha um papel isolante como se faz com os fios elétricos. Esta destruição causa uma espécie de “curto-circuito”, obstruindo a passagem do fluxo nervoso e causando problemas principalmente na motricidade, no equilíbrio, na fala ou na visão.

Vários genes envolvidos no desenvolvimento da doença já haviam sido identificados nos anos 70 no cromossomo 6.

Os resultados publicados neste domingo na Nature Genetics e no New England Journal of Medicine representam um novo avanço 30 anos depois, de acordo com as equipes de pesquisadores americanos e europeus que compararam as seqüências de DNA de milhões de pacientes que sofrem de esclerose múltipla com as de pessoas que não têm a doença.

Os novos genes identificados controlam a fabricação dos receptores de interleucina (interleucina-7, IL-7 e IL-2), proteínas que servem como “antenas” na interface das células imunológicas. As mínimas variações da seqüência destes genes trazem um risco adicional de 20% a 30% de o paciente vir a desenvolver a esclerose múltipla.

Entre as pessoas infectadas, a seqüência particular (variante) de um gene situado no cromossomo 5 levaria a uma menor presença de receptores IL-7 na superfície das células, mas traria também uma maior concentração delas dentro do soro sangüíneo, de acordo com o trabalho de Jonathan Haines e de seus colegas. Isso resultaria uma alteração da atividade do sistema imunológico.

Os pesquisadores também identificaram as variações do gene IL-2R (receptor alfa para a interleucina 2), cujo envolvimento com outras doenças imunológicas já foram identificadas, entre elas a diabetes tipo 1.

“Cada gene contribui para apenas uma parte do risco. A grande questão é compreender como eles interagem uns com os outros”, segundo David Hafler, da Harvard Medical School, nos Estados Unidos.

Os genes com suscetibilidade à esclerose múltipla descobertos nos anos 70 diziam respeito ao sistema de identidade do tecido, ou seja, proteínas destinadas a permitir ao sistema imunológico distinguir o que é seu daquilo que não é, e então de saber identificar as células de nosso próprio corpo, sem confundir com os microorganismos invasores.

Fonte: Terra 

Sol protege contra esclerose múltipla, diz estudo 29/07/2007

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Praia
Cientistas não sabem exatamente como sol ajuda na prevenção da doença

Pessoas que passam mais tempo no sol quando crianças têm um risco menor de desenvolver esclerose múltipla, de acordo com um estudo da Universidade do Sul da Califórnia, nos Estados Unidos.

Os pesquisadores dizem que os raios UV oferecem proteção ao alterar as respostas imunológicas das células ou ao aumentar os níveis de vitamina D.

Um estudo anterior descobriu que mulheres que tomam suplementos de vitamina D têm 40% menos chances de ter esse tipo de doença.

A esclerose múltipla está entre as doenças neurológicas mais comuns do mundo, afetando cerca de dois milhões de pessoas.

Mas a doença é mais comum em maiores latitudes, onde geralmente há níveis menores de radiação ultravioleta, que é produzida pelo sol.

Gêmeos

Para o estudo, os pesquisadores analisaram 79 pares de gêmeos idênticos que tinham o mesmo risco genérico de desenvolver esclerose múltipla.

Em cada par, apenas um irmão tinha a doença.

Os gêmeos responderam perguntas como se eles ou seus irmãos passaram mais tempo ao ar livre em dias quentes, dias frios, no verão, na praia ou praticando esportes quando crianças.

Os pesquisadores descobriram que os irmãos com esclerose múltipla haviam passado menos tempo ao sol.

Os gêmeos que passaram mais tempo ao ar livre apresentaram uma redução de até 57% no risco de desenvolver a doença.

Os autores do estudo, Talat Islam e Thomas Mack, dizem, no entanto que mais estudos são necessários para determinar como o sol reduz o risco.

“Esse trabalho apóia estudos anteriores sugerindo uma ligação entre a exposição ao sol e o baixo risco de esclerose múltipla”, disse Chris Jones, presidente da organização não-governamental MS Trust, que lida com a doença.

“Mas os pesquisadores certamente não estão sugerindo que as pessoas saiam e tenham câncer de pele. A exposição aos raios do sol pode ser perigosa”, disse.

O estudo foi publicado na revista especializada Neurology.

Fonte: BBC Brasil

Esclerose afeta cada vez mais pessoas no mundo 15/07/2007

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A universalização de vacinas, medicamentos e antibióticos pode provocar uma mudança no padrão imunológico das pessoas, favorecendo a esclerose múltipla, segundo especialistas. Também acontece nos países com menos radiação solar.

A esclerose múltipla (EM), doença auto-imune, causada por um ataque do sistema imunológico contra o próprio organismo, tende a afetar cada vez mais pessoas, de acordo com especialistas. A EM afeta diretamente o sistema nervoso central e pode levar à perda de movimentos. Uma das hipóteses para esse aumento na prevalência aponta para as condições próprias da vida moderna.

A melhoria sanitária nos centros mais desenvolvidos, com a universalização de vacinas, medicamentos e antibióticos, pode provocar uma mudança no padrão imunológico das pessoas, segundo argumenta o neurologista da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, Charles Tilbery.

“Vivemos em um ambiente mais asséptico e o organismo fica menos exposto a doenças infecciosas. Quando ativado, o sistema imunológico pode produzir uma hiper-reação” – diz.

De outro lado, a falta de vitamina D também pode estar associada ao aumento da prevalência – explica o professor de Neurologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Cícero Galli Coimbra.

Os países com radiação solar menos intensa têm uma população mais suscetível à esclerose múltipla. Na Europa e no Canadá, a incidência da doença é mais alta. “E à medida em que há mais progresso, as pessoas ficam mais confinadas, menos expostas à luz solar, matéria-prima da vitamina D”.

A vitamina D age no sentido de tornar o sistema imunológico mais tolerante. Embora um maior número de casos seja observado por alguns neurologistas nos consultórios, faltam estudos publicados que demonstrem a evolução da doença. Estima-se que no Brasil a esclerose múltipla afete de 25 mil a 30 mil pessoas. No mundo, são dois milhões de pessoas afetadas.

Em São Paulo, o mais recente trabalho significativo, realizado em 1997, mostra que a prevalência da doença era de 15 casos por 100 mil habitantes, contra 4,3 episódios por 100 mil habitantes em 1992. Para o chefe do ambulatório de esclerose múltipla do hospital da Universidade de Santo Amaro, Leandro Calia, a falta de dados disponíveis não permite confirmar que esteja realmente havendo um aumento no número de casos. (da Folhapress)

SAIBA MAIS

- Esclerose múltipla é a mesma coisa que esclerose mental?
Não. A esclerose múltipla não tem como característica levar à perda de memória ou prejudicar funções como raciocínio, linguagem, atenção e cálculo, embora possa, eventualmente, causar alguma perda cognitiva. É importante não confundir a esclerose múltipla com o Alzheimer.

- É possível diagnosticar a esclerose múltipla antes de aparecerem os sintomas?
Não. A evolução da genética deve permitir um diagnóstico prévio, mas é “algo que ainda está por vir”, diz Calia. A esclerose múltipla aparece sem aviso prévio, em geral com um surto -pode ser a perda de sensibilidade ou de força em algum membro, ou a perda momentânea da visão.

- A esclerose múltipla sempre deixa seqüelas?
Não. Após o primeiro surto, 98% dos pacientes têm uma recuperação total. A probabilidade de a doenças provocar danos irreversíveis aumenta na medida em que novos surtos forem aparecendo. Por isso, é importante manter o controle da doença.

- Os pacientes com esclerose múltipla têm muitas restrições?
Não. O tratamento é feito à base de drogas chamadas imunomoduladores, que modulam a ação do sistema imunológico. Mas o paciente pode levar uma vida normal, segundo Tilbery.

E MAIS

- Um trauma ou uma situação de estresse podem levar à precipitação de surtos em pacientes com esclerose múltipla, diz o professor de neurologia da Unifesp Cícero Galli Coimbra. Ele diz que um trauma – físico ou emocional – pode ter o efeito de ativar o sistema imunológico. “É muito comum que mulheres recém-separadas, por exemplo, apresentem uma exacerbação da esclerose”, diz.

- Um estudo divulgado em 2002 que acompanhou 23 pacientes do sexo feminino por um ano identificou que 85% dos surtos sofridos por essas pacientes foram precedidos por traumas ou estresse. A pesquisa levou em consideração situações como violência física e acidente de trânsito.

Fonte: Jornal O Povo – Fortaleza, CE

Chave da inflamação 06/07/2007

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O ácido retinóico, substância derivada da quebra da vitamina A no organismo, pode ter um papel fundamental na regulação de inflamações. Com participação decisiva de um cientista brasileiro, a descoberta feita por uma equipe do Instituto La Jolla para Alergia e Imunologia (Liai), nos Estados Unidos, poderá abrir caminho para novos tratamentos de doenças inflamatórias e auto-imunes, como artrite reumatóide e colite.

Com participação de pesquisador brasileiro, equipe do Instituto La Jolla, na Califórnia, demonstra papel do ácido retinóico na regulação da inflamação. Trabalho pode gerar tratamentos para doenças como colite e artrite reumatóide

Os pesquisadores demonstraram em camundongos que a manipulação da quantidade de ácido retinóico afeta o número de células T inflamatórias, um tipo de glóbulo branco cuja ação está ligada a várias doenças auto-imunes e inflamatórias.

De acordo com Daniel Mucida, pós-doutorando do Liai e autor principal de artigo publicado no mês passado na revista Science, o estudo repercutiu especialmente entre os grupos que trabalham com artrite reumatóide e com modelos animais de esclerose múltipla. Além de gerar reportagens nos jornais USA Today e Washington Post, o estudo foi também citado na revista Nature e será comentado na edição de 13 de julho da revista Cell.

“Se a descoberta for eventualmente validada em humanos, ela poderá representar o primeiro passo para o desenvolvimento de terapias que usem o ácido retinóico para tratar essas doenças. A vantagem é que se trata de uma substância produzida naturalmente pelo corpo”, disse Mucida à Agência FAPESP.

Biólogo formado pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Mucida foi bolsista da FAPESP de doutorado, que cursou no Departamento de Imunologia do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da Universidade de São Paulo (USP).

Sob orientação do professor Momtchilo Russo, do ICB, o trabalho de doutorado de Mucida teve menção honrosa do Conselho Superior da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), sendo premiado entre as três melhores teses do país em biologia. No começo de 2006, mudou-se para os Estados Unidos.

De acordo com o cientista, o ácido retinóico atua na modulação das duas linhagens distintas de células T: as células T reguladoras, que são antiinflamatórias, e as células Th17, inflamatórias.

Segundo Mucida, estudos anteriores mostraram que as células dendríticas dos intestinos têm capacidade única de produzir o ácido retinóico a partir da vitamina A. Quando o produzem, fazem com que as células T possam migrar para o órgão.

“Comparamos as células dendríticas do intestino com as de outros órgãos, como o baço. Com isso, vimos que as células intestinais têm capacidade de induzir mais células T reguladoras – que suprimem inflamações – e ao mesmo tempo são menos capazes de induzir células Th17, que são inflamatórias”, explicou.

Impedindo a inflamação

Fazendo três diferentes testes com o ácido retinóico, os pesquisadores elaboraram um mecanismo pelo qual é possível impedir o desenvolvimento da linhagem inflamatória da célula T – o que pode significar uma potencial aplicação farmacológica para a descoberta.

Em um dos modelos, os autores do estudo testaram como a redução do ácido retinóico afeta a inflamação. Foi usado um inibidor para bloquear a presença do ácido em camundongos. O teste levou à redução das celulas T antiinflamatórias, mostrando que a redução do ácido retinóico aumenta a inflamação.

“Depois, colocamos o ácido retinóico em uma cultura de células T e ocorreu o que esperávamos: inibimos as células inflamatórias TH17 e aumentamos as células reguladoras. Daí, partimos para estudar os mecanismos in vivo”, disse Mucida.

O ácido retinóico foi injetado em camundongos, elevando a quantidade deste metabólito da vitamina A nos animais. Isso suprimiu a formação de células T inflamatórias nos intestinos dos animais, demonstrando que o aumento do ácido retinóico reduz a inflamação.

Potencial para tratamentos

No terceiro teste, os cientistas trataram as células T com o ácido retinóico em ensaio in vitro. “Quando foram colocadas de volta nos camundongos – usamos modelos com infeccção intestinal (colite) – as células transferidas impediram totalmente a formação de células T inflamatórias em seus organismos, inibindo a colite”, explicou Mucida.

De acordo com o pesquisador, o último teste é especialmente notável, pois combinar o ácido retinóico e as células T fora do corpo pode evitar possíveis efeitos colaterais que são mais prováveis quando os cientistas tentam manipular os processos do organismo internamente.

“Confirmamos que podemos controlar a inflamação pela administração de ácido retinóico in vivo, ou podemos tratar células com ácido retinóico no tubo de ensaio e transferi-las para o organismo a fim de suprimir a inflamação in vivo, disse.

O artigo Reciprocal Th-17 and regulatory T cell differentiation mediated by retinoic acid, de Daniel Mucida e outros, pode ser lido por assinantes da Science no serviço Science Express em www.sciencexpress.org.

Fonte: Agência FAPESP

Antagonista Oral VLA-4 da Biogen Idec e UCB Entra em Desenvolvimento de Fase II Para Esclerose Múltipla 05/07/2007

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BRUXELAS, Bélgica e CAMBRIDGE, Massachusetts (Estados Unidos)–(BUSINESS WIRE)–A UCB (Euronext Brussels:UCB) e a Biogen Idec (NASDAQ:BIIB) anunciaram o início de um estudo de Fase II do CDP323 – um antagonista oral VLA-4 – sob desenvolvimento para esclerose múltipla (MS) reincidente-remitente. O estudo de Fase II randomizado e double-blind (avaliação sigilosa por pares) foi iniciado nesta semana com doses para o primeiro paciente. O estudo se destina a envolver mais de 200 pacientes com MS reincidente-remitente que tiveram falhas em tratamento anterior com beta-interferon. Em outubro último, as companhias assinaram um contrato para co-desenvolver e co-comercializar esse composto de pequena molécula.

O teste compara a segurança e a eficácia de duas doses da monoterapia de CDP323 com placebo em um período de seis meses. Essa é a primeira vez que pacientes com MS são expostos ao CDP323. Aproximadamente 50 centros médicos da Europa e dos Estados Unidos deverão participar desse estudo. Os resultados desse estudo de Fase II são esperados para o final de 2008.

“A esclerose múltipla afeta mais de um milhão de pessoas em todo o mundo e até agora nenhum tratamento oral estava disponível. Uma terapia oral representaria um avanço significante para os pacientes porque poderia lhes proporcionar uma opção nova e não-invasiva à administração de medicamentos”, disse o professor Chris Polman de neurologia do VU Medical Centre, Amsterdã, Países Baixos, principal investigador desse estudo.

Sobre o CDP323

O CDP323 é um antagonista VLA-4 de pequena molécula oralmente ativo. O perfil de segurança, tolerabilidade e farmacocinética do CDP323 foi avaliado em voluntários saudáveis em três estudos separados de Fase I. Os dados desses estudos foram relatados no Comitê Europeu Para Tratamento e Pesquisa de Esclerose Múltipla (ECTRIMS) de 2006. Os dados desses estudos iniciais apóiam o desenvolvimento adicional do CDP323.

Sobre a Esclerose Múltipla

A MS é uma doença crônica do sistema nervoso central que afeta aproximadamente 400 mil pessoas na América do Norte e mais de um milhão de pessoas em todo o mundo. É uma doença que afeta mais as mulheres do que os homens, ocorrendo entre 20 e 50 anos de idade. A MS é causada por danos na mielina, a camada protetora em torno das fibras nervosas do sistema nervoso central, que interfere nas mensagens do cérebro para o corpo. Os sintomas da MS podem incluir problemas de visão, perda de equilíbrio, dormência, dificuldade de locomoção e paralisia.

Sobre a UCB

A UCB (www.ucb-group.com) é uma companhia biofarmacêutica líder global dedicada à pesquisa, desenvolvimento e comercialização de produtos farmacêuticos e de biotecnologia inovadores nas áreas de distúrbios do sistema nervoso central, doenças alérgicas/respiratórias, distúrbios de imunidade e inflamatórios e oncologia. A UCB enfoca a garantia de uma posição de liderança em categorias de doenças graves. Empregando mais de 8.500 pessoas em mais de 40 países, a UCB obteve receitas de EUR 2,5 bilhões em 2006. A UCB tem suas ações negociadas na Euronext Brussels Exchange e sua sede mundial está localizada em Bruxelas, Bélgica.

Sobre a Biogen Idec

A Biogen Idec cria novos padrões de tratamento em áreas terapêuticas com altas necessidades médicas não atendidas. Fundada em 1978, a Biogen Idec é líder global na descoberta, desenvolvimento, fabricação e comercialização de novas terapias. Pacientes em mais de 90 países se beneficiam dos produtos significativos da Biogen Idec que tratam de doenças como linfoma, esclerose múltipla e artrite reumática. Para obter informações sobre rótulos de produtos, boletins de imprensa e informações adicionais sobre a companhia, visite www.biogenidec.com.

Declarações de Salvaguardas da UCB e Biogen Idec

Este boletim de imprensa contém previsões futuras relacionadas ao desenvolvimento do CDP323. O desenvolvimento de medicamentos envolve um alto grau de risco. Somente um pequeno número de programas de pesquisa e desenvolvimento resulta na comercialização de um produto. Os fatores que podem causar resultados atuais diferentes materialmente das expectativas atuais da UCB e Biogen Idec incluem o risco de que as companhias não possam demonstrar a segurança e a eficácia do CDP323 em cada estágio do processo de teste clínico; dificuldades técnicas relativas à fabricação do CDP323 podem ser encontradas; os padrões regulamentares aplicáveis podem não ser atendidos ou as autoridades regulamentadoras podem falhar em aprovar o CDP323; e outras dificuldades inesperadas podem ser encontradas.

Para obter informações mais detalhadas sobre os riscos e incertezas associados com as atividades de desenvolvimento de medicamentos da Biogen Idec, consulte a seção intitulada “Fatores de Risco” no relatório trimestral da Biogen Idec em Formulário 10-Q para o ano fiscal terminado em 31 de março de 2007, arquivado junto à Securities and Exchange Commission, bem como outros relatórios periódicos e atuais da Biogen Idec junto à Securities and Exchange Commission. A Biogen Idec não assume nenhuma obrigação de atualizar quaisquer previsões futuras, seja como resultado de novas informações, eventos futuros ou outros fatores.

Fonte: BusinessWire

Europa aprova nova fórmula para droga contra esclerose múltipla 02/07/2007

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A Agência Européia de Medicamentos recomendou a aprovação de uma nova fórmula para um medicamento usado contra a esclerose múltipla. A betainterferona-1, comercializado pela Merck Serono como Rebif, será reformulada para diminuir as reações às injeções e o número de anticorpos neutralizantes. A alteração foi proposta a partir de um estudo com 260 pacientes de vários países. A pesquisa mostra que 29,6% dos usuários do medicamento tiveram reações no local da injeção com a fórmula nova. Com a atual, as reações chegam a 83,8%. Em relação à produção de anticorpos neutralizantes, que compromentem a eficácia do tratamento, a queda foi de 14,3% para 2,5%. O produto novo deve chegar ao mercado europeu em três meses. No Brasil, a expectativa é de que esteja disponível no primeiro semestre do ano que vem.

Fonte: O Globo Online

O que você tem na cabeça 28/06/2007

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Se as pontadas nessa região nunca o incomodaram, saiba que isso é uma questão de tempo… A cefaléia é a dor mais comum de todas, afeta pelo menos 90% da humanidade

Na enxaqueca, a dor, que pode ser unilateral, começa ao redor dos olhos e se irradia para outras partes do cérebro

Ela pode surgir de repente ou dar sinais de sua chegada com horas de antecedência. Quando vem, pode se manifestar como pontada, um aperto nas têmporas, como se fosse o efeito de um forte torniquete em cima dos olhos, uma dor pulsante em um ou ambos os lados da cabeça… Sua intensidade também varia de incômoda a muito severa, de tal modo que sua vítima não consegue sequer abrir os olhos. Seu nome é cefaléia, a popular dor de cabeça, queixa mais comum nos consultórios. “Seja a dor a doença ou o sintoma de um outro problema de saúde, a cefaléia é um fenômeno universal que, segundo estimativas, atinge 90% da humanidade”, garante o neurologista Mário Peres, do Hospital Albert Einstein, de São Paulo, e professor de Neurologia e coordenador do Ambulatório de Cefaléia da Faculdade de Medicina do ABC (SP).

Estudos recentes registram que, ao longo da vida, 69 a 93% de indiví duos do sexo masculino e 94 a 99% da população feminina terão ao menos um episódio de cefaléia. Os sintomas são variados e os especialistas contabilizam entre 150 e 300 tipos de dores de cabeça. Não existe também apenas uma causa para o mal. Fatores como fi- car sem se alimentar, o estresse, a falta ou o excesso de sono, variações de temperatura ambiente, a presença de um tumor cerebral e até o orgasmo (em alguns casos raros) podem servir de gatilhos para a dor.

A boa notícia é que o tratamento existe, evoluiu e não se limita apenas ao uso de analgésicos. Aliás, muitas vezes, esse tipo de remédio nem é o mais indicado — o abuso de analgésicos pode até transformar uma cefaléia episódica em crônica. O primeiro passo é procurar um profissional que faça o diagnóstico certo, especialmente nas seguintes situações: “quando a freqüên cia das crises ultrapassar três episódios por mês; se houver mudança no padrão habitual da sensação dolorosa; caso a dor aumente progressivamente; se os analgésicos rotineinão estiverem fazendo efeito; ou se houver uma associação com sintomas como febre, déficits neurológicos e visão dupla, por exemplo”, enumera a neurologista Valéria Santoro Bahia, do Hospital São Camilo, em São Paulo.

Como prevenir-se

O tratamento preventivo, que tem como objetivo diminuir a freqüência, a intensidade e a duração das crises, também é importante. “Em muitos casos são indicados medicamentos anticonvulsivantes, antidepressivos e anti-hipertensivos em doses pequenas”, informa o neurologista Mário Peres, professor da Faculdade de Medicina do ABC. Como medidas preventivas, a Sociedade Internacional de Cefaléia recomenda que a pessoa faça as refeições e durma em horários regulares; diminua ou elimine alimentos que possam detonar a dor, como queijos e chocolates; evite bebidas fermentadas; não fique muito tempo exposto ao sol ou à claridade; evite se exercitar em dias quentes; maneire o uso de perfume; não permaneça em locais recém-pintados ou onde esteja sendo usado solvente; e invista em qualidade de vida, alimentando- se bem e praticando atividades físicas regularmente e relaxamento.

Para afastar essa doença que afeta de crianças a idosos, Viva Saúde levantou os tipos de cefaléias mais comuns e as formas mais eficazes de prevenção e tratamento.

ENXAQUECA

Segundo a Sociedade Brasileira de Cefaléia, afeta cerca de 20% das mulheres e de 5 a 10% da população masculina.

O QUE É: também conhecida como migrânea, é uma doença neurovascular causada por uma disfunção química cerebral hereditária. Apresenta- se como uma dor latejante que pode durar de quatro horas a até três dias seguidos”, avisa a neurologista Célia Roesler, coordenadora do Departamento Científico de Cefaléia da Academia Brasileira de Neurologia. Alguns pacientes apresentam poucas crises durante toda a vida, outros relatam diversos episódios a cada mês.

A DOR: uma crise típica, reconhecida pela dor que envolve metade da cabeça, piora com qualquer atividade física. “Em geral, vem acompanhada por outros sintomas, como náuseas, vômitos, intolerância à luz, odores, barulho e movimentos”, explica a neurologista Célia. Outra característica menos comum, porém diagnosticada em portadores de enxaqueca, é a presença da aura — um conjunto de reações neurológicas que se manifestam, em geral, antes das crises. São flashes de luz, falhas no campo visual ou imagens brilhantes em ziguezague.

OS GATILHOS: são vários os estímulos capazes de detonar uma crise de enxaqueca em indivíduos predispostos ao problema. A lista varia de paciente para paciente, mas as causas mais comuns são: estresse, sono prolongado, jejum, traumas cranianos, ingestão de certos alimentos como chocolate, laranja, comidas gordurosas e lácteas, privação da cafeína para os que estão acostumados a tomar grandes quantidades de café, uso de medicamentos vasodilatadores, exposição a ruídos altos, odores fortes ou temperaturas elevadas, mudanças súbitas da pressão atmosférica, como as experimentadas nos vôos em grandes altitudes, alterações climáticas, exercícios intensos e queda dos níveis hormonais antes da menstruação.

COMO TRATAR: a primeira preocupação do médico é aliviar o mais rápido possível a dor do paciente. “Atualmente existe uma classe de medicamentos chamados triptanos (substâncias vasoconstritoras), que são usados para abortar a crise de dor. Mas estes fármacos só funcionam se for enxaqueca. Não têm boa resposta quando usados para cefaléia tensional”, avisa a médica Célia Roesler.

CEFALÉIA TENSIONAL

O tipo tensional tem duas origens: a parte de trás e a fronte ou ao redor de toda a cabeça, dando uma forte sensação de aperto

É o tipo de dor de cabeça mais comum. Estudos mostram que a versão episódica dessa cefaléia (quando ela, às vezes) atinge até 87% da população. Já a sua forma crônica (mais de 15 vezes por mês) afeta 35% das pessoas.

O QUE É: a definição é polêmica. Segundo a médica Célia Roesler, pode ser o resultado de uma contração muscular exagerada junto com uma constrição dos vasos sangüíneos intramusculares, desencadeados por tensões emocionais. Pode ser também o reflexo de um desequilíbrio bioquímico cerebral responsável pela deficiente produção de serotonina, neurotransmissor que, entre outras funções, garante a eficiência do sistema analgésico do corpo. “Foi demonstrada que há uma diminuição da concentração intracelular de serotonina e um aumento na concentração do ácido gama aminobutírico (GABA) em pessoas com esse tipo de dor de cabeça”, explica a neurologista Valéria Santoro Bahia.

A DOR: uma sensação de peso, pressão ou aperto, como se a pessoa estivesse usando uma faixa ou capacete apertado em volta da cabeça. Em geral, se localiza na fronte, na nuca ou no topo da cabeça. De intensidade leve a moderada, esse tipo de cefaléia não impede a realização de atividades rotineiras. Normalmente não há sintomas associados, mas alguns pacientes podem se queixar de intolerância a ruídos mais intensos. A dor pode durar de meia hora até sete dias, conforme a pessoa. Alguns têm crises uma vez por mês, enquanto outros podem apresentar dor 15 vezes a cada 30 dias.

OS GATILHOS: inúmeros trabalhos científicos associam esse tipo de cefaléia à ansiedade e à depressão. Porém, ainda não está provado que alterações emocionais como estresse psicossocial, tensão, ansiedade e depressão, possam ser realmente os responsáveis pelas crises, embora esses quadros sejam freqüentes nos pacientes que procuram o médico devido ao agravamento da cefaléia.

COMO TRATAR: melhora com atividade física ou relaxamento. Fisioterapia para alongar os músculos da fronte, da cabeça, do pescoço e da face também pode ajudar, mas é preciso indicação. Para uma dor de cabeça tensional episódica, os médicos recomendam analgésicos, como paracetamol e dipirona, que podem ou não ser associado à cafeína, que também ajuda a diminuir a dor. Alguns profissionais indicam o uso de relaxantes musculares. Antiinflamatórios modernos como o clonixinato de lisina e o ácido tolfenâmico também podem ser opções eficazes. Já nas dores tensionais crônicas, podem ser indicados medicamentos preventivos usados na enxaqueca. Os antidepressivos podem aumentar o nível de serotonina e melhorar a ação do sistema analgésico que se mostra deficiente. As doses devem ser iniciadas de forma gradual. Se houver melhora superior a 80% após quatro meses, o tratamento pode ser diminuído até cessar.

CEFALÉIA EM SALVAS

A dor de cabeça em salvas é unilateral, chega a atingir a região dos olhos e é muito intensa

É a mais cruel. Pesquisadores acreditam que seja responsável por 6% do total de casos. Mais comum em homens, na proporção de três para um, inicia-se em qualquer idade, mas costuma surgir entre 20 e 30 anos.

O QUE É: as causas ainda são desconhecidas. Mas acredita-se que haja uma disfunção em uma estrutura cerebral conhecida como hipotálamo. Estudos recentes sugerem também a relação dela com distúrbios do sono como apnéia e ronco. Os mecanismos que deflagram as crises não foram definidos, mas, durante as crises, ocorrem alterações do tipo edema e tortuosidade na parede da artéria carótida interna, em alguns dos seus trechos dentro do crânio.

A DOR: as crises apresentam- se sempre do mesmo lado da cabeça, em volta do olho, na fronte, na têmpora ou até na face. São de intensidade elevada e lancinante. Duram de 15 minutos a três horas. Aparecem em dias seguidos ou alternados, com freqüência de uma a oito vezes por dia e em horários semelhantes, de dois a quatro meses por ano. Comuns durante a madrugada. Já chegam de forma intensa. Estão associadas a vermelhidão ocular, lacrimejamento e entupimento (às vezes, corrimento) nasal do mesmo lado da dor. Desaparece sozinha para retornar após um período variado de tempo, que pode durar anos. Pode evoluir para o estado crônico, sem ciclos de crises.

OS GATILHOS: problemas neurológicos e, acredita-se, também distúrbios do sono.

COMO TRATAR: a terapia medicamentosa reduz o tempo de dor e varia desde o uso de medicamentos sublinguais e injetáveis até a aplicação de oxigênio úmido sob máscara. Além dos vasoconstritores triptanos (versões injetáveis ou nasais, pois agem mais rapidamente), os médicos podem receitar anti-hipertensivos e outros remédios.

MAIS RARAS, PORÉM IGUALMENTE INCÔMODAS

De acordo com a Classificação Internacional de Cefaléias, existem dores de cabeça ainda pouco compreendidas, que precisam ser avaliadas de forma mais minuciosa. São elas:

CEFALÉIA PRIMÁRIA EM FACADA: são pontadas de curta duração (03 segundos ou menos), não estão associadas a doenças orgânicas, mas freqüentemente presentes em portadores de enxaquecas (40 %) e cefaléias em salva (30 %).

CEFALÉIA PRIMÁRIA DA TOSSE: dor bilateral, ocasionado por tosse ou esforço abdominal. Aparece após os 40 anos de idade. Nesse caso, é importante a avaliação com exames de imagem, como a tomografia computadorizada do crânio.

CEFALÉIA PRIMÁRIA DO ESFORÇO FÍSICO: são decorrentes de qualquer forma de esforço físico e aparecem quase sempre em clima quente ou em altitude elevada.

CEFALÉIA PRIMÁRIA ASSOCIADA À ATIVIDADE SEXUAL: desencadeada pelo ato sexual, começa com a sensação de peso dos dois lados da cabeça e aumenta de intensidade durante o orgasmo.

CEFALÉIA HÍPNICA: a dor acorda o paciente e ocorre pela primeira vez após os 50 anos de idade.

CEFALÉIA TROVOADA PRIMÁRIA: A dor é descrita como se um raio partisse a cabeça ao meio. Um rápido diagnóstico pode confirmar ou não a presença de um aneurisma intracraniano.

Fonte: Revista Viva Saúde, edição 49

O que a bula nem sempre explica 27/06/2007

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A maioria das pessoas, sem querer, na hora de tomar os remédios prescritos por seus médicos, reduz a eficácia ou agrava os efeitos colaterais dos medicamentos. Entenda de vez por que isso ocorre


SÍMBOLO IMAGENSNão é somente a automedicação que oferece riscos à saúde. Quando se trata do consumo de remédios, mesmo os prescritos pelos médicos podem causar problemas ao paciente — desde a perda da eficácia da fórmula até efeitos colaterais graves. Tudo irá depender de como e com o quê o medicamento será ingerido. Para falar sobre esse assunto que ainda provoca muitas dúvidas, Viva Saúde entrevistou a farmacóloga Patrícia Medeiros de Souza, com mestrado e doutorado em Farmacologia pela Universidade de Campinas (Unicamp) e professora adjunta de Farmacologia Clínica e Hospitalar da Faculdade de Saúde da Universidade de Brasília (UnB).

Viva Saúde: Comprimidos, drágeas ou cápsulas precisam ser tomados somente com água?
Patrícia Medeiros: Nem todos os remédios precisam ser ingeridos necessariamente com água. Mas essa acaba sendo a recomendação da maioria dos médicos, porque durante a consulta e a prescrição do medicamento eles nem sempre dispõem de uma base de dados suficiente para garantir que aquela fórmula será compatível com outro tipo de líquido. Algumas associações, já se sabe, podem retardar ou mesmo reduzir a eficácia dos medicamentos.

VS: Existe alguma restrição em ingerir comprimidos com chás?
Patrícia: Normalmente, os chás de erva-doce, capim-limão, hortelã e até camomila, que parecem totalmente seguros à primeira vista, alteram o movimento do estômago e, por isso, acabam retardando muito mais a absorção do medicamento pelo organismo. Por exemplo, um remédio que seria absorvido em meia hora ou 40 minutos pode levar até duas horas para fazer efeito. A mistura de remédio com alguns chás também levam a reações perigosas. O chá de camomila, por exemplo, tem um princípio ativo que afina o sangue e o ácido acetilsalicílico (substância ativa da aspirina, AAS…) também apresenta esta ação anticoagulante. Quando eles são tomados juntos, pode ocorrer sangramentos.

VS: É verdade que tomar remédios com refrigerantes pode intoxicar o organismo? Por quê?
Patrícia: Quando ingerimos qualquer comprimido, primeiro ele vai para o estômago e se transforma em líquido, em seguida é distribuído no organismo e se liga a um receptor, onde acontece a ação farmacológica. Depois disso, não interessa mais que ele continue no organismo e acontece a eliminação. Os refrigerantes, especialmente os cítricos, que contêm suco de toranja (grapefruit), inibem as enzimas do fígado e impedem que o remédio seja eliminado. Como as pessoas não sabem que isso ocorre, tomam um outro comprimido e se intoxicam sem saber.

VS: Por que o suco de laranja não deve ser bebido com hipertensivos?
Patrícia: O suco ativa as enzimas digestivas que trabalham mais e acabam destruindo parte do medicamento. É por isso que a eficácia do hipertensivo, se tomado com suco de laranja, pode ser reduzida a 50%.

VS: O remédio pode ser partido?
Patrícia: Não, já que é impossível garantir que a metade do comprimido apresente exatamente 50% de todos os compostos usados na fórmula. A própria garantia que o laboratório oferece quanto à eficácia do seu produto se refere ao comprimido inteiro. Tão perigoso quanto partir o remédio ao meio é guardar a parte que sobrou desprotegida de agentes externos. Certamente, o medicamento estará contaminado, porque o invólucro que o embala foi aberto. A situação é ainda mais delicada no caso de remédios em drágeas — aquele comprimido com revestimento brilhante. Sua capa gastrorresistente tem a finalidade de passar pelo estômago, suportar a ação dos ácidos gástricos e só liberar o princípio ativo no intestino. Quando estas camadas são quebradas antes, esse resultado esperado do remédio fica comprometido. Esse procedimento é especialmente perigoso quando se trata de antibióticos.

SÍMBOLO IMAGENS
GUARDAR COMPRIMIDOS JÁ ABERTOS É TÃO PERIGOSO QUANTO INGERIR A METADE DE UM REMÉDIO

VS: Pode-se tomar água ou outro líquido após a ingestão de um medicamento de sabor desagradável?
Patrícia: Sim, mas neste caso tome água. O ideal, porém, é procurar alternativas de consumo, especialmente para as crianças — algumas costumam enjoar e vomitar quando sentem um gosto amargo ou diferente. É por isso que os laboratórios mascaram o sabor de alguns medicamentos com essências, estudadas para não interferir em sua ação e eficácia no organismo. Os remédios infantis são sempre mais docinhos, como os xaropes.

VS: É permitido triturar o comprimido se não conseguir engoli-lo?
Patrícia: Essa não é uma atitude recomendada, apesar de ser inevitável às vezes. O correto seria procurar no mercado farmacêutico o mesmo remédio, porém na forma líquida.

VS: Os medicamentos podem ser dissolvidos sob a língua?
Patrícia: Não. Os comprimidos precisam ser dissolvidos no estômago com um pH mais ácido, caso contrário não haverá efeito. Portanto, nada de dissolver debaixo da língua ou mastigar os medicamentos, como fazem muitos idosos.

VS: Podemos mastigar as pastilhas para dor de garganta ou tomar água depois de dissolvê-las na boca?
Patrícia: É para chupar a pastilha e não mastigá-la. E só devemos tomar água depois que ela estiver totalmente dissolvida.

VS: Muitas pessoas ingerem leite ou antiácidos antes de tomar medicamentos que irritam o estômago. Esta é uma atitude certa?
Patrícia: Tomar leite para proteger o estômago é um mito, porque ele vai aumentar ainda mais a acidez e, com isso, irritar além do necessário o estômago. Além disso, o cálcio presente na bebida pode cortar o efeito de alguns remédios, como os antibióticos. Já os antiácidos também precisam ser evitados, uma vez que mudam o pH do estômago, retardando ou reduzindo o efeito do medicamento.

VS: Quando os medicamentos devem ser ingeridos: antes, durante ou após as refeições?
Patrícia: Depende do remédio. Algumas drogas, por irritarem o estômago, precisam ser ingeridas durante ou logo após o almoço. Outras são melhor absorvidas quando o estômago está vazio. Essa, portanto, deve ser uma orientação dada pelo médico, mesmo porque há alguns casos em que o comprimido necessário ao tratamento pode não ser compatível com um determinado alimento.

VS: Quando uma pessoa precisa tomar vários remédios ao dia, como ela deve proceder?
Patrícia: É preciso fazer um ajuste de horário para saber se pode tomar o medicamento com o leite do caféda- manhã ou perto das refeições, de forma a não prejudicar muito a rotina alimentar da pessoa. Essa é uma prescrição balanceada, normalmente aplicada quando o paciente tem ao seu lado um profissional de saúde para ajudá-lo a manter a adesão ao tratamento médico.

DOSES DE BOM SENSO
  • Nunca recorra a automedicação
• Tome o remédio, prescrito pelo médico, somente com água
• Não triture, amasse ou coloque o medicamento para dissolver debaixo da língua, isso comprometerá o tratamento
• Antes de aceitar a prescrição de um novo remédio, revele ao seu médico quais são os medicamentos que você já toma. Isso pode fazer toda a diferença, uma vez que algumas interações medicamentosas podem prejudicar o organismo
• Siga exatamente o número de doses do medicamento e os horários de consumo recomendados pelo médico. Mas muita atenção: cortar o remédio ao meio ou alterar qualquer detalhe da prescrição pode diminuir a eficácia da droga e provocar efeitos inesperados graves
• Mesmo com as devidas orientações médicas, é importante sempre ler atentamente a bula.
 

Fonte: Revista Viva Saúde, edição 49

Recrie o seu cérebro 22/06/2007

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Como? Andando, correndo, escalando, pedalando, jogando tênis…

Como a atividade física melhora o desempenho do cérebro
A dieta do cérebro

OS BONS EFEITOS DA GINÁSTICA ULTRAPASSAM A BARREIRA DOS MÚSCULOS. ELA É A NOVA APOSTA DA MEDICINA PARA MANTER OS NEURÔNIOS JOVENS E ATIVOS, AGUÇAR A MEMÓRIA E MELHORAR A CAPACIDADE DE RESOLVER PROBLEMAS

Você já testemunhou uma autêntica revolução no conhecimento humano, com resultados imediatos na sua vida cotidiana? É isso o que a ciência está agora oferecendo. Explica-se. Ao contrário do que foi ensinado durante os últimos 100 anos, os neurônios (células nervosas do cérebro) não se perdem irremediavelmente com a passagem do tempo, impondo falhas à memória e dificuldades no aprendizado. Limpe tudo isso da mente. Os especialistas hoje provam que o cérebro de uma pessoa adulta fabrica novas células para repor peças desgastadas e pode se manter jovem, melhorando a capacidade de resolver problemas – ou seja, aprimorando a inteligência. E o gatilho para essas mudanças, segundo os mais recentes estudos de neurologia, está em uma receita simples: a atividade física.

Um desses trabalhos acaba de ser publicado nos Estados Unidos. O pesquisador Charles Hillman, da Universidade de Illinois, avaliou o desempenho na escola e a performance física de 259 estudantes das primeiras séries equivalentes ao nosso ensino fundamental. Eles foram submetidos ao mesmo protocolo de treinos físicos e a resposta do organismo à carga de atividades foi medida. Depois, as crianças passaram por uma bateria de provas, com direito a intervalos a cada 40 minutos. Os alunos que tiraram as melhores notas em matemática e leitura foram aqueles que se empenharam e se saíram bem nos exercícios. De acordo com Hillman, são necessários mais estudos para compreender o efeito deles sobre os alunos. Mas o cientista já tem seus argumentos: a atividade física, particularmente a aeróbica (como ginástica e ciclismo), modifica as funções relacionadas à aprendizagem e estimula os impulsos elétricos do cérebro. É possível também que os estudantes tenham se sentido motivados quando fizeram os exercícios. E quem cumpre uma tarefa com ânimo tem, de fato, melhores resultados.

Há alguns anos os cientistas vêm apontando uma associação entre a malhação e a saúde do cérebro. Não se sabia, porém, quais mecanismos estavam envolvidos nessa relação. Um estudo de 1998 abriu novos campos para a neurociência, impulsionando mais pesquisas sobre o funcionamento cerebral. Naquele ano comprovou-se a produção de neurônios no encéfalo de adultos. “Descobriu-se que eles surgem a partir de células-tronco armazenadas em regiões específicas. Essas estruturas se transformam em neurônios que regeneram o cérebro. Trata-se de um marco que permite uma nova visão do envelhecimento”, diz o neurocientista Cícero Galli Coimbra, chefe do laboratório de Neuropatologia e Neuroproteção da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Descobriu-se que a proteína BDNF melhora a performance cerebral

A revelação deu origem a muitos outros trabalhos científicos que procuravam explicar de que modo seria possível estimular a reposição dos neurônios avariados. Um dos caminhos escolhidos foi investigar melhor o que se passava com o corpo quando submetido a exercícios. E o que se viu é que os benefícios vão além do desejado aumento no volume de músculos, da redução da flacidez e da proteção contra doenças cardiovasculares. A atividade física promove uma espécie de chacoalhão que deixa o cérebro muito mais ativo. O uso de sofisticados exames de imagem revelou que, sob efeito da ginástica, há atividade mais intensa no hipocampo, região associada à memória e aprendizagem. Experimentos com ratos apontaram outras novidades: a prática regular de exercícios contribuía para a transformação em neurônios de células-tronco preservadas no ventrículo, uma das partes do hipocampo.

Os especialistas acreditam que o desenvolvimento de novas células nervosas é fruto de um processo que envolve a melhora da comunicação entre as células (algo estimulado pela maior irrigação sangüínea proporcionada pelos exercícios), e muitas outras reações químicas. A principal delas é a elevação da produção de uma proteína chamada BDNF, espécie de tonificante das células nervosas. A presença dessa substância aumenta no cérebro quando o corpo é exercitado. “O BDNF é normalmente fabricado pelos neurônios, mas seus níveis já sobem sob efeito de uma única sessão de exercícios”, diz o neurofisiologista Ricardo Arida, do Laboratório de Fisiologia do Exercício da Unifesp. Pesquisas conduzidas pelo neurocientista Fernando Gómez-Pinilla, da Universidade da Califórnia (Ucla), comprovam que o BDNF é, até o momento, a mais importante chave bioquímica que prepara a mente para novos conhecimentos. Em experiências com ratos, ele separou dois grupos para serem submetidos a exercícios, numa roda, e a testes de aprendizado. Com a atividade, o nível da proteína subiu em todos os animais, mas em parte deles Gómez-Pinilla utilizou uma droga para bloquear o BDNF. Em seguida, o especialista escondeu um objeto e estimulou os ratos a localizá- lo. As cobaias que não receberam o remédio o encontraram rapidamente, demonstrando esperteza. As demais nem sequer se aproximaram do alvo.

Por que a maior ativação do BDNF está ligada à melhora da performance cerebral? “Ele tem a capacidade de modular a comunicação entre as células nervosas. Quanto mais BDNF, mais aguçado esse processo”, disse Gómez-Pinilla a ISTOÉ. A comunicação, também chamada de sinapse, é a via pela qual se conduzem todos os aprendizados. Mas não é só isso. Para Sidarta Ribeiro, do Instituto de Neurociências de Natal, no Rio Grande do Norte, sua ação aguça a atenção e a percepção. Além disso, a substância tem um fundamental papel de regenerador do cérebro. “O aumento das taxas de BDNF acelera a especialização das células-tronco em neurônios. Ao longo do trajeto, eles irão refazer circuitos danificados pela morte dos seus antecessores“, diz Ribeiro. Não é à toa, portanto, que o psiquiatra americano John Ratey, da Universidade de Harvard, apelidou a substância de “o miraculoso estimulante do cérebro”. Ele sabe do que fala. Há anos o médico estuda o programa de atividades esportivas e recreativas dado às crianças americanas nas escolas públicas. Ratey observou que alunos com dificuldades nas habilidades verbais melhoraram depois que passaram a se exercitar. Por isso, ele concede tanto cartaz ao BDNF, até então um ilustre desconhecido do público. Em breve, Ratey lançará nos Estados Unidos o livro The revolutionary new science of exercise and brain. Algo que pode ser entendido como a nova e revolucionária ciência do esporte e do cérebro.

Essas descobertas da neurociência também apontam benefícios para a memória. Os especialistas perceberam que a mágica proteína tem potencial para turbinar as lembranças guardadas há dias e meses. Estudos divulgados este ano pelos renomados cientistas Ivan Izquierdo e Martin Cammarota, do Centro de Memória da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, confirmam as conexões entre o BDNF e a memória. Eles a suprimiram em ratos e viram que os animais simplesmente ignoraram objetos já conhecidos ou perderam a noção de espaço. “Ficamos surpresos ao perceber que existe ação dessa proteína até 12 horas depois da aquisição da memória recente”, diz Cammarota. Eles notaram ainda que a substância entra em cena toda vez que uma informação arquivada é solicitada pelo cérebro.

Diante dessas informações, ninguém precisa ser um Albert Einstein para concluir que estimular a produção do BDNF melhora a performance do cérebro. Mas os neurocientistas ressaltam que é fundamental investigar com quais outros agentes bioquímicos ele interage no organismo. É possível que se descubra, no futuro, que a proteína não faz milagres sozinha. O fato é que a atividade física tem sido uma boa aposta para a saúde cerebral por vias que até agora são pouco compreendidas. Estudos demonstram que ela pode retardar os efeitos do mal de Alzheimer, doença neurodegenerativa que apresenta a perda de memória entre seus sintomas. Em indivíduos que tinham o hábito de malhar verificou-se que a enfermidade tardou mais a chegar. E pesquisas com animais sugerem que a ginástica diminui a formação de placas semelhantes às encontradas no cérebro de portadores de Alzheimer.

Novas dúvidas, evidentemente, surgem por causa dos avanços da neurociência. Uma delas é sobre a relevância da proliferação dos neurônios. “Não adianta ter muitas células nervosas se elas não estiverem conectadas e ativas”, diz o psiquiatra Henrique Del Nero, professor da Universidade de São Paulo. Ele fez exames de imagem no cérebro de cinco pessoas com sintomas de demência após longa dependência de álcool e drogas. E viu que, apesar de os neurônios estarem vivos e nos seus devidos lugares, poucos trabalhavam: “Diversas áreas do cérebro estavam com um padrão preguiçoso.” O passo adiante dado por Del Nero foi tratar esses pacientes com os mesmos remédios empregados contra Alzheimer e, sobretudo, com exercícios intensos. “Eles tiveram uma melhora impressionante.”

O perigo das carnes – De qualquer tipo, principalmente a vermelha. Se forem grelhadas, fritas ou cozidas tornam-se tóxicas para os neurônios. Quanto mais processadas, pior. Ao ponto são menos nocivas

Outra questão é saber qual o melhor exercício para rejuvenescer o cérebro, aprimorar a memória e aumentar a nossa inteligência. Os cientistas não fecharam questão quanto a isso. Mas os estudos indicam que os mais benéficos são aqueles que promovem condicionamento cardiovascular – caso da caminhada. Os exercícios devem durar mais de 20 minutos, ser praticados durante cinco dias na semana e ter intensidade moderada. Isso não significa que esportes ou atividades que exigem mais força da musculatura não possam surtir efeito. O detalhe é que as pesquisas ainda não conseguiram comprovar esse benefício.

Um aspecto discutido largamente é por que, se a atividade física é tão essencial para nos tornar mais espertos, não se encontram tantos gênios entre os atletas. Para os especialistas, tudo depende da nossa noção de inteligência. Desportistas como craques do futebol (acostumados a sofisticados treinamentos) podem não dominar física quântica ou geometria. Do ponto de vista da neurociência, porém, os intensos treinos os tornam mais inteligentes, sim. “As comunicações entre neurônios ficam mais rápidas, bem como as respostas. A máquina funciona muito melhor”, diz Ribeiro. Por outro lado, um mestre da matemática pode ter uma péssima noção espacial e se perder nas ruas de sua cidade. Quem dá esse exemplo é o pesquisador Gómez-Pinilla, da Ucla. Captado esse ponto, resta a dúvida se é exagero pedir para o filho se exercitar na semana anterior a uma prova. “Não é. Fazer uma atividade física com regularidade não faz mal. E para a criança pode ser uma brincadeira que vai ativar os mecanismos cerebrais”, diz o professor. E conclui: “Nós passamos muito tempo sentados e nosso organismo foi criado, ao longo da evolução humana, para ser movimentado. Então, mexa-se e recupere o potencial do seu cérebro.”

Fonte: Revista Isto É – edição de 06 de junho de 2007

 

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