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Expansão da ciência e tecnologia é maior no interior paulista 15/10/2007

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Concentração de mestres e doutores, produção de artigos e geração de empresas indicam vitalidade da região

RIBEIRÃO PRETO – São Carlos, Campinas, Piracicaba, Bauru e Ribeirão Preto têm sozinhas mais mestres e doutores a cada 100 mil habitantes se comparados aos da capital. Nas cidades do entorno de Araraquara, há quatro vezes mais cientistas. O interior é responsável por um quarto da produção científica nacional e abocanha mais da metade dos financiamentos federais destinados ao Estado. Das universidades e dos institutos nesta região, sai o conhecimento que abastece e cria empresas tecnológicas. Três em cada quatro projetos de inovação aprovados pela Fapesp são de fábricas com sotaque caipira. Graças a esses números, São Paulo publica hoje tanto quanto Espanha, Austrália, Irlanda ou Canadá.”A aprovação dos projetos é em função da demanda, o que indica uma vitalidade intensa do interior”, diz o diretor-científico da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), Carlos Henrique de Brito Cruz. “O interior está bem articulado e competitivo em relação à capital”, acrescenta Marco Antonio Zago, presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Os dois são cientistas, um de Campinas e o outro de Ribeirão Preto.Inovação é a palavra da vez nas pesquisas acadêmicas do interior. Inventos práticos, necessários e alguns com cheiro de revolução. No Centro de Pesquisa em Óptica e Fotônica, do Instituto de Física da USP São Carlos, um novo equipamento diagnostica tumores sem precisar de biópsia (o exame tradicional é doloroso e o resultado só sai em semanas). Um feixe de luz em contato com o órgão ou a pele diferencia um tecido normal de um doente. O aparelho já está em teste no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto.

Conhecimento

Com o mesmo princípio, surgem outros produtos de fototerapia dinâmica, como os semáforos à prova da falta de energia e o aparelho para detectar e tratar o HPV e alguns tipos de câncer. Por trás das invenções, está o dinâmico e versátil físico Vanderlei Salvador Bagnato e uma equipe de cem pesquisadores. Foram eles os primeiros latino-americanos a realizarem a condensação de Bose-Einstein. Um gás é esfriado, próximo do zero absoluto (0 Kelvin ou -273,15 graus Celsius), quando ocorre a condensação. Entender o que se passa nesse momento permitirá desvendar a natureza quântica da matéria.

“A sociedade me dá dinheiro para ver o átomo e tenho que mostrar para que serve isso. Serve para curar o câncer”, explica Bagnato. Nos últimos seis anos, seu laboratório produziu 28 patentes e destas, 12 viraram produtos. Qualquer experimento tem de mirar em educação ou saúde, mesmo que leve tempo. Os LEDs usados no semáforo antiblecaute ficaram prontos após seis anos. Outros projetos iam sendo tocados juntos para satisfazer à demanda por publicação de artigos, um dos fatores de avaliação dos pesquisadores. “O País tem de dar valor ao risco científico, senão vamos estudar só o conhecido e seremos apêndices dos outros.”

O físico Luís Alberto Vieira de Carvalho, de 37 anos, formado em São Carlos, com doutorado em Berkeley e pós-doutorado em Rochester, segue a linha do coordenador. Quer inovar naquilo que o Brasil não inova. Criou o campímetro portátil para exames de glaucoma nos rincões. O aparelho estrangeiro sai por R$ 80 mil. O nacional custa um décimo desse valor. Quando estudava no exterior, Carvalho trabalhou na produção de uma lente de contato customizada para a Bausch-Lomb (a empresa investia US$ 3 milhões por ano). No Brasil, faltam verbas. Assim, concentra-se na fabricação do Wave Front, aparelho para diagnosticar em alta resolução defeitos da visão. Será o primeiro da América Latina.

O Centro de Terapia Celular (CTC) de Ribeirão Preto, coordenado pelo médico Marco Antonio Zago, entrou na corrida mundial para deter o domínio das técnicas de manipulação das células-tronco. Quanto mais se souber como elas se diferenciam em órgãos do corpo humano e como são ativadas, maiores as chances de inúmeras doenças serem tratadas. Ou evitadas. As células-tronco mesenquimais, por exemplo, têm capacidade imunológica. Saber como agem pode evitar a rejeição de transplantes.

Em abril, o imunologista Júlio Cesar Voltarelli, do CTC, encheu de esperanças pacientes de diabete tipo 1 que são obrigados a injetar altas doses de insulina. Pela técnica, uma quimioterapia desliga o sistema imune do paciente, que por algum motivo ataca as células do pâncreas, produtoras de insulina. Células-tronco do próprio paciente são então reinseridas nele para recompor o sistema de defesa. O tratamento, já realizado com sucesso em uma dezena de adultos, deverá ser feito com adolescentes e para outras enfermidades, como a esclerose múltipla. Voltarelli, contudo, já reiterou que é cedo para afirmar que se trata da cura.

Mas não é só de futurologia, riscos e esperanças que vive a ciência e tecnologia do interior paulista. A bióloga Aparecida Maria Fortes lidera uma pesquisa em Ribeirão Preto para produzir o fator 8 e o 9 recombinantes, utilizados no tratamento de mais de 7 mil hemofílicos. Hoje, o Brasil tem de exportar o plasma sanguíneo para a França, onde é purificado e liofilizado (seco) para ser então importado. O problema, além do custo de R$ 100 milhões, é que vai e volta sangue contaminado. Por engenharia genética, o fator 8 e o 9 são livres desse risco.

“Já produzimos em plaquinhas, na cultura in vitro, mas queremos pensar no nível de biorreatores e depois no de escala industrial”, afirma Aparecida. A previsão é de que em um ou dois anos o Brasil fabrique o produto. Já há interesse da indústria farmacêutica. A pesquisa, que recebe apoio da Finep, permitiu à equipe do CTC dominar a técnica que pode ser usada em outras moléculas para fins terapêuticos, como o fator de crescimento.

Quebra-cabeças

No Centro de Biotecnologia Molecular Estrutural (CBME), também na USP São Carlos, uma equipe multidisciplinar luta contra doenças tropicais, como leishmaniose, malária e esquistossomose. Ao isolarem a enzima GAPDH do Trypanosoma cruzi, o vetor da doença de Chagas, os pesquisadores detectaram a estrutura da proteína e, a partir dela, poderão procurar pequenas moléculas (potenciais remédios) que se encaixarão nela. Como num quebra-cabeça. “Cinco ou seis anos atrás, saíamos do nada. Hoje, um laboratório como o nosso realiza um forte desenvolvimento comparável aos melhores do mundo”, diz Adriano Andricopulo, de 35 anos, que fez pós-doutorado em Michigan.

O Instituto de Física da USP São Carlos capta R$ 10 milhões por ano, 40% desse total vindo de indústrias. Foi crescendo na base do puxadinho, com corredores virando salas para acomodar mais pesquisas. “Nosso grande salto ocorreu nos anos 80, com a expansão do quadro de professores, cuja regra era que todos fossem para o exterior fazer doutorado”, explica o diretor Glaucius Oliva, também coordenador do CBME.

Os três laboratórios acima fazem parte do programa Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão da Fapesp. São 11 no total, 5 no interior paulista. Criados em 2000, eles desenvolvem pesquisas na chamada fronteira do conhecimento, viabilizam parcerias com empresas e governos para aplicação das tecnologias e, o que é raro na academia, dividem as descobertas com a população. Este último envolve desde a criação de jornais e programas de TV até a inclusão de jovens estudantes no desenvolvimento científico. É a ciência semeando ciência.

Fonte: Estadão

Biogen Idec Anuncia Apresentações Para Franquias e Linhas de Produção Relacionadas à Esclerose Múltipla no Comitê Europeu Para Tratamento e Pesquisa de Esclerose Múltipla 12/10/2007

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PRAGA, República Tcheca–(BUSINESS WIRE)–A Biogen Idec (NASDAQ:BIIB) anunciou que cerca de 25 posters e simpósios patrocinados pela companhia serão apresentados no 23o. Congresso do Comitê Europeu Para Tratamento e Pesquisa de Esclerose Múltipla (ECTRIMS) em Praga, República Tcheca. Essas apresentações e simpósio abrangerão cinco agentes que são comercializados ou estão atualmente em desenvolvimento pela Biogen Idec e seus parceiros para o tratamento de esclerose múltipla (MS). As duas terapias aprovadas para MS são o TYSABRI(R) (natalizumab) e o AVONEX(R) (Interferon beta-1a); e os agentes em desenvolvimento são o BG-12 (dimethyl fumarate), daclizumag e RITUXAN(R) (rituximab).

“O número de apresentações e simpósios da Biogen Idec no ECRIMS é uma evidência de nossa dedicação e liderança na descoberta e desenvolvimento de tratamentos para pacientes com esclerose múltipla”, disse Alfred Sandrock, MD, PhD, vice-presidente sênior de Pesquisa e Desenvolvimento de Neurologia da Biogen Idec. “A Biogen Idec trabalha para oferecer um atendimento contínuo a todos os pacientes de MS em todos os estágios de sua doença. A partir da base que estabelecemos com o TYSABRI e AVONEX, nossa extensa linha de produção clínica está voltada para o futuro. Além disso, nossos compostos em estágios iniciais de desenvolvimento visam necessidades médicas não atendidas como neurodegeneração e remielinização, com a meta de reverter os danos impostos pela MS.”

A seguir estão os destaques das apresentações no ECTRIMS:

TYSABRI

– Uso do natalizumab em pacientes com esclerose múltipla reincidente: atualização sobre os resultados de segurança de TOUCH(TM) e TYGRIS (Poster #565 – sábado, 13 de outubro de 2007, ás 15:30, CEST)

– O natalizumab aumenta a proporção de pacientes com esclerose múltipla que ficam livres da doença (Poster #567 – sábado, 13 de outubro de 2007, ás 15:30, CEST)

– O efeito de alteração de plasma na aceleração da liberação do natalizumab em pacientes com esclerose múltipla: resultados do estudo PLEX (Poster #576 – sábado, 13 de outubro de 2007, ás 15:30, CEST)

AVONEX

– Progressão de incapacidade em dois anos prevê incapacidade em oito anos: análise do teste clínico de Fase III do Interferon beta-1a intramuscular (Poster #195 – sexta-feira, 12 de outubro de 2007, ás 15:30, CEST)

– Resultados finais do estudo global QUASIMS: um estudo mundial comparativo da eficácia e tolerância de produtos interferon-beta para o tratamento de esclerose múltipla reincidente (Poster #197 – sexta-feira, 12 de outubro de 2007, ás 15:30, CEST)

BG-12

– Dois estudos de Fase III para determinar a eficácia e a segurança do BG-12, um novo derivativo ácido fumárico oral, em pacientes com esclerose múltipla reincidente (Poster #579 – sábado, 13 de outubro de 2007, ás 15:30, CEST)

– A ativação do Nrf2 e modulação da progressão da doença em modelos EAE de BG-12 (dimethyl fumarate) sugerem um novo mecanismo de ação combinando modalidades antiinflamatórias e neuroprotetoras (Poster #503 – sexta-feira, 12 de outubro de 2007, ás 15:30, CEST)

“Estamos entusiasmados com o novo mecanismo dual de ação do BG-12″, continuou o Dr. Sandrock. “Com a aprovação para a execução dos estudos de Fase III em 17 países, estamos satisfeitos por ter um programa global que oferece propriedades antiinflamatórias e neuroprotetoras para os pacientes que necessitam.”

Daclizumab

O Daclizumab é um anticorpo monoclonal humanizado para o receptor IL-2 de células T que está em desenvolvimento de Fase II para MS.

– A ESCOLHA preliminar resulta em: um estudo de múltiplos centros de Fase II randômico, double-blind (avaliação sigilosa por pares) e controlado por placebo de daclizumab subcutâneo em pacientes com formas ativas e reincidentes de esclerose múltipla em interferon beta (Apresentação de Plataforma #50 – sexta-feira, 12 de outubro de 2007, às 14:50, CET)

RITUXAN

O RITUXAN é uma terapia de célula B direcionada que está em desenvolvimento para MS

– Segurança e eficácia do rituximab em adultos com esclerose múltipla reincidente-remitente: resultados de um teste de Fase II de múltiplos centros e controlado por placebo durante 48 semanas (Poster #554 – sábado, 13 de outubro de 2007, ás 15:30, CEST)

A Biogen Idec e a Elan Corporation plc também estarão realizando dois simpósios durante o ECTRIMS: “Otimizando a terapia de MS para melhora a vida dos pacientes” será realizado na quinta-feira, 11 de outubro de 2007, às 14:30, CEST, e “Urgência de tratamento: podemos modificar o curso da MS?” será realizado na sexta-feira, 12 de outubro de 2007, às 18:00, CEST. Ambos os simpósios serão realizados no Main Hall do Prague Congress Centre.

Sobre a Biogen Idec

A Biogen Idec cria novos padrões de tratamento em áreas terapêuticas com grandes necessidades médicas não atendidas. Fundada em 1978, a Biogen Idec é líder global em descoberta, desenvolvimento, fabricação e comercialização de terapias inovadoras. Pacientes em mais de 90 países se beneficiam dos produtos significantes da Biogen Idec que tratam de doenças como linfoma, esclerose múltipla e artrite reumática. Para obter informações sobre rótulos de produtos, boletins de imprensa e informações adicionais sobre a companhia, visite http://www.biogenidec.com.

Sobre os Nossos Produtos

TYSABRI(R)

O TYSABRI é um tratamento aprovado para formas reincidentes de esclerose múltipla (MS) nos Estados Unidos e MS reincidente-remitente na União Européia. De acordo com dados publicados no New England Journal of Medicine, depois de dois anos, o tratamento com o TYSABRI levou a uma redução relativa de 68% (p<0,001) na taxa de reincidência anual em comparação com placebo e reduziu o risco relativo de progressão de incapacidade em 42-54% (p<0,001).

O TYSABRI aumenta o risco de leucoencefalopatia multifocal progressiva (PML), uma infecção viral oportunista do cérebro que normalmente leva à morte ou grave incapacidade. Outros eventos adversos sérios que ocorreram em pacientes tratados com o TYSABRI incluíram reações de hipersensibilidade (ex.: anafilaxia), e infecções. Infecções oportunistas sérias e outras atípicas foram observadas em pacientes tratados com TYSABRI, alguns dos quais tendo recebido imunossupressores concorrentemente. As infecções por herpes foram ligeiramente mais comuns em pacientes tratados com TYSABRI. Em testes de MS, a incidência e taxa de outros eventos adversos sérios e comuns, incluindo incidência geral e taxa de infecções, estiveram equilibradas entre os grupos de tratamento. Os resultados adversos comuns informados em pacientes tratados com TYSABRI incluem dor de cabeça, fadiga, reações à infusão, infecções do trato urinário, dores nas juntas e nos membros, e erupções.

Além dos Estados Unidos e União Européia, o TYSABRI também está aprovado na Suíça, Canadá, Austrália, Nova Zelândia e Israel. O TYSABRI foi descoberto pela Elan e é co-desenvolvido com a Biogen Idec.

Sobre o AVONEX

O AVONEX é o tratamento mais prescrito para formas reincidentes de MS em todo o mundo, com mais de 130 mil pacientes em terapia. Ele é utilizado em todo o mundo como tratamento de formas reincidentes de MS para reduzir a progressão da incapacidade e reduzir as reincidências. O AVONEX também está aprovado para pacientes que têm seu primeiro ataque de MS clínico e têm um escaneamento cerebral de MRI (Imagem de Ressonância Magnética) consistente com MS. Os efeitos colaterais mais comuns associados com o tratamento de esclerose múltipla com o AVONEX são sintomas semelhantes aos de gripe, incluindo mialgia, febre, fadiga, dor de cabeça, frio, náuseas, vômitos, dores e debilidade.

O AVONEX deve ser usado com precaução em pacientes com depressão ou outros distúrbios de humor e em pacientes com problemas de convulsões. O AVONEX não deve ser usado por mulheres grávidas. Pacientes com distúrbios cardíacos devem ser monitorados de perto. Os pacientes também devem ser monitorados quanto a sinais de danos hepáticos.

Daclizumab

Embora o daclizumab seja atualmente comercializado para outros usos, ele não está aprovado para uso em pacientes com esclerose múltipla.

RITUXAN

Embora o RITUXAN seja atualmente comercializado para outros usos, ele não está aprovado para uso em pacientes com esclerose múltipla.

Para obter informações completas de prescrições sobre o TYSABRI e advertências que acompanham o produto, visite www.tysabri.com. Para obter informações completas de prescrições sobre o AVONEX, visite www.avonex.com. Para obter informações completas de prescrições sobre o RITUXAN, visite www.rituxan.com.

Declarações de Salvaguardas/Previsões Futuras

Este boletim de imprensa contém previsões futuras relacionadas às nossas vendas de produtos esperadas, desenvolvimento de produtos e outros assuntos. As previsões futuras estão sujeitas a riscos e incertezas que podem causar resultados reais diferentes materialmente das esperadas. O potencial comercial de produtos em desenvolvimento pré-clínico e clínico está sujeito a vários riscos e incertezas, incluindo o risco de atrasos ou dificuldades e a incerteza da obtenção de aprovações regulamentares. O desenvolvimento e comercialização de medicamentos envolvem um alto grau de risco. Os fatores adicionais que podem causar resultados reais diferentes incluem nossa dependência contínua de nossos dois principais produtos, AVONEX e RITUXAN, a incerteza do sucesso na comercialização de outros produtos, incluindo o TYSABRI, a ocorrência de eventos de segurança adversos com nossos produtos, falha na execução com sucesso de nossa estratégia de crescimento ou em competir efetivamente em nossos mercados, nossa dependência de colaborações sobre as quais nós não podemos ter total controle sempre, possível impacto adverso de regulamentos governamentais e mudanças na disponibilidade de reembolso para nossos produtos, problemas com nossos processos de fabricação e nossa dependência de terceiros, flutuações em nossos resultados operacionais, nossa capacidade de proteger nossos direitos de propriedade intelectual e o custo de fazer isso, o risco de fazer negócios internacionalmente e outros riscos e incertezas descritos no Item 1A “Fatores de Risco” em nosso Formulário 10-Q mais recente arquivado junto à SEC. Estas previsões futuras dizem respeito somente à data deste boletim de imprensa, e não assumimos nenhuma obrigação de atualizar publicamente quaisquer previsões futuras, seja como resultado de novas informações, eventos futuros ou outros fatores.

O texto no idioma original deste anúncio é a versão oficial autorizada. As traduções são fornecidas apenas como uma facilidade e devem se referir ao texto no idioma original, que é a única versão do texto que tem efeito legal.

Fonte: Business Wire

Cientistas ‘revertem dano’ de esclerose múltipla em laboratório 10/10/2007

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Mielina no sistema nervoso
A esclerose destrói a mielina, que isola as fibras do sistema nervoso

Pesquisadores americanos conseguiram reverter os danos neurológicos causados pela esclerose múltipla em ratos de laboratório e esperam que a descoberta possa levar a novos tratamentos para a doença.

Mais de 2,5 milhões de pessoas em todo o mundo sofrem de esclerose múltipla, uma doença neurológica crônica que destrói uma camada chamada mielina, que isola as fibras do sistema nervoso central, causando sintomas como visão embaçada, perda de equilíbrio e paralisia.

O estudo da Mayo Clinic, em Rochester, nos Estados Unidos, usou um anticorpo humano para reconstituir a mielina em ratos com a forma progressiva da doença. Atualmente, os sintomas da esclerose múltipla podem ser controlados até certo ponto, mas não há possibilidade de se restaurar a mielina danificada.

Os testes em humanos devem começar em breve, depois que a técnica for aperfeiçoada em animais.

Conserto

Normalmente, a mielina se reconstitui no corpo espontaneamente, mas a esclerose múltipla parece sabotar esse mecanismo. Por isso, a nova pesquisa pode revolucionar o tratamento da doença.

Os primeiros testes mostraram que o uso do anticorpo funcionou mesmo quando combinado ao tratamento com esteróides, comum entre pacientes com esclerose múltipla.

“O conceito de usar anticorpos humanos para tratar doenças deste tipo ainda não foi testado em humanos, mas estas descobertas são muito promissoras”, disse um dos pesquisadores Moses Rodriguez.

Apesar de a pesquisa ainda estar nos estágios iniciais, outro integrante da equipe, Arthur Warrington, disse que “as descobertas podem eventualmente levar a novos tratamentos que podem limitar as deficiências permanentes” causadas pela esclerose múltipla.

Fonte: BBC Brasil

Chocolate amargo ajuda a combater fadiga crônica, diz estudo 09/10/2007

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chocolate
Chocolate amargo está associado ao combate da pressão alta

Uma dose diária de chocolate amargo pode ajudar a reduzir os sintomas da Síndrome da Fadiga Crônica, apontaram cientistas britânicos.

Pacientes que participaram de um estudo piloto realizado pela Hull York Medical School revelaram que ficaram menos cansados depois de comerem chocolate com alta concentração de cacau.

A Síndrome da Fadiga Crônica é uma condição caracterizada por uma profunda fadiga muscular após esforços físicos. Os sintomas ainda incluem dor de cabeça, memória fraca, dificuldade de concentração, perturbação do sono e irritação.

O líder do estudo, Steve Atkin, disse que a idéia da pesquisa surgiu de uma paciente que relatou ter se sentido mais disposta depois que trocou o chocolate branco e ao leite pelo amargo.

Polifenol e serotonina

Atkin então resolveu testar outros dez pacientes, que, durante dois meses, receberam uma dose diária de 45 gramas de chocolate amargo.

Após um intervalo de um mês, os voluntários receberam a mesma dose por mais dois meses de chocolate branco ou ao leite.

Os cientistas observaram que quando comeram chocolate amargo, os pacientes apresentaram menos sintomas da fadiga e admitiram que voltaram a se sentir mais cansados ao comer outro tipo de chocolate.

O professor Atkin disse ter ficado surpreso com a evidência dos resultados.

“Apesar de ter sido um pequeno estudo, dois pacientes conseguiram voltar ao trabalho depois de terem ficado de licença durante seis meses”, citou o pesquisador.

“O chocolate amargo é rico em polifenol, uma substância que traz benefícios à saúde, como a redução da pressão alta”.

“Além disso, o polifenol aumenta os níveis de serotonina no cérebro, que está associada ao combate da fadiga crônica”, explicou.

Para o cientista, mais pesquisas devem ser feitas para avaliar os benefícios do produto, mas ressaltou que os pacientes podem tranqüilamente comer uma dose diária de chocolate amargo, e que nenhum voluntário da pesquisa aumentou de peso.

Fonte: BBC Brasil

Esclerose múltipla sob investigação (Portugal) 08/10/2007

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Biocant Park assina contrato com a Biogen Idec

A empresa norte-americana Biogen Idec associou-se ao Biocant Park, em Cantanhede, numa parceria para dar corpo a um projecto de investigação que visa encontrar marcadores moleculares para um diagnóstico mais preciso e uma melhor caracterização da esclerose múltipla.

Em comunicado enviado ao farmacia.com.pt, o Biocant Park explica que a associação entre as duas entidades remonta ao passado mês de Julho e ocorre no âmbito de um Sponsored Research Agreement, contando com o envolvimento de investigadores afectos ao Biocant Park, ao Centro de Neurociências e Biologia Celular e aos Hospitais da Universidade de Coimbra. As actividades de investigação deverão ter lugar, na sua maioria, nas instalações do Biocant Park.

Na mesma nota, os responsáveis pela estrutura científica com sede em Cantanhede atestam que a Biogen Idec, cotada em bolsa, é uma das maiores empresas do ramo da biotecnologia a nível mundial. Especializada na descoberta, no desenvolvimento, na produção e na comercialização de medicamentos para patologias neurológicas, doenças auto-imunes e cancros, emprega nas suas instalações, que estão espalhadas por todo o mundo, cerca de 4500 pessoas.

Este é o primeiro contrato deste género que a Biogen Idec celebra no nosso país, numa atitude que a Biocant Park diz ser uma demonstração da “confiança nas competências e nos recursos do Biocant Park e dos seus parceiros para a investigação nesta área”, seguindo todos os parâmetros e exigências da indústria.

Fonte: Farmacia.com.pt

O difícil diagnóstico da esclerose múltipla 03/09/2007

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O dia 30 de agosto é considerado o Dia Nacional de Conscientização sobre a Esclerose Múltipla, a enfermidade neurológica crônica mais predominante em jovens, entre os 20 e 40 anos. É uma doença pouco conhecida, que compromete significativamente a vida do doente e das pessoas próximas a ele. A falta de informação e não saber qual médico procurar são os desafios da doença, por isso, o número de casos diagnosticados vem crescendo no Brasil. No primeiro trimestre desse ano, o Sistema Único de Saúde (SUS) realizou 544 internações decorrentes da doença. No ano passado, o total de assistências foi 2.328. Em contrapartida, o custo gerado em decorrência da EM é elevado.A investigação é difícil porque os sintomas não são permanentes no primeiro momento e quando a pessoa percebe, geralmente, a doença se encontra em fase mais adiantada. Sua causa ainda é desconhecida. Sabe-se que o paciente nasce com uma predisposição genética e que alguns fatores ambientais, como a exposição solar, o tabagismo e alguns tipos de vírus, funcionam como um “gatilho” no desencadeamento da doença. Em aproximadamente 85% dos pacientes o quadro clínico da EM se inicia sob a forma de um surto (sintomas neurológicos que duram no mínimo 24 horas) da doença.

Das manifestações clínicas iniciais, 46% são sinais e sintomas medulares (fraqueza das pernas, dormências, disfunção sexual e incontinência urinária); cerca de 20% dos pacientes reclamam de um quadro vista embaçada; 10% de síndromes de tronco cerebral (visão dupla, desequilíbrio, tonturas e falta de coordenação motora); e o restante por uma combinação dos sintomas.

Nos pacientes, transtornos do humor, como depressão e ansiedade, são muito comuns. Assim como a fadiga, falta de energia para as atividades diárias. Na maioria das vezes, a fadiga é confundida com preguiça, dificultando o diagnóstico.

O diagnóstico é baseado na história clínica relatada pelo paciente associado ao exame neurológico. Exames como a ressonância magnética do cérebro e o exame do líquido da espinha são importantes para sua confirmação e para afastar outras doenças que podem simular a esclerose múltipla.

Fonte: Paraná-Online

Merck melhora medicamento para Esclerose Múltipla 01/09/2007

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CE aprova nova fórmula de Rebif

A Merck Serono, unidade da farmacêutica alemã Merck KGaA, recebeu aprovação da Comissão Europeia para comercializar uma nova fórmula do Rebif (Interferão beta-1a), um medicamento utilizado no tratamento da esclerose múltipla recidivante.

A nova fórmula do medicamento, que deve ser lançada no próximo mês, foi desenvolvida para aumentar os benefícios do tratamento e pensada para melhorar a tolerabilidade da terapia quando injectada, refere a Merck num comunicado emitido esta quinta-feira (30 de Agosto).

A aprovação europeia é “um passo importante” nos esforços da empresa para “continuar a fornecer soluções terapêuticas melhoradas aos doentes com esclerose múltipla”, afirmou o chefe de operações europeias da empresa, Roberto Gradnik, numa nota a que o Farmacia.com.pt teve acesso.

De acordo com a Merck, a autorização de comercialização aplica-se a todos os 27 países da União Europeia, bem como à Noruega, Islândia e Liechtenstein.

Fonte: Farmacia.com.pt

Tratamento adequado minimiza impacto da esclerose múltipla 31/08/2007

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A educadora Silvânia Sousa Aveiro sofreu uma mudança repentina durante uma festa em 2002. A lembrança que ela tem é da dificuldade em se equilibrar sobre o salto do sapato. O diagnóstico de esclerose múltipla (EM) privou Silvânia de usar calçados de salto alto.

“Parece que as pessoas portadoras dessa doença têm receio de falar sobre o assunto. Eu já sabia da existência desse mal ‘por alto’, pois uma amiga do meu marido sofria de esclerose múltipla. Na época, não me preocupei; acreditamos que isso nunca vá acontecer conosco”, afirma.

Silvânia é presidente da Associação Uberabense de Amigos e Portadores de Esclerose Múltipla (Auapem), entidade formada em dezembro de 2003. Juntamente com ela, estão cadastrados 18 portadores da doença.

“Nosso objetivo é ajudar uns aos outros, dar apoio à família dos portadores. No momento, nós praticamos Equoterapia, Fisioterapia, Hidroterapia e recebemos também visitas de apoio. Tudo isso com a ajuda financeira dada por um laboratório, do qual recebemos as injeções aplicadas em alguns portadores”, explica.

Hoje, 30 de agosto, é o Dia Nacional de Conscientização da Esclerose Múltipla. Segundo informações da Associação Brasileira de Esclerose Múltipla (Abem), calcula-se que, no Brasil, a prevalência da doença seja de 10 casos para cada 100 mil habitantes. Ainda de acordo com a Abem, é uma das moléstias mais comuns do Sistema Nervoso Central (SNC), composto pelo cérebro e medula espinhal, em adultos jovens.

Funcionamento. O SNC atua como um quadro de distribuição, enviando mensagens através dos nervos para as diferentes partes do corpo. Essas mensagens, cujo fluxo normal é interrompido pela EM, controlam todos os movimentos conscientes e inconscientes do corpo humano.

A maioria das fibras nervosas está envolvida pela mielina, uma substância de gordura que facilita a transmissão de mensagens. A EM destrói a mielina, retardando ou bloqueando a transmissão das mensagens.

As causas ainda são um mistério para a Medicina, mas podem partir do ataque de um vírus; reação imune em que o corpo “se engana” e ataca seus próprios tecidos ou por uma combinação de vírus e resposta auto-imune. Segundo a Abem, cientistas verificaram maior incidência da doença em mulheres. Os sintomas aparecem normalmente entre indivíduos de 18 e 45 anos de idade.

Curiosamente, é nas populações que vivem em áreas com condições sanitárias favoráveis que se registra maior número de casos de Esclerose Múltipla. A Abem sinaliza a possibilidade de que pessoas dessas áreas estejam privadas da exposição a algum fator que possa ajudar a produzir imunidade à patologia.

Tratamento. Não há cura para a doença, mas existem recursos para ajudar os pacientes a se manterem independentes, confortáveis e produtivos. A fisioterapia, o acompanhamento psicológico, medicamentos para modificar a evolução da doença e consultas periódicas são medidas que possibilitam esses portadores a manterem uma vida considerada “normal”.

Fonte: JM Online

Estudo: Ressonância magnética útil na esclerose múltipla 28/08/2007

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Investigadores identificaram uma anormalidade relacionada com a progressão da esclerose múltipla (EM) em imagens do cérebro de doentes obtidas através de Ressonância Magnética, revela um estudo publicado hoje na revista Radiology.

«Com base nestas descobertas, os médicos poderão diagnosticar a esclerose múltipla de forma mais exacta e identificar pacientes em risco de desenvolver esta doença progressiva», disse Rohit Bakshi, professor assistente de Neurologia e Radiologia da Escola Médica de Harvard (Estados Unidos).

Bakshi é o autor principal do estudo publicado na revista «Radiology» de Agosto, uma publicação científica dedicada à radiologia e ciências relacionadas, da Sociedade Norte-americana de Radiologia.

A Esclerose Múltipla é uma doença crónica autoimune caracterizada pela destruição da mielina, camada protectora que rodeia as células nervosas.

A doença pode afectar numerosas funções do corpo, causando sintomas que incluem diminuição da vista e da fala, perda de memória, depressão fraqueza muscular, perda de coordenação, entorpecimento, dores, problemas de intestinos e bexiga e disfunção sexual.

Afecta aproximadamente 2,5 milhões de pessoas no mundo, das quais 450.000 na Europa, a maioria mulheres com idades entre os 20 e os 50 anos, sendo a incidência maior nos países nórdicos.

Em Portugal, estima-se que o número de doentes seja cerca de 5.000.

Há quatro classificações de EM, mas as duas mais comuns são a Recorrente Remissiva, que atinge cerca de 60 por cento dos pacientes com menos de 40 anos, e a Secundariamente Progressiva, que resulta da evolução da anterior.

Na EM Recorrente Remissiva os doentes sofrem «ataques» seguidos por períodos de remissão com recuperação completa ou quase completa, enquanto que na Secundariamente Progressiva os doentes continuam a ter surtos mas de recuperação incompleta, com deterioração progressiva da condição física ao longo do tempo.

Bakshi e colegas reviram os dados de 145 doentes de EM, incluindo 112 mulheres e 33 homens, dos quais 92 estavam na fase Recorrente Remissiva da doença e 49 Secundariamente Progressiva.

A classificação da doença era desconhecida em quatro pacientes.

Os investigadores descobriram que as imagens dos cérebros dos pacientes com EM, obtidas por Ressonância Magnética, apresentam frequentemente áreas brilhantes chamadas lesões Hiperintensas, também conhecidas por áreas de «redução de T1».

Decidiram então determinar se haveria relação entre a frequência e a localização dessas lesões e a progressão da doença, atrofia do cérebro e incapacidade em pacientes com EM.

A análise descobriu 340 lesões T1 Hiperintensas em 123 pacientes e que as lesões são mais comuns em pacientes com EM Secundariamente Progressiva.

Por outro lado, 71 por cento dos pacientes com EM Secundariamente Progressiva tinham múltiplas lesões T1 Hiperintensas, que eram apresentadas por 46 por cento dos pacientes com Recorrente Remissiva.

O total de lesões T1 Hiperintensas foi estreitamente relacionado com a incapacidade física, progressão da doença e atrofia cerebral.

«As descobertas sugerem que as lesões T1 Hiperintensas ocorrem geralmente em pacientes com EM e que a presença de lesões múltiplas indica um risco de avanço do curso da doença«, disse Bakshi, salientando a importância do uso desta forma de diagnóstico para detectar ou acompanhar o desenvolvimento desta doença.

Fonte: Diário Digital / Lusa

Perfil genômico da esclerose 25/08/2007

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Agência FAPESP – Cientistas norte-americanos acabam de descobrir dois genes que podem estar envolvidos no desenvolvimento da esclerose múltipla, doença do sistema nervoso central que afeta 350 mil pessoas nos Estados Unidos e mais de 2,5 milhões no mundo inteiro.

A descoberta, que será publicada em artigo na edição da próxima semana do New England Journal of Medicine, foi apresentada pela primeira vez nesta quarta-feira (22/8) no 13º Congresso Internacional de Imunologia, que está sendo realizado no Rio de Janeiro.

“Uma das perguntas mais freqüentes em relação a essa doença era o que a causava. Agora, temos algo substancial que nos faz olhar para uma possibilidade terapêutica”, afirmou David Hafler, que liderou a pesquisa na Escola de Medicina da Universidade Harvard.

O pesquisador estudou 12 mil amostras do DNA, sendo 4 mil de pacientes com esclerose múltipla no Hospital Brigham and Women’s e o restante de indivíduos sadios, em geral parentes dos pacientes. A pesquisa começou em 2003, quando o Projeto Genoma Humano foi finalizado, tendo sido mapeados cerca de 23 mil genes.

“Investigamos todos eles para ver quais poderiam causar a doença. Embora tenhamos encontrado apenas três – o IL-2, o IL-7 e o CD58 –, achamos que mais genes podem estar envolvidos na resposta imune”, disse Hafler à Agência FAPESP.

De acordo com o pesquisador, o IL-2 já havia sido relacionado ao tipo 1 da diabetes e a males que atingem a tireóide. Diferentemente do que ocorre com outras doenças causadas por uma mutação em um único gene, Hafler estima que, nesse caso, as variações genéticas podem contribuir para a suscetibilidade.

“Cada gene contribui apenas com uma pequena parcela de risco. A grande questão é descobrir como eles interagem uns com os outros. Se eles tiverem algumas características em comum, isso poderia apontar a causa da doença, o que nos guiaria para futuros tratamentos. O que está em jogo é descobrir as similaridades das doenças auto-imunes”, avaliou o imunologista.

Segundo Hafler, o ambiente, juntamente com fatores genéticos, pode desempenhar um papel importante no desenvolvimento da esclerose. Ele contou que seu próximo passo será estudar o DNA de mais 9 mil pacientes.

A idéia é desenvolver drogas mais específicas para a doença, melhores que as usadas atualmente – a interferona, a copoxone e as imunossupressoras, mal vistas pelos pesquisadores por deixar os pacientes vulneráveis a doenças oportunistas. “Temos que encontrar urgentemente novas opções”, disse.

A esclerose múltipla é uma doença degenerativa, sem cura, que atinge principalmente adultos jovens entre 20 e 40 anos de idade. A incidência é maior em mulheres (na proporção de 3 por 1). No Brasil não existem dados epidemiológicos oficiais da doença, mas estatísticas da Associação Brasileira de Esclerose Múltipla dão conta de que 30 mil pessoas sofrem do mal no país.

Fonte: Agência FAPESP

Tysabri demonstra benefícios inovadores no tratamento da esclerose múltipla 24/08/2007

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“Annals of Neurology” publica resultados da investigação

O Tysabri (natalizumab) melhora significativamente a qualidade de vida e saúde dos doentes com esclerose múltipla (EM), reduzindo o risco de deterioração causada pela doença, demonstra um novo estudo publicado no “Annals of Neurology”. O fármaco, recentemente reintroduzido no mercado, tinha sido retirado em 2005, altura em que foi relacionado com três casos de leucoencefalopatia multifocal progressiva que se revelaram fatais.

Mesmo depois do medicamento ter sido devolvido ao mercado português as opiniões sobre a sua utilização continuaram a divergir. João Casais, presidente da Associação Nacional de Esclerose Múltipla desaconselha a utilização do Tysabri, porque, tal como afirmou em declarações ao farmacia.com.pt, “o que aconteceu com os doentes que morreram é muito estranho”. No entanto, ensaios clínicos aleatórios de Fase III, que envolveram a participação de 2.113 doentes, portadores de formas reincidentes de EM, revelaram que a substância provoca melhorias significativas nos pacientes.

Segundo explicou Richard Rudick, Director do Centro Mellen Para Tratamento e Investigação da Esclerose Múltipla da Cleveland Clinic e o principal investigador do estudo, os dados permitem observar que “os doentes tratados com o natalizumab registaram melhorias estatisticamente importantes” no que diz respeito à qualidade de vida. Os resultados são inéditos, salienta o responsável, uma vez que “nunca tinham sido observados dados semelhantes em estudos clínicos anteriormente realizados envolvendo doentes com EM”. As conclusões indicam também que, quando associado ao Avonex (Interferon beta-1a), o Tysabri demonstra igualmente benefícios na melhoria da qualidade de vida dos doentes.

Produzido e comercializado pelas empresas Biogen Idec e Elan Pharmaceuticals, o Tysabri está disponível em Portugal desde o dia 1 de Junho e é a única terapêutica indicada na modificação da patologia em doentes com EM muito activa, em monoterapia. O medicamento contribui para a redução dos surtos característicos da EM e para a redução da progressão da incapacidade, sendo indicado em doentes que apresentaram uma resposta inadequada a outras terapêuticas e agentes modificadores da doença ou que têm uma forma de EM muito activa, caracterizada por surtos frequentes.

Fonte: Farmacia.com.pt

Estudo identifica alteração ligada à esclerose múltipla 23/08/2007

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Pesquisadores americanos mapearam três genes que, caso sofram uma alteração específica, podem desencadear o surgimento da esclerose múltipla, doença degenerativa crônica do sistema nervoso central que atinge mais de 2,5 milhões de pessoas no mundo. No Brasil, a Associação Brasileira de Esclerose Múltipla estima que haja mais de 30 mil doentes.

O estudo, que será apresentado hoje, pela primeira vez, no 13º Congresso Internacional de Imunologia, no Rio, abre caminho para o desenvolvimento de novas drogas contra a doença, que não tem cura conhecida. Na semana que vem, ele será publicado no New England Journal of Medicine.

Para o pesquisador da Faculdade de Medicina da Universidade Harvard, David Hafler, coordenador do trabalho, espera-se que esse seja o primeiro passo para o desenvolvimento de tratamentos específicos.  “Há 30 anos não há novas descobertas em relação à doença, queremos agora determinar o que causa as mutações nesses genes, se são fatores genéticos ou ambientais”, disse.

O estudo começou em 2003, a partir da conclusão do Projeto Genoma. Os pesquisadores analisaram os 23 mil genes mapeados e compararam com o DNA de 12 mil pessoas, das quais 4 mil eram portadoras da doença.

Segundo Hafler, a pesquisa concluiu que a alteração dos genes IL-2 receptor, IL-7 receptor e CD-8 pode contribuir para o desenvolvimento da esclerose múltipla. O IL-2 receptor já apareceu em outros estudos relacionados à diabete do tipo 1 e à doença auto-imune da tireóide. As três proteínas agem regulando os linfócitos, glóbulos brancos responsáveis pela defesa do organismo. Com a mutação, elas perdem sua função de defesa e passam a atacar as células do sistema nervoso central.

Fonte:  Jornal O Estado de São Paulo

Albert Einstein usa pacientes-robô em centro de simulações 23/08/2007

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São Paulo – Manequins computadorizados simulam diferentes tipos de pacientes e situações clínicas, respondendo inclusive a medicamentos reais.

dest_88.jpgO Hospital Albert Einstein inaugura no mês de agosto um centro de simulação em São Paulo, que utilizará robôs no lugar de pacientes para recriar situações cínicas em um ambiente interativo e treinar profissionais da área de saúde.

No lugar dos pacientes reais, robôs de alta tecnologia passam pelos procedimentos. O software por trás dos manequins computadorizados permite simular pacientes com diferentes características – homens, mulheres, magros, obesos, idosos, crianças e com condições específicas, como diabetes, hipertensão ou reação a medicamentos, entre outras.

> Veja as fotos do paciente-robô do Albert Einstein

O manequim simula movimentos respiratórios e sons cardíacos e é capaz de responder em tempo real aos estímulos externos em situações de parada cardiorespiratória, intubação, ventilação e inserção de cateteres. Ele também interage com o treinando, emitindo vozes e respondendo a estímulos verbais.

Além disso, alguns dos medicamentos administrados nos pacientes robóticos são reais, pois o sistema por trás do manequim é capaz de reconhecê-los.

“Se o médico administrar o medicamento errado, o paciente pode ter uma parada cardíaca. O objetivo é simular o caos”, conta Cristina Mizói, responsável pelo centro.

Estão disponíveis para as simulações cinco manequins computadorizados – um adulto e uma criança mais complexos e outros três modelos adultos mais simples. Além dos robôs, as simulações podem utilizar atores representando outros membros da equipe médica ou parentes das vítimas.

“Além dos procedimentos técnicos, também simulamos e avaliamos comportamentos”, destaca Cristina.

Resultado de um investimento de 2,5 milhões de dólares, o Centro de Simulação Realística Albert Einstein poderá de treinar 10 mil profissionais por ano, capacitando profissionais dos serviços públicos, universidades, além dos funcionários do próprio Einstein.
O centro de simulação é resultado de uma parceria com o Israel Center for Medical Simulation (MSR), criado pelo Dr. Amitai Ziv, ex-piloto militar que tornou-se médico pediatra e decidiu aplicar à área os conceitos de simulação, redução de risco e segurança da aviação.

Com 450 m2 de área, o centro permite recriar diversos cenários médicos – como centro cirúrgico, centro de terapia intensiva, primeiro-atendimento e consultório – dentro de um ambiente controlado.

Além dos robôs simuladores, o centro traz uma ampla estrutura tecnológica, incluindo sistema de captação digital de áudio e vídeo de alta qualidade para monitorar as simulações.

Fonte: IDG Now!

Autoridades liberam uso medicinal da maconha na Alemanha 22/08/2007

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Em 2003, farmácias holandesas começaram a vender pequenas quantidades de maconha perante receita médica


Em 2003, farmácias holandesas começaram a vender pequenas quantidades de maconha perante receita médica

Paciente recebe do departamento de entorpecentes permissão legal para fazer uso de maconha como analgésico e relaxante. É a primeira vez que o uso da erva é permitido para fins terapêuticos.

Depois de sofrer por 14 anos consecutivos sob os efeitos da esclerose múltipla, a alemã Claudia H., programadora de software de 51 anos, recebeu uma permissão oficial para comprar maconha “em gotas” na farmácia. A partir do fim deste mês de agosto, ela deverá poder comprar seu medicamento à base da cannabis sativa durante um ano, a fim de minimizar as dores acarretadas pela doença.

A notícia, veiculada inicialmente pelo diário Süddeutsche Zeitung, foi confirmada à emissora de televisão SWR por Johannes Lutz, do Departamento Nacional de Entorpecentes. Lutz acentua que a permissão vai depender de cada caso e que o acompanhamento médico do uso da substância é imprescindível. Cada pedido deverá ser analisado “com cuidado, mas também com benevolência”, observa o especialista.

Até maio de 2005, todos os pedidos oficiais entregues ao departamento haviam sido rejeitados, com exceção do uso destinado a pesquisas científicas e de “interesse público”. O argumento usado pela paciente do sul da Alemanha para convencer as autoridades foi exatamente este: o de que a saúde de cada paciente seria também “de interesse público”.

“Haxixe no cofre”

Segundo o Süddeutsche Zeitung, em artigo intitulado “haxixe no cofre”, há cada vez mais estudos apontando os efeitos analgésicos e tranquilizantes da cannabis, principalmente nos pacientes que sofrem de esclerose múltipla, além do fato de a substância ser útil na prevenção da perda de peso em pacientes que sofrem de Aids ou câncer, por estimular o apetite.

Pesquisas apontam efeitos medicianais da canabis

Pesquisas apontam efeitos medicianais da canabis

Como a maconha continua sendo ilegal na Alemanha, os médicos só estão aptos a prescrever o medicamento Dronabinol, agente sinteticamente fabricado. Os custos, porém, não são cobertos pelas seguradoras, como é de praxe na Alemanha no caso de medicamentos prescritos, sob o argumento de que a substância não foi oficialmente liberada para o consumo no país. Uma embalagem com 60 cápsulas do Dronabinol pode custar até 1700 euros.

Ilegalidade

Especialistas em defesa do uso legal da substância apontam para o fato de que muitos pacientes acabam optando pela compra ilegal da cannabis no mercado negro. Mesmo que o porte de pequenas quantidades de maconha ou haxixe – até 30 gramas, dependendo do estado da federação – seja tolerado, muitos desses pacientes prefeririam comprar a substância na farmácia.

A própria Claudia H., do estado de Baden-Württenberg, que acaba de receber a permissão para adquirir oficialmente o Dronabinol nas farmácias, afirma ter “arranjado maconha” para fins terapêuticos anteriormente. “Fiz isso com total apoio da minha médica. Duas a três vezes por semana, faço um chá das flores secas da maconha à noite para amenizar as dores fortes que sinto”, conta a paciente ao jornal alemão. (sv)

Fonte: Deutsch Welle

Uma esperança para os portadores de esclerose múltipla 21/08/2007

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Cientistas conseguiram identificar os genes de doenças que atacam as células de defesa do organismo. A descoberta pode facilitar a prevenção das chamadas doenças auto-imunes e foi apresentada no Rio, em um congresso de pesquisadores de 77 países.

Cientistas conseguiram identificar os genes de doenças que atacam as células de defesa do organismo. A descoberta pode facilitar a prevenção das chamadas doenças auto-imunes e foi apresentada no Rio, em um congresso de pesquisadores de 77 países.

Luzia Trindade sofre de esclerose múltipla há 24 anos, já passou longas temporadas em cadeira de rodas. Há muito, uma idéia a atormenta. “É com relação aos meus filhos. Até hoje a ciência não me deu certeza absoluta se eles poderiam ou não desenvolver essa doença daqui a algum tempo”, se questiona a presidente da Associação de Pacientes de Esclerose Múltipla.

Já é possível, sim, saber se os filhos herdaram ou não o mal. A novidade está sendo apresentada em um congresso no Rio. Um grupo de cientistas estrangeiros identificou todos os gens, mais de uma centena, que podem estar associados às doenças auto-imunes, aquelas em que as células atacam o próprio organismo, como a esclerose múltipla – que é a perda de função dos nervos; o diabetes, o aumento de açúcar no sangue; e o lupus, que é a inflamação grave de qualquer parte do organismo.

“Eu sou capaz de determinar para este indivíduo qual é o grau de gravidade da doença, qual a velocidade que ela vai aparecer e quais são os órgãos que serão afetados e conseqüentemente atrasar o aparecimento da doença, ou muitas vezes impedi-lo completamente”, afirma Luiz Vicente Rizzo, coordenador de estudos imunológicos – USP.

No congresso, vai ser mostrado também que a ciência médica não tem mais dúvidas: são cinco os grande vilões provocadores das doenças auto-imunes: a genética, a poluição do ar, a má alimentação, os remédios tomados sem receitas médicas e o stress.

Pelo menos um desses vilões pode ser combatido facilmente. Uma hora de exercício físico por dia e o stress está sob controle. Palavra de cientista.

Fonte: Jornal Nacional, Rede Globo – 21.08.2007

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