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Pacientes brasileiros de esclerose múltipla ganham novo medicamento Março 12, 2009

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Especialistas internacionais no tratamento da esclerose múltipla realizaram palestras para 50 neurologistas brasileiros, no último sábado, em São Paulo, apresentando um novo medicamento, com maiores benefícios, para o tratamento da doença, que é auto-imune e acomete o sistema nervoso central. Vindos do Canadá e da Espanha, países que possuem importantes centros médicos para o tratamento da esclerose múltipla, os médicos Peter Rieckmann e Jaume Sastre-Garriga, explicaram a importância da nova droga, que acaba de chegar ao Brasil.

“Temos agora uma droga bem mais eficiente por ser menos imunogênica, com menos efeitos colaterais locais e, dessa forma, mais tolerada pelos pacientes”, explicou o Prof. Rieckmann, da Divisão de Neurologia do Centro de Pesquisas Cerebrais do Hospital da Universidade British Columbia, em Vancouver, Canadá, onde são atendidos anualmente cerca de 4 mil pacientes.

Para o espanhol Jaume Garriga, da Unidade de Neuroimunologia do Hospital Universitário Vall d`Hebron, em Barcelona, o ponto chave do novo medicamento – uma nova formulação de betainterferona 1 a – é a menor imunogenicidade. “Muitas pessoas desenvolvem anticorpos à própria droga, o que neutraliza o efeito do tratamento, ele fica menos eficaz. Com esta nova fórmula o tratamento será mais eficiente”, observa o professor. Em seu centro em Barcelona, são acompanhados regularmente 2.500 pacientes com esclerose múltipla.

Medicamento oral e diagnóstico por imagem – O evento do último sábado abordou ainda as dificuldades e importância em definir o diagnóstico correto, excluindo doenças que costumam ter sintomas parecidos, principalmente com o uso de exames de Ressonância Magnética por Imagens. Além de antecipar novidades para o próximo ano, quando deverá chegar ao mercado o esperado medicamento oral para o tratamento da esclerose múltipla.

“Já sabemos que o medicamento oral – a cladribina – é muito eficiente na redução de recaídas, como acontece com as drogas injetáveis. Mas precisamos saber sobre os efeitos colaterais em longo prazo. Por enquanto sabemos apenas sobre os efeitos colaterais nos dois anos de estudos. Mas acho que quando a droga oral estiver disponível teremos que fazer um mix de situações individualizadas para cada paciente: quem vai começar com a oral por não tolerar a injetável, quem vai continuar com o medicamento tradicional e assim por diante”, observa Peter Rieckmann.

Especialista no diagnóstico da esclerose múltipla, Jaume Garriga, falou sobre a importância do exame de Ressonância Magnética por Imagem. Para ele, o exame é muito importante e somente pode ser dispensável quando o paciente já teve dois ataques bem claros da doença.

Na opinião de Garriga, o aumento da prevalência da esclerose múltipla deve-se muito aos exames de Ressonância Magnética. “Estamos mais capazes em reconhecer a doença. Acho que a prevalência aumenta por vários motivos, mas também em função dos melhores diagnósticos”.

A prevalência da esclerose múltipla na Espanha é de 60 a 70 casos para cada 100 mil habitantes, enquanto que no norte da Europa, em países como Escócia, Suécia e Dinamarca chega a 250 por 100 mil. O clima, a falta de sol, a falta de vitamina D, o estresse, a poluição, são determinantes para a prevalência. Além do sexo, já que a esclerose múltipla atinge de duas a três mulheres para cada homem. No Brasil alguns estudos indicam que a prevalência seja de 10 a 15 casos para cada 100 mil.

Adesão ao tratamento vai aumentar – Neurologistas brasileiros presentes ao evento também estão otimistas com a chegada do novo medicamento. O Prof. Fernando Figueira, Chefe do Centro do Hospital da Terceira Ordem da Penitência do Rio de Janeiro, afirma que a nova fórmula será bem mais tolerada pelos pacientes. “Acho que nunca teremos uma medicação 100% segura e 100% eficaz, mas precisamos buscar a melhor relação. O fato do novo medicamento ser menos imunogênico garante uma eficácia maior ao tratamento. E será bem mais tolerado, pois diminui as reações alérgicas, os sintomas como febre e mal estar. E isso é ótimo para a adesão dos pacientes ao tratamento”, afirma Figueira.

Responsável pelo Centro de Esclerose Múltipla do Hospital da Restauração do Recife, a Dra. Maria Lúcia Brito, confirmou que o novo medicamento aumentará a adesão do paciente ao tratamento. Ela conta que um em cada dois pacientes desenvolvem algum tipo de alergia no local da injeção, principalmente aqueles que estão em tratamento há muitos anos. “Há uma grande expectativa positiva dos médicos e dos pacientes para a chegada deste novo medicamento”, observa a neurologista do Recife, onde são acompanhados 600 pacientes com esclerose múltipla.

Esclerose Múltipla – A esclerose múltipla é uma doença auto-imune, crônica, que afeta o sistema nervoso central. Não tem causa definida e surge em adultos jovens – com idade entre os 20 e os 40 anos -, comprometendo movimentos e visão. A esclerose múltipla afeta mais as mulheres, numa proporção de três para um. Sintomas como perda de visão unilateral, diminuição da força nas pernas e nos braços, formigamentos, dores faciais e vertigens, devem ser bem analisados pelos médicos, pois podem representar o início da doença.

Em todo o mundo existem cerca de 2 milhões de portadores da doença. No Brasil estima-se a existência de 25 mil pacientes.

Fonte: Portal Fator Brasil

Células-tronco: milagres médicos não acontecem por acidente Março 9, 2009

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Obama suspende restrições a células-tronco

Grupos de células-tronco embrionárias (arquivo)

Células-tronco têm a capacidade de se transformarem em qualquer outro tipo de célula

O presidente americano, Barack Obama, anunciou nesta segunda-feira o fim de várias restrições para pesquisas com células-tronco feitas com, verbas federais.

“Milagres médicos nao acontecem simplesmente por acidente”, diisse ele ao fazer o anúncio que representa uma grande mudança na política americana.

O ex-presidente George W Bush tinha bloqueado o uso de qualquer verba federal para pesquisas com linhagens de células-tronco criadas depois de 9 de agosto de 2001.

Analistas afirmam que a decisão de Obama também pode levar o Congresso americano a suspender uma outra proibição, a de gastar o dinheiro de impostos para criar embriões.

Polêmica ética

A proibição, conhecida como Emenda Dickey-Wicker, existe desde 1996 e é renovada todo ano pelo Congresso.

Células-tronco são células com a capacidade de se transformarem em outro tipo de célula humana, células de ossos, músculos ou nervosas, por exemplo.

Um embrião pode fornecer um estoque sem limites destas células. Mas o uso de células-tronco de embriões humanos em pesquisas é um assunto polêmico e alguns ativistas acreditam que isto não seria ético.

Cientistas afirmam que estas pesquisas podem levar a grandes avanços médicos, mas muitos grupos religiosos são contra.

A prática de criar embriões é rotineira em clínicas particulares, mas a proibição vigente nos Estados Unidos coloca obstáculos para pesquisas federais até mesmo antes das restrições impostas por Bush, o que obrigou os cientistas a usar embriões que sobraram de tratamentos de fertilização.

A proibição do uso de verbas federais significava que cientistas eram obrigados a separar qualquer pesquisa de células-tronco com verbas particulares de suas atividades financiadas pelo governo.

Interferência política

Correspondentes afirmam que a mudança é parte de um compromisso de Barack Obama, de deixar claro que seu governo quer que a pesquisa científica fique livre de interferências políticas.

Obama deixou claro durante sua campanha presidencial que, se eleito, iria reverter a decisão do governo Bush, que vetou duas vezes as tentativas do Congresso de suspender a proibição.

“Acredito que as restrições impostas pelo presidente Bush para o financiamento de pesquisas com células tronco de embriões humanos algemaram nossos cientistas e prejudicaram nossa capacidade de competir com outros países”, disse Obama durante a campanha.

O presidente George W. Bush e outros conservadores argumentavam que os embriões são vivos, humanos, e por isso não deveriam ser destruídos.

De acordo com o correspondente da BBC em Washington Kevin Connolly, assim como Bush, Obama tem crenças cristãs profundas, mas prefere definir a questão nos termos de restaurar a integridade científica ao governo.

Em uma entrevista à BBC em janeiro, Robert Evans, pastor e estudioso de bioética, afirmou que será contra qualquer medida que permite o uso de verbas federais para novas linhagens de células-tronco.

“O que (a medida) indica é que foi negado ao embrião humano o direito à vida”, disse.

Fonte: BBC Brasil

Nova droga se mostra promissora contra esclerose múltipla Fevereiro 27, 2009

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O medicamento fampridine, ainda em fase de teste, melhorou o movimento dos pacientes com esclerose múltipla e parece ter boa tolerância, revela nesta sexta-feira a revista médica The Lancet.

A pesquisa, liderada por Andrew Goodman, da Universidade de Rochester (Nova York), realizou testes clínicos da fase III (última etapa antes do pedido de aprovação para o mercado) em cerca de 300 pacientes com esclerose múltipla, com entre 18 e 70 anos.

Parte do grupo tomou durante 14 semanas a droga fampridine (10 mg duas vezes ao dia) e a outra parte recebeu um placebo.

No grupo tratado com fampridine, 35% dos pacientes passaram a caminhar melhor, contra apenas 8% no grupo que tomou placebo.

A esclerose múltipla, doença neurológica que provoca perda dos movimentos, degrada a bainha de mielina que protege as fibras nervosas, reduzindo a velocidade de condução dos sinais.

Esta doença crônica, que afeta com maior frequência o jovem adulto, atinge cerca de 80 mil pessoas na França e 350 mil na Europa.

O fampridine não age no processo de desmielinação, mas contribui para melhorar o fluxo de sinais nervosos.

O laboratório Acorda Therapeutics, que desenvolve a nova droga, apresentou este mês um pedido de autorização de acesso ao mercado à agência americana de medicamentos (FDA).

Fonte: Último Segundo

Criado instituto de excelência em células-tronco e terapia celular Fevereiro 4, 2009

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Pesquisas com células-tronco no Brasil

Apesar de relativamente recente, a pesquisa com células-tronco já está bastante segmentada no Brasil. Com o intuito de reunir várias linhas em um único grupo foi criado o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Células-Tronco e Terapia Celular (INCTC).

O INCTC é coordenado pelo professor Roberto Passetto Falcão da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP. Segundo o professor a ideia é “agregar instituições com diferentes competências sobre um mesmo tema”, no caso, as células-tronco e a terapia celular.

O assunto células-tronco entrou em discussão em 2005, após a criação da Lei de Biossegurança, do mesmo ano, e sua contestação poucos meses depois pela Procuradoria Geral da União.

Terapia celular

O trabalho com as células-tronco é, de certa forma, um ramo da chamada terapia celular que é a utilização de células em terapias e tratamentos. Estas células podem estar em diferentes estados de maturação e diferenciação. Um exemplo de utilização de células maduras na terapia celular são as transfusões sanguíneas. O Instituto contudo irá pesquisar formas de terapia celular utilizando somente células-tronco.

Sobre as pesquisas, o professor afirma que de início deverão ser estudadas a utilização das células no tratamento de diabetes mellitus, esclerose múltipla e para a doença do enxerto versus hospedeiro. As duas primeiras são doenças degenerativas e a terceira está relacionada a complicações em transplantes de medula.

Falcão também explica que não será estudado apenas o tratamento de doenças com células-tronco, mas também todo o funcionamento dos diferentes tipos de células e seus processos de diferenciação.

Reunindo diferentes competências

O INCTC tem origem principalmente no Centro de Terapia Celular (CTC) ligado à USP de Ribeirão Preto. Com a formação do Instituto foram agregados mais cinco grupos de pesquisa ligados ao Instituto de Biociências (IB), à Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ), à Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos (FZEA), todos da USP, além do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e do Instituto Evandro Chagas (IEC) do Pará.

Como afirma o professor, cada instituto tem uma competência diferente. Os grupos instalados na Capital paulista e os do Rio de Janeiro foram os primeiros do País a desenvolver pesquisas com células-tronco embrionárias. Já as pesquisas da FMRP estão mais desenvolvidas em relação ao uso de células adultas. Em Pirassununga as pesquisas estão focadas na clonagem de células e no Pará no estudo com primatas.

Como os centros de pesquisa já estão constituídos fisicamente a verba cedida pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) ao Instituto servirá para o custeio de equipamentos, principalmente.

Educação continuada

Além das pesquisas, o INCTC pretende desenvolver um projeto de educação continuada. Nos cursos de pós-graduação latu senso serão treinados professores de ciência e biologia da rede pública estadual do ensino fundamental e médio.

Os cursos terão 70% de suas atividades à distância e 30% presenciais. O projeto já foi implantado em Ribeirão Preto a partir do CTC e deve ser estendido a outras cidades do estado. Segundo o professor, a proposta é “transferir o conhecimento produzido no Instituto à sociedade.”

Fonte: Diário da Saúde

Nova técnica dos EUA ‘anima’ doentes com esclerose múltipla Fevereiro 3, 2009

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O presidente da Associação Nacional de Esclerose Múltipla recebeu hoje com «esperança» a notícia de uma nova técnica testada nos Estados Unidos em pacientes com a doença, baseada num autotransplante de células estaminais hematopoiéticas.

João Casais, que sofre da doença há mais de 30 anos, disse à Lusa que tem acompanhado os avanços das investigações médicas e que, «se fosse possível», ele próprio se candidataria a esta nova técnica.

A esclerose múltipla é uma doença inflamatória crónica do Sistema Nervoso Central que afecta em Portugal cerca de 5.000 pessoas e em toda a Europa 450.000, caracterizando-se por perda da capacidade de controlo da visão, locomoção e equilíbrio, entre outras funções.

«Tenho a doença há 37 anos e já paralisei três vezes, mas só há 18 anos é que ela foi detectada por uma ressonância magnética», afirmou João Casais, 57 anos, a quem os médicos disseram inicialmente que se trataria de um cancro no cérebro.

«Os estudos desenvolvidos com células estaminais são uma esperança e uma boa oportunidade para todos nós», sublinhou.

Fonte: Diário Digital (Portugal)

Pacientes em fase inicial de esclerose múltipla têm distúrbio neurológico revertido Janeiro 30, 2009

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Pacientes que sofrem de esclerose múltipla tiveram células-tronco implantadas e, em alguns casos, o estado de distúrbio neurológico foi revertido, informou um estudo publicado nesta sexta-feira. A esclerose múltipla é uma doença auto-imune que prejudica os movimentos e a coordenação, enfraquece os músculos, provoca problemas no funcionamento cognitivo e causa problemas na visão.

Certas drogas podem atrasar ou diminuir os sintomas durante a fase inicial da doença. Mas após dez anos, a esclerose múltipla é caracterizada por um comprometimento neurológico irreversível.

Durante os testes, uma equipe de cientistas liderada por Richard Burt, da Northwestern University, em Chicago, reconstruiu o sistema imunológico de 21 adultos – 11 mulheres e dez homens – que não respondiam bem ao tratamento convencional.

Primeiramente, os cientistas removeram os glóbulos brancos defeituosos que, em vez de proteger o corpo, atacam as camadas gordurosas chamadas de mielina (substância que envolve os neurônios), que dão proteção ao sistema nervoso.

Os sistemas imunológicos foram então recarregados com células-tronco hematopoéticas – extraídas da medula óssea – capazes de criar qualquer forma de célula madura.

A técnica não é nova. Mas pela primeira vez foi aplicada em pacientes jovens e relativamente saudáveis na primeira fase da doença. Os participantes das pesquisas sofriam de esclerose múltipla havia cinco anos.

Fonte: O Globo Online

Veja as novidades da medicina que devem chegar ao país em 2009 Janeiro 16, 2009

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A medicina também traz promessas para o novo ano: há previsão de chegada de medicamentos mais específicos e com menos efeitos colaterais para o tratamento de esclerose múltipla e de arritmias cardíacas –além de um exame que permite saber como cada paciente metabolizará determinado remédio.

Equipamentos de laser mais precisos para tratar problemas de visão devem chegar ao país, além de um outro que diminui o crescimento benigno da próstata de forma menos invasiva.

A estética também é contemplada entre as novidades: um novo preenchedor visa aumentar seios e nádegas sem necessidade de cirurgia, e novos componentes naturais, como grãos de café, girassol e cogumelos, surgem para diminuir a vermelhidão da pele e estimular a reprodução celular cutânea.

Vale lembrar, no entanto, que muitos problemas de saúde podem ser evitados com medidas simples e já conhecidas. Parar de fumar, adotar uma dieta equilibrada e praticar exercícios físicos são as três orientações mais certeiras.

A Folha consultou 12 especialistas em diversas áreas para mapear 12 novidades da medicina que devem chegar ao país nos próximos meses.

Precisão na córnea

O equipamento de laser Femtosecond ganha atualização que resultará em uma maior precisão no corte da córnea, dividindo-a em camadas. Hoje, uma córnea doada pode beneficiar apenas uma pessoa. Com o equipamento, será possível beneficiar duas pessoas, que receberão camadas diferentes. Assim, quem tiver saliência da córnea, por exemplo, pode receber só a camada anterior. E um paciente com distrofia endotelial pode receber a parte posterior. A novidade também permitirá uma melhor recuperação do transplante.

Laser na retina

O Instituto da Visão da Unifesp receberá o primeiro laser de Pascal do país, um fotocoagulador a laser indicado para tratar retinopatia diabética, degeneração macular relacionada à idade, doenças vasculares e oclusivas da retina, glaucoma, entre outros problemas. O processo aumenta a precisão, a segurança e a eficiência dos procedimentos e diminui riscos.

Mais tempo para tratar AVC

Está previsto um aumento na janela de tratamento de acidente vascular cerebral: será possível tratar o paciente com remédios até quatro horas e meia depois do derrame. Até então, o paciente só poderia ser tratado com medicamentos que dissolvem o coágulo até três horas depois do acidente. Um estudo europeu provou que é possível realizar o procedimento mais tarde sem prejuízo à saúde. Isso facilitará o tratamento, porque o procedimento seguinte -a trombólise intra-arterial- é mais complexo e depende de estrutura e profissionais dos quais nem todo centro médico dispõe.

Pílula contra esclerose

O fingolimode é a primeira droga para tratar a esclerose múltipla em forma de comprimido. Hoje, portadores da doença ingerem medicamentos que não foram desenvolvidos especificamente para esse problema ou usam as opções endovenosas, que podem ser desconfortáveis.

Dose individual

Um novo exame de sangue pode identificar como o corpo de cada paciente metaboliza determinados remédios. A vantagem é adequar a quantidade de medicamento às necessidades individuais -embora a maioria das pessoas tenha um metabolismo adaptado às doses-padrão, algumas metabolizam as drogas mais rapidamente e outras o fazem de maneira mais lenta. Esse tipo de avaliação é possível por meio da medição do citocromo P-450, uma família de enzimas responsável pela metabolização de fármacos como antidepressivos, antiepilépticos, antipsicóticos e betabloqueadores.

Telemedicina em ambulâncias

Está prevista para este mês a execução de um projeto piloto firmado entre o HCor (Hospital do Coração) e o Ministério da Saúde para o uso de telemedicina nas ambulâncias do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência). Os veículos serão equipados com eletrocardiograma, telefone celular e computador para que, no caso de uma emergência cardíaca, a equipe possa transmitir os dados para especialistas de plantão do HCor. A meta é melhorar a assistência oferecida a pacientes que estejam em locais remotos ou que não tenham acesso fácil a um cardiologista.

Droga contra arritmias

Um novo remédio promete amenizar os efeitos colaterais decorrentes do tratamento de arritmias cardíacas. As drogas atuais podem causar problemas gastrointestinais e mesmo levar ao surgimento de novas arritmias. A drodenadora tem a mesma eficácia, mas parece trazer menos desconforto.

Fim da patente

Neste ano, expira a patente do Xenical (orlistate), medicamento usado para perda de peso que custa cerca de R$ 300 a caixa, com doses suficientes para quatro a seis semanas. Com isso, será possível encontrar similares e genéricos a preços reduzidos, estimam os especialistas, e mais pacientes poderão ter acesso a esse remédio. A principal vantagem desse medicamento é seu efeito metabólico geral, com benefícios que vão além da perda de peso, como a diminuição das taxas de colesterol.

Preenchedor corporal

Deve chegar ao mercado ainda no primeiro trimestre do ano um preenchedor em gel de ácido hialurônico para aumento de grandes áreas corporais, como seios, nádegas, panturrilhas e peitoral dos homens. Além disso, o produto poderá ser usado para preencher sulcos e cicatrizes em todo o corpo -até o momento, a substância é usada para suavizar sulcos, rugas e cicatrizes no rosto.

O ácido, quando aplicado sob a pele, provoca uma reação do próprio organismo, que o envolve com fibroses naturais, criando um volume ao redor da área. O efeito, dizem os médicos, dura até dois anos. O produto é contraindicado para portadores de doenças autoimunes como lúpus e vitiligo e para gestantes. O procedimento deverá ser realizado somente por médicos.

Cosméticos naturais

Novos ingredientes devem tirar um pouco o foco do chá verde nas prateleiras de cosméticos. A previsão é que os grãos de café, o girassol e cogumelos sejam cada vez mais frequentes na composição de cremes e outros produtos para a pele, pois estudos apontam que essas substâncias têm uma forte ação anti-inflamatória.

O café e o girassol, especificamente, têm sido associados a uma melhora na pele de pessoas que têm eritema (rubor). Já o cogumelo entra em cena porque uma substância antioxidante encontrada no fungo parece ser capaz de acelerar a multiplicação celular da epiderme. Em média, trocamos de pele a cada 20 dias. Mas esse ritmo diminui com a idade -especialmente quando as mulheres se aproximam da menopausa. O produto melhoraria a renovação celular de mulheres dessa faixa etária.

Laser para próstata

O Green Laser é um tipo de laser indicado para tratar casos de crescimento benigno da próstata -problema que atinge cerca de 85% dos homens e piora a qualidade de vida do paciente, que passa a ter dificuldade para urinar. O laser é aplicado na região e “dissolve” o tecido que cresceu em excesso, diminuindo a próstata. Será mais uma alternativa aos tratamentos existentes. O aparelho já foi adquirido pelo Hospital Alemão Oswaldo Cruz. O Hospital das Clínicas de São Paulo prevê a aquisição para o segundo semestre deste ano.

Tumor à distância

O Hifu (sigla em inglês para ultrassom focal de alta intensidade) é um aparelho que permite destruir tumores à distância por meio de ultrassom. Já é usado para tratar tumores da próstata e tem se mostrado eficiente no tratamento de câncer do rim, sendo usado atualmente sob licença nos EUA. Será indicado para tratar tumores iniciais e pequenos.

Fonte: Folha Online

Alterações Cognitivas em Mulheres com Esclerose Múltipla Janeiro 9, 2009

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Alterações Cognitivas em Mulheres com Esclerose Múltipla – IV Jornadas Neuropsicologia do HEM

Veja os slides da apresentação:

http://www.slideshare.net/Neuropsicologia_HEM_CHLO/alteraes-cognitivas-em-mulheres-com-esclerose-mltipla-iv-jornadas-neuropsicologia-do-hem-presentation/

Prevenção da Disfunção Erétil Janeiro 5, 2009

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A Disfunção Erétil (DE) é uma perturbação que afeta mais de meio milhão de Portugueses, podendo ser secundária ao aparecimento de outras doenças ou situações clínicas, algumas das quais podem ser evitadas, e com o seu correto controlo minimizar os efeitos.

Causas da Disfunção Erétil

Quanto à origem da disfunção erétil é habitual dividi-la em psicogénica e orgânica, contudo, o diagnóstico mais frequente prende-se com situações mistas, ou seja, quando os factores psicogénicos e orgânicos que se encontram de tal forma interligados, tornam a sua separação difícil.

Cerca de 50% dos casos diagnosticados são factores de ordem psicológica, tais como, ansiedade, depressão, problemas conjugais e angústia de desempenho que estão na origem da disfunção eréctil. É cada vez mais comum observarmos indivíduos jovens (30,40 anos), com profissões de risco (Corretores de bolsa, Gestores, etc.), portadores de disfunção eréctil. Ao evitar as situações atrás descritas, estaremos a fazer a prevenção da disfunção eréctil.

A disfunção eréctil de origem orgânica é, de uma forma geral, consequência de doenças, ou situações clínicas que conduzem a uma deterioração dos Vasos (Artérias e Veias) e Nervos implicados na erecção, ou que interferem com a produção de testosterona (hormona masculina por excelência), também ela importante na obtenção de erecções de boa qualidade e na manutenção da libido (Desejo).

O tabaco e o álcool têm um papel fundamental e muitíssimo importante no aparecimento e/ou agravamento da disfunção eréctil, pois o seu efeito directo e nefasto nas paredes das artérias e veias provocam uma diminuição do aporte de sangue ao pénis e, consequentemente, o aparecimento de disfunção eréctil.

Doenças que podem estar na origem da Disfunção Eréctil

As doenças crónicas que se relacionam com o aparecimento ou agravamento da disfunção eréctil são, essencialmente, as sistémicas sendo a principal, pela sua importância, a Diabetes. Calcula-se que cerca de 30% dos indivíduos diabéticos irão desenvolver ao longo da sua vida, alguma forma de disfunção eréctil. A diabetes tem uma acção multifactorial, com repercussão a nível vascular (microangiopatia), neurológico (polineuropatia diabética) e hormonal (baixa de androgénios). Daí a importância do despiste e controlo desta doença, no sentido de evitar o aparecimento da disfunção eréctil ou do seu agravamento.

Para além da Diabetes, as doenças que mais frequentemente são causadoras de disfunção eréctil, são as doenças do foro cardiovascular, nomeadamente a angina de peito e o enfarte do miocárdio. Não podemos esquecer também, a hipertensão arterial e alguns medicamentos utilizados no seu tratamento.

A aterosclerose, a insuficiência renal e hepática são também causas importantes de disfunção eréctil, bem como as doenças do foro neurológico, tais como a Esclerose Múltipla , doença de Parkinson e Alzheimer.

A cirurgia e os traumatismos a nível Neurológico (Lesão da Espinal Medula), Pélvico (Cirurgia, Irradiação, como é exemplo a Prostatectomia Radical), podem também provocar alterações importantes na potência sexual.

O consumo de drogas, como a marijuana, haxixe, barbitúricos e opiáceos (ópio, heroína, cocaína), conduzem ao aparecimento de situações de disfunção eréctil graves, pelo que o seu uso deverá ser evitado por quem preza a sua potência sexual.

Infelizmente, a taxa de homens portadores de disfunção eréctil que procuram ajuda é muito baixa, impondo-se por isso a existência de programas educacionais dirigidos, quer ao público em geral, quer aos profissionais de saúde, permitindo assim a dismistificação de um problema grave, mas que hoje em dia é possível solucionar.

Tratamentos

Os últimos cinco anos foram férteis no aparecimento de medicamentos orais para o tratamento da disfunção eréctil, tornando possível de uma forma segura, cómoda e eficaz o controlo de uma situação que, pela baixa da auto-estima e auto-confiança que provoca, afecta de uma forma violenta a relação do casal e seu ambiente familiar.

Nos casos de disfunção eréctil resistente ao tratamento oral existem outras alternativas nomeadamente:

:: a auto-injecção peniana;
:: os dispositivos de erecção por vácuo;
:: os implantes penianos.

Podemos hoje em dia afirmar que todo o tipo de disfunção eréctil tem tratamento com bons resultados.

Como prevenir esta patologia

No fundo, e para terminar poderemos dizer que uma vida regrada, com a prática de desporto, diminuição de hábitos de Stress, com uma alimentação cuidada, um ambiente familiar sem agressividade e a vivência da sexualidade com naturalidade, bem como o despiste, tratamento ou controlo das doenças crónicas podem prevenir o aparecimento da disfunção eréctil.

O Estado deve assegurar a todos os cidadãos a possibilidade de diagnóstico e tratamento da disfunção eréctil, sem limitações ou discriminações, numa base de acesso aos cuidados de saúde, consignada na Carta Europeia dos Direitos Fundamentais.

Dr. Real Dias
Médico Urologista e Director Clínico do Hospital de Saint Louis

Fonte: Médicos de Portugal

R$ 10 milhões para pesquisas com células-tronco Dezembro 11, 2008

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Foram divulgados esta semana 49 projetos de pesquisa com células-tronco selecionados para receber um investimento total de R$ 10 milhões do Ministério da Saúde. Trata-se do primeiro investimento do governo incluindo pesquisas com células-tronco de embriões humanos desde a liberação definitiva do Supremo Tribunal Federal (STF), em maio deste ano, deste tipo de experiência no país. A divulgação dos projetos foi feita pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e pelo Departamento de Ciência e Tecnologia da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos.

Quase 150 propostas foram examinadas pelo comitê responsável pela escolha. Os 49 projetos selecionados pesquisarão não apenas células-tronco embrionárias, mas também células-tronco adultas derivadas da medula óssea, do cordão umbilical e de outros tecidos. Treze pesquisadores que tiveram propostas aprovadas são de instituições do Rio (UFRJ, Fiocruz, Uerj, Into).

Segundo o coordenador do Programa de Pesquisa em Biotecnologia e Recursos Genéticos, Sérgio Lessa, o último edital do CNPq que financiou pesquisas com células-tronco foi em 2005. Nesta ocasião, 45 projetos foram escolhidos, totalizando um investimento de R$ 10,5 milhões. Desses 45 projetos, seis pesquisaram células-tronco embrionárias humanas. Os estudos apoiados pelo edital de 2005 duraram cerca de dois anos e foram concluídos em 2007.

Fonte: O Globo Online

Pesquisa identifica células-tronco ‘adormecidas’ Dezembro 8, 2008

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Uma pesquisa realizada conjuntamente por cientistas da Alemanha e da Suíça identificou na medula óssea de ratos um grupo de células-tronco “adormecidas”, cujo uso pode ser mais eficiente no tratamento do câncer.

Em artigos publicados na revista científica Cell, os pesquisadores do Centro Alemão de Pesquisa do Câncer em Heidelberg e da Escola Politécnica Federal e do Instituto Ludwig para a Pesquisa do Câncer, ambos em Lausanne (Suíça), afirmam que esse tipo de células-tronco pode ficar “adormecido” durante toda a vida, sendo “despertado” apenas em caso de um ferimento ou de hemorragia, se dividindo imediatamente para repor as células perdidas.

Os cientistas “marcaram” o material genético de todas as células sanguíneas de ratos e, em seguida, investigaram por quanto tempo essas marcas perduraram. A cada divisão celular, o material genético se reparte entre as células-filhas e, portanto, as marcas se diluem.

Durante essas experiências, os pesquisadores descobriram essas células-tronco adormecidas, que se dividem apenas cerca de cinco vezes ao longo da vida do rato – o que, em termos de seres humanos, corresponderia a apenas uma divisão celular em 18 anos. As células-tronco ativas se dividem continuamente cerca de uma vez por mês.

Emergência

Na maior parte do tempo, essas células, que constituem cerca de 15% de todas as células-tronco, se mantêm nesse estado de “adormecimento”, com um metabolismo muito baixo.

Mas, segundo os cientitas, em uma emergência como um ferimento na medula, a população de células adormecidas “desperta”. Uma vez “acordadas”, elas apresentam o potencial mais alto de se auto-renovar já visto em células-tronco.

“Acreditamos que essas células adormecidas não têm um papel em um organismo saudável”, disse Andreas Trumpp, chefe da pesquisa.

“O corpo mantém suas células-tronco mais potentes como uma reserva secreta para emergências e as esconde em ‘cavernas’ da medula óssea, também chamadas de nichos”, acrescentou.

“Se a medula é danificada, elas começam imediatamente a se multiplicar diariamente, porque o organismo precisa de novas células.”

Resistência

Segundo o cientista, uma vez que o número original de células é atingido, as células-tronco voltam a “adormecer”.

Trumpp espera que a descoberta ajude a entender melhor as células-tronco cancerígenas.

“Essas células provavelmente também ficam em estado dormente na maior parte do tempo”, afirmou. “Acreditamos que é por isso que muitas são resistentes aos vários tipos de quimioterapia.”

“Se conseguíssemos ‘acordar’ essas células antes de um paciente receber tratamento, seria possível eliminá-las e, assim, tratar o câncer de maneira muito mais eficaz”, concluiu o cientista.

Fonte: BBC Brasil

Células-tronco: pesquisa alerta sobre ‘propaganda enganosa’ Dezembro 5, 2008

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Clínicas oferecem terapias sem eficácia comprovada

Experimentos com células-tronco – tanto embrionárias quanto adultas – ainda estão longe de chegar ao consultório médico como terapias estabelecidas. Ainda assim, a internet está repleta de anúncios de clínicas e hospitais particulares que oferecem “tratamentos” com células-tronco para as mais diversas doenças e traumas, desde alergias até esclerose múltipla e Alzheimer. Ou até para tirar rugas e rejuvenescer a pele.

Segundo um estudo publicado hoje na revista científica Cell Stem Cell, pacientes devem ter muita cautela ao procurar esses serviços. Especialistas alertam que todos os tratamentos com células-tronco noticiados até hoje são experimentais – ou seja, não têm eficácia nem segurança comprovadas em testes clínicos completos, realizados por instituições médicas reconhecidas e com validade científica. Em muitos casos, podem até oferecer risco para os pacientes, que não são sempre devidamente informados sobre isso.

Os autores do artigo fizeram uma busca no Google em 2007 e encontraram 19 sites de clínicas que ofereciam “tratamento com células-tronco” em países como China, México e Rússia. Em seguida, compararam as promessas terapêuticas feitas online com resultados publicados em revistas científicas especializadas. Encontraram duas realidades bastante diferentes.

“Os sites anunciam as terapias como sendo seguras, eficazes e prontas para uso rotineiro em uma ampla gama de problemas”, escrevem os pesquisadores da Universidade de Alberta, no Canadá. “Em contrapartida, as evidências clínicas publicadas não dão suporte ao uso rotineiro dessas terapias para o tratamento de doenças.”

Segundo os autores, a propaganda pode induzir pacientes a correr riscos desnecessários. Ao mesmo tempo, alimenta expectativas na sociedade que vão além do que a ciência é capaz de oferecer. Eles não encontraram, por exemplo, nenhum estudo clínico com células-tronco para o tratamento de Alzheimer ou Parkinson em seres humanos.

“Sou muito otimista com relação ao futuro das células-tronco na medicina, mas é importante ressaltar que tudo que temos hoje são experimentos. Nada é terapia ainda”, diz a geneticista Mayana Zatz, da Universidade de São Paulo. A exceção são os tratamentos de doenças do sistema sanguíneo, como a leucemia, que utilizam transplante de células-tronco da medula óssea, chamadas hematopoéticas.

Mayana dá uma dica fácil para diferenciar entre um experimento clínico e um suposto “tratamento” comercial. “O ensaio clínico nunca é cobrado. Se alguém cobrou alguma coisa, está errado.”

REGULAMENTAÇÃO

O artigo canadense foi publicado em conjunto com as novas diretrizes de pesquisa clínica com células-tronco em seres humanos, elaboradas por um grupo de especialistas da Sociedade Internacional para Pesquisas com Células-Tronco (ISSCR, em inglês). A entidade critica e desaconselha o uso de qualquer terapia experimental fora do ambiente de pesquisa, sem a supervisão de instituições científicas qualificadas.

As células-tronco são células indiferenciadas, capazes de formar vários tipos de tecidos. Especialistas acreditam que, no futuro, elas poderão ser importantes no tratamento de várias doenças e lesões. Centenas de pesquisas estão sendo feitas no mundo – a maioria com modelos animais, mas algumas já com seres humanos. Muitas trazem resultados positivos, mas que ainda requerem mais estudos para se estabelecer como uma terapia comprovada.

Fonte: O Estado de S.Paulo

Células-tronco: alerta sobre os sites que oferecem terapias Dezembro 5, 2008

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Cientistas alertaram para o risco de se buscar na internet tratamentos com células-tronco para a cura de doenças.

Em uma análise publicada na edição de dezembro da revista Cell Stem Cell, pesquisadores da Universidade de Alberta, no Canadá, disseram que, embora as clínicas costumem apresentar suas terapias como seguras e eficazes, falta evidência médica concreta sobre os resultados.

A equipe canadense começou a pesquisa com uma busca pelo Google no ano passado, sobre sites que ofereciam tratamentos com células-tronco. Foram analisadas 19 clínicas, sediadas em diversos países, entre eles México, Rússia e China. Os sites promoviam terapias para doenças como Mal de Parkinson, aneurisma, esclerose múltipla, Alzheimer, lesão da medula espinhal e problemas cardiovasculares.

Apesar de todas as clínicas ressaltarem o quanto os tratamentos podiam melhorar a condição do paciente, o estudo concluiu que apenas um quarto delas mencionava os riscos envolvidos na terapia. A maior parte das páginas examinadas tampouco divulgava o custo dos tratamentos, acusaram os autores do estudo. Apenas quatro sites o fizeram, cobrando em média 21.000 dólares pela terapia - sem incluir preços de acomodação e passagem.

Para o ex-presidente da Sociedade Internacional de Pesquisa em Células-Tronco, George Daley, que não participou da pesquisa, esses sites são perigosos. “Eles prometem mais eficácia e segurança do que podem e subestimam e desinformam completamente sobre os riscos”, afirmou, segundo reportagem da agência de notícias Associated Press. “[Tal] marketing exagerado está colocando os pacientes sob risco de exploração financeira, na melhor das hipóteses, e de perigo físico, na pior”.

Na mesma publicação da revista, a Sociedade Internacional de Células-Tronco trouxe novas regulamentações de pesquisa sobre células-tronco, a fim de evitar a prática de tratamentos não comprovados. Entre as regras, o documento afirma que os médicos só podem aplicar tais tratamentos em pequenas amostras de pacientes em condição grave. A análise dos sites pesquisados está disponível no site da revista Cell Stem Cell.

Fonte: Veja.com

As possibilidades de cura com a hipnose Novembro 24, 2008

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Há dois séculos, a hipnose é alvo de controvérsias e seus benefícios são freqüentemente exagerados. A técnica não pode ajudar ninguém a parar de fumar, por exemplo, embora nenhum outro tipo de tratamento ajude de fato a este respeito.

A atitude do paciente é crucial no êxito do tratamento. Segundo Brian Alman, psicólogo que aplica hipnose em San Diego, na Califórnia, “o poder da hipnose, na verdade, está dentro do paciente, não do médico”.

Roberta Temes, hipnotizadora clínica em Scotch Plains, no Estado de Nova Jersey, defende que a hipnose não tem poder de fazer com que as pessoas façam aquilo que não estão dispostas a fazer. “O processo de hipnose só é bem-sucedido quando empregado para ajudar aquelas pessoas que realmente querem promover uma mudança em suas vidas”, afirma Roberta.

Em seu livro The Complete Idiot’s Guide to Hypnosis, Roberta afirma que a conquista de seus objetivos é a melhor prova de que você foi realmente hipnotizado. A especialista também sugere uma segunda ou terceira visita caso seu objetivo não tenha sido alcançado após a primeira consulta.

Na realidade, a hipnose é a síntese da medicina que trata da mente e do corpo simultaneamente. Ela é capaz de treinar a mente para controlar as reações do corpo, assim como modificar as mensagens que o corpo envia à mente. A técnica tem sido utilizada para combater a náusea de gestantes e pacientes sob tratamento quimioterápico, a angústia causada por testes ou visitas ao dentista, dores do período pós-operatório, tratamento de canal, dores do parto, medo de viajar de avião ou falar em público. Também é aconselhável para soluços de difícil cura e para as pessoas que têm o hábito de arrancar o cabelo compulsivamente, entre outros problemas de saúde.

Ao escrever para a publicação científica The Permanent Journalem 2001, Brian Alman afirmou que “o potencial para beneficiar-se da hipnose está dentro de cada paciente”. “O objetivo da hipnose médica moderna”, o especialista acrescenta, “é ajudar os pacientes a lançar mão deste potencial que está no nosso inconsciente.”

Alman descreveu o caso de uma sobrevivente de um campo de concentração com 65 anos de idade que engasgava sistematicamente quando tentava engolir algum alimento. Exames não mostraram qualquer tipo de obstrução em seu esôfago. Após três sessões de hipnoterapia, seu problema desapareceu. “Eu me libertei do meu esôfago”, comemora a paciente.

Não é preciso sequer ficar cara a cara com um hipnoterapeuta para ter benefícios. Roberta Temes destacou que a hipnose pode atingir bons resultados por meio de CD’s ou, até mesmo, por telefone, prática que ela oferece como parte do tratamento. Segundo ela, muitos CD’s indutores do relaxamento podem ser encontrados no site www.hypnosis-network.com.

Talento do profissional

Ellen Fineman, terapeuta corporal de Portland, submeteu-se a cinco cirurgias para reparar uma retina que insistia em se descolar. Durante a sexta operação, Ellen fez uso de uma fita cassete de hipnose preparada por Temes especialmente para pacientes que seriam submetidos a cirurgias. “O material era muito relaxante e tranqüilizador”, garante Ellen. “A fita repetia que eu estava nas mãos de profissionais realmente competentes e que teria poucos inchaços”, diz. “Desta vez, a cirurgia foi um sucesso, não houve inflamação, inchaço ou outro descolamento. O cirurgião ficou muito surpreso e perguntou o que eu tinha feito de diferente desta vez”, assegura.

Como em qualquer outro ramo de atividade, alguns hipnoterapeutas têm mais talento do que outros. Roberta Temes sugere que a propaganda boca-a-boca pode ser a melhor maneira de encontrar alguém com prática em hipnose para cuidar do tipo de problema que se tenta solucionar. Útil também é buscar associações de profissionais, que costumam manter listas de referência de terapeutas, com ou sem certificação, de cada localidade e especialidade.

Embora nem todo mundo seja facilmente hipnotizado, quase todos conseguem entrar em um transe terapêutico, diz Roberta Temes. Outro de seus pacientes, a médica Susan Clarvit, psiquiatra de Nova York, pensava que não conseguiria ser hipnotizada – ela era científica demais, racional demais. “Mas eu estava desesperada”, conta Susan. “Estava grávida de meu segundo filho e tinha náuseas constantes, que não me deixavam em paz”, relembra.

A hipnoterapeuta perguntou à paciente o que ela costumava segurar com mais freqüência e Susan respondeu que era uma caneta. “Ela me hipnotizou de maneira que quando eu segurava uma caneta, tinha uma sensação geral de bem-estar. Segurava uma caneta o tempo todo, mesmo quando estava dirigindo, e não sentia náusea”, surpreende-se.

Sob o poder da hipnose, Susan recebeu uma sugestão pós-hipnótica que ligava a ação de segurar uma caneta a se sentir bem. Tais sugestões permitem que as pessoas se comportem de uma maneira nova e desejada depois de serem trazidas para fora do transe.

Poderia se dizer a alguém que esteja tentando superar o hábito de comer: “Quando você estiver com fome, você vai comer vegetais”. A sugestão para um fumante poderia ser “você vai beber água quando quiser um cigarro”, e poderia ser dito a alguém aterrorizado em falar em público: “Você vai respirar bem fundo quando se sentir com medo”.

Ensina-se a muitos pacientes a praticar a auto-hipnose para reforçar o novo comportamento. A médica Karen Olness, professora de pediatria na Case Western Reserve University e que preside a International Society of Hypnosis, diz que “o treinamento em auto-hipnose em crianças é uma estratégia efetiva e prática para prevenir episódios de enxaqueca.”

Às vezes, pacientes com doenças bem-estabelecidas podem se beneficiar da hipnose. Brian Alman conta sobre uma mulher com esclerose múltipla que só foi curada da depressão com hipnose. Ela não havia conseguido melhorar com antidepressivos. Quase imediatamente, relata ele, a depressão da paciente não só melhorou, como seu modo de andar e a sua fala melhoraram notadamente.

Conforme Alman, para muitos pacientes o problema médico é tão complexo que instruções e comandos específicos podem ser ineficazes. O benefício da hipnose tem mais a ver com o desencadear de processos inconscientes do paciente. “Existe uma riqueza de material no inconsciente do paciente que pode ser usado na cura”, sugere. No entanto, Alman lamenta que, embora a hipnose médica possa freqüentemente produzir uma mudança rápida até mesmo em casos difíceis, a técnica seja tão subestimada como uma ferramenta terapêutica. (The New York Times – Gazeta Mercantil)

Fonte: Gazeta Mercantil

‘Mal da Guerra do Golfo’ é reconhecido após 17 anos Novembro 18, 2008

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Cerca de 175.000 veteranos americanos sofrem da chamada Síndrome da Guerra do Golfo, concluiu um relatório elaborado por especialistas e ex-militares por ordem do Congresso dos Estados Unidos. O documento, divulgado nesta segunda-feira, pode encerrar 17 anos de espera por parte dos ex-combatentes que ainda lutam após o fim do conflito - desta vez por um tratamento que os livre de uma série de problemas de saúde, desde câncer cerebral até esclerose múltipla.

De acordo com o relatório, um quarto dos soldados que integraram as tropas americanas na Guerra do Golfo (1990-1991) ainda sofre seqüelas do conflito, tais como dores de cabeça persistentes, dores generalizadas, dificuldades de memorização e de concentração, diarréia crônica e problemas respiratórios e digestivos, entre outros sintomas. Esses males seriam decorrentes da constante exposição a substâncias tóxicas, como pesticidas, e à ingestão de uma droga dada aos militares para protegê-los de armas químicas.

“As evidências científicas não deixam dúvidas de que o mal da Guerra do Golfo é uma condição real, com causas reais e sérias conseqüências para os veteranos afetados”, concluiu o Comitê de Pesquisa Consultiva da Guerra do Golfo, que analisa o caso desde 2002. O relatório afirmou ainda que os Estados Unidos já gastaram cerca de 440 milhões de dólares desde 1994 em pesquisas relacionadas aos efeitos do conflito na saúde dos veteranos. Para o comitê, no entanto, o assunto ainda necessita de pelo menos 60 milhões de dólares a mais por ano. “Essa é uma obrigação nacional, tornada especialmente urgente pelos tantos anos que os veteranos da Guerra do Golfo esperaram por respostas e assistência”, diz o texto.

Fonte: Revista Veja