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Cafeína: nova esperança para a esclerose múltipla Julho 2, 2008

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Estudos revelaram que camundongos que ingeriram o equivalente a seis a oito xícaras de café por dia apresentaram menores possibilidades de desenvolver uma doença semelhante à esclerose múltipla. A expectativa dos especialistas é que os resultados obtidos possam ser utilizados também em humanos.

De acordo com os cientistas, pode ser que a cafeína ajude a prevenir danos no sistema nervoso. No entanto, eles aconselham não passar de cinco xícaras de café por dia, uma vez que várias doses podem favorecer o desenvolvimento de diabetes. Enquanto os fatores da reação em cadeia que levam à múltipla esclerose não são completamente revelados, um determinado momento cerca a entrada dos leucócitos no sistema nervoso central.

Uma vez lá dentro, eles acionam ataques “auto-imunes”, de forma gradual e progressiva, destruindo as grossas mielinas que protegem os nervos. Os tratamentos atuais contra a esclerose múltipla se limitam apenas a reduzir o progresso da doença, quando já estiver estabelecida.

Através de um procedimento denominado pelos cientistas de “encefalomielite auto-imune experimental”, foi possível “imitar” o desenvolvimento da esclerose múltipla em humanos. Um dos efeitos da cafeína observados tanto em ratos como em humanos diz respeito a uma molécula chamada adenosina, relacionada ao sono e à produção de energia.

Quando as cobaias ingeriram cafeína, não foi possível conectar a adenosina a um determinado receptor na superfície das células. Por isso, os cientistas acreditam que cause um efeito indireto na entrada dos leucócitos no sistema nervoso em uma parte do cérebro conhecida como coróide plexus. Além disso, as cobaias não desenvolveram a doença.

“Por muitos anos, fizeram inúmeras descobertas sobre a prevenção da esclerose múltipla em cobaias. Mas, transformar esses resultados em terapias efetivas para humanos é um desafio. Baseados nesses dados do estudo, não aconselhamos a mudança no consumo de cafeína”, explicou um porta-voz das Associação para Esclerose Múltipla.

Fonte: SRZD - Sidney Rezende

Cafeína em altas doses pode impedir a esclerose múltipla Julho 1, 2008

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A cafeína em altas doses pode impedir a esclerose múltipla, segundo os resultados de pesquisas realizadas em ratos publicados nesta segunda-feira.

Esta descoberta pode abrir caminho para novos métodos de prevenção e tratamento da doença em humanos.

Os pesquisadores constataram que os ratos que consumiram o equivalente a seis ou oito xícaras de café por dia não desenvolveram o equivalente à doença em humanos.

A cafeína impede a adenosina - um dos quatro componentes de base do DNA - de se ligar a um catalisador desta molécula nos ratos.

A adenosina desempenha uma papel chave na bioquímica do sono, do despertar e da transferência de energia.

Quando a adenosina não pode se ligar a este catalisador, impede alguns glóbulos brancos de desempenhar um papel central nas respostas imunológicas do corpo porque não podem alcançar o sistema nervoso central e desencadear uma série de reações, levando a uma encefalomielitis autoinmune experimental (EIE). A EIE é a doença modelo animal para a esclerose múltipla.

“É uma descoberta totalmente surpreendente que pode ser muito importante para a pesquisa sobre a esclerose múltipla e outras doenças”, reconheceu Linda Thompson, especialista em câncer da Oklahoma Medical Research Foundation, uma das principais autoras deste trabalho, divulgado nas Atas da Academia Nacional de Ciências (PNAS) de 30 de junho.

Este avanço é também promissor para as doenças auto-imunes como o lupus e o reumatismo, nas quais o sistema imunológico ataca as células do organismo.

Embora promissoras, estas pesquisas ainda precisam ser aprofundadas para uma prevenção mais eficaz contra a esclerose múltipla, destacou Thompson.

Fonte: Último Segundo

Molécula extraída da peçonha de aranha tem potencial neuroprotetor Junho 25, 2008

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Substância da peçonha da aranha Parawixia bistriata poderá levar ao desenvolvimento de medicamentos pra tratar doenças degenerativas

Pesquisadores da USP de Ribeirão Preto isolaram a Parawixin1, primeira molécula isolada da peçonha da aranha Parawixia bistriata. Em testes de laboratórios com ratos, os cientistas descobriram o potencial neuroprotetor da substância, que foi capaz de proteger as células neuronais — células nervosas — do efeito devastador que pode causar o excesso de glutamato, um aminoácido importante no metabolismo humano.

A pesquisa foi considerada pelos editores de uma das mais respeitadas revistas científicas de farmacologia do mundo — a norte-americana Molecular Pharmacology — como uma das mais promissoras perspectivas para o desenvolvimento de medicamentos mais eficazes no tratamento de doenças como a esclerose lateral amiotrófica, mal de Alzheimer, esclerose múltipla e esquizofrenia.

Em sua última edição de 2007, Delany Torres-Salazar e Christoph Fahlke, do Instituto de Neurofisiologia de Hannover, Alemanha, analisaram o trabalho publicado pela doutorada Andréia Cristina Karklin Fontana, que foi orientada e co-orientada, respectivamente, pelos professores da USP Joaquim Coutinho-Netto, da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP), e Wagner Ferreira dos Santos, da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP), que estudam essa espécie de aranha há mais de 10 anos. A Parawixia bistriata é comum na América do Sul e pode ser encontrada principalmente em áreas de cerrado.

O excesso do glutamato, que também é um neurotransmissor — principal substância química produzida pelos neurônios de mamíferos e que faz a comunicação entre as células, as sinapses — causa a morte celular, que em alguns neurônios, pode ocorrer em apenas quatro minutos. O resultado desse processo de morte das células nervosas pode levar a lesões e, conseqüentemente, às chamadas doenças degenerativas.

Glutamato
Para equilibrar o processo de produção de glutamato, o organismo dos mamíferos produz também o ácido gama-aminobutírico ou, simplesmente gaba, que é o inibidor natural das ações do glutamato no sistema nervoso central. Nas mais simples ações dos mamíferos como, por exemplo, um levantar de braço, acontece o processo de liberação e inibição do glutamato no tecido nervoso.

Mas como em toda engrenagem, esse processo precisa ser perfeito. Em situações de estresse a retirada do excesso de glutamato acontece pelas células neuronais, mas principalmente pela glia. Quando esse processo de retirada falha, ou pela superprodução de glutamato ou pela deficiência na liberação do gaba, para inibi-lo, é que ocorre a morte celular. Até hoje, a terapia para esse tipo de alteração consistia no bloqueio da entrada do volume excessivo de glutamato no neurônio. Mas as atuais terapias não evitam a morte celular.

A molécula Parawixin1, descrita pelos brasileiros, age justamente na limpeza desse núcleo. “Ela é uma substância que modifica sua própria estrutura de tal forma que parece que tem uns ganchinhos puxando glutamato, fazendo com que o meio de transporte dele para fora dos neurônios seja mais eficiente e acelerado mesmo em grande quantidade e, assim, evita a morte celular. Os medicamentos existentes hoje diminuem a estimulação, mas não bloqueiam a morte celular. A pesquisa foi capaz de fazer isso”, comemora Santos.

Para Coutinho-Netto, em doenças auto-imunes, por exemplo, onde os neurônios estão sendo atacados e liberando glutamato, a molécula pode agir como um aspirador. “Essa pesquisa, apesar de ser bem básica, traz boas perspectivas porque há 30 anos não se tem nada de novo nessa área. Os medicamentos existentes hoje são provenientes de descobertas do início do século passado.”

Por isso, os pesquisadores internacionais que aguardam a descrição da estrutura da molécula Parawixin1, a consideraram intrigante, pois tem ação específica e com potencial para se trabalhar com o sistema nervoso central. “Ela é totalmente desconhecida e nova”, relata o professor Coutinho-Netto. O trabalho publicado por Andréia é uma continuação das pesquisas dos professores Coutinho-Netto e Santos e caracterizou a ação da Parawixin1.

Testes
Para os testes com essa molécula os pesquisadores induziram os ratos a uma isquemia de retina, com o aumento da pressão ocular, que leva o cristalino a empurrar o vitrio e causar a cegueira. Antes disso, injetaram no animal a molécula Parawixin1, por via venosa. “Ela bloqueou o processo de estresse causado pela liberação excessiva de glutamato e evitou a morte celular, atuando como protetor neuronal, mesmo depois de 60 minutos da indução. Se com essa molécula segurarmos 10% de morte neuronal, já será um ganho imenso para a ciência, pois estaremos retardando o processo de morte celular e isso é completamente novo. O que vimos até hoje é a inibição da produção de glutamato ou a estimulação de produção do gaba”, comemora o professor Coutinho.

Outras vantagens da molécula Parawixin1 é o fato dela ser muito pequena, o que facilita a descrição da sua estrutura e sua reprodução em laboratório. “Tudo indica também que não causará efeito colateral porque sua ação é muito específica e ela atua em quantidades muito pequenas”, conta o professor.

O próximo passo do grupo é a descrição da sua estrutura, a cargo do pós-doutorando Leonardo Gobbo Neto e do professor Norberto Peporine Lopes, da Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCFRP). A doutora em Bioquímica pela FMRP, Andréia Fontana, continua estudando a ação da Parawixin1, na Universidade de Pittsburgh, na Pensylvania, Estados Unidos. “Depois da descrição da estrutura vamos pedir a patente e tentar reproduzi-la em laboratório (sintetizá-la). Não dá para ficar matando aranha para retirar toxina”, brinca o professor Coutinho-Netto.

Fonte: Portal Uai

Fármaco experimental laquinimod reduz lesões na esclerose múltipla Junho 24, 2008

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O fármaco experimental oral laquinimod, da Teva Pharmaceutical Industries, apresentou resultados positivos num estudo de Fase II para o tratamento da esclerose múltipla.

Segundo os resultados do estudo, o fármaco demonstrou reduzir o número de lesões no cérebro em pacientes com esclerose múltipla recorrente remissiva, em comparação com placebo. Assim, o laquinimod parece atrasar a doença e ser bem tolerado pelos pacientes. Os resultados foram publicados na “The Lancet”.

Após 36 semanas do estudo com 306 pessoas, os pacientes com esclerose múltipla recorrente remissiva que tinham sofrido uma ou mais recaídas no ano anterior receberam aleatoriamente uma de duas doses de laquinimod ou placebo. Aqueles que receberam a dose mais elevada do fármaco atingiram uma redução de 40,4 por cento nas lesões cerebrais, em comparação com os que receberam placebo. O tratamento com a dose mais baixa não demonstrou resultados significativos em comparação com o placebo.

Quando os investigadores expandiram o estudo por mais 12 semanas, os pacientes demonstraram uma redução média de 60 por cento no número de lesões no cérebro.

Fonte: Farmacia.Com.Pt

Por seis votos a cinco, STF aprova pesquisas com células-tronco embrionárias Maio 30, 2008

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Cadeirantes comemoram liberação das pesquisas com células-tronco - Agência Brasil

BRASÍLIA - Com seis votos favoráveis e cinco contrários, o Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) aprovou nesta quinta-feira o uso de células-tronco embrionárias em pesquisas científicas, sem restrições. A decisão histórica já era comemorada por cadeirantes e ativistas pró-células-tronco em frente ao STF, mesmo antes de encerrado o julgamento ( Temporão comemora decisão do STF )

Os seis votos a favor do uso de células-tronco em pesquisas - e contra a Adin (ação direta de inconstitucionalidade) foram do relator da ação, Carlos Ayres Britto, e dos ministros Joaquim Barbosa, Carmen Lúcia e Ellen Gracie, Marco Aurério e Celso de Mello. Outros três ministros (Menezes Direito, Ricardo Lewandowski e Eros Grau) se manifestaram no sentido de impor restrições às pesquisas e reparos técnicos na legislação. O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, foi outro que votou pela constitucionalidade, com ressalvas.

Voto de Cezar Peluso gera polêmica

Apesar de ter declarado que não fez restrições às pesquisas com células-tronco, o ministro Cezar Peluso teve seu voto computado como contrário ao artigo 5º da Lei de Biossegurança, que legaliza as pesquisas com céluas-tronco embrionárias. A confusão se deu por que Peluso, favorável às pesquisas, sugeriu mudanças na lei, no caso a criação de comitês de fiscalização das pesquisas - o que implicaria em uma restrição, mesmo que pouco grave.

Mas o ministro fez questão de afirmar que não fez restrições às pesquisas:

- Ou não me ouviram ou, se me ouviram, não me entenderam. O meu voto não contém nenhuma ressalva às pesquisas - ressaltou.

Cezar Peluso foi o último a votar na sessão de quarta-feira. Ele afirmou que as pesquisas com células-tronco embrionárias não ofendem o direito à vida e que os embriões teriam um destino mais “útil e nobre” ao serem utilizados em experimentos, em vez de serem descartados como lixo.

Ao final, o ministro frisou a importância de que os membros dos comitês responsáveis por fiscalizar essas pesquisas possam ser responsabilizados penalmente em caso de desvio ético, o que já é previsto na Lei de Biossegurança e no Código Penal, e a necessidade de se criar um órgão responsável pela aprovação dos membros que compõem os comitês.

- Eu gostaria que ficasse constando esse registro, para que não se pense que isto aqui é como se fosse um jogo de futebol, onde os números possam falar mais do que o teor dos julgamentos - finalizou.

Ativistas já comemoram vitória histórica

Ativistas favoráveis às pesquisas foram para a frente do STF para comemorar a confirmação da maioria dos votos contrários a Ação Direta de Incostitucionalidade (Adin) que pedia a derrubada do artigo 5º da Lei de Biossegurança. Animados, cadeirantes se reuniram para posar para fotos, fazendo o “V” da vitória.

A decisão foi comemorada pela geneticista Mayana Zatz, da Universidade de São Paulo (USP):

- Estou muito emocionada, não está fácil, mas temos uma enorme responsabilidade pela frente e vamos dar o melhor de nós e lutar para que as pessoas possam ter as mesmas condições de saúde que o resto da população - disse.

Mayana contou que agora, com a liberação, os cientistas vão submeter os projetos de pesquisa e correr atrás do prejuízo. Segundo ela, apesar da pesquisa já ser autorizada hoje, já que a Adin não ter revogado a Lei de Biossegurança, cientistas e comitês de ética e pesquisa não estavam liberando os projetos com o temor de que eles viessem a ser paralisados por uma decisão negativa do Supremo.

OS VOTOS DE HOJE:

GILMAR MENDES: O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) votou pela constitucionalidade, com ressalvas. Segundo Mendes, a legislação brasileira sobre o assunto carece de maior rigor, se comparada com a regulamentação feita por outros países que já se utilizam das pesquisas.

- Na análise comparativa, a lei brasileira contém algum tratamento ineficiente em relação às pesquisas, podendo ensejar violação a princípio da proporcionalidade - disse.

Entretanto, ao condicionar a permissão das pesquisas à aprovação de um comitê central de ética, o presidente do STF ressaltou que declarar a inconstitucionalidade causaria um vício legislativo “mais danoso do que a manutenção da sua vigência”, através de uma “solução reparadora”.

CELSO DE MELLO: O ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), considerou constitucional o Artigo 5º da Lei de Biossegurança, que trata das pesquisas com células-tronco embrionárias. Mello baseou o voto, em parte, em documento apresentado por um grupo de trabalho da Academia Brasileira de Ciências. No documento, os cientistas afirmam que a vida do futuro feto está “irremediavelmente condicionada” ao desenvolvimento do embrião no útero. Eles dizem ainda que as pesquisas com células-tronco adultas, por enquanto, indicam que elas não são mais promissoras que as embrionárias.

O ministro também fez uma longa consideração sobre a laicidade do estado brasileiro, e frisou que, “nesta república laica, o Estado não se submete a religiões”. Celso de Mello concluiu o voto afirmando que, após esse julgamento, que ele classificou de “efetivamente histórico”, “milhões de pessoas não estarão mais condenadas à desesperança”.

MARCO AURÉLIO: O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) afirmou que o “tema da vida” continua sendo “alvo de grande expectativa no Brasil”, o que dá responsabilidade ao Supremo.

- Cumpre a esta corte a guarda da Constituição Federal, julgando improcedente a ação e mantendo a esperança sem a qual a vida do homem se torna inócua - disse. - Que se aguarde o amanhã, não se apagando a luz que no Brasil surgiu com a Lei 11.105/2005 [Lei de Biossegurança].

CEZAR PELUSO: O ministro Cezar Peluso iniciou os trabalhos da Corte fazendo esclarecimentos a respeito do voto que proferiu à noite. Ele disse que votou pela constitucionalidade das pesquisas com células-tronco embrionárias sem nenhuma restrição. Na quarta-feira, o presidente do STF, ministro Gilmar Mendes, anunciou o voto de Peluso como constitucional com ressalvas.

Fonte: O Globo Online

Aprovação do medicamento Extavia Maio 26, 2008

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A Novartis, segunda maior companhia farmacêutica da Suíça, recebeu a aprovação regulatória da Comissão Européia para seu medicamento Extavia, utilizado no tratamento de esclerose múltipla. O remédio é idêntico ao Betaseron da rival Bayer.

O Extavia pode ser usado em pacientes no estágio inicial ou reincidentes de esclerose múltipla. A Novartis conquistou o direito de ter a sua própria versão do medicamento por meio da aquisição da companhia norte-americana de biotecnologia Chiron, ocorrida em 2005. Além disso, houve um acordo com a Bayer, que detém o Betaseron em seu portifólio de medicamentos desde a compra da Schering em 2006.

Fonte: JB Online

Fatores que influenciam na incidência da esclerose múltipla Maio 17, 2008

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Estudos epidemiológicos sobre fatores que influenciam o desenvolvimento da Esclerose Múltipla foram apresentados nesta sexta feira  pelo Prof. Dr. Dagobeto Callegaro, neurologista, coordenador do Ambulatório de Esclerose Múltipla do Hospital das Clínicas, da USP, durante o  Serono Symposia International, que acontece na cidade de São Paulo. Segundo Callegaro, fatores como luminosidade, sexo, cor da pele estão relacionados à incidência da esclerose múltipla. “Nos países do norte, onde a luminosidade é menor, a prevalência da esclerose múltipla é maior. O motivo é a falta de vitamina D3, acarretada pela baixa luminosidade”.

Sabe-se também que a incidência da doença é maior em mulheres e em pessoas de pele branca. Outros fatores, como o tipo de dieta também influenciam a prevalência da esclerose múltipla. Na Noruega, por exemplo, que tem maioria branca e baixa luminosidade em todo o território, existem diferentes taxas de prevalência, de acordo com o tipo de dieta. Na região norte, onde a dieta é rica em vitamina D3 (peixes e vegetais) a incidência da doença é menor do que no sul, onde se consome mais carnes e laticínios.

Fonte: Correio do Estado

Dieta rica em ômega-3 melhora a vida dos portadores de esclerose múltipla Maio 17, 2008

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Uma dieta rica em peixes, frutas e legumes pode ser uma das principais formas de evitar os períodos de crise em portadores de esclerose múltipla (EM). Foi o que afirmou o neurologista Dagoberto Callegaro, do Hospital das Clínicas de São Paulo, um dos especialistas que estão reunidos em São Paulo até sábado em evento que discute a eficácia dos tratamentos disponíveis para a doença.

Callegaro faz a afirmação tomando como base os resultados de uma pesquisa feita com portadores da doença na Noruega, um dos países com maior incidência de esclerose múltipla. Pesquisadores compararam as cidades onde os moradores comiam mais e menos peixe, e constataram que nas localidades em que as pessoas ingeriam mais bacalhau, salmão e atum, menores eram as taxas de EM.

Para o médico, uma dieta rica em peixes com ômega-3 e que exclui leite, derivados e a carne vermelha, é uma das formas que o portador da doença tem de controlar os períodos de crise, que vão desde uma perda parcial da visão até a falta de movimento total nos braços e nas pernas.

- Nossas mães e avós estavam certas quando nos obrigavam, na infância, a tomar uma colher de óleo de fígado de bacalhau diariamente. A suplementação com ômega tem mostrado bons resultados na qualidade de vida e no controle da doença nos portadores de esclerose múltipla - disse Callegaro.

Outras pesquisas já apontaram que o ômega-3 também tem papel importante no controle de outras doenças como a depressão e a epilepsia.

*A jornalista viajou a convite da Merck Serono

Fonte: O Globo Online

Evento debate novos tratamentos para esclerose múltipla Maio 15, 2008

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Alguns dos especialistas em esclerose múltipla (EM) em todo o mundo estão reunidos em São Paulo até sábado para discutir a eficácia dos tratamentos disponíveis para a doença e definir novas diretrizes de tratamento para os próximos anos. No encontro, os médicos frisaram a importância do diagnóstico precoce da esclerose múltipla, que atinge 15 em cada 100 mil brasileiros, e é atualmente a doença mais incapacitante entre os jovens adultos do país.

- Como a esclerose múltipla pode ser confundida com outras doenças, é importante que o médico, junto ao paciente, faça todos os exames necessários para se chegar ao diagnóstico correto o mais rápido possível. Assim, é mais fácil evitar as crises incapacitantes e a evolução rápida da doença. Com a medicação adequada, fisioterapia, uma boa dieta e medidas que ajudam a controlar o estresse, os portadores da EM têm total capacidade de conduzir a vida normalmente - explica o neurologista Ludwig Kappos, chefe do ambulatório de Neurologia e Neurocirurgia do hospital da Universidade de Basel, na Suíça.

*Maria Vianna viajou a convite da Merck Serono

Fonte: O Globo Online

Má alimentação pode comprometer atividade cerebral, dizem especialistas Maio 12, 2008

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A falta de cuidados com a alimentação pode interferir no desempenho mental, aumentando os riscos de déficit de memória e até de doenças degenerativas, alertam especialistas. Apesar das constatações, o Brasil ainda sofre com índices alarmantes de dietas mal balanceadas. De acordo com estudo realizado pela Universidade de São Paulo (USP), 3 em cada 10 adolescentes paulistanos consomem alimentos ricos em gorduras e ausente de fibras, o que, segundo a nutricionista clínica Luciana Ayer, pode comprometer a atividade cerebral.

- O sistema neurológico precisa de gorduras boas para manter o bom funcionamento das células. A ingestão de gorduras trans, presentes em produtos industrializados, intoxica a célula, o que interfere na atividade cerebral. Os aditivos químicos em excesso, presentes em corantes, adoçantes e no glutamato monossódico, entram nos neurônios ocupando o lugar dos nutrientes. Essas substâncias estranhas são tóxicas para o neurônio, comprometendo o desempenho cerebral - diz Luciana, que é co-autora do livro Nutrição Cerebral (ed. Objetiva).

Os efeitos desses alimentos no cérebro são adversos, podendo causar demência, défict de atenção, ansiedade e depressão. De acordo com o neurologista Cícero Galli Coimbra, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), a falta de uma dieta balanceada pode, inclusive, provocar doenças neurológicas. Para reduzir os riscos, ele aconselha a ingestão de alimentos ricos em proteínas e vitaminas.

- As doenças degenerativas têm ligação com o aspecto alimentar e emocional. As crianças hiperativas, por exemplo, têm respondido a tratamentos com ingestão de vitamina B6, presente no feijão, lentilha e fibras. Ela (vitamina) é necessária para a produção de um dos neurotransmissores do cérebro que melhora a atenção da pessoa e diminui a excitabilidade. O ômega 3 também estimula os neurônios. E os resultados obtidos com dietas ricas desses elementos são melhores do que os apresentados por remédios convencionais - alerta Galli.

Uma pesquisa realizada pela Nova Escócia com crianças dos EUA demonstrou que aquelas que comiam bem atingiam as maiores notas na escola. Para manter o cérebro em plena atividade, a nutróloga Lenita Zajdenverg, do Hospital Universitário Clementiano Fraga Filho, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), chama atenção para o consumo de alimentos antioxidantes e de cor avermelhada.

-Dieta saudável, rica em vegetais, possui efeito antioxidante, o que prolonga a vida das células cerebrais. As proteínas presentes no queijo, no ovo e no leite são bastante benéficas para o funcionamento do cérebro. Há ainda estudos que apontam a melhoria da atividade cerebral e a diminuição do risco de demência com o uso de frutas vermelhas no cardápio - diz Lenita.

Mas vale ressaltar que não adianta tomar suplementos alimentares ricos em colina - presente no ovo - ou em caroteno - encontrado nas frutas vermelhas - para depois ir para um rodízio de pizza. Lenita, inclusive, alerta que o consumo em demasia de vitaminas pode ser maléfico à saúde. Portanto, antes de incluir esses produtos complementares no cardápio diário, é preciso consultar um especialista para saber a quantidade necessária que pode ser ingerida.

É preciso ter cuidado também com o preparo de determinados alimentos para, em longo prazo, não comprometer a atividade dos neurônios. As carnes assadas em grelha, principalmente as aves, podem estimular o desenvolvimento de mal de Parkison, alerta Cícero Galli. As altas temperaturas durante o cozimento estimulam a formação de substâncias que causam danos irreversíveis aos neurônios. Para evitar esse efeito, o especialista em neurologia aconselha o consumo de peixes em forma de ensopado. Isso não quer dizer que as outras carnes devam ser abolidas da dieta. Basta ingeri-las com moderação, destaca.

Fonte: O Globo Online

Células tronco podem curar esclerose múltipla, diz especialista Maio 6, 2008

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Um experiemento que deu errado parece sugerir que células tronco da medula óssea podem curar a doença

Um experimento que deu errado pode fornecer uma nova maneira de tratar a esclerose múltipla, disse um pesquisador canadense nesta terça-feira, 6.

Pacientes que receberam transplantes de células tronco de medula óssea - similar àquele dado a pacientes de leucemia - tiveram uma misteriosa melhora em suas doenças.

O médico responsável, Dr. Mark Freedman da Universidade de Ottawa não sabe bem o porquê. “Nenhum dos pacientes, em quase sete anos, teve qualquer recaída”, disse.

A esclerose múltipla afeta cerca de um milhão de pessoas no mundo e não tem cura.

Freedman, que é especializado no tratamento de esclerose múltipla, queria estudar como a doença se desenvolve. Ele planejou uma experiência na qual médicos destruíam a medula óssea dos pacientes e, conseqüentemente, seu sistema imunológico.

Então, células tronco formadoras de células sanguíneas tiradas da medula óssea foram transplantadas de volta nos pacientes. “Nós não estávamos buscando por melhorias”, disse o médico. “O estudo pretendia, na verdade, reiniciar o sistema imunológico dos pacientes.”

Eles encontraram, no entanto, que destruir a medula óssea dos pacientes reduzia os sintomas em um ano (afinal, a esclerose múltipla é conhecida como uma doença auto-imune que ocasiona a perda da proteção lipídica dos nervos).

Como pacientes com essa doença normalmente apresentam mudanças imprevisíveis em seus sintomas, Freedman afirma que sua equipe pretende acompanhar os pacientes do estudo por mais tempo antes de tentar explicar precisamente o que está acontecendo.

Fonte: Estadão

Fármaco experimental apresenta dados positivos para esclerose múltipla Abril 21, 2008

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Dados de um estudo demonstraram que o fármaco oral experimental de toma única diária FTY720 (fingolimod), da Novartis AG, reduziu o número de ataques sofridos pelos pacientes com esclerose múltipla após três anos de tratamento.

Os resultados, apresentados no encontro da “American Academy of Neurology”, em Chicago, demonstraram que 73 por cento dos pacientes que começaram o estudo com uma dose de 5 miligramas de FTY720 permaneceram livres de recaídas após três anos, e 68 por cento daqueles que começaram o estudo com a dosagem de 1,25 miligramas também permaneceram livres de recaídas. Os resultados passados dois anos do tratamento eram de 77 por cento e 75 por cento, respectivamente.

A Novartis planeia apresentar o FTY720, actualmente em ensaios de última fase, para aprovação nos Estados Unidos e na Europa antes do final de 2009.

Fonte: Farmacia.Com.Pt

Neuromielite óptica Abril 15, 2008

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Neuromielite óptica é da mesma ‘família’ de doenças da esclerose múltipla. Cientistas fizeram levantamento sobre as características dos pacientes brasileiros.

Tudo começa com uma dor ao mexer os olhos. Alguns dias depois, ela passa, mas a pessoa percebe que está enxergando um pouco pior do que antes. Algum tempo mais tarde, dores no pescoço e nos membros, e dificuldade para se movimentar. Sem tratamento, pode vir a cegueira e a paralisia. É a neuromielite óptica, uma doença rara, sem cura, mas com tratamento, desde que diagnosticada a tempo. Um grupo de brasileiros fez um estudo das características das pessoas com o problema no país e descobriram que ela atinge mais mulheres negras e jovens.

A neuromielite ótica é da mesma “família” da esclerose múltipla, a das chamadas “doenças desmielinizantes”. O nome é complicado, mas o conceito não é difícil de entender. A bainha de mielina é a camada protetora que envolve nossos neurônios, a chamada “massa branca” – essencial para a transmissão dos impulsos elétricos do cérebro por todo o organismo. Nessas doenças, a mielina é destruída e os neurônios param de funcionar adequadamente.

Como na esclerose múltipla, a neuromielite é causada por um erro no “processamento de dados” do nosso sistema de defesa. Por motivos desconhecidos, os anticorpos passam a ver o sistema nervoso como inimigo e atacam a mielina, um caso típico de “fogo amigo”. Também como no caso da esclerose, a neuromielite não tem cura, mas tem tratamento – e um tratamento bastante eficiente.

Descoberta crucial

Em 2004, um grupo de cientistas americanos fez uma importante descoberta sobre a doença ao identificar quem era o responsável pelo ataque do organismo contra a mielina – um anticorpo específico que age contra uma proteína do sistema nervoso. A descoberta fez diversos grupos no mundo todo se dedicarem ao estudo da neuromielite ótica. E é aí que a equipe brasileira, do neurologista Tarso Adoni, do Hospital das Clínicas de São Paulo, entra na jogada.

Por falta de um estudo abrangente, não se sabe quantas pessoas no Brasil têm essa rara doença. Mas, no HC, Adoni e seus colegas tratam cerca de 150 pacientes, que participaram do levantamento. No estudo, os médicos descobriram algumas características dos pacientes brasileiros: a maioria é afrodescente, mulher e jovem (de 20 a 40 anos em média).

Todas essas pessoas têm o anticorpo responsável pela doença. Então, Adoni resolveu testar a eficiência do exame disponível para a detecção. E descobriu que a taxa de eficácia do teste nos brasileiros é de 65%. No estudo americano, os cientistas identificaram uma taxa de 76% no mesmo exame.

Faltam dados

Para Adoni, ainda há poucos dados para explicar essa diferença. “Há um aspecto genético, é claro, porque a população brasileira é muito diferente da americana. Mas pode ser simplesmente uma questão estatística, já que os números não são muito altos”, explicou Adoni ao G1, durante a Reunião Anual da Academia Americana de Neurologia, em Chicago, nos Estados Unidos, onde ele pretende se encontrar com os autores do estudo americano de 2004.

Os pesquisadores brasileiros apresentaram seu estudo para publicação científica, o que deve ocorrer até o final deste ano. A partir de então, o grupo vai trabalhar para levar o exame para o maior número possível de centros médicos públicos de referência, afirma o pesquisador. “Alguns laboratórios privados têm o teste, mas o nosso objetivo é ampliar para a rede pública, para realmente chegar até a população que mais precisa”, diz ele.

O tratamento da neuromielite ótica tem taxas altas de sucesso (vale lembrar, no entanto, que nenhum remédio garante 100% de eficácia) e os pacientes, em geral, conseguem levar vidas normais. Se a doença for detectada em seus estágios iniciais, é possível diminuir bastante as chances de novos ataques, que podem levar à cegueira e à tetraplegia.

* A jornalista Marília Juste viajou a convite da Biogen Idec

Fonte: G1

Esclerose múltipla aumenta risco de depressão e suicídio Abril 14, 2008

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Doença é diagnosticada na idade de todas as decisões

A molécula de Triptofano tem servido de base a novos tratamentos para a doença

Surge na idade de todas as decisões e exige grandes mudanças na vida do seu portador. A esclerose múltipla afecta cerca de cinco mil doentes em Portugal, na maioria mulheres (3500). A doença surge por volta dos 30 anos e as constantes picadas e lesões cutâneas provocadas pelos tratamentos, associadas a outros sintomas, levam a um aumento do número de divórcios, depressão, suicídios e absentismo, de acordo com um estudo epidemiológico realizado pelo departamento de Neurologia da Universidade de Odense, na Dinamarca.

Aos 30 anos é a altura em que a mulher tem maiores perspectivas de carreira, casamento e maternidade, pelo que é uma altura especialmente traumática para ser feito o diagnóstico. “Os sintomas são muito diversos e podem afectar a visão, mobilidade, fala, entre outras funções, por isso é muito importante o acompanhamento psicológico do doente e familiares para evitar situações extremas”, explicou o responsável da Unidade de Esclerose Múltipla do Hospital Fernando da Fonseca, Ricardo Ginestal, durante um debate intitulado “A Mulher e a Esclerose Múltipla”.

Contudo, as causas da doença ainda não estão identificadas, pelo que não existem actualmente terapêuticas curativas. A principal dificuldade consiste no facto da esclerose múltipla afectar várias funções do corpo humanos e de diferentes formas, pelo que não se conseguiram ainda desenvolver tratamentos adequados a cada caso. No entanto, o acompanhamento psicológico, aliado a uma alimentação saudável e à prática de exercício físico, são fundamentais para garantir o equilíbrio do paciente.

Ainda assim, Portugal é um dos países que está na vanguarda da investigação no que diz respeito a moléculas inovadores para futuros tratamentos orais, menos dolorosos mas eficazes.

O que é a esclerose múltipla?
A esclerose múltipla é uma doença inflamatória crónica, desmielinizante e degenerativa, do sistema nervoso central que interfere com a capacidade do mesmo em controlar funções como a visão, a locomoção, e o equilíbrio, entre outras, de acordo com informação disponibilizada pelo site da Associação Nacional de Esclerose Múltipla.

Denomina-se “esclerose” pelo facto de, em resultado da doença, se formar um tecido parecido com uma cicatriz que endurece e forma uma placa em algumas áreas do cérebro e medula espinal e “múltipla” porque várias áreas dispersas do cérebro e medula espinal são afectadas.

A palavra desmielinizante significa que são provocadas lesões nas bainhas de mielina que envolvem as fibras nervosas, que são afectadas de forma progressiva, por vezes irreversível.

Fonte: Público Pt

Brasileiros ‘caçam’ genes que possam causar a esclerose múltipla Abril 13, 2008

Posted by Esclerose Múltipla in Espaço médico, Utilidade pública.
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Doença faz as defesas do organismo se voltarem contra o sistema nervoso. Iniciativa internacional busca encontrar as causas do problema.

Nervo coberto com bainha de mielina, justamente a área afetada pela esclerose múltipla

Um grupo de cientistas brasileiros está colaborando com uma iniciativa internacional em busca de causas nos genes para a esclerose múltipla, uma doença sem cura que pode debilitar gravemente os pacientes. O projeto, coordenado pela Universidade de Oxford, no Reino Unido, conta com a colaboração da Universidade Federal do Paraná (UFPR), da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

A esclerose múltipla é uma doença de causas desconhecidas que vira as defesas do organismo contra o sistema nervoso. No ataque, os nervos perdem a chamada bainha de mielina, que os recobre, e não conseguem mais transmitir sinais adequadamente. Os sintomas variam dependendo da área afetada e de outros motivos ainda desconhecidos da ciência, mas vão desde a falta de equilíbrio até as convulsões.

Além das causas da esclerose múltipla, a iniciativa britânica acredita que a variação na intensidade da doença também pode ter explicação genética. “Há um consenso geral de que um conjunto de genes pode aumentar a predisposição à doença e influenciar suas formas de evolução”, explicou ao G1 o neurologista Walter Arruda, do Hospital das Clínicas da UFPR, durante a Reunião Anual da Academia Americana de Neurologia, em Chicago, nos Estados Unidos. “Enquanto algumas pessoas apresentam uma evolução mais tranqüila e uma vida quase normal, outras têm sintomas bem mais sérios”, afirma Arruda.

Multifatorial

O médico brasileiro explica que já se sabe, com base em estudos anteriores, que não existe um “gene da esclerose múltipla”. Existem, porém, grupos de genes ligados a problemas auto-imunes (os que fazem o corpo se voltar contra ele mesmo). “Mas isso não é suficiente para explicar por que a doença existe, e é isso que vamos tentar descobrir”, disse ele.

A equipe paranaense, coordenada por Rosana Schola, está selecionando dados e material genético para enviar ao grupo no Reino Unido. No futuro, acredita Arruda, os brasileiros devem entrar no trabalho de análise desses dados para procurar, por aqui mesmo, as causas da doença. “Temos um excelente laboratório de biologia molecular, então acho que esse é o caminho,” destacou.

A jornalista Marília Juste viajou a convite da Biogen Idec

Fonte: G1