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Gravidez e Parto 02/05/2006

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Aspectos da gravidez na EM

Analgesia e Parto

Precauções

Analgesia e parto: O que o obstetra tem que saber? 28/02/2006

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O artigo publicado por K. M. Kuczkowski do Departamento de Anestesiologia e Medicina Reprodutiva da Universidade da Califórnia (USA), aborda a analgesia no parto de pacientes com doenças neurológicas.

A falta de guidelines voltados para estas pacientes torna o artigo uma referência, pois além de realizar um apanhado de todos os assuntos publicados até o momento sobre o tema, detalha cada doença neurológica e suas peculiaridades.

No final do estudo conclui que o manejo bem sucedido da paciente grávida com doença neurológica depende dos esforços cooperativos do obstetra, neurologista e anestesiologista envolvidos no cuidado periparto e que uma compreensão detalhada da fisiologia da gravidez e da fisiopatologia da doença neurológica subjacente é de importância preliminar na gerência obstétrica e anestésica deste grupo de parturientes de alto risco.

Abaixo as considerações do autor sobre a esclerose múltipla: (mais…)

As possibilidades de cura com a hipnose 24/11/2008

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Há dois séculos, a hipnose é alvo de controvérsias e seus benefícios são freqüentemente exagerados. A técnica não pode ajudar ninguém a parar de fumar, por exemplo, embora nenhum outro tipo de tratamento ajude de fato a este respeito.

A atitude do paciente é crucial no êxito do tratamento. Segundo Brian Alman, psicólogo que aplica hipnose em San Diego, na Califórnia, “o poder da hipnose, na verdade, está dentro do paciente, não do médico”.

Roberta Temes, hipnotizadora clínica em Scotch Plains, no Estado de Nova Jersey, defende que a hipnose não tem poder de fazer com que as pessoas façam aquilo que não estão dispostas a fazer. “O processo de hipnose só é bem-sucedido quando empregado para ajudar aquelas pessoas que realmente querem promover uma mudança em suas vidas”, afirma Roberta.

Em seu livro The Complete Idiot’s Guide to Hypnosis, Roberta afirma que a conquista de seus objetivos é a melhor prova de que você foi realmente hipnotizado. A especialista também sugere uma segunda ou terceira visita caso seu objetivo não tenha sido alcançado após a primeira consulta.

Na realidade, a hipnose é a síntese da medicina que trata da mente e do corpo simultaneamente. Ela é capaz de treinar a mente para controlar as reações do corpo, assim como modificar as mensagens que o corpo envia à mente. A técnica tem sido utilizada para combater a náusea de gestantes e pacientes sob tratamento quimioterápico, a angústia causada por testes ou visitas ao dentista, dores do período pós-operatório, tratamento de canal, dores do parto, medo de viajar de avião ou falar em público. Também é aconselhável para soluços de difícil cura e para as pessoas que têm o hábito de arrancar o cabelo compulsivamente, entre outros problemas de saúde.

Ao escrever para a publicação científica The Permanent Journalem 2001, Brian Alman afirmou que “o potencial para beneficiar-se da hipnose está dentro de cada paciente”. “O objetivo da hipnose médica moderna”, o especialista acrescenta, “é ajudar os pacientes a lançar mão deste potencial que está no nosso inconsciente.”

Alman descreveu o caso de uma sobrevivente de um campo de concentração com 65 anos de idade que engasgava sistematicamente quando tentava engolir algum alimento. Exames não mostraram qualquer tipo de obstrução em seu esôfago. Após três sessões de hipnoterapia, seu problema desapareceu. “Eu me libertei do meu esôfago”, comemora a paciente.

Não é preciso sequer ficar cara a cara com um hipnoterapeuta para ter benefícios. Roberta Temes destacou que a hipnose pode atingir bons resultados por meio de CD’s ou, até mesmo, por telefone, prática que ela oferece como parte do tratamento. Segundo ela, muitos CD’s indutores do relaxamento podem ser encontrados no site http://www.hypnosis-network.com.

Talento do profissional

Ellen Fineman, terapeuta corporal de Portland, submeteu-se a cinco cirurgias para reparar uma retina que insistia em se descolar. Durante a sexta operação, Ellen fez uso de uma fita cassete de hipnose preparada por Temes especialmente para pacientes que seriam submetidos a cirurgias. “O material era muito relaxante e tranqüilizador”, garante Ellen. “A fita repetia que eu estava nas mãos de profissionais realmente competentes e que teria poucos inchaços”, diz. “Desta vez, a cirurgia foi um sucesso, não houve inflamação, inchaço ou outro descolamento. O cirurgião ficou muito surpreso e perguntou o que eu tinha feito de diferente desta vez”, assegura.

Como em qualquer outro ramo de atividade, alguns hipnoterapeutas têm mais talento do que outros. Roberta Temes sugere que a propaganda boca-a-boca pode ser a melhor maneira de encontrar alguém com prática em hipnose para cuidar do tipo de problema que se tenta solucionar. Útil também é buscar associações de profissionais, que costumam manter listas de referência de terapeutas, com ou sem certificação, de cada localidade e especialidade.

Embora nem todo mundo seja facilmente hipnotizado, quase todos conseguem entrar em um transe terapêutico, diz Roberta Temes. Outro de seus pacientes, a médica Susan Clarvit, psiquiatra de Nova York, pensava que não conseguiria ser hipnotizada – ela era científica demais, racional demais. “Mas eu estava desesperada”, conta Susan. “Estava grávida de meu segundo filho e tinha náuseas constantes, que não me deixavam em paz”, relembra.

A hipnoterapeuta perguntou à paciente o que ela costumava segurar com mais freqüência e Susan respondeu que era uma caneta. “Ela me hipnotizou de maneira que quando eu segurava uma caneta, tinha uma sensação geral de bem-estar. Segurava uma caneta o tempo todo, mesmo quando estava dirigindo, e não sentia náusea”, surpreende-se.

Sob o poder da hipnose, Susan recebeu uma sugestão pós-hipnótica que ligava a ação de segurar uma caneta a se sentir bem. Tais sugestões permitem que as pessoas se comportem de uma maneira nova e desejada depois de serem trazidas para fora do transe.

Poderia se dizer a alguém que esteja tentando superar o hábito de comer: “Quando você estiver com fome, você vai comer vegetais”. A sugestão para um fumante poderia ser “você vai beber água quando quiser um cigarro”, e poderia ser dito a alguém aterrorizado em falar em público: “Você vai respirar bem fundo quando se sentir com medo”.

Ensina-se a muitos pacientes a praticar a auto-hipnose para reforçar o novo comportamento. A médica Karen Olness, professora de pediatria na Case Western Reserve University e que preside a International Society of Hypnosis, diz que “o treinamento em auto-hipnose em crianças é uma estratégia efetiva e prática para prevenir episódios de enxaqueca.”

Às vezes, pacientes com doenças bem-estabelecidas podem se beneficiar da hipnose. Brian Alman conta sobre uma mulher com esclerose múltipla que só foi curada da depressão com hipnose. Ela não havia conseguido melhorar com antidepressivos. Quase imediatamente, relata ele, a depressão da paciente não só melhorou, como seu modo de andar e a sua fala melhoraram notadamente.

Conforme Alman, para muitos pacientes o problema médico é tão complexo que instruções e comandos específicos podem ser ineficazes. O benefício da hipnose tem mais a ver com o desencadear de processos inconscientes do paciente. “Existe uma riqueza de material no inconsciente do paciente que pode ser usado na cura”, sugere. No entanto, Alman lamenta que, embora a hipnose médica possa freqüentemente produzir uma mudança rápida até mesmo em casos difíceis, a técnica seja tão subestimada como uma ferramenta terapêutica. (The New York Times – Gazeta Mercantil)

Fonte: Gazeta Mercantil

Blogs ajudam a tratar doenças de todo tipo – de obesidade e diabete a esclerose múltipla 18/07/2008

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Escrever ajuda a tratar

O antigo hábito de registrar em um diário os acontecimentos cotidianos ganha nova força com a internet e se mostra uma excelente terapia para quem quer (e precisa) descarregar emoções reprimidas

A fonoaudióloga Maria Isabel Gandolfi Donadi, de 31 anos, de São Paulo, tomou uma das decisões mais importantes da sua vida no começo deste ano. Cansada de recorrer sem sucesso às mais variadas fórmulas para emagrecer, resolveu submeter-se a uma cirurgia de redução de estômago. Ela estava bastante segura do que queria. Afinal, conhecia bem os riscos que correria caso continuasse com mais de 90 quilos, um peso perigoso para quem, como ela, já tinha hipertensão, esporões nos calcanhares e desgastes articulares pronunciados nos joelhos. Porém, a menos de um mês da operação, a candidata a magra, tomada por um incontrolável medo de morrer na sala de cirurgia, vacilou. Quase desisti de tudo, conta.

Naquele momento, quando parecia que o chão lhe escapava, Maria Isabel encontrou uma maneira pouco convencional mas cada vez mais comum de recobrar o equilíbrio emocional e não perder o prumo: criou um blog. Ao escrever, consegui organizar melhor as idéias. Também pude desabafar, expressando minhas angústias em palavras. Daí me senti aliviada, conta a moça, que garante ter encontrado no tal blog a grande ajuda para entrar na faca. Dias após a cirurgia, lá estava ela de novo diante da tela, compartilhando com os amigos do mundo virtual a difícil recuperação.

A versão digital dos antigos diários tornou-se uma mania na internet e inúmeras pessoas já usufruem de seus benefícios, inclusive os terapêuticos. Embora falte literatura científica sobre o assunto, os especialistas admitem que a escrita possa contribuir direta ou indiretamente para o tratamento de doenças, físicas e psíquicas. O hábito de escrever alivia o estresse de pacientes com câncer, atesta a psico-oncologista Luciana Holtz, de São Paulo. Além dos blogs, a internet é pródiga em comunidades formadas por portadores de uma mesma doença, que funcionam como grupos de apoio virtuais alimentados por depoimentos em forma de texto. Segundo a terapeuta, o distanciamento proporcionado pela escrita contribui para a coesão desses grupos, que certamente se desfariam diante da morte de um integrante, por exemplo, caso fossem presenciais.

A escritora e psicóloga Sonia Belloto, de São Bernardo do Campo, no ABC paulista, é uma entusiasta dos blogs e comunidades da internet. O texto é um amigo disponível a qualquer hora, comenta. Ele nos obriga a pensar, ajuda a refletir e, por ser uma atividade solitária, favorece o autoconhecimento. Além disso, ativa a memória e funciona como uma espécie de academia para o cérebro ao facilitar a liberação de dopamina, um neurotransmissor que estimula o sistema nervoso e contribui para a saúde do corpo.

O psicólogo italiano Luigi Solano, professor de psicossomática da Universidade La Sapienza, em Roma, ressalta que a escrita em si não cura, mas pode trazer, sim, benefícios à saúde. Ele costuma aplicar nos pacientes uma técnica de registro escrito com resultados surpreendentes. Observei redução no uso de serviços médicos, melhora na resposta imunológica em casos de asma e artrite reumatóide, diminuição da depressão pós-parto, controle glicêmico mais eficiente em diabéticos, aumento da resistência a infecções oportunistas em pacientes com aids e redução do tempo de recuperação pós-cirúrgica, enumera. Solano, no entanto, faz questão de frisar a importância de que esses relatos escritos tenham acompanhamento profissional. O psicólogo acredita que as memórias traumáticas permaneçam no cérebro como um corpo estranho, produzindo algo que se poderia comparar com toxinas. Elaborar o texto ajuda a diluir essas experiências negativas, garante.

O psiquiatra Geraldo Possendoro, professor da Universidade Federal de São Paulo, a Unifesp, concorda que esse ato intimista alivia a ansiedade, mas tem uma visão mais pragmática do assunto. Ele encara o papel e a tela do computador como extensões da memória. O auto-registro é um método consagrado pela terapia cognitivo-comportamental, que ajuda o terapeuta a identificar as causas de um trauma psíquico, explica o médico. Ou seja, o relato escrito do paciente nos permite identificar os gatilhos das crises nervosas, já que há ali detalhes que poderiam ser esquecidos.

Por fim, vale lembrar a coletânea de poemas intitulada O Lado Fatal, em que a autora, a gaúcha Lya Luft, relata uma grande dor: a morte de seu segundo marido, o também escritor Hélio Pellegrino.

Tive uma catarse e escrevi 17 poemas em uma única tarde. É uma obra sui generis. Não é arte, mas sim um desabafo, declara. O livro diz ela a ajudou a organizar seus pensamentos. A base da análise é a palavra. Quando nomeamos os fantasmas, eles deixam de existir. E, enquanto escrevemos, vamos reparando os danos provocados pelos traumas.

A FEBRE DOS BLOGS
A eclosão de comunidades virtuais voltadas para a área de saúde representa uma tendência irrefreável. Prova disso é o sucesso do site americano Patients Like Me, uma espécie de Orkut de pacientes, que congrega milhares de pessoas em torno de doenças específicas. É o caso de Humberto Macedo, que mora em Brasília, no Distrito Federal, e é portador de esclerose lateral amiotrófica (ELA), o mesmo distúrbio do físico inglês Stephen Hawking. Ele é um dos mais engajados membros de uma comunidade do site que investiga o potencial do tratamento com lítio usado originalmente para a depressão.

Fonte: Revista Saúde é Vital – agosto de 2008

Higiene faz mal à saúde 01/02/2008

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Higiene faz mal à saúde

Nunca vivemos em meio a tanta limpeza. E isso pode estar deixando de as pessoas ainda mais doentes.

Nunca fomos tão limpos.

Por dentro e por fora: dos banhos diários à comida pasteurizada, do papel higiênico à água clorada, dos antibióticos ao aspirador de pó, uma série de avanços culturais e tecnológicos eliminaram boa parte dos microorganismos com os quais nossos antepassados sofriam. Várias doenças deixaram de existir, a expectativa de vida aumentou.

Mas esse estilo de vida asseado pode fazer mal, aumentar a incidência de certos tipos de doença.

Hoje, nos EUA, mais de 50% das pessoas têm algum tipo de alergia o dobro da década de 1980. E os jornais publicam notícias assustadoras sobre a comida: só num dos casos, ano passado, 10 milhões de quilos de carne tiveram de ser recolhidos do mercado devido a contaminação. Até o reles amendoim é tratado como se fosse ameaça biológica como há crianças que podem morrer se sentirem o cheiro dele, as escolas americanas estão criando zonas livres de amendoim.

O que está acontecendo?

Bom, lembra de quando você era criança e chegava imundo em casa? Aí sua mãe mandava correr para o banho. Ela estava errada. Se você tiver um gato antes do nascimento do seu filho, a criança nasce mais protegida contra alergia (a gato), devido às substâncias liberadas pelo animal. Isso foi comprovado em alguns estudos, diz Evandro Alves do Prado, professor da UFRJ e diretor da Sociedade Brasileira de Alergia e Imunopatologia.Ele cita outros casos intrigantes: Alguns trabalhos feitos na Alemanha mostram que, em famílias com muitos filhos, o irmão caçula estaria protegido de alergias, devido ao contato com os irmãos mais velhos. E pessoas que moram em áreas rurais, em contato com esterco de boi, de cavalo, também acabariam mais protegidas.Mais: além de ajudar o corpo a criar resistência contra microorganismos, a exposição a sujeiras no dia-a-dia ajudaria a refrear a fúria do sistema imunológico.

Num estilo de vida superurbano, avesso à sujeira, as células de defesa do organismo não têm tantos inimigos para combater e acabam surtando. Desse jeito, elas podem entender o amendoim, por exemplo, como um inimigo. E reagir violentamente (na forma de uma alergia). Outra manifestação de um sistema imunológico pirado é atacar as próprias células do corpo, coisa que pode dar nas chamadas doenças auto-imunes (asma, artrite, esclerose).

É o que prega a hipótese da higiene, uma teoria que já existe há algum tempo, e que nunca foi consenso. Mas agora estão surgindo algumas pesquisas que parecem comprová-la.

Um estudo feito na Universidade Duke, nos EUA, mostrou que ratos selvagens têm menos tendência a desenvolver certas doenças do que os de laboratório, habitantes de um ambiente tão limpo quanto um hospital de primeira. Tudo por causa de dois tipos de anticorpo: o IgG, ligado a alergias, e o IgE, que pode desencadear as doenças auto-imunes. Os ratos selvagens têm mais anticorpos. Mas eles não causam patologias, pois se ligam a agentes externos. Nos animais de laboratório, provocam reações alérgicas e auto-imunes, diz o professor William Parker, responsável pelo estudo.

Além de fazer o organismo endoidar, a limpeza excessiva também pode nos deixar vulneráveis a bactérias e parasitas. O próprio governo dos EUA desaconselha o uso de produtos de limpeza com bactericidas, que são considerados ineficazes e perigosos, pois poderiam estimular o surgimento de bactérias hiper-resistentes.

Pelo mesmo motivo, a ong Union of Concerned Scientists (algo como União dos Cientistas Engajados), voltada para assuntos de saúde, protesta contra o uso indiscriminado de antibióticos: nos EUA , o consumo deles subiu 50% desde a década de 1980 sendo que a grande maioria, mais de 90%, é consumida pelos bois, vacas e galinhas que a gente come.

A comida moderna, superdesinfectada, pode ser perigosa. E a defesa da sujeira vai além: para alguns cientistas, o aumento no número de nascimentos por cesariana é um dos responsáveis pela explosão das alergias.

É que nesse tipo de parto, mais limpo, a criança não passa pela vagina da mãe. Então não tem contato com a infinidade de bactérias que vivem lá, e acaba com o sistema imunológico pouco calejado. Parece absurdo, né? Mas, se você levar em conta que o corpo humano carrega 10 vezes mais células de bactérias do que de gente, faz sentido.

A imundície, veja só, pode até curar: dois estudos recentes mostram que determinados tipos de parasitas e bactérias aliviam, respectivamente, os sintomas da esclerose múltipla e da depressão.

Convencido? Calma: ninguém está dizendo pra você parar de tomar banho, rolar na lama ou deixar a casa emporcalhada. Contra as doenças da limpeza, a grande aposta dos cientistas é a sujeira high-tech: a empresa alemã Ovamed já vende um tratamento, de 2 200 euros, que supostamente alivia alguns tipos de doenças auto-imunes. São ampolas cheias de Trichuris suis ova versão esterilizada de um parasita encontrado no intestino do porco. Você toma junto com água, no café da manhã. Vai encarar?

Fonte: Revista SuperInteressante – Fevereiro de 2008

Coleta de sangue do cordão umbilical 25/01/2008

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CordCell faz sua primeira coleta de sangue do cordão umbilical em Ijuí

O banco de células-tronco CordCell, pioneiro nas pesquisas brasileiras nesta área, realizará uma coleta de sangue do cordão umbilical em Ijuí (RS) nos próximos dias. O nascimento da menina Lívia, filha do casal de médicos Martha Fonseca e Silva e Ricardo Pittas e Silva, deve acontecer após dia 28 de janeiro, no Hospital da Unimed. “Temos acompanhado os estudos realizados com células-tronco do cordão umbilical e sabemos de sua importância. Temos uma filha de três anos e, quando ela nasceu, ainda não tínhamos este tipo de procedimento na cidade. Agora, tivemos esta opção – trata-se de uma segurança no caso de uma necessidade posterior”, explica Martha, que é mãe, também, de Mariana.

O procedimento será coordenado pela hematologista Cheila Eickhoff. “As células-tronco do cordão umbilical podem possibilitar o tratamento para uma série de doenças. Trata-se de uma nova perspectiva terapêutica, que
pode ser de grande valia no futuro”, afirma a especialista. O obstetra responsável pelo parto será o médico Cláudio Michel.

De acordo com o hematologista Adelson Alves, presidente da CordCell, o emprego de células-tronco de cordão umbilical nas doenças onco-hematológicas, como as leucemias e outras enfermidades do sangue, já faz parte da rotina médica com expressivo sucesso e com vantagens absolutas sobre as células-tronco da medula óssea.

A CordCell é uma das únicas empresas do país a fazer gratuitamente o transplante de células-tronco, bem como o acompanhamento clínico, na sua sede, nas especialidades de hematologia e onco-hematologia, das crianças que efetuam congelamento com o banco.

Como funciona – O procedimento é realizado após o nascimento da criança, não interferindo no parto nem causando qualquer transtorno para a mãe ou ao recém-nascido. O sangue do cordão umbilical é coletado em sistema fechado, protegido de contaminação, sendo retirado por meio de punção da veia umbilical. O sangue então flui por gravidade para uma bolsa estéril com anticoagulante. Seu volume varia de 70 a 200 ml. Nesta oportunidade, são também coletadas amostras de sangue da mãe, para testes de doenças passíveis de transmissão por via placentária, como HIV, Sífilis, Hepatites B e C e Eletroforese de Hemoglobina.

Após a coleta, um sistema seguro de identificação com código de barras é fixado na bolsa e na amostra de sangue, que são acondicionadas em maletas térmicas especiais, dotadas de registrador para controle de temperatura durante o período do transporte – que deve ser completamente seguro, para não expor o sangue a quaisquer agentes prejudiciais. De acordo com os critérios da CordCell, o tempo entre a coleta do sangue de cordão umbilical e seu processamento não poderá exceder a 36 horas.

As coletas realizadas pela CordCell em todo o país são direcionadas para a sede da empresa, em São Paulo, onde são processadas, congeladas e armazenadas, em laboratórios especializados de última geração. Seu processamento se dá em um sistema totalmente estéril e fechado, livre do risco de contaminação. O material processado é separado em duas amostras, que passam por testes de viabilidade, contagem celular e exames microbiológicos. Após a separação das células-tronco, a unidade é congelada em bolsas especiais – o congelamento tem como objetivo preservar as células-tronco vivas, de forma que possam, quando reconstituídas, manter seu alto grau de viabilidade e integração, sem induzir toxidades ao organismo. O congelamento dura cerca de 1 hora. Neste período, a temperatura cai gradativamente até -85ºC. As células-tronco do cordão umbilical congeladas recebem, então, um segundo revestimento especial – visando maior segurança – e são armazenadas com nitrogênio líquido a -196ºC. Todas as unidades armazenadas são identificas com código de barras e gerenciadas por computadores através de softwares inteligentes, que guardam informações sobre a coleta e permitem sua pronta localização quando solicitadas.

Usos – Desde a década de 1980, quando, na França, a médica Eliana Gluckman realizou o primeiro transplante com sangue de cordão umbilical em um paciente que era portador de uma doença incurável, Anemia de Fanconi, a Terapia Celular com células-tronco do cordão umbilical ou medula óssea já era uma realidade e antevia uma revolução científica nos métodos de tratamento de muitas doenças. Este paciente permanece vivo e saudável até hoje. O sangue que propiciou este fato inédito na medicina foi coletado no nascimento de seu irmão.

Os primeiros estudos focando o emprego das células-tronco na reparação de órgãos adultos foram apresentados na revista Nature, em 2001. “Os pesquisadores demonstraram que as células-tronco, quando injetadas no animal de experimentação, após o infarto do miocárdio, diminuíam a área de infarto e melhoravam a performance cardíaca”, explica Adelson Alves. Desde então, inúmeras pesquisas têm sido realizadas em todo o mundo e em diversas áreas da medicina, além da cardiologia. Nas doenças neurológicas, como Esclerose Múltipla, Acidente Vascular Cerebral, Trauma Raquimedular, Parkinson e Diabetes Tipo I, elas representam, se não a cura, pelo menos uma melhor qualidade de vida para inúmeros pacientes. “Hoje, muito mais do que ontem, a Terapia Celular com células tronco é uma realidade palpável e que muitos benefícios tem trazido no tratamento de doenças. Amanhã, tendo em vista, o seu enorme potencial em solucionar problemas que ainda não têm solução, trará novas esperanças para a cura de outros males”, assegura o especialista.

CordCell – A Cord Cell tem mais de 10 anos de existência e está presente em vários estados do país, inclusive no Rio Grande do Sul. Sua sede, em São Paulo, abriga um dos mais modernos laboratórios de congelamento de células do Brasil. Sua vocação científica é comprovada pela série de investigações que empreende, colaborando para o avanço da pesquisa nacional e para o desenvolvimento da saúde. Outras informações no site http://www.cordcell.com.br.

Fonte: Rádio Progresso de Ijuí

Dor: até quanto você deve suportar 19/10/2007

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Se você recorre aos remédios ao primeiro sinal de dor, deveria pensar duas vezes. Um analgésico, por exemplo, pode mascarar sintomas para um bom diagnóstico

As pessoas reagem à dor de forma diferente. Marina, 30, precisa de dose dupla de anestésico só para tratar um dente. Já a sua irmã, Sílvia, 41, enfrentou o parto com tanta tranqüilidade, que chegou a ser saudada pela equipe médica. Reações opostas numa mesma família são comuns. Afinal, no campo da resistência e da superação, outros fatores pesam muito mais do que a herança genética.

De acordo com o anestesiologista Onofre Alves Neto, presidente da Sociedade Brasileira de Estudos da Dor (SBED), a resposta aos estímulos é individual e depende de como cada um reage emocionalmente a eles. A psicóloga Dirce Perissinotti, doutora em neurologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), concorda. Para ela, em 70% dos casos, a sensação dolorosa tem uma razão afetiva-emocional. “É o que chamamos de memória implícita da dor. O cérebro se habitua a responder por meio de dores a situações que não estejam necessariamente relacionadas a doenças ou agressões e alterações físicas”, explica Dirce.

Um perfil típico é o da pessoa com dificuldades para lidar com suas frustrações e insatisfações. Conforme a psicóloga, a rigidez da musculatura, a tensão postural e uma irrigação sangüínea ineficaz, provocadas por estresse e pressões diárias, facilitam a resposta orgânica de que algo dói.

Resistir ou atacar
O neurocirurgião Cláudio Corrêa, coordenador do Centro de Dor do Hospital Nove de Julho, em São Paulo, também chama a atenção para a forte questão cultural envolvida. De um lado, há uma tradição das pessoas recorrerem à automedicação sempre que surge alguma dor no dia-a-dia.

“Essa prática retarda o diagnóstico e, por conseqüência, o tratamento correto.” O contrário também ocorre.

“Há pessoas que excedem os limites da resistência e se recusam a usar qualquer medicação, o que também é incorreto”, explica o neurocirurgião.

CAUSAR UM INCÔMODO DANADO E ATÉ IRRITAÇÃO, MAS EM ALGUNS CASOS É SÓ UMA FORMA DE DEFESA CONTRA PRESSÕES EMOCIONAIS

Na prática, é como se algumas pessoas incorporassem um típico chorão que toma um comprimido ao primeiro sinal de dor; outros, ao contrário, se comportam como verdadeiros már tires, sofrendo com se renidade.

A DOR É A PRINCIPAL CAUSA DE FALTA AO TRABALHO E À ESCOLA, DE LICENÇA MÉDICA E APOSENTADORIA POR DOENÇA, DE ACORDO COM ESTIMATIVAS DA SOCIEDADE BRASILEIRA DE ESTUDOS DA DOR (SBED)

Se a comparação extrapolar para diferenças culturais, um exemplo clássico de resistência à dor vem do povo japonês. Já os latinos, brasileiros incluídos, tradicionalmente falam e se queixam mais.

Muito além do remédio
O controle da dor não depende só do alívio do sintoma, mas também da modificação das condições que favorecem o seu aparecimento, como desequilíbrio emocional, problemas de postura (como se senta, como dorme…) o ambiente físico (mobília, iluminação do local…) e o estilo de vida. Quem faz atividade física regularmente, por exemplo, está mais protegido contra as dores. Pode parecer estranho, porque são os atletas que ficam mais expostos a lesões, mas o anestesiologista Onofre Alves Neto explica: “aqueles que praticam exercícios regularmente e com a devida orientação têm um limiar muito mais alto de resistência à dor, por causa da maior liberação de endorfinas pelo organismo, substâncias consideradas analgésicos naturais. O autocontrole exigido na prática de algumas atividades, como ioga e artes marciais, também ajuda o corpo a relaxar e a suportar melhor as sensações de desconforto provocadas pela dor.

Ninguém melhor do que o portador de dor crônica (como é considerado aquele que sofre com um incômodo por mais de três meses seguidos) para concordar com a necessidade de uma intervenção ampla — que vai além do uso de analgésicos ou antiinflamatórios. Especialmente quando as dores constantes acabam afetando de vez o tecido nervoso e a pessoa passa a ter de lidar com o incômodo até o final da vida. Neste caso, as técnicas de relaxamento podem ajudar muito o paciente a conviver melhor com a dor. Já a psicoterapia cognitivo-comportamental seria capaz de mudar o comportamento do paciente crônico, melhorando a relação dele com o sintoma.

Quando o sintoma é nunca sentir dor
Enquanto que para muitas doenças a dor dá o sinal de alarme, para um problema raro, a sua ausência é o principal sintoma. Trata-se da analgesia congênita, originada de um defeito genético que impede a pessoa de sentir qualquer tipo de dor — mesmo as mais intensas. Por exemplo, se quebrar um braço, só vai perceber tarde demais, quando nervos, tecidos e articulações desse membro já estão totalmente comprometidos. Por essa razão, os portadores dessa doença raramente conseguem chegar à puberdade.

Outra técnica, cada vez mais utilizada, é a do biofeedback, que monitora as reações psicofisiológicas, como a emoção e a afetividade, manifestadas no plano inconsciente, por meio de sensores e eletrodotos conectados ao paciente. Essas informações são ‘lidas’ por um programa, na tela do computador, que identifica aspectos como tonicidade muscular, pulso, temperatura, corrente elétrica da pele, freqüências cardíaca e respiratória, sempre que há associação com a memória da dor ou sua percepção real, naquele momento.

“À medida que as respostas do paciente são mostradas de forma consciente, ele é treinado para modificá-las ao menor sintoma”, traduz a psicóloga Dirce Perissinotti da USP.

REMÉDIO SÓ COM ORIENTAÇÃO MÉDICA
Ao sentir uma dor aguda, de aparecimento súbito, deve-se sempre procurar um médico “para que seja tratada e abolida ou se torne suportável. Há um risco grande de uma dor aguda tornarse crônica”, avisa Onofre Alves, presidente da SBED. No caso de uma simples dor de cabeça, tomar medicamentos de modo irregular, pode levar a uma cefaléia crônica. “A pessoa faz diversos tratamentos e continua com a dor”, explica Manuel Jacobsen, coordenador do Grupo de Dor do Hospital das Clínicas da FMUSP.E há ainda conseqüências mais graves. Segundo o nefrologista e clínico Jorge Lopes, do Hospital Edmundo Vasconcelos, o consumo indiscriminado de antiinflamatórios para dores musculares e nas articulações, é um dos principais responsáveis pela insuficiência renal, ou a total falência dos rins. As estimativas comprovam, de acordo com o médico, que metade dos pacientes em hemodiálise ou candidatos a um transplante de rim tinham sempre à mão um estoque desse tipo de medicamento.

Arsenal de combate
Hoje, há muitos recursos que reduzem a necessidade de analgésicos. Veja como cada um deles pode ajudar, segundo a SBED:

FISIOTERAPIA: utiliza diversas técnicas (massagens, exercícios locais e em aparelhos) para melhorar a função das estruturas do corpo comprometidas pelo processo doloroso.

TERMOTERAPIA: uso de calor externo para produzir bem-estar e facilitar a execução dos exercícios. Entre os instrumentos utilizados estão as bolsas térmicas, os banhos de parafi- na e a hidromassagem.

CRIOTERAPIA: fontes frias como gelo, bolsa com água gelada ou cubos de gelo e aerossóis refrescantes, seguidos de alongamento muscular ou de massagem. A técnica é usada principalmente para aliviar dores agudas.

ELETROTERAPIA: por meio de choques leves nos músculos, ajuda a diminuir a atrofia muscular provocada pelas dores crônicas.

MASSAGENS: relaxam e melhoram a circulação sangüínea nos tecidos, facilitando o tratamento das dores musculares e da fibromialgia. Pode ser feita pelo terapeuta, pelo paciente ou por seus familiares.

ACUPUNTURA: a milenar terapia oriental, que introduz agulhas especiais em pontos determinados do corpo, produz relaxamento muscular, efeito antiinflamatório e a liberação de substâncias analgésicas naturais, como a endorfina e a serotonina.

HIPNOSE: durante a sessão, a pessoa torna-se mais receptiva ao inconsciente, à memória e às sugestões do terapeuta. Proporciona alívio imediato para a dor aguda, uma vez que a tensão muscular diminui no paciente hipnotizado.

HÁ CASOS ATÉ DE INSUFICIÊNCIA RENAL CAUSADA PELO USO DE REMÉDIOS SEM ORIENTAÇÃO MÉDICA

Fonte: Revista Viva Saúde – outubro de 2007

Doses de ioga 25/07/2007

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A recomendação não é só para relaxar ou meditar, nem restrita a vegetarianos ou àquela turminha zen. Agora, até mesmo os médicos têm indicado a técnica milenar para o tratamento de várias doenças. E o que é melhor: praticamente não há contra-indicação

POR RENATA AFONSO

FOTOS CAIO MELLO

Variação da uttkatasana ou ‘postura poderosa’ – aumenta o fluxo de sangue nas costas, aliviando tensões e dores. Massageia os órgãos e coloca o ORGANISMO EM ORDEM

Até pouco tempo, deste lado do mundo, acreditava-se que a técnica indiana milenar, que une exercícios, relaxamento, controle respiratório e meditação, só funcionava para quem adota um estilo de vida zen, não come carne, odeia os padrões de beleza disseminados pelo mundo e se preocupa muito mais em cuidar da mente do que do corpinho. O ocidente, porém, está mudando a maneira de enxergar a ioga.Várias pesquisas têm comprovado – e isso era o que faltava para chamar a atenção dos ocidentais mais céticos – que a prática é capaz de promover maravilhas ao organismo e ajudar a medicina a resolver inúmeros problemas de saúde. Resultado: nas aulas de ioga, é crescente o número de sedentários, fumantes, gestantes, idosos, enfim, de pessoas que procuram a prática por indicação médica. “Tenho vários alunos que fazem aula porque o médico pediu. São pessoas com bronquite, asma, depressão, problemas cardíacos e até lúpus, uma doença inflamatória de causa desconhecida, que ataca o sistema de defesa do organismo. Com a ioga, os pacientes respondem mais rápido aos tratamentos”, afirma a professora Lúcia Sandri, do Centro Integrado de Yoga, Meditação e Terapias.

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virabhadrasana ou “postura do guerreiro” – fortalece os membros inferiores, estimula a força de vontade, a determinação e a disciplina. Desenvolve a CONSCIÊNCIA CORPORAL

Para muitos médicos ocidentais, ela é uma poderosa ferramenta até nas situações mais graves. “Tem paciente que não pode fazer ginástica porque está acamado, mas pode fazer ioga”, afirma Marcos Rojo Rodrigues, professor de educação física da Universidade de São Paulo (USP) e coordenador do curso de pós-graduação de ioga das Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU). O especialista lembra, porém, que a ioga não substitui o tratamento convencional. “O ideal é que os dois – a medicina e a ioga – trabalhem juntos”, avalia.

O médico naturalista Cesar Deveza, da Clínica Yam, em São Paulo, indica a ioga para todos os seus pacientes. “Ela não surgiu especificamente para tratar doenças, mas para trazer saúde. A ioga reduz o nível de estresse. A pessoa respira, come e dorme melhor. E a qualidade de vida também melhora”, explica.

O ortopedista esportivo Teodomiro Rodrigues da Cunha Neto, do Hospital e Maternidade São Luis, em São Paulo, também concorda com a prescrição da ioga. “Pode-se recomendar para o alívio de quase todas as doenças. É um complemento eficaz ao tratamento clínico e sem efeito colateral”. O médico só ressalta que algumas posições devem ser evitadas, dependendo do problema de saúde. “Eu costumo dizer ao meu paciente o que ele pode ou não pode fazer”, revela. Na opinião do médico, a ioga ajuda na área de ortopedia, porque os exercícios de respiração aumentam a oxigenação dos tecidos inflamados, melhorando a condição das regiões musculares e das articulações comprometidas. “O paciente se sente mais a vontade do que em uma sessão de fisioterapia. Durante as aulas, a sensação é de que ele não está mais doente”, comenta Teodomiro.

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matsyendrasana ou “rei dos peixes” – massageia os órgãos abdominais (estimulando os ovários, por exemplo). Por isso, é indicada em casos de DISTÚRBIOS HORMONAIS. A posição também trabalha a musculatura da coluna, dos glúteos e do quadril

O professor de ioga Rui Afonso, pesquisador da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), lembra que há várias pesquisas feitas no ocidente que confirmam a importância da ioga para a saúde do ser humano. “Há estudos que comprovam as melhorias em casos de epilepsia, problemas respiratórios, enxaqueca e até câncer. Afinal, os remédios e os procedimentos médicos funcionam melhor quando em um organismo equilibrado”, explica. E este equilíbrio a ioga garante. Na Unifesp, Rui desenvolve um mestrado em que aplica a técnica em mulheres que estão na menopausa e que sofrem de insônia. “São praticantes que nunca tiveram contato com a filosofia da técnica, e, mesmo no início, elas já relatam diminuição dos sin tomas da menopausa, como os famosos fogachos”, conta. Mas os benefícios da técnica para as mulheres não param por aí.

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vrkshasna ou “postura da árvore” – a coluna fica estendida, por isso favorece a consciência corporal. Traz harmonia e paz interior. Perfeita para driblar o ESTRESSE

Liberada na gestação

A ioga aumenta o contato da mãe com o bebê durante a gravidez. “Além disso, nas aulas a gestante treina a respiração e chega com mais calma na hora do parto”, revela a professora Márua Pacce, do Núcleo Ganesha, em São Paulo. Segundo a especialista, as diferentes posturas da ioga são adaptadas às fases da vida. “Para as grávidas, selecionamos exercícios indicados para eliminar as dores nas costas e para fortalecer a musculatura pélvica e das coxas. “Elas só precisam da autorização do médico para praticar, especialmente no caso de gravidez de alto risco”, avisa.

A socióloga Luciana de Medeiros Cestari praticou ioga durante a gestação da segunda filha. A pequena Alice nasceu há dois meses. “Na minha primeira gravidez fiz natação. Nesta optei por fazer algo diferente”, ressalta. “Desta vez tive menos dores nas costas e a minha circulação estava bem melhor”, compara.

Para Luciana, que parou com a técnica duas semanas antes do parto, o período dedicado à ioga também foi bom para manter um contato maior com o bebê. “Com a correria do diaa- dia, a gente até esquece que está grávida. Na aula, eu relaxava. Era uma hora do dia totalmente dedicada à minha gestação”, conta.

Por essas e outras razões, a ginecologista Carolina Ambrogini, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), costuma indicar a ioga para as gestantes. “A técnica traz equilíbrio e trabalha a respiração. As gestantes ficam mais tranqüilas, menos ansiosas e com mais autocontrole. E pode ser feita até o final da gravidez, desde que se evite algumas posições”, alerta.

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gonukhafana ou “cara da vaca” – abre o peito e estimula a musculatura respiratória (bom contra DOENÇAS COMO ASMA, BRONQUITE E RINITE ALÉRGICA). Também age no estômago, fornecendo o sistema digestivo

Para pais e filhos

Trabalho feito em uma universidade da Alemanha concluiu que a ioga é um tratamento complementar, indicado para crianças com transtorno do déficit de atenção e hiperatividade (TDAH), uma vez que exige concentração e reduz a ansiedade. De acordo com a pesquisa, a técnica, mais do que outras atividades físicas e esportes comuns nessa idade, auxilia na redução dos sintomas do distúrbio. Aqui no Brasil, entre outros benefícios, a técnica é aplicada em meninos e meninas com distrofia muscular, doença genética e ainda sem cura, que causa degeneração progressiva nos músculos que envolvem todo o corpo – isso inclui aqueles envolvidos no sistema respiratório.O professor de educação física Marcos Rojo desenvolve um projeto com crianças portadoras dessa doença no Hospital das Clínicas, em São Paulo, como tese de mestrado no departamento de neurologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP). Uma vez por semana, noventa crianças, em média com 12 anos de idade, fazem ioga. “Comecei esse trabalho em 2005 e, desde então, as crianças apresentaram uma melhora de 10% na capacidade respiratória”, conta Marcos Rojo. Os portadores de distrofia muscular, explica o professor, costumam ficar dependentes de aparelhos para respirar por volta dos 14 anos de idade. “Com a ioga, eles estão retardando este processo, precisando do aparelho só aos 16 anos”, comemora. Os jovens são orientados para continuar com os exercícios em casa.

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uttkatasana – “postura poderosa” – fortalece as pernas e os músculos das costas. Dá sensação de força interna e melhora a auto-estima. Por isso é indicada contra DEPRESSÃO. Desobstrui os canais de energia dos membros inferiores, o que melhora a CIRCULAÇÃO DO SANGUE e evita DORES NAS PERNAS

Além de um escudo contra doenças

Investir na ioga é um caminho para adotar uma nova postura diante da vida. E, o que é melhor, esta mudança ocorre de forma natural, garantem os especialistas.

Muitos pacientes que começam a praticar ioga por recomendação médica continuam com as aulas, mesmo depois que o tratamento convencional chega ao fim. E os professores garantem: os hábitos desses novos alunos costumam mudar. A começar pela alimentação.

O praticante não vai virar, necessariamente, um vegetariano, mas passa a preferir alimentos mais leves e naturais. “Ele começa a ter enjôo de certos alimentos. O corpo diz o que não quer mais”, diz a professora de ioga Márua Pacce.

Praticante de ioga há dois anos, a aposentada Irene Guilhermina Marceli, de 66 anos, disse que mudou depois da aulas. Carne vermelha não saiu do cardápio, mas agora é só de vez em quando. “Eu me identifiquei com a ioga, fiquei mais leve, mais calma”.

A pessoa presta mais atenção a si mesma, percebe melhor a respiração e aprende a controlá-la. A resposta para a redução do estresse é imediata. “Com as aulas, o aluno se sente melhor, pois tenta encontrar harmonia. Torna-se mais responsável por sua saúde, fica mais consciente. Escolhe melhor os ambientes que freqüenta e até os amigos. A ioga coloca você em outra vibração”, acredita Márua.

O praticante não vai virar, necessariamente, um vegetariano, mas passa a preferir opções mais leves e naturais, frutas, verduras, legumes, versões integrais de produtos. “ele começa a ter enjôo de certos alimentos. o corpo diz o que não quer mais”, afirma a professora de ioga márua pacce

“Achava que só era para relaxar”
Comer estava virando um tormento para Renata Barros Obara. Aos 26 anos, a comerciante não conseguia abrir a boca mais do que um centímetro. “Estava com problema na articulação. Tinha que empurrar o alimento entre os dentes. Muitas vezes só conseguia engolir miolo de pão”, conta. Renata também sofria com as fortes dores. “Tomava remédio e nem sempre adiantava”, diz. Há um ano, além de usar uma placa nos dentes para dormir, a jovem foi aconselhada pelo dentista a praticar ioga. “Nunca tinha feito. Achava que era para quem vivia estressado e precisava relaxar”. Estava enganada. Com as aulas, uma vez por semana, Renata afirma que se sente muito bem. Agora já consegue abrir a boca e se alimentar direito. “Nem imaginava que a ioga poderia me ajudar. E ajudou bastante. As dores passaram”, comemora aliviada.

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janurdwasana - “postura elevada do joelho” – melhora o equilíbrio físico e emocional. Trabalha postura (posição que ajuda em caso de ESCOLIOSE) e alonga os músculos internos da coxa

“Por que não descobri isso antes?”
A aposentada Cleusa Perlato, de 62 anos, já tinha ouvido falar em ioga, mas nunca tinha praticado. O início foi há três anos por indicação de um reumatologista. “Gostei de cara”, diz. Ela sofre de fibromialgia há duas décadas. A doença provoca dores constantes nas articulações. “Já nos primeiros exercícios me senti bem. Fazer ioga ajudou bastante. Ainda tenho dores, mas são menos intensas. Antes, era horrível”, conta Cleusa. Além de diminuir a dor e melhorar a qualidade de vida, a ioga ajudou a aposentada a relaxar. “Você aprende a se controlar quando precisa”. No início do ano, Cleusa não tinha tempo para a ioga e precisou interromper as aulas. Sentiu a diferença. “Eu vejo o resultado negativo quando paro”, avalia. Há pouco tempo, resolveu voltar à prática. A aula com orientação de uma professora é feita uma vez por semana. Mas todas as tardes, durante 20 minutos, Cleusa faz ioga em casa, sozinha. “Quando não pratico fico com o corpo pesado. Sinto falta. E vivo me perguntando: por que não descobri isso antes?”.

“Foi a ioga que me curou”
A advogada Miriam Barone acredita que a ioga foi a responsável pela cura de um problema de saúde que ela teve há 13 anos. “O braço e o punho começavam a formigar, ficavam adormecidos”, lembra. A advogada, que sofria da síndrome do túnel do carpo (problema que causa pressão no nervo mediano, localizado no punho, provocando dormência e formigamento na mão), também perdeu a segurança nas mãos. “Tinha medo de dirigir. A impressão é que não conseguia segurar nada”. À noite, incomodada com as dores, a advogada ficava girando o braço o tempo todo e enrolando-o em cobertores. “Meu marido achava que eu estava louca. Mas era a dor”, conta. Na consulta médica, a advogada foi encaminhada para a cirurgia. Miriam comentou o assunto com a professora de ioga, que resolveu intensificar os exercícios na região dos braços e da mão. “Foi uma ioga localizada”, explica. A medida deu resultado, segundo a advogada. Quando voltou ao médico, a cirurgia foi descartada. “Ele não acreditava no resultado”. As dores foram desaparecendo aos poucos e nunca mais voltaram. “Tenho certeza que foi a ioga que me curou”, acredita Miriam, adepta da ioga há 23 anos.

Fonte: Revista Viva Saúde, julho de 2007

Os riscos de trocar o dia pela noite 01/04/2007

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Seja por necessidade profissional, seja porque simplesmente gostam, muitas pessoas ficam ativas na madrugada. Especialistas explicam os danos causados por este hábito e como os notívagos devem se cuidar

Já reparou que enquanto a maioria dorme à noite, uma parcela da população está em plena atividade? A vida noturna está em grande expansão nos últimos anos, com a ampliação de serviços 24 horas, como supermercados, pet shops, floriculturas, restaurantes, entre outros. Além dos trabalhadores noturnos, há quem prefira, por questões pessoais e genéticas, ficar acordado durante a madrugada, seja em casa ou na rua.

O jornalista e estudante de direito Rodrigo Luchiari, 32 anos, de São Paulo, por exemplo, dorme apenas quatro horas por noite. Normalmente, durante a semana, ele vai para a cama entre 3 e 4 horas e acorda entre 7h30 e 8 horas para ir à faculdade. “Durmo tarde desde pequeno e não sinto sono”, afirma Luchiari. Mesmo nos fins de semana, ele dorme pouco. “Só vou dormir quando a energia acaba mesmo”, diz o jornalista. “Às vezes, passo a madrugada estudando e vou direto para a faculdade fazer provas”, conta. Apesar de dormir pouco, fumar e não fazer atividade física, ele garante que adoece pouco. No entanto, preocupado com a saúde no futuro, Rodrigo quer largar o cigarro e também melhorar a qualidade de seu sono.

A inquietação do jornalista é pertinente. De acordo com os especialistas, essa inversão de horários realmente é um fator prejudicial à nossa saúde.

“Nós fomos biologicamente programados para dormir à noite”, explica a pneumologista Lia Rita Azeredo Bittencourt, presidente da Sociedade Brasileira de Sono. De acordo com Lia, a ausência de luz, a queda de temperatura do corpo e a secreção da melatonina (um neuro-hormônio responsável por regular o sono) são fatores que ocorrem nesse período e contribuem para o descanso. “Pesquisas demonstram que, durante o dia, as pessoas dormem menos e com menor qualidade, já que o sono costuma ser mais fragmentado”, enfatiza.

As conseqüências para o organismo humano são imediatas: fadiga, sonolência durante o dia, déficit de atenção, de memória e raciocínio, além de predisposição a problemas cardiovasculares e metabólicos.

“O notívago pode ter hipertensão arterial, arritmias e outras doenças cardíacas, devido ao aumento de substâncias estressoras (catecolaminas) no organismo e por não haver descanso fisiológico suficiente do sistema cardiovascular, ou seja, a redução da pressão arterial e da freqüência cardíaca que ocorre à noite”, alerta a pneumologista.

Quem não dorme à noite ainda pode desenvolver predisposição à obesidade, pela dificuldade de ação da leptina (hormônio da saciedade), e ao diabetes, pela maior resistência à ação da insulina. As alterações metabólicas dos lipídios ainda podem aumentar o “mau” colesterol (LDL).

Segundo informações da Associação Nacional de Medicina do Trabalho (ANAMT), as doenças mais freqüentes em quem trabalha à noite são as de origem gastrintestinal (como azia, má digestão, úlceras gástricas, irritações do cólon e dificuldades em manter a regularidade intestinal), além das ligadas ao sistema cardiovascular. Pesquisas revelam também uma maior possibilidade de desenvolvimento de câncer de mama e de colorretal nesses profissionais. Há outros estudos, indicando que os riscos de acidentes aumentam com o trabalho noturno, particularmente se a jornada for prolongada.

O que pode ser pior
Mas ir para a cama todo dia em horários diferentes é ainda muito pior. É o que ocorre com o assistente de segurança alfandegário Everton da Silva Florencio, de 31 anos, que trabalha em sistema de turnos no Porto de Santos (SP). A cada semana, ele muda o horário de trabalho: em uma, ele começa a trabalhar durante a noite; na outra, pela manhã; e na terceira, à tarde. Conseqüência: ele não consegue ter um horário certo para dormir. “Eu não tenho problemas de insônia; tenho sono pesado e durmo no horário que for preciso”, acredita Florencio. “Mas, na semana em que passo a madrugada acordado, me sinto muito mais cansado”, admite. “Se eu pudesse, só começaria a trabalhar pela manhã, pois acredito que sou muito mais produtivo nesse horário do que em outros”, afirma.

“Quem, mesmo não dormindo à noite, mantém a regularidade nos horários de sono, não sofre tanto quanto aquele que tem ritmo irregular”, avisa o neurologista Luciano Ribeiro Pinto Jr., pesquisador do Instituto do Sono da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

De acordo com o especialista, a regularidade é importante para a manutenção do ritmo circadiano (de 24 horas) do organismo. Esse ciclo é determinado pelos centros (células) do chamado relógio biológico, localizados no cérebro. São essas células que, de forma harmônica e de acordo com o horário, anunciam como o organismo humano deve se comportar — quais hormônios devem ser produzidos, quando as células de determinados tecidos devem se dividir, qual a concentração de enzimas que deve haver em certo momento…

Os ritmos internos do nosso organismo são sincronizados por marcadores externos, como a variação da luz, os momentos em que a pessoa está em atividade (trabalhando, comendo, etc) e a hora em que ela vai dormir.

A temperatura corporal, por exemplo, é determinada pelo ritmo circadiano — aumenta durante o dia e atinge o seu máximo no fim da tarde, iniciando uma queda lenta e gradual após às 18, 19 horas e alcançando o seu mínimo no meio da madrugada. A variação de temperatura oscila entre 1 e 1,5 graus entre a mínima e a máxima. Também há uma pequena queda da temperatura entre 11 e 14 horas, que também corresponde ao horário do almoço.

É justamente porque a temperatura corporal está mais baixa que o ser humano sente sono durante a madrugada. Quando a pessoa passa várias noites acordada e dorme durante o dia, a curva da temperatura se altera, não subindo muito durante o dia, nem descendo muito à noite.

Como a temperatura não diminui na intensidade ideal durante o dia, a pessoa tem dificuldade em cair no sono e mantê-lo. A presença de luz nesse horário atrapalha ainda mais o descanso — pois é no escuro que o corpo produz o hormônio melatonina, regulador do sono.

Dormir cada dia em um horário diferente deixa o relógio biológico mais confuso. É por isso que o ser humano deve se habituar a dormir sempre nos mesmos horários, ainda que durante o dia. “Se o sono não ocorre na hora ideal, pelo menos que seja regular”, conclui Ribeiro Pinto (Unifesp).

UM QUARTO DAS PESSOAS QUE TRABALHAM À NOITE DESENVOLVEM DISTÚRBIOS DE SONO. AS VÍTIMAS SÃO AQUELAS QUE, POR FATORES GENÉTICOS, IDADE, PROBLEMAS DE SAÚDE, USO DE DROGAS E MEDICAÇÕES, NÃO SE ADAPTAM AO PERÍODO NOTURNO

10 FORMAS DE PROTEGER A SAÚDE DOS NOTÍVAGOS
É possível minimizar os prejuízos à saúde causados pela vida noturna, seguindo os conselhos dos especialistas:

1. Durma sempre nos mesmos horários, mesmo nos dias de folga, para não afetar ainda mais o relógio biológico.
2. Mesmo durante o dia, durma sem interrupções uma quantidade de horas mínima para o seu bem-estar — de seis a oito horas.
3. Deixar o quarto escuro ajuda a dormir melhor. Feche janelas e cortinas, mas mantenha o ambiente arejado, porque o calor também atrapalha o sono.
4. Use protetores de ouvidos, por conta do barulho feito durante o dia. .
5. Para que os trabalhadores noturnos não sintam sono à noite, é só tirar um cochilo algumas horas antes de ir trabalhar.
6. Se puder, cochile no meio da madrugada, mesmo que por poucos minutos. .
7. Avise sua família que ela precisa colaborar para a manutenção de um ambiente tranqüilo para você dormir bem durante o dia.
8. Apesar de ser difícil, quem fica acordado à noite não deve se descuidar da alimentação, para não atrapalhar ainda mais o sono durante o dia. É importante consumir vegetais ricos em fibras, muitas frutas e pouca gordura. Também é preciso fazer as três principais refeições (café da manhã, almoço e jantar) em horários adaptados. Antes de dormir, deve-se ingerir uma refeição leve.
9. Evite tomar refrigerantes com cafeína, café, chá preto ou mate, tanto durante o trabalho noturno quanto antes de dormir.
10. Praticar exercícios físicos regulares, evitar o fumo e o álcool e manter o peso também são medidas importantes.

FONTE: LIA RITA AZEREDO BITTENCOURT, LUCIANO RIBEIRO PINTO JR. E ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE MEDICINA DO TRABALHO (ANAMT)

CÂNCER DE MAMA E TRABALHADORAS NOTURNAS
Estudo realizado pelo Instituto do Câncer Epidemiológico, da Dinamarca, com sete mil voluntárias, de 30 a 54 anos, sugere que as mulheres que trabalham no período noturno têm 50% mais risco de desenvolver o câncer de mama. Os pesquisadores constataram uma maior incidência de tumores malignos de mama entre aquelas que trabalharam durante a noite, por pelo menos seis meses.
No entanto, não foi comprovada a causa da relação entre a doença e o trabalho noturno, mas alguns médicos acreditam que a exposição à luz artificial durante a noite pode provocar alterações hormonais que aumentam o risco.
Outra pesquisa, realizada pela Universidade da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, mostra que o trabalho noturno durante os três primeiros meses de gravidez aumenta em 50% o risco de parto prematuro. Os pesquisadores acreditam que isso possivelmente se deve à interrupção da atividade normal do útero durante a noite.

APROXIMADAMENTE 10% DA POPULAÇÃO É VESPERTINA: POR RAZÕES GENÉTICAS, ESSAS PESSOAS SE SENTEM MAIS DISPOSTAS AO ANOITECER E PREFEREM ACORDAR MAIS TARDE

Fonte: Revista Viva Saúde – abril de 2007

De olho no fundo dos olhos 30/03/2007

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Essa região reflete não apenas a presença de doenças oculares, como o glaucoma, mas também outros males como diabetes, distúrbios da tireóide e até câncer

Um olhar não mente, especialmente se for analisado por um oftalmologista e seus instrumentos especiais, como o oftalmoscópio, que permite ao médico examinar o interior da visão do paciente. Tudo aparece no fundo do olho, a região que fica entre o cristalino (espécie de lente atrás da íris) e a retina (a membrana de células sensíveis à luz e receptoras de imagens, localizada na parte posterior do olho). O fundo do olho é o único local do corpo humano em que os vasos sangüíneos são vistos diretamente. E qualquer alteração aí pode indicar um desequilíbrio. “Essa região ocular funciona como uma janela através da qual se enxerga a saúde do organismo de uma maneira geral”, explica o gerente médico de oftalmologia do Hospital Cema, Pedro José Monteiro Cardoso. Entenda um pouco mais sobre esse exame e suas aplicações.

No olho normal, o líquido é produzido na câmara posterior e atinge a câmara anterior por meio da pupila. Depois é drenado pelos canais de saída

1 A dificuldade ou o bloqueio da saída do HUMOR VÍTREO (líquido do olho) aumenta a pressão ocular, o que pode levar à perda da visão

2 As setas vermelhas indicam a pressão feita sob o globo oculars

UM INIMIGO SILENCIOSO
  O glaucoma é uma doença ocular caracterizada, basicamente, pelo aumento da pressão dos olhos. Isso provoca lesões no nervo óptico que, se não tratadas, podem levar à cegueira total. A oftalmoscopia é um dos principais exames para diagnosticar precocemente este problema, ou seja, o distúrbio.

TIPOS: há vários tipos de glaucoma. O crônico simples ou de ângulo aberto, que representa mais ou menos 80% dos casos, costuma acometer pessoas acima dos 40 anos e, normalmente não apresenta sintomas. Por isso a importância do exame. Uma alteração na anatomia do órgão, no ângulo da câmara anterior, dificulta a saída do líquido do olho, lesionando o nervo óptico. Neste caso, a pessoa perderá a visão lentamente. Entretanto, quem tem familiares com a doença poderá apresentar maior risco de desenvolver a lesão do nervo óptico. Já o glaucoma de ângulo fechado provoca episódios de aumento súbito da pressão ocular. Isso ocorre por conta do estreitamento do espaço entre a íris e a córnea, que impede a passagem do líquido do olho (humor vítreo). O tipo da doença que é decorrente de outras enfermidades, como o diabetes, é chamado de secundário e sua causa são infecções, inflamações, presença de tumores e qualquer outro problema que interfira no fluxo do líquido do olho.

TRATAMENTO: como a doença não apresenta sintomas é muito importante fazer exames específicos, como a oftalmoscopia (veja a seguir), pois este exame poderá detectar o glaucoma. A perda visual somente acontece nas fases mais avançadas da doença, quando já não dá para reverter o que se perdeu de visão. Mas quando percebida no início, mesmo que não seja possível evitar sua instalação, dá para se controlar a pressão ocular por meio de medicamentos, o que impede que ela progrida.

   

FAÇA O EXAME OCULAR COMPLETO, QUE INCLUI A AVALIAÇÃO DO FUNDO DO OLHO, PELO MENOS UMA VEZ POR ANO. QUANTO MAIS CEDO FOR DETECTADO O GLAUCOMA, MAIS CHANCES DE IMPEDIR A PERDA DO NERVO ÓPTICO, OU SEJA, A CEGUEIRA PARCIAL OU TOTAL

Para que serve

É o exame de fundo de olho, ou oftalmoscopia, que avalia as condições do humor vítreo (líquido do olho), da retina, dos vasos sangüíneos (veias e artérias retineanas) e do nervo óptico (responsável por levar os estímulos visuais, já convertidos em sinais elétricos, ao cérebro).

“Todas as pessoas devem ser submetidas a ele, pois é um exame que detecta várias doenças oculares – como glaucoma e distúrbios da retina – e também outros males, como diabetes, câncer, leucemia, aids, infl amações reumáticas, tuberculose, toxoplasmose e desequilíbrios da tireóide”, esclarece o oftalmologista.

Quem deve fazer

De acordo com os especialistas, todo mundo, até mesmo as crianças. “O ideal seria que os bebês já fossem submetidos ao exame logo após o nascimento, principalmente os prematuros e filhos de mães que tiveram infecções durante a gestação”, enfatiza o médico. Tanto é assim, que o governo de Minas Gerais tornou o exame, desde o ano de 2004, obrigatório a todo recém-nascido. O teste é realizado no próprio berçário ou na sala de parto. A oftalmoscopia, neste caso, pode indicar a presença de retinoblastoma (tumor que atinge o órgão), catarata congênita (ou seja, de nascimento), retinopatia da prematuridade (doença degenerativa que pode levar à cegueira), além de toxoplasmose (infecção causada por um parasita, cujo hospedeiro é o gato), rubéola, citomegalovírus (um tipo de herpes) e sífilis.

Freqüência

Quem não tem problemas oculares e indivíduos com doenças que predispõem a males na região dos olhos (como diabetes, leucemia, câncer, distúrbios da tireóide, entre outros) precisam fazer o exame anualmente, especialmente se já passaram dos 40 anos. Mas nada impede que o oftalmologista estipule outra periodicidade, levando em conta o histórico do paciente. “Portadores de hipertensão, diabetes e glaucoma, especialmente, devem ficar atentos à saúde de seus olhos”, alerta o oftalmologista Pedro José Monteiro Cardoso.

Como é feito

Apesar do nome complicado, a oftalmoscopia é de fácil aplicação e não requer muito tempo para ser realizado. Além do oftalmologista, outros especialistas também podem realizá-lo, como o clínico- geral, o endocrinologista e o neurologista. Embora eles tenham o intuito de avaliar outros aspectos da saúde do paciente, como os relacionados à hipertensão, ao diabetes e também à pressão intracraniana.

• Com a ajuda de um aparelho, que contém uma lente especial, capaz de aumentar a imagem diversas vezes, o médico observa as condições do humor vítreo (líquido do olho). Existem dois tipos de oftalmoscopia: a direta e a indireta. A primeira proporciona uma maior ampliação da imagem. A segunda, mesmo tendo uma ampliação menor, permite a visualização da periferia da retina.

• Nem sempre a dilatação da vista é necessária no exame de fundo de olho. A análise da porção posterior da retina (câmara posterior) de pacientes sem problemas oculares pode ser feita sem a dilatação. “Sem dilatar a visão, o médico consegue ver a retina aumentada, mas a imagem não é tridimensional (com profundidade). Isso é importante só em alguns casos”, explica o oftamologista do Cema.

• O médico pode pingar gotas de colírio (sem dilatar a visão) nos olhos do paciente para que ele possa ver melhor as condições do globo ocular.

Fonte: Revista Viva Saúde – abril de 2007

Dormir é mais difícil para as mulheres 16/03/2007

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Publicada em 14/03/2007 às 08h15m
Marcella Sobral – O Globo Online

RIO – Cerca de 70% das mulheres americanas têm problemas para dormir à noite, de acordo com um levantamento feito pelo National Sleep Foundation. Pelo menos 29% das mulheres disseram usar remédios para dormir durante algumas noites na semana ( Dicas para dormir bem e viver melhor ).

- Se você pegar 100 mulheres, a maioria vai ter problemas relativos ao sono – disse Meir Hrkyger, do Gaylord Sleep Center, que participou do estudo.

De acordo com a neurologista especialista em sono, Andréa Bacelar, as mulheres têm três vezes mais chances de desenvolver insônia – dificuldade de iniciar e de manter o sono – que os homens.

- Isto acontece pela incidência do binômio depressão-insônia , a que as mulheres são muito mais propensas, diminuindo o tempo total de sono nas 24h. Por outro lado, a qualidade do sono pode ser pior nos homens, pois entre 40 e 60 anos eles roncam mais e têm mais chances de ter apnéia do sono.

A pesquisa, chamada ” the National Sleep Foundation’s 2007 Sleep in America poll ” , entrevistou 1.003 mulheres, entre 18 e 64 anos, escolhidas aleatoriamente por telefone. O foco da enquete era saber se os problemas de sono das mulheres podem mudar de tipo e de freqüência na medida em que elas passam por diferentes momentos biológicos em suas vidas – juventude, gravidez, meia – idade, menopausa e velhice.

As mães que tiveram filhos recentemente são as que mais sofrem com os problemas de sono ( Mulheres pegam no sono com facilidade ao longo do dia). A pesquisa revelou que, no pós-parto, 42% das mulheres raramente ou nunca têm uma boa noite de sono . O mesmo acontece com 30% das mulheres grávidas.

- A gravidez não só altera o centro de gravidade e dificulta uma posição confortável para a promoção do sono na cama como altera o metabolismo e a quantidade de alguns hormônios, tornando o sono mais superficial. Após o nascimento, também passa-se a dormir um sono extremamente fragmentado, pela necessidade de amamentar o bebê . Além disso, hormônios como a prolactina, que somente são produzidos durante o sono, enchem os ducos mamários, muitas vezes acordando a mãe pelo aumento repentino do volume das mamas – explica a neurologista.

Apesar de os problemas de sono serem freqüentes entre grávidas e mães de recém-nascidos, estes grupos não são os únicos. Enquanto 33% das mulheres entre 18 e 24 anos apresentaram problemas de sono em algumas noites na semana, a reclamação entre as mulheres entre 55 e 64 anos subiu para 48%.

- As mulheres na sua idade produtiva, na sua grande maioria, também já são mães, pois esse período coincide com a idade fértil. Este dado já impõe à mulher um sacrifício imenso de privação de sono para cuidar dos filhos pequenos.

Na opinião de Andrea, apesar da vida corrida, as mulheres não estão mais preocupadas em provar – nem para elas, nem para ninguém – que são capazes de encarar o rojão ( Rotina pode ajudar na hora de dormir ). Em contrapartida, surgem outros problemas ( Saiba como poucas horas de sono podem prejudicar a sua saúde ).

- Já começa a aparecer nas estatísticas é o aumento de tabagismo, etilismo, obesidade, hipertensão arterial, doenças cardiovasculares nas mulheres com jornadas duplas ou triplas de trabalho pela alimentação irregular, privação de sono, falta de atividade física e lazer.

Entrevista “Conhecendo as dificuldades de uma cadeirante” 30/01/2007

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Está em andamento na comunidade Os Palpiteiros do Orkut , integrante do site de relacionamentos Orkut, uma interessante entrevista com Cell Miranda, paciente de EM e cadeirante: “Conhecendo as dificuldades de uma cadeirante”.

Para quem não faz parte do citado site de relacionamentos e não pode ler seu conteúdo por lá, reproduzimos aqui a entrevista. Agradecemos à Cell pela disponibilidade em compartilhar sua história, e ao Eidi pela gentileza na autorização da reprodução abaixo.

———————————-

Eidi

Conhecendo ->as dificuldades de uma cadeirante<-
O entrevistado do tópico é a nossa convidada Cell Miranda ( http://www.orkut.com/Profile.aspx?uid=7362974102333750156 ), cadeirante ( http://www.orkut.com/AlbumZoom.aspx?uid=7362974102333750156&pid=10 ).

A entrevista se dará em formato de bate-papo informal, ao contrário do rigor exigido pelos tópicos do tipo PcE, e tem como objetivo conhecer o preconceito e os obstáculos sofridos por um usuário de cadeira de rodas.

Não serão adicionados mediadores na entrevista, ficando, por conta de cada membro ativo, a escolha de perguntas, desde que sejam pertinentes e não fujam do assunto principal. Os participantes podem fazer tantas perguntas quantas forem necessárias, mas devem ficar alertas para não fazerem perguntas repetidas, de modo a baixar a qualidade da entrevista.

Perguntas repetidas serão respondidas numa mesma postagem pelo entrevistado. Qualquer manifestação de intolerância e/ou inconveniência (perguntas sobre vida pessoal ou outros assuntos que destoem do objetivo do tópico) será advertida e, caso repetida, sumariamente punida.

O tópico não tem uma duração exata. Enquanto houver perguntas e membros ativos, a entrevista será conduzida. Será posto fim à entrevista apenas no caso de saída do entrevistado, no caso de saída dos entrevistadores ou no caso de infração grave de algum dos participantes.

Aconselha-se aos membros que quiserem perguntar algo num tópico de entrevistas que há muito tempo já baixou, que encaminhem um scrap para o(a) entrevistado(a), a fim de que ele saiba que ainda há dúvidas pendentes.

Regras claras, tenham uma boa entrevista.

Eidi

Pontapé inicial
Cell, conte-nos o motivo pelo qual você se encontra hoje em cadeira de rodas.

Paulo Fernando

Você já foi vítima de preconceito por ser cadeirante?

Bruno (FoxBoy)

O que você acha de serem destinados tão poucos onibus, metro e etc, para cadeirantes? Você já teve problemas com transporte publico?

 

Cell

Para começar, quero agradecer o convite e oportunidade de estar aqui
esclarecendo sobre o assunto. Haverão momentos pesados para mim, mas faz parte.

Eidi
Sou cadeirante por ter uma doença neurológica progressiva, Esclerose Múltipla.
Não, não é a mesma dos velhos, ao contrário. Ataca adultos jovens e aparece entre 20 e 40 anos.
Falar da EM é outra entrevista……….. Vou deixar um linkde um blog que acho bem completo sobre a doença: http://esclerosemultipla.wordpress.com/

Então, fui diagnosticada em 1996, com 35 anos. Conhecendo depois a doença vejo que se manifestou pela primeira vez em 1983, mas só foi dianosticada 13 anos depois. A partir de 1996 fiquei manca. Depois bengala, andador e cadeira desde 2002.
A EM atinge camada branca dos neurônios, responsável pela comunicação entre os neurônios e medula espinhal e a rede neural do corpo. Atinge mais o sistema motor, renal, visão e equilíbrio.

Não tenho uma ruptura na minha medula espinhal, como o caso dos para e tetraplégicos, então minha sensibilidade e circulação sanguínea está preservada. Porém eles tem um motivo pontual de lesão,acidente ou ferimento, e tendem a uma melhora até a estabilização da lesão.
No meu caso, a piora é constante, por lenta progressão da doença.

 

fada verde

vc pratica algum esporte, ou já se interessou por alguma modalidade em especial?

 

Cell

Paulo Fernando
O preconceito aparece muito no olhar: Coitadinha…
E depois que digo Esclerose nem ouvem o Múltipla: Tão novinha…

Sempre fui uma pessoa pública e ativa na minha profissão – arquiteta – e cidade – Novo Hamburgo/RS. Uso uma cadeira motorizada, o que me proporciona razoável autonomia já que não tenho força para movê-la sozinha. Pelas facilidades dela, ando pelas ruas da cidade, mas há muitas cadeirantes, mulheres principalmente, que se “escondem” em casa.

 

Marcos

Cell
Td bem?

O que vc acha que poderia ser feito para que o acesso de pessoas cadeirantes aos estabelecimentos fosse ideal?

 

Cell

Bruno
Outro grande fator de recolhimento para cadeirantes: transporte adaptado.

É um parto sair de casa: como transportar a cadeira? No meu caso ainda tem a mim: entrar e sair do carro. Além de que deve ter espaço para minha cadeira no carro. Para essas situações, tenho uma cadeira manual, menor.

Na minha cidade agora foram colocados ônibus urbanos adaptados: 3 – três – um para cada empresa de transporte coletivo numa cidade de quase 300 mil habitantes. A grade de horários é outra piada: vai pro centro pela manhã, volta à tarde. Como são poucos ônibus, nem todos os bairros são atendidos, tem alguns que só vai, outros no meio da tarde……….
Participo de uma associação de lesados medulares. a LEME, já que de de EM só tem estadual, e estamos tentando modificar linhas e horários conforme nós, cadeirantes, necessitamos e/ou possamos usar.

Nas vezes que fui a SP com cadeira, não andei de metro. Na verdade, nem tentei mas pretendo andar na próxima vez. Essa coisa do gás combustível e o tanque no porta-malas é um problema: não cabe a cadeira.

 

Cell

Fada Verde
Não, não tenho força muscular…
Às vezes, tenho ciúmes do paraplégicos e sua independência.
Meus amigos cadeirantes querem fazer um time de basquete. Procuram patrocínio.

 

 

Cell

Marcos
O que vc acha que poderia ser feito para que o acesso de pessoas cadeirantes aos estabelecimentos fosse ideal?

Em primeiro lugar, cumprir a lei. A maioria das cidades possui normas de acessibilidade em seus Códigos de Obras, de acordo com norma da ABNT, a NBR9050, responsável pela padronização dos objetos e edifícios no Brasil.

Em segundo lugar, conscientização. Um prédio bem adaptado utiliza maior quantidade de área para circulação. As rampas ocupam espaço cosiderável, transformado em uso público e não privado, o mais rentável. Também não adianta ter rampas muito inclinadas, ou que terminem ou contenham degraus.
Outro importante elemento das cidades são as calçadas. Quando existem, não são alinhadas: possuem degraus, buracos, rampas para entrada de veículos que usam o espaço público.

 

Eidi

Cell
Conte-nos mais da Esclerose Múltipla.

♥ Mary

Como ela é detectada? Exame clínico ou laboratorial?

 

Cell

Eidi e Mari
Vou aproveitar e responder aos dois juntos.
Quero também agradecer a possibilidade de falar sobre a EM, divulgar e esclarecer, pois seu diagnóstico se dá por exclusão – não é isso, não é aquilo, então é EM – e foi beneficiada com o avanço tecnológico dos exames de imagem, em particular à ressonância magnética.

Uma definição básica:
Doença neurológica crônica que acomete o sistema nervoso central. É provocada por uma desregulação do sistema imunológico, que em vez de proteger o organismo, acaba atacando a bainha de mielina, revestimento das fibras nervosas, responsáveis pelo comando de funções como coordenação motora, visão, sentidos e cognição.

O sistema nervoso faz a comunicação das diferentes partes do corpo entre si e com ele mesmo. Normalmente os nervos estão protegidos por uma capa chamada por mielina. Na esclerose múltipla (EM), ocorre uma inflamação dessa capa, que acaba se dissolvendo. Com o tempo, a mielina é substituída por tecidos cicatricial em locais isolados do cérebro e da medula. Os impulsos nervosos, que normalmente são transmitidos a uma velocidade de 360 quilômetros por hora, param ou se tornam muitos lentos.

A esclerose múltipla não tem nenhuma relação com as limitações que surgem com o envelhecimento. Trata-se de um problema comum em adultos jovens, na faixa de 20 a 40 anos. O maior pico é por volta dos 30 anos. Raramente pessoas na terceira idade desenvolvem a doença.

A esclerose múltipla não é um processo degenerativo contagioso e, na maioria dos casos, não é fatal. Apesar de não ser herdada, atinge pessoas geneticamente predispostas a doença e se manifesta de diferentes modos. Atualmente, há cerca de 35 mil brasileiros que sofrem deste mal. E, em geral, as mulheres são as mais atingidas (na proporção de duas mulheres para um homem).

 

 

Cell

O diagnóstico não é simples e pode levar alguns anos para ser feito corretamente, pois os sintomas se assemelham, em alguns casos, com outros tipos de doenças do sistema nervoso (devido aos sintomas iniciais, muitas vezes o paciente nem procura orientação médica). Entre os principais sintomas da doença estão alteração no controle de urina e fezes, comprometimento da memória, depressão, dificuldades de movimentos, fala e deglutição, dores articulares, dormências, fadiga intensa, mudanças de humor, paralisia total ou parcial de uma parte do corpo, perda da visão em um ou ambos os olhos, queimações, sensações de formigamento, tremores e tonturas.

No meu caso durante muito tempo, uns 13 anos, peregrinei em consultórios médicos em busca de respostas ao que sentia, pois tropeçava muito, era como se “mandasse minha perna subir 15 cm e ela só subisse 14, para subir uma escada, por exemplo”. Até que tive um surto severo. Começou com a coluna lombar, que doía muito, depois a perna esquerda estava sem equilíbrio e força, depois braço e, por último, a fala. Fui procurar um neuro em POA e a primeira pergunta da médica foi se eu falava sempre daquele jeito. Aí, fiquei internada para tratamentos e exames. A partir de exames de líquor, sangue, ressonância magnética e clínico foi, finalmente, definido o diagnóstico.

*Essa resposta usei para responder a uma entrevista sobre o assunto EM na comunidade Meus Pensamentos & Entrevistas.

 

Maria

Cell
Tenho acompanhado uma série de reportagens que
aborda o assunto cadeirante.
Vi as dificuldades que muitos encontram até ao
irem em agencias bancárias,tendo de esperar
por mais de meia hora para conseguirem adentrar
no mesmo.

Qual maior dificuldae que vc encontrou até no presente
momento?

Thiago

Tenho uma prima que sofre do mesmo mau que você. Porém ela é muito mais nova (27 anos) e está com um estado mais grave que o seu. É barra!

Aqui em Minas, várias leis para os cadeirantes foram aprovadas. Possuíamos um deputado (infelizmente ele não foi re-eleito) que é cadeirante e ajudou muito com vários projetos de inclusão. As escolas foram obrigadas a se adaptarem, o número de onibus adaptados é enorme e os que não são adaptados o motorista e o trocador são treinados para ajudar a pessoa a entrar e carregar a cadeira. Lógico que falando até parece uma maravilha, mas não é, mas está no caminho certo. Talvez a aproximação política de vocês possa ajudar.

Sobre a EM:

Existe cura para a EM?
Caso diagnosticada cedo tem como reverter ou então impedir o desenvolvimento/agravamento da doença?
Você está engajada em algum projeto político-social?

 

Cell

Maria
Qual maior dificuldade que vc encontrou até no presente
momento?

Dificuldades como tu citou são parte do dia dia. Nem me importo muito com elas porque são inerentes às minhas dificuldades: sempre levo junto, quando saio, um saco extra de paciência. kkkkkkkkkkkkkk
Depois, as pessoas me ajudam muito, carros esperam eu passar, aprendi a pedir ajuda quando necessário, sem culpa ou orgulho.

Acho que a maior dificuldade é comigo mesma.
Aceitar as limitações, a dependência, a mudança radical de estilo de vida e controlar o mau humor decorrente. Quando fiquei cadeirante, entrei numa profunda depressão, um estado que vinha se construindo a anos e eu não tinha me dado conta.
Outra coisa que me incomoda muito é ter que usar fraldas: minha dificuldade motora impede que chegue ao banheiro a tempo, então… Na realidade, é uma coisa que me ajuda muito, me dá tranquilidade, mas não gosto.
Hoje, participando de uma associação de Lesados Medulares encontrei minha turma: os crecados da vida! Cadeirantes, bengalantes e manquinhos fazem fisioterapia juntos, trocam experiências, convivem socialmente. Até namoram. kkkkkkkkkkkkk

 

 

Cell

Thiago
Existe cura para a EM?
Caso diagnosticada cedo tem como reverter ou então impedir o desenvolvimento/agravamento da doença?

Não, ainda não. Nem vacina. Pólio tb não tem cura, mas a vacina evita seu desenvolvimento.
Para EM, existem dois tipos tradicionais de tratamento. O preventivo e o direcionado para o surto. No preventino, o médico indica o uso de interferons ou outras drogas similares, chamadas imunomoduladores, com o objetivo de reduzir a freqüência dos surtos de desmielinizaçao que virão. Os tratamentos tradicionais não conseguem impedir a ocorrência de novos surtos; apenas diminuem em 30% a freqüência anual. No direcionado para o surto, chamado de pulsote­rapia, a pessoa recebe corticóide por via intravenosa, um imunossupressor, de três a cinco dias para diminuir a atividade e a seqüela da­quele surto.
Assim procura-se, com imuno-repressores ou imunomoduladores, diminuir a atividade do sistema imunológico, evitando que chegue a esse momento de crise ou surto, onde se estabelece um processo inflamatório da mielina – bainha que reveste e protege as fibras nervosas -, o que ocasiona o início dos sintomas como visão borrada, fadiga, fraqueza, formigamento nos braços e nas pernas, incontinência urinária ou fecal e dificuldades na fala.

Você está engajada em algum projeto político-social?

Não sei se minha atuação pode ser assim enquadrada, mas participo de grupos de pacientes, no meu estado e na internet. Aqui no orkut tem váriascomunidades de EM, sendo a EM BR – http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=636683 – a que mais participo.
Na LEME estou sempre envolvida em suas ações, atividades e campanhas.

 

Eidi

Cell,
sua cadeira de rodas é comum ou motorizada? Você recebe ajuda de parentes, para conduzí-la quando está fora de casa, ou você se locomove de maneira autônoma?

Pedrão

Uma das coisas que hoje em dia se discute é que como a pessoa vai levar uma mudança tão radical na vida depende de sua propria personalidade.

Uma pessoa com tendencioa depressiva, por exemplo, ira se afundar um pouco mais, uma pessoa com seus pitecos emocionais mais bem resolvidos tende a lidar melhor com o problema.
Confere?

Cell

Eidi
Minha cadeira de guerra é motorizada, o que me proporciona autonomia que sem a qual ia ser horrível.
Tenho duas babás – cuidadoras – que me acmpanham 24 horas por dia, cada uma no seu turno e revezam finais de semana. Minha família me ajuda muito e a estrutura de alimentação se concentra na minha casa. A minha mana do meio, seu filho e minha mãe moram a uma quadra daqui e fazem refeições conosco.

Cell

Pedrão
Uma das coisas que hoje em dia se discute é que como a pessoa vai levar uma mudança tão radical na vida depende de sua propria personalidade.
Uma pessoa com tendencioa depressiva, por exemplo, ira se afundar um pouco mais, uma pessoa com seus pitecos emocionais mais bem resolvidos tende a lidar melhor com o problema.
Confere?

Confere. Acho que me enquadro no segundo caso, mas nem tudo são flores. Tenho rompantes de impaciência, carregados de agressividades que vem do nada. Aparentemente. Fico me controlando todo instante e tem horas que expludo. Sempre em casa, com os de pertinho.
Essa vivência tem sido de um aprendizado muito rico, num tempo curto. Estou sempre me policiando para não vitimizar e a ter auto-controle, procurando melhorar minha vida, ter mais paciência, o amor incondicional, para mim e para os bem de pertinho.

Eidi

Cell,
qual a reação de seus amigos virtuais, ao saber que você é uma cadeirante? Você já se sentiu afastada de alguma amizade, depois que explicou a eles sua situação real?

 

Cell

Eidi
qual a reação de seus amigos virtuais, ao saber que você é uma cadeirante? Você já se sentiu afastada de alguma amizade, depois que explicou a eles sua situação real?

Desculpe a demora na resposta, mas esse assunto é um ‘daqueles’, já que tb tem reflexos no real.
Durante um tempo, nem falava da EM e muito menos da cadeira. O desconhecimento da doença implica num papo explicativo que teve momentos em que evitei. EM só com os escleróticos! Não sou/somos esclerosada/os.
Cadeira, nem pensar! Só para os íntimos. Ainda mais enquanto estava deprimida…………

Existiram, sim, pessoas que se afastaram. Ou melhor, nem chegaram muito. Mas a maioria foi de uma solidariedade só. Já conheci vários pessoalmente, e foi maravilhoso ver o carinho virtual ser real. E ainda vou conhecer mais um montão!

Difícil foi conviver com o afastamento dos amigos reais. A cadeira, a separação do casamento e a depressão me “tiraram de cena”. Quando um casal se desfaz, um tem que refazer amigos e além disso não conseguia – nem queria – sair de casa.
Hoje é diferente: tenho vida própria novamente. Tudo ficou mais difícil em termos de locomoção, mas aprendi a conviver com as dificuldades. Se fosse outra pessoa, não tão íntima, como eu agiria???

Agora, até coloquei fotos de cadeira no meu álbum. Aquela omissão me fazia mal.

 

Pedrão

Acho que temos uma certa tendencia a tratar deficiencias de forma romantica.
Um deficiente visual pode, por exemplo, levar uma vida “normal”, mas precisa de adaptações e, eventualmente, de desistir de algumas coisas das quyais podia gostar antes.

Acho que o mesmo se faz com a novela atual das oito sobre sindrome de Down, onde as crianças são vistas como “Anjinhos” e não come seres-humanos, com temperamentos muitas vezes ruins, dificuldade de aprendizagem e diversos outros problemas que não são apenas por preconceito.

Estou dandom, propositalmente, dois exemplos de deficiencias outros, porque ao mesmo tempo, me aprece que repetidas vezes ou tratamos um “deficiente” genericamente como um incapaz completo ou como alguém “abençoado” pela oportunidade de passar por este karma, por assim dizer.
E acho que é uma abordagem errada.
Não é fingir que está tudo bem. Não está. Tbm não é cair no extremo “é o fim do mundoi”, npq tbm não é. Mas acho uma sacanagem quase tão grande tratarmos pessoas com qq deficiencia como super-herois, anjos, abençoados, etc, porque se priva deles o direito de ficarem putos da vida, everntualmente, com as dificuldades cotidianas, como QQ pessoa poutra tem o direito.

Aquele cantor que levou um tiro nas costas (me esqueci o nome): em uma palestra com ele perguntaram se ele estava coinformado e ele respondeu que claro que não, que ficava puto da vida, etc etc as vezes.

Acho que tratar com normalidade significa não ignorar uma diferença para fiungir que está tudo bem, mas sim tratar como qq pessoa que tem uma dificuldade e reconhecer a ela o direito de se sentir P da vida as vezes. Sem idealizações de qq tipo.

Posso ter falado bobagem, mas espero que não.

Eidi

Pedrão,
Marcelo Yuka?
Aliás, aproveitando o gancho, gostaria de saber sua opinião, Cell, a respeito do desenvolvimento de pesquisas sobre célula-tronco. Uma esperança?

Maria

A pergunta que o Eidi fez é a que eu tbm faço.

Células tronco.

Cell

Pedrão
Concordo com tuas palavras. Tem dias que quero gritar: QUERO MINHA VIDA DE VOLTA!!!

Mas a vida não acabou. Conheço muitos cadeirantes que ainda trabalham, que sua patologia ou lesão não os deixou incapacitados para continuar atuando em suas profissões. Ou se adaptam a outras funções tranquilamente. Mas não nos cosiderem idiotas.

Esqueci de contar antes:
Normalmente ando acompanhada. E já ocorreu várias vezes de perguntarem coisas para mim se dirigindo ao acompanhante, como se eu fosse surda ou débil mental.
Uma vez um senhor, rude, me deu uma moeda de dez centavos. Não aceitei e ele insistiu até que ficasse com a moeda. Tive que aceitar pois ele se sentiria desumano me vendo e não fazer nada.

Cell

Células Tronco
Com certeza,
a luz no fim do túnel.

Pra muitas patologias, em especial as neurológicas. Desde doenças degenerativas, como EM e Parkinson, como lesões medulares e nervosas. Muitas pesquisa estão sendo feitas hoje em todo mundo, mas nenhuma conclusiva ou que tenha chegado. Por enquanto.

Tudo que vcs vêem na TV aberta são tentativas, direções e caminhos.
E recorro novamente ao blog EM para mostrar a vocês algumas discussões e novidades: http://esclerosemultipla.wordpress.com/?s=tronco


Eidi

Cell,
hoje fui a uma clínica e lá só haviam escadas. Indignei-me pelo fato de inexistirem rampas de fácil acesso. Como você faz para trafegar nesses lugares?


Cell

Eidi
Algumas opções:

- a radical: não trafega.

- a normal: ajuda, desde o tradicional colinho, o mais prático. Em duas etapas: a cadeira e a pessoa. Adoro colinhos.
Ou te levam sentado na cadeira, que é mais difícil para quem ajuda, e inconfortável para o cadeirante.

Tem vezes que não tem quem te carregue, ou por falta de força das pessoas ou por recato, no caso de algumas mulheres. Existem variações na ajuda, de acordo com o local. Depende da força dos ajudadores e criatividade do momento.

Outra coisa é o serviço vir até onde tu estás. Bancos e coisas do tipo te oferecem essa facilidade: o funcionário vai até o cadeirante saber a necessidade, pegar papéis e documentos, assinatura.

Agora, fala sério! uma clínica sem acessibilidade!!! E o que fazem com as macas???


Eidi

Cell,
na verdade era uma clínica odontológica ¬¬”

Mas bem, eles deveriam ter uma rampa, pelo menos!
E outra coisa: você nota o cuidado do governo, ao construir viadutos, faixas de pedestres e ônibus para cadeirantes, ou você já perdeu as esperanças quanto a essas iniciativas?


Cell

Outra coisa: lesados medulares que conseguem manipular a cadeira treinam equilíbrio para andar só com a roda traseira. Não é só número: conseguem superar obstáculos pequenos, tio 1-um- degrau. Inclinam a cadeira e sobem o degrau com as rodinhas pequena, geralmente frontais.


♥ Mary

Esse termo cadeirante é novo? Aqui foi a primeira vez que o vi.


♥ Mary

Vc já pensou em ter um cão como companheiro? Sei que vc nao precisa de um, como pessoas com outras dificuldades fisicas, sugiro pela companhia mesmo.

Veja o meu Labrador no meu álbum. Eu costumava leva-lo em um programa chamado Caopanheiro até lar de idosos e eles se sentiam super bem ao alisar o Tyson que todo matreiro colocava a cabeça no colo dos moradores e olhava para cima com aquele olhar de “coitadinho”. O meu poodle tambem participava e era o sucesso entre a mulherada porque ele fica muito tempo só nas duas patas traseiras, de pé.
Por problemas de saúde na família parei de participar no programa, mas pretendo voltar porque achava muito gratificante ver o quanto dois cães podiam fazer os idosos felizes em algumas horas que passávamos lá no lar deles.


Pedrão

Cell
Essa do moeda foi foguete!
Puts.
Desculpa, mas só rindo mesmo.
Que pentelho!

E sim, foi o Marcelo Yuka, mesmo.
confesso que na hora fiquei meio puto “Como o cara tem coragem de dizer isso?”, mas logo depois caiu a ficha e entendi.


Cell

Eidi
…você nota o cuidado do governo, ao construir viadutos, faixas de pedestres e ônibus para cadeirantes, ou você já perdeu as esperanças quanto a essas iniciativas?

Não se trata de perder as esperanças. Acho que fazer parte da comunidade, do país, implica em ser atuante nos movimentos reivindicatórios.
Tem muita coisa a ser feita, a ser conquistada para nós, os cadeirantes, e para outros tb. Desde atendimento médico, medicação especial e política de emprego para deficientes. Isso tb passa pela reabilitação e treinamento para mudar de função.
Exemplo: quem tem tendinite. É encostado e tratado com fisioterapia. Mas por vezes, não cura: o problema volta. Então é indicado ao trabalhador que troque de função ou profissão. Por lei, o Estado deve readaptar o trabalhador, só que nunca vi isso ocorrer. As pessoas ficam anos e anos nas clínicas de fisioterapia, ou procuram por si próprias outra atividade, ou são aposentadas por invalidez.


(À medida em que a entrevista for atualizada na comunidade, atualizaremos seu conteúdo neste espaço.)

Cientistas descobrem nova fonte de células-tronco 09/01/2007

Posted by Esclerose Múltipla in Espaço médico.
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Cientistas identificam células-tronco no líquido amniótico

A descoberta oferece um novo método de produzir células-tronco sem precisar desenvolver artificialmente embriões humanos.

Clique aqui e assista ao vídeo disponibilizado pelo G1

WASHINGTON – Cientistas americanos descobriram uma nova fonte de células-tronco no líquido amniótico, o qual envolve os embriões humanos em desenvolvimento, revelou um relatório divulgado no domingo pela revista “Nature Biotechnology”.

Segundo o relatório, essas células-tronco já foram utilizadas para criar tecido muscular, ósseo, vasos capilares, nervos e células hepáticas.

Os cientistas afirmaram que as células-tronco podem substituir células e tecidos lesionados por doenças como o diabetes e o mal de Alzheimer.

- Nossa esperança é de que estas células proporcionem um recurso valioso para reparar e criar órgãos – disse o pesquisador Anthony Atala, diretor do Instituto de Medicina Regenerativa da Escola de Medicina da Universidade de Wake Forest, na Carolina do Norte.

Segundo o cientista, que trabalhou na pesquisa durante sete anos, há muito tempo se sabe que a placenta e o líquido amniótico contêm células-tronco do embrião em desenvolvimento.

- Nós nos perguntamos: existe alguma possibilidade de conseguirmos capturar verdadeiras células-tronco dentro desta população celular? A resposta é sim – afirmou.

Os cientistas acreditam que estas novas células-tronco, chamadas “células derivadas do líquido amniótico” (AFS, na sigla em inglês), podem representar uma etapa intermediária entre as células-tronco embrionárias e as células-tronco adultas.

De acordo com os especialistas, essas novas células-tronco têm marcadores que se ajustam aos dois tipos celulares.

- Estas células são capazes de se renovarem, uma característica que define as células-tronco. Elas também podem ser utilizadas para produzir uma ampla gama de células que podem ser valiosas em um tratamento – afirmou Atala.

Uma vantagem importante das células AFS para aplicações médicas é sua disponibilidade imediata, segundo os cientistas.

O relatório informa que as AFS foram recolhidas de líquido amniótico retirado na amniocentese, um procedimento utilizado para diagnosticar, no período pré-natal, o risco de problemas genéticos no bebê.

Também foram extraídas células-tronco da placenta e de outras membranas, como o cordão umbilical, que são expulsas do corpo da mãe após o parto.

Nos Estados Unidos, ocorre uma média de quatro milhões de nascimentos por ano, o que possibilita uma grande disponibilidade deste tipo de células para uso em potenciais tratamentos, segundo os cientistas.

Além de sua fácil coleta, estas células têm uma grande capacidade de reprodução, já que se duplicam a cada 36 horas, afirmaram os pesquisadores.

Atala disse ainda que, até agora, não foi determinado o espectro total de células que podem ser obtidas por meio do uso das AFS . No entanto, ele ressaltou que até o momento a equipe teve sucesso em todos tipos celulares que tentou produzir a partir destas células.

Fonte: O Globo Online

Células-tronco – dicas importantes 08/12/2006

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Etapas da coleta e criopreservação em um banco autólogo

1. Coleta
A coleta é um processo simples, rápido, absolutamente seguro e indolor para mãe e filho. Não interfere de forma alguma no parto. O sangue é retirado somente após o cordão umbilical ser cortado e a placenta, expelida.
2. Transporte
Após a coleta, o material é levado pessoalmente pela equipe especializada até o laboratório. Um registrador de temperatura é acoplado à bolsa para manter a temperatura entre 4ºC e 24ºC.
3. Processamento
O sangue do cordão umbilical é submetido a múltiplas etapas de processamento para a obtenção do maior número possível de células-tronco.
4. Criopreservação
As células-tronco são congeladas em bolsas criogênicas e armazenadas no sistema BioArchive® em nitrogênio líquido a -196ºC, com total segurança, no laboratório.
(Fonte: CordVida)

Perguntas respondidas sob o ponto de vista de um banco autólogo

1. Que razões levam os pais a coletarem o sangue do cordão de seus filhos?
A maioria dos pais decide guardar as células-tronco do sangue do cordão de seus bebês porque se um dia houver necessidade, esse material estará à disposição de imediato. Algumas famílias também decidem coletar o sangue do cordão porque acreditam nas possibilidades de tratamento que as células-tronco oferecem num futuro próximo da medicina. Outras famílias optam pela coleta do sangue por terem histórico de doenças que são tratáveis com células-tronco.

2. Por quanto tempo as células-tronco do sangue do cordão umbilical podem ficar armazenadas?
Até o momento, a mais antiga amostra de células-tronco de sangue do cordão descongelada tinha 15 anos e estava intacta. Outros tipos de células humanas preservadas com sucesso por criogênese mantêm-se viáveis por mais de 55 anos, inclusive células da medula óssea. Por isso, em tese, quando processadas corretamente, as células-tronco podem ficar preservadas por décadas.

3. O hospital precisa fornecer algum material para a coleta?
Não. A equipe do laboratório contratado levará todo o material necessário.

4. O meu obstetra pode fazer a coleta do material?
Sim, desde que esteja familiarizado com o procedimento e siga o protocolo de coleta. A enfermeira especializada do banco de cordão estará presente e à disposição para quaisquer informações que seu médico eventualmente desejar.

5. Existe um prazo máximo entre a coleta do sangue do cordão e a chegada ao banco?
Sim. Há um prazo de 48 horas entre a coleta e o processamento do material no laboratório. Este intervalo permite que a coleta seja feita em qualquer cidade do Brasil.

6. As células-tronco do meu bebê poderão ser utilizadas para tratar outros membros da família?
Sim, desde que seja obtida uma autorização específica da ANVISA para tanto ou, se for o caso, judicial. As células-tronco do sangue do cordão umbilical do seu bebê têm muito mais chances de serem utilizadas com sucesso em pessoas de sua família do que as de um doador sem nenhum parentesco.

7. Bebês prematuros podem ter o sangue do cordão coletado?
A princípio não há problema, entretanto a legislação em vigor somente permite a coleta a partir da 32 semana de gestação. Porém, a decisão final cabe ao seu médico.

8. Se eu preservar o sangue do cordão umbilical de um filho, devo fazer o mesmo com o seguinte?
Sim, cada filho é único. E a probabilidade de irmãos serem perfeitamente compatíveis é de 1 para 4. Além disso, não é possível prever se uma das crianças – e qual delas – eventualmente necessitará de um transplante.

(Fonte: CordVida – Banco de Células-Tronco do Cordão Umbilical de uso autólogo, tel. 0800 888 2673)

Perguntas respondidas sob o ponto de vista de um banco público

1. Qual a principal utilização do sangue de cordão umbilical?
O uso terapêutico comprovado é a reconstituição de células do sangue, substituindo a medula óssea nos pacientes que não têm doador.

2. Quais as expectativas a médio prazo da utilização das células-tronco?
Pesquisas estão em andamento buscando utilizar estas células na regeneração de tecidos, como o músculo cardíaco. Há pesquisas para o uso no tratamento de lesões da medula espinhal e na redução de morbidade em casos de acidente vascular cerebral.

3. Por que doar sangue de cordão umbilical?
Fazendo a doação, você ajuda a salvar a vida das pessoas que ano a ano precisam de um transplante de medula e não encontram doador compatível. Além disso, guardar o sangue de cordão umbilical para uso de seu próprio filho não tem respaldo na medicina. A probabilidade de uma pessoa precisar de suas próprias células durante seus primeiros 20 anos – período em que se admite que suas células congeladas se mantém viáveis – é de apenas 1 em 20 mil, pois uma de suas principais utilizações está no tratamento de leucemia. Nesses casos, o transplante de sangue de cordão do próprio indivíduo é contra-indicado, já que o transplante alogênico (de terceiros) apresenta melhores resultados. Outra limitação é que a quantidade de células obtidas de um único cordão pode, no máximo, servir para o tratamento de pacientes com até 60 kg. Através dos bancos públicos, é possível combinar cordões geneticamente compatíveis e tratar pacientes de maior peso. Um banco público traz vantagens muito mais diretas para a sociedade. É importante lembrar que a doação: utiliza o sangue que é habitualmente descartado; não oferece risco para o doador (mãe e bebê); disponibiliza material para toda a sociedade

4. Quem pode doar?
Mães com menos de 36 anos, cujo bebê venha a nascer com idade gestacional maior de 35 semanas e possua mais de 2kg. No entanto, existem algumas restrições adicionais. Para mais informações e orientações, converse com o seu médico ou ligue para (11) 3747-1233.

5. Como é feita a coleta de sangue de cordão umbilical?
A coleta é feita durante o parto, logo após a secção do cordão umbilical e quando o recém-nascido já está sob os cuidados do pediatra. A coleta não traz qualquer risco ao bebê ou à mãe.

6. Quais são os procedimentos necessários para doação?
Algumas exigências devem ser cumpridas antes da coleta, similares às requeridas para doação de sangue. Antes do parto, a mãe deverá passar por uma triagem clínica (entrevista). Segundo a legislação brasileira, entre 60 e 180 dias após o parto, a mãe deverá retornar ao banco de sangue para uma nova entrevista e coleta de sangue para realização dos testes laboratoriais.

7. O que garante a qualidade do material armazenado?
O Departamento de Hemoterapia do Hospital Israelita Albert Einstein segue as normas técnicas da ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e Ministério de Saúde. Além disto, possui o respaldo da Associação Americana de Banco de Sangue (AABB). O sangue de cordão umbilical passa por vários testes e é armazenado em tanques de “quarentena” até a liberação final, após o retorno da mãe para a coleta de nova amostra de sangue.

(Fonte: RedeCord – Hospital Albert Einstein, tel. 11-3747-1233)

Fonte: Revista Viva Saúde

Dia Nacional de Combate ao Fumo 29/08/2006

Posted by Esclerose Múltipla in Utilidade pública.
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Dia de combate ao fumo é dia de alívio para fumantes passivos

Dia 29 de agosto é Dia Nacional de Combate ao Fumo. Um dia que serve como conscientização para os tabagistas e como alívio para quem não fuma. De acordo com especialistas, fumantes passivos absorvem mais de 50 substâncias químicas e inalam muitas das toxinas que contaminam o fumante ativo em concentrações semelhantes às de quem fuma. De quebra, os riscos de desenvolver doenças relacionadas ao cigarro também aumentam.

heart.gif- O risco de desenvolver doenças por causa do tabagismo é proporcional ao tempo de exposição à fumaça. O fumante passivo tem um risco 30% maior de câncer de pulmão e 24% maior de infarto do coração do que os não-fumantes que não se expõem – alerta o cardiologista Flávio Cure Palheiro, membro da Sociedade Brasileira de Cardiologia.

Segundo ele, a exposição à fumaça do cigarro é a terceira causa de morte evitável mais freqüente, perdendo apenas para o tabagismo ativo e para o consumo excessivo de álcool. A exposição à fumaça alheia é responsável pelo surgimento de doenças como câncer de pulmão e problemas no coração.

Já os fumantes que são pais devem ter ainda mais cuidado. Em crianças, ainda há riscos como asma, infecções respiratórias, tosse, falta de ar, inflamação do ouvido e Síndrome da Morte Súbita Infantil.

- Muitos pais fumantes não têm idéia do risco que seus filhos correm quando fumam no mesmo ambiente que eles. Muitos desconhecem que o ar poluído contém, em média, três vezes mais nicotina, três vezes mais monóxido de carbono. Nos bebês o risco de morrer subitamente é cinco vezes maior sem uma causa aparente (Síndrome da Morte Súbita Infantil), maior risco de doenças pulmonares até um ano de idade, proporcionalmente ao número de fumantes em casa. Já em crianças a freqüência de problemas como resfriados, infecções de ouvido, doenças respiratórias como: pneumonia, asma, tendo um risco maior de câncer de pulmão na vida adulta.

girl.gifOs cuidados dos pais fumantes devem começar ainda na gestação. E não basta que apenas a mulher abandone o vício, mas o pai também.

- Quando a gestante é obrigada a viver em ambiente poluído pela fumaça do cigarro ela absorve as substâncias tóxicas da fumaça, que pelo sangue passa para o feto.

Grávidas ou não, as mulheres têm mais motivos para ficar longe do cigarro do que os homens.

- O tabagismo é particularmente ingrato com as mulheres. Não que os homens sejam poupados, ao contrário. Sob diversos aspectos as mulheres são mais suscetíveis à fumaça do que os homens. As mulheres fumantes têm mais dificuldade em recuperar-se dos infartos do coração. Algo especialmente grave é o fato de que, comparativamente, as mulheres têm mais dificuldades para abandonar a nicotina do que os homens. Seja pelo fato de que têm mais propensão à depressão psíquica, seja pelo temor de ganhar peso excessivamente durante o processo e nunca mais perdê-lo.

Para elas, as conseqüências do vício também não são poucas: infertilidade, aborto espontâneo, parto prematuro, nascimento de feto de baixo peso, morte súbita do bebê, desmame precoce e menopausa precoce.

Além disso, o fumo passivo do feto, quando a mãe fuma ativa ou passivamente (ou ambos), leva as substâncias tóxicas (entre elas a temida nicotina) para o organismo do feto pelo cordão umbilical, via vasos sanguíneos. Num indivíduo normal, bastam 100 cigarros para que possa estabelecer-se a dependência nicotínica. Se a mãe consome, por exemplo, 10 cigarros por dia, este feto no décimo dia já poderá ter intoxicado-se e desenvolvido a sua própria necessidade de nicotina.

blink.gif- A necessidade vai sendo plenamente satisfeita até o dia de seu nascimento, quando, abruptamente, cortam-lhe o abastecimento da droga. Muito choro de criança durante os primeiros meses de vida é, em vez de fome ou necessidade de atenção, falta de nicotina e a conseqüente instalação da síndrome de abstinência, com o seu rosário de sintomas: irritação, inquietude, ansiedade, insônia e, sobretudo, uma grande vontade de fumar. Esta criança, que se adaptará em não receber a droga, ao ser induzida a ela, por exemplo, aos 12 anos, ao experimentá-la, terá muito mais chances de tornar-se um usuário habitual do que adolescentes que não foram expostos ao tabaco via cordão umbilical.

Embora muitos lugares já tenham aderido a espaços livres do fumo, Palheiro acredita que só há uma forma de eliminar de vez os riscos que correm os fumantes passivos.

- A boa educação e o planejamento avançado levam à aplicação automática e ao sucesso das restrições ao fumo. O público deve ser antecipadamente informado de que estão sendo adotadas disposições proibindo fumar, bem como das razões dessa proibição, do ponto de vista da saúde.

Fonte: Globo Online

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