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Música pode ter o mesmo efeito de estatinas no coração 13/11/2008

Posted by Esclerose Múltipla in Espaço médico, Utilidade pública.
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As músicas que elevam o coração também podem fortalecê-lo. Pesquisadores americanos constataram que quando as pessoas escutam sua música favorita, seus vasos sangüíneos se dilatam quase da mesma forma que o fariam se o indivíduo tivesse tomado uma medicação para esse fim.

- O efeito é muito impressionante – afirma Michael Miller, diretor de cardiologia preventiva do Centro Médico da Universidade de Maryland, em Baltimore, Nos Estados Unidos. – O diâmetro dos vasos melhorou, os vasos se abriram bastante. Essa ampliação também ocorre quando as pessoas fazem exercícios físicos ou riem bastante.

Um efeito similar também é observado com medicamentos como as estatinas e os inibidores de enzima de conversão da angiotensina (ECA). Quando os vasos se dilatam, o sangue flui mais facilmente e é menos provável a formação de coágulos, que causam infartos e derrames. Os vasos elásticos também resistem ao endurecimento provocado pela aterosclerose.

- Não estamos dizendo que as pessoas devam deixar de tomar estatinas ou que não se exercitem, mas que esta descoberta se some a um programa geral de saúde cardíaca – sugere Miller, que apresentou os resultados no encontro da Associação Americana do Coração, em Nova Orleans.

A equipe avaliou dez homens e mulheres saudáveis, que não fumavam, e lhes pediu que levassem sua música favorita. Os voluntários passaram meia hora ouvindo esta canção e outra meia hora escutando músicas que estimulavam a ansiedade, enquanto os pesquisadores realizavam exames de ultra-som para mostrar o funcionamento dos vasos sangüíneos.

Comparado com as medidas normais de base, o diâmetro aumentava 26% em média quando os voluntários ouviam sua música favorita. Ouvir músicas das quais não gostavam reduzia em 6% o calibre das artérias.

O autor diz que pensou nesta hipótese após realizar um estudo anterior que mostrava que o riso faz o sangue fluir melhor.

- Perguntei-me quais as outras coisas que nos fazem sentir realmente bem, além das calorias do chocolate, é claro. Ocorreu-me a música. Realmente, ela me faz sentir bem – explicou Miller, acrescentando que apesar de a maioria dos voluntários ter optado por música country, o estilo não é tão importante como o prazer que sente cada pessoa ao escutar suas canções favoritas.

Fonte: O Globo Online

Agora você vai dormir 21/08/2008

Posted by Esclerose Múltipla in Qualidade de vida.
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Uma boa noite de sono ativa a memória, rejuvenesce a pele, ajuda a manter o peso e fortalece o sistema imunológico. Mas isso você já sabe. Então, confira a seguir 27 dicas práticas para você dormir com os anjos

Sonolência, cansaço, falta de energia durante o dia e nervos à flor da pele. Essas são algumas das conseqüências causadas por noites maldormidas – uma realidade que afeta cerca de 70% dos brasileiros de vez em quando. Agora, imagine o que acontece quando a insônia deixa de ser passageira e torna-se crônica. “Os transtornos do sono causam um impacto enorme no dia-a-dia de grande parte da população. Daí, a importância de se investigar se há problemas desse tipo quando um paciente se queixa, por exemplo, que acorda cansado, mesmo afirmando que dorme bem”, diz a neurologista Rosa Hasan, coordenadora do Laboratório do Sono da Faculdade de Medicina do ABC. Não são poucos os que não conseguem pregar o olho. Segundo as estatísticas, no Brasil, mais de 35 milhões de pessoas sofrem de insônia. Desse universo, 80% não consegue dormir com freqüência, 33% tem idade acima de 16 anos e as maiores vítimas são as mulheres.

Outra pesquisa recente, coordenada pela Sociedade Brasileira do Sono, avaliou cerca de 43 mil pessoas das principais capitais do país e revelou que mais da metade da população (53,9%) não tem um sono restaurador. E 43% apresenta sinais de cansaço no decorrer do dia.

A insônia pode ser passageira, causada por um problema corriqueiro, como uma preocupação no trabalho. Ou pode estar relacionada com um fato recente, como a perda de um ente querido ou uma separação conjugal.

Resolvido o problema, em geral, essa falta de sono melhora espontaneamente. Porém, se a insônia persistir por mais de um mês e começar a interferir na qualidade de vida, é aconselhável buscar tratamento especializado. Vale lembrar que somente 5% dos insones procuram o médico para descobrir por que passam as noites em claro, e que, na maioria das vezes, a solução para um sono bom e tranqüilo pode ser mais fácil do que muitos imaginam.

Confira, a seguir, 27 soluções práticas para ajudá-lo a relaxar e, finalmente, dormir mais e melhor.

UM TIPO DE “SONÍFERO” PARA CADA PROBLEMA Há várias formas de ajudar seu sono a vir mais depressa – das receitas mais simples até o uso de alguns remédios. Saiba o que fazer, se você …

… TEM INSÔNIA
1 A medicina indiana recomenda: leite morno com nozmoscada polvilhada e pó de uma semente aromática conhecida como cardamomo. A mistura tomada em pequenos goles antes de ir para a cama funciona como um ótimo relaxante.
2 Banho morno, antes de dormir, favorece o relaxamento físico e mental.
3 Depois das seis da tarde, evite comidas pesadas, álcool e bebidas estimulantes (especialmente café, chá preto, chá mate, refrigerantes).

…ROLA NA CAMA …ROLA NA CAMA ATÉ PEGAR NO SONO
4 Lutar contra a insônia não adianta. Se o sono não vem, é melhor sair da cama e fazer algo relaxante como tomar um banho ou ler.
5 Assim que o primeiro sinal de sono chegar, vá para cama, mesmo que ainda seja cedo. Se resistir, seu sono demorará a voltar.

…SE VOCÊ SOFRE DE APNÉIA
6 Você vai se livrar mais facilmente da apnéia, a parada respiratória que ocorre durante o sono, se seguir corretamente o tratamento sugerido pelo especialista. Várias medidas, como o uso de aparelhos ortodônticos intra-orais, medicamentos adequados e, em casos severos, cirurgias para desobstrução das vias aéreas, são usadas para minimizar o problema.
7 Evite o uso de relaxantes musculares, álcool, sedativos, calmantes e anti-alérgicos. Se estiver acima do peso, procure emagrecer.

…TEM SÍNDROME DAS PERNAS INQUIETAS
8 Esta síndrome é caracterizada por uma irresistível necessidade de movimentar os membros inferiores, arrastando ou esfregando as pernas no lençol. Os movimentos duram em média de 0,5 a 5 segundos. Cada episódio pode durar minutos a horas. Ela contribui para uma má qualidade no sono, porque pode despertar o indivíduo inúmeras vezes durante à noite. Descoberta a causa da síndrome, o tratamento é feito com medicamentos específicos para cada caso.

…ACORDA VÁRIAS VEZES À NOITE
9 É preciso, em primeiro lugar, descobrir a causa do sono entrecortado. Se for ambiental, a solução está em melhorar as condições do quarto para dormir. Porém, fatores emocionais como preocupação com o trabalho podem levar ao hábito de acordar durante à noite para começar a “trabalhar”mais cedo. Se você não pára de pensar nos compromissos do dia seguinte, mesmo quando vai para a cama, deixe papel e caneta no criado-mudo e anote tudo o que vier à cabeça. Assim, sem o receio de esquecer algo importante, você se desliga.

…POSSUI O SONO LEVE
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Procure dormir em um ambiente apropriado de forma que seu sono não seja interrompido por estímulos externos. O uso de protetores auriculares, feitos de borracha maleável, e de máscaras noturnas que vedam totalmente os olhos são boas opções.

…NÃO CONSEGUE MANTER OS OLHOS ABERTOS NO DIA SEGUINTE
11 Quem demora para dormir ou tem um sono picado, em geral, tem sono de manhã e, por isso, levanta mais tarde. Mas, nesses casos, pode-se criar um ciclo vicioso. Por isso, é bom lembrar que, muito pior do que dormir tarde, é não ter hora para acordar. Para “quebrar” esse ciclo, experimente levantar-se todas as manhãs no mesmo horário, por exemplo, às 7 horas. Depois de alguns dias, o sono certamente chegará mais cedo

…SENTE-SE CANSADO, MESMO TENDO DORMIDO BEM
12 A primeira providência é consultar um especialista. Muitas pessoas não percebem, mas têm seu sono interrompido inúmeras vezes durante à noite. A má qualidade do sono justifica o cansaço no dia seguinte.

…É SONÂMBULO
13 O sonambulismo é um problema que ocorre normalmente no período de infância. Caracteriza-se pelo hábito de fazer as coisas dormindo, como sentar, falar ou até mesmo andar pelo quarto e pela casa toda. O maior cuidado nesses casos é ter alguém para acompanhar o sonâmbulo para evitar que ele se machuque, além de tomar medidas de segurança para que não ocorra nenhum acidente de maior gravidade. O sonambulismo não necessita de tratamento, pois tende a desaparecer com o crescimento.

… É VÍTIMA DO BRUXISMO
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O hábito de ranger os dentes durante a noite, dizem os especialistas, é um distúrbio de fundo emocional. Por isso, o ideal é, antes de mais nada, pesquisar sua causa para diminuir as tensões. Ao mesmo tempo, um dentista pode estudar a possibilidade da colocação de um aparelho intra-oral confeccionado com resina acrílica, conhecido como placa de mordida. A placa proporciona uma posição articular estável, protegendo os dentes e toda a estrutura de suporte (gengivas, maxilares e toda a arcada dentária) e evita rangidos.

…COSTUMA TE..COSTUMA TER PESADELOS FREQÜENTES
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Sonhos ruins, menos comuns em adultos, em geral, são causados por estresse, experiências traumáticas, dificuldades emocionais, alguns tipos de medicamentos ou doença. Contudo, algumas pessoas têm pesadelos freqüentes, por uma questão emocional. É interessante nesse caso que as causas sejam investigadas.

INTERFERÊNCIAS EXTERNAS
16 LUMINOSIDADE
Nada de luzes fortes acesas pela casa depois das 9 ou 10 horas da noite. É que a melatonina, neurotransmissor indutor do sono, só começa a ser produzida quando escurece. Por isso, luzes fortes podem confundir seu cérebro e atrapalhar esse processo biológico.

17 RUÍDOS
O barulho não permite que haja um sono profundo, restaurador. Uma das conseqüências desse sono superficial, além da irritação, é que há um déficit de hormônio do crescimento, que entra no organismo justamente nas fases de sono mais profundo.

18 TEMPERATURA AMBIENTE
Tanto o calor quanto o frio atrapalham o descanso de qualquer pessoa. A temperatura ambiente ideal para relaxar e dormir bem deve ficar entre 22ºC e 24ºC.

19 DENSIDADE DO COLCHÃO
Cada pessoa tem uma preferência, mas colchão duro demais incomoda regiões como ombros e quadril. Já os muito moles atrapalham a posição da coluna. Em estudo realizado no Instituto do Sono do Departamento de Psicobiologia, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), com mais de 2 mil pessoas, os pesquisadores concluíram que entre os vários tipos de colchão a maior preferência (52 %) ficou com os de densidade média.

20 TRAVESSEIROS
Fundamentais para garantir uma boa noite de sono. Daí a importância de escolher um que combine com o seu biotipo e atenda suas preferências pessoais. Por isso, analise sua preferência pessoal quanto à altura (mais baixo ou mais alto) e suporte (macio, médio ou firme), de modo que a cabeça e o pescoço fiquem alinhados à coluna. Para quem sente calor excessivo ou sua muito durante o sono, os modelos mais indicados são os que oferecem maior ventilação, como os de espuma de látex, por exemplo, que permitem a evaporação rápida de umidade e transpiração. “Prescrevemos travesseiro especial somente em caso de refluxo gastroesofágico e doenças de coluna que exigem orientação quanto à altura do travesseiro”, alerta o neurologista José Renato Bauab, responsável pelo setor de Distúrbios do Sono, do Hospital São Camilo, de São Paulo.

PREVENÇÃO E TRATAMENTO
21 REMÉDIOS:
“quando usados por um espaço curto de tempo, um ou dois meses, para ajudar na correção de um distúrbio que esteja atrapalhando o sono, vale a indicação. O que não pode é usar hipnóticos a médio e longo prazos, sem previsão de retirada do medicamento. Se a pessoa não consegue mais dormir sem a medicação, é sinal que a causa da insônia não foi tratada adequadamente”, avisa o médico Rubens Wajnsztejn. O especialista também alerta: a longo prazo, esse tipo de medicamento pode causar dependência. “Muito mais emocional do que física, mas mesmo assim não é adequado”, garante.

21 ATIVIDADE FÍSICA: a pratica de exercícios, como correr ou caminhar, ajuda a relaxar e dormir melhor. Porém, quem já apresenta dificuldades para cair no sono deve evitar malhação pesada à noite. Segundo os especialistas, o excesso de adrenalina liberado por causa da atividade física dificulta o descanso.

22 TERAPIA: em casos de insônia provocada por fatores emocionais, a terapia pode ajudar o insone a lidar melhor com a depressão e com a ansiedade. Por tabela, pode restabelecer um sono tranqüilo.

23 MASSAGEM: uma das práticas mais simples da medicina chinesa com ótimos resultados contra a insônia é pressionar alguns pontos do tui na, um tipo de automassagem que ajuda a relaxar e restabelece o fluxo da energia vital em todo o corpo. A terapeuta Maria Mercati, autora do livro Tui Na (Ed. Manole), indica a massagem, com o polegar, em dois pontos, um no punho e outro no antebraço, durante cinco minutos. Faça isso já na cama, deitado, com as costas apoiadas, se possível ouvindo uma música suave.

25 IOGA: os exercícios de ioga reequilibram o funcionamento das glândulas, incluindo a glândula pineal, responsável pela liberação de um neurotransmissor que regula o sono. Além disso, a ioga promove a respiração correta que reduz a ansiedade. Para ter uma noite relaxante, tente esse exercício: sentado ou deitado, inspire trazendo o ar até o abdômen. Depois, expire, abaixando o abdômen, e imagine as preocupações e a insônia sendo eliminadas.

26 CHÁS: melissa, valeriana, camomila ou cidreira. Se as ervas estiverem frescas, ferva-as por três minutos, deixe na infusão por mais três e tome o chá morno ou quente. Se estiverem secas, siga as instruções da embalagem. Depois de beber o chá, sente-se na cama, feche os olhos e concentre os pensamentos em fatos agradáveis. Deite-se e preste atenção na respiração até adormecer.

27 ACUPUNTURA: “esta é uma técnica terapêutica utilizada para harmonizar a energia do corpo, promover o bem-estar e combater a insônia. É comum os pacientes relatarem relaxamento e sonolência após uma sessão de acupuntura. Podemos dizer que a acupuntura funciona como sonífero”, diz o clínico, geral Arnaldo Marques Filho, especialista na técnica e acupunturista do Ambulatório de Acupuntura do Hospital e Maternidade São Camilo (SP).

ACORDE PARA ISSO
Conheça os exames que detectam os distúrbios do sono: POLISSONOGRAFIA NOTURNA: consiste na monitorização de vários parâmetros biofisiológicos do paciente enquanto dorme. Um computador registra dados como atividade elétrica cerebral, movimento dos olhos, boca e pernas, fluxo aéreo nasal, movimentos respiratórios do tórax e abdômen, ronco, registro eletrocardiográfico… POLISSONOGRAFIA DIURNA: o exame poderá ser solicitado quando o paciente se queixa de muito sono durante o dia. É realizado para fazer o diagnóstico diferencial entre narcolepsia (uma doença que faz a pessoa adormecer a qualquer hora do dia) ou a sonolência ocasionada pela insônia. TESTE DA MANUTENÇÃO DE VIGÍLIA: realizado para avaliar a capacidade do indivíduo de resistir ao sono. O teste tem sido usado para avaliar se o tratamento realizado está surtindo efeito.

Fonte: Revista Viva Saúde – Fevereiro de 2007

Sem medo de ser infeliz 17/04/2008

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Hoje em dia, a tristeza nem sempre é encarada como algo que faz parte da vida nem mesmo por boa parte dos médicos. E os critérios de diagnóstico que distinguem esse sentimento da depressão ainda não são claros. Resultado: muita gente anda se enchendo de antidepressivos sem necessidade

Os economistas David Blanchflower, do Darthmouth College , nos Estados Unidos, e Andrew Oswald, da Universidade de Warwick, na Inglaterra, publicaram recentemente um estudo que traz uma revelação sobre os nossos altos e baixos: segundo os pesquisadores, a probabilidade de termos episódios de tristeza profunda é muito maior na meia-idade, lá pelos 40 anos, do que na juventude ou na velhice. O artigo iluminou ainda mais um assunto que é alvo de muita discussão nos tempos atuais: a incidência de depressão e as formas de combatê-la.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, a doença atinge cerca de 121 milhões de pessoas no planeta. Desse total, apenas 25% recebem tratamento adequado. A dificuldade é justamente diagnosticar um problema que é subjetivo e envolve emoções complexas. “Apesar das tentativas de padronização dos métodos que identificam esse mal, os critérios para isso ainda não são precisos”, justifica o psiquiatra Raphael Boechat, da Universidade de Brasília.

De forma geral, a depressão se distancia da tristeza quando os sintomas — falta de interesse pelas atividades cotidianas e insônia, entre vários outros — duram mais do que o esperado ou são desproporcionais ao episódio que despertou esse sentimento em determinado momento da vida. Nesses casos, e quando o médico afasta totalmente a possibilidade de se tratar de “tristeza reativa” — nome que os especialistas dão à dor que resulta de uma perda ou uma decepção —, os psiquiatras defendem a medicação. “Até mesmo os casos mais leves de depressão clínica devem ser tratados com antidepressivos para evitar que se transformem em problemas mais sérios lá na frente”, afirma Boechat.

“O crescimento do tratamento da depressão tem benefícios como a redução de suicídios e o aumento da produtividade”, alerta, em artigo recém-publicado no British Medical Journal, o psiquiatra Ian Hickie, da Universidade de Sydney, na Austrália. No entanto, há quem afirme que o número cada vez maior de diagnósticos de depressão denote a falta de critério dos médicos ao avaliar os pacientes. “Por falta de preparo, muitos acabam prescrevendo remédios para amenizar episódios simples de tristeza”, admite Boechat.

Muitos médicos que nem sequer são especialistas em depressão acabam prescrevendo remédios para amenizar episódios simples de tristeza. Como se a gente precisasse de remédio para superar qualquer obstáculo


Médicos, psicólogos e psicanalistas do mundo todo começam a levantar uma bandeira que pode parecer estranha: a de que a tristeza não deve ser evitada a qualquer custo, pois faz parte do nosso cotidiano e até nos ajuda a crescer. “Há um sentido existencial nesse sentimento, pois ele nos faz questionar a nossa vida e buscar caminhos alternativos”, defende o psicólogo Fabiano Murgia, de São Paulo, autor do livro Salve a Depressão (Editora Edicta). Ele acredita que os quadros depressivos geralmente são criados por emoções mal resolvidas. E o remédio, de acordo com essa visão, alivia apenas o sintoma, sem cuidar da raíz do problema em si.

Essa tese, aliás, é defendida por vários pesquisadores. O livro The Antidepressant Solution (“A solução dos antidepressivos”, sem edição em português), do psiquiatra Joseph Glenmullen, da Universidade Harvard, nos Estados Unidos, provocou alvoroço ao colocar os antidepressivos na berlinda. Além de defender um controle mais rígido sobre o diagnóstico dos casos de depressão, o autor traz à tona possíveis efeitos colaterais dos medicamentos. Em teoria, eles são seguros e não provocam dependência. “Mas os efeitos de longo prazo ainda não são totalmente conhecidos”, ressalva o estudioso Jerome Wakefield, da Universidade de Nova York, que escreveu The Loss of Sadness (“A perda da tristeza”, também sem edição em português).

O ideal, então, seria procurar um especialista com formação adequada para lidar com casos de depressão. E recorrer aos remédios apenas quando eles forem realmente necessários. Afinal de contas, como disse Carlos Drummond de Andrade no poema Viver Não Dói, “o sofrimento é opcional; a dor é inevitável”.

MELANCÓLICOS E CRIATIVOS
Vários artistas e intelectuais, atormentados por situações que deram origem à angústia severa, encontraram nas artes o meio para superar a dor ao longo da vida. Um exemplo é o holandês Vincent van Gogh (1853-1890). Aos 27 anos, quando decidiu se dedicar à pintura, ele acreditava que suas telas iriam livrá-lo da melancolia que o assolava. No caso dele, a arte como remédio não funcionou. Mas os resultados dessa estratégia são reconhecidos, hoje, como algumas das obras mais importantes da história da pintura. O compositor alemão Ludwig van Beethoven (1770-1827) é outro gênio que, no caso, se refugiou na música. Pouco antes de morrer, já completamente surdo, ele continuava escrevendo suas partituras para aliviar uma permanente sensação de sofrimento intenso.

A ANATOMIA DA TRISTEZA
Pessoas jovens e idosas têm menos chances de desenvolver quadros de angústia e depressão do que aquelas que estão na meia-idade. Essa é a conclusão de um estudo publicado na revista Social Science & Medicine pelos economistas David Blanchflowere Andre Oswald. Os pesquisadores fizeram um levantamento de estatísticas sobre o bem-estar da população de vários países e descobriram que o gráfico da felicidade tem a forma da letra “U”, levando-se em conta a evolução do bem-estar nas diferentes fases da vida. No Brasil, por exemplo, a idade média para que alguém atinja o fundo do poço é 36,6 anos. “É uma idade inferior à registrada em outros países, mas o padrão de evolução do bem-estar é igual em todas as regiões do globo”, garante Oswald. A interpretação da análise é simples: crianças, jovens e idosos sentem-se melhor porque sofrem menos pressões e cobranças econômicas e sociais. Mas há quem ressalve: “Outras pesquisas indicam uma incidência maior de bem-estar na meia-idade”, diz Allan Horwitz, da Universidade Rutgers, nos Estados Unidos, co-autor do livro The Loss of Sadness. A única certeza é de que tristeza e alegria fazem parte de todas as nossas fases e merecem ser vivenciadas.

Fonte: Revista Saúde é Vital, abril de 2008

Olha o foco! 16/04/2008

Posted by Esclerose Múltipla in Qualidade de vida.
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O ser humano é distraído por natureza. Quem consegue se concentrar numa boa é aquele que, mesmo sem querer, domina algumas técnicas para manter o pensamento no alvo certo, evitando uma série de problemas

Um segundo, só um segundinho de vacilo e… o martelo erra o alvo, caindo em cheio sobre o dedo desavisado. Em inúmeras outras situações, tão cotidianas quanto essa, desviamos a atenção num átimo. Por que isso acontece? Os neurocientistas têm algumas pistas para responder à pergunta. Eles descobriram, por exemplo, que o cérebro é capaz de concentrar os esforços em uma só direção, mas aí basta um estímulo, qualquer um, para mudar de rumo a tendência vale para todo ser humano. Somos distraídos por natureza: é o olho que capta uma imagem, as narinas que absorvem um cheiro envolvente, os ouvidos que percebem um som distante… Isso tudo desperta memórias e sensações que levam a mente a voar.

A chave para entender a mania de se dispersar está em duas regiões do cérebro que vivem numa eterna queda-de-braço: o córtex pré-frontal, que fica logo abaixo da testa e é responsável por processar informações complexas, e o córtex parietal, localizado na parte médio-traseira e cuja função, entre outras, é interpretar as sensações táteis. Quando nos concentramos em algo, a oxigenação aumenta nessas duas áreas, explica o neurocientista Martin Cammarota, do Centro de Memória do Instituto de Pesquisas Biológicas da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre. É que ambas disputam nossa atenção, segundo um estudo de pesquisadores do MIT, o Massachusetts Institute of Technology, nos Estados Unidos.

O córtex pré-frontal entra em ação quando aplicamos nosso esforço em alguma atividade, enquanto o parietal é ativado caso uma distração tente nos fisgar. É o que acontece, por exemplo, quando você navega na internet para enviar um e-mail urgente mas vê com o rabo do olho uma notícia curiosa. O cérebro imediatamente dispara dois sinais diferentes, um logo após o outro. O mesmo ocorre quando tentamos escrever e conversar ao mesmo tempo ou dirigir e falar ao celular.

Para os cientistas, o desafio é descobrir como desligar uma dessas freqüências e deixar ativa apenas aquela que nos interessa em determinada situação. Segundo uma pesquisa realizada por psicólogos da University College London, quanto mais complexa uma atividade, maior a facilidade para se concentrar nela. A complexidade leva à motivação, um pré-requisito para preservar o foco, justifica o neurologista Benito Damasceno, chefe do Departamento de Neurologia da Universidade Estadual de Campinas, a Unicamp, no interior de São Paulo.

Um segundo, só um segundinho de vacilo e… o martelo erra o alvo, caindo em cheio sobre o dedo desavisado. Em inúmeras outras situações, tão cotidianas quanto essa, desviamos a atenção num átimo. Por que isso acontece? Os neurocientistas têm algumas pistas para responder à pergunta. Eles descobriram, por exemplo, que o cérebro é capaz de concentrar os esforços em uma só direção, mas aí basta um estímulo, qualquer um, para mudar de rumo a tendência vale para todo ser humano. Somos distraídos por natureza: é o olho que capta uma imagem, as narinas que absorvem um cheiro envolvente, os ouvidos que percebem um som distante… Isso tudo desperta memórias e sensações que levam a mente a voar.

A chave para entender a mania de se dispersar está em duas regiões do cérebro que vivem numa eterna queda-de-braço: o córtex pré-frontal, que fica logo abaixo da testa e é responsável por processar informações complexas, e o córtex parietal, localizado na parte médio-traseira e cuja função, entre outras, é interpretar as sensações táteis. Quando nos concentramos em algo, a oxigenação aumenta nessas duas áreas, explica o neurocientista Martin Cammarota, do Centro de Memória do Instituto de Pesquisas Biológicas da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre. É que ambas disputam nossa atenção, segundo um estudo de pesquisadores do MIT, o Massachusetts Institute of Technology, nos Estados Unidos.

O córtex pré-frontal entra em ação quando aplicamos nosso esforço em alguma atividade, enquanto o parietal é ativado caso uma distração tente nos fisgar. É o que acontece, por exemplo, quando você navega na internet para enviar um e-mail urgente mas vê com o rabo do olho uma notícia curiosa. O cérebro imediatamente dispara dois sinais diferentes, um logo após o outro. O mesmo ocorre quando tentamos escrever e conversar ao mesmo tempo ou dirigir e falar ao celular.

Para os cientistas, o desafio é descobrir como desligar uma dessas freqüências e deixar ativa apenas aquela que nos interessa em determinada situação. Segundo uma pesquisa realizada por psicólogos da University College London, quanto mais complexa uma atividade, maior a facilidade para se concentrar nela. A complexidade leva à motivação, um pré-requisito para preservar o foco, justifica o neurologista Benito Damasceno, chefe do Departamento de Neurologia da Universidade Estadual de Campinas, a Unicamp, no interior de São Paulo.

Anúncios, notícias, buzinas, campainhas, celulares, e-mails… São muitos os ladrões da nossa atenção. E, para complicar, o cérebro nem sempre está do nosso lado. Não temos controle total sobre ele, lembra Martin Cammarota. Para segurar as rédeas da atenção, principalmente quando é vital contar com ela, existem várias técnicas.

Ao estudar ou trabalhar, por exemplo, tem gente que se concentra escutando música com fones de ouvido ou mantendo um ruído constante no ambiente o do ar-condicionado, por exemplo. Isso pode funcionar em algumas ocasiões, mas não resolve o problema se a distração for uma constante, observa a psicóloga Junia Cicivizzo Ferreira, especialista em psicologia comportamental da Universidade Federal de São Paulo, a Unifesp.

Nos casos de dispersão crônica, a saída costuma estar na organização. Em vez de confiar na memória, deixe os pensamentos de lado e apele para o lápis e o papel. Isso mesmo faça a velha e boa lista de tarefas, iniciando pelas mais importantes. Depois, é preciso se ater de fato às prioridades, ressalta Junia. Se não funcionar, não custa fazer uma pausa e checar como andam suas emoções e motivações. Esses dois fatores também contribuem para a concentração, garante Benito Damasceno.

CELULAR AO VOLANTE
…é distração constante. Um estudo americano revelou que atender ao telefone móvel enquanto se dirige é tão perigoso quanto conduzir o veículo embriagado

Pesquisadores da Universidade de Utah, nos Estados Unidos, descobriram que uma simples conversa ao celular mesmo com fones de ouvido aumenta cinco vezes as chances de um motorista se envolver em acidentes de trânsito. É o mesmo risco de quem pega a estrada com 8 decigramas de álcool no sangue (o equivalente a três taças de vinho ou três latas de cerveja), uma quantidade proibida pela legislação naquele país e também no Brasil. Segundo o estudo, realizado em 2006 com 40 voluntários que dirigiram simuladores de veículos, os motoristas olham para a estrada, mas não conseguem prestar atenção suficiente nela durante a conversa telefônica. Daí, demoram mais tempo para frear e para voltar a acelerar o carro, podendo reagir tarde demais se, de repente, um pedestre surgir do nada. Ainda de acordo com o trabalho, isso não acontece com o motorista que ouve o rádio ou conversa com o passageiro.

ATENÇÃO, POR FAVOR
Sete estratégias para reeducar a mente e ser mais produtivo no trabalho ou nos estudos

1. PRIORIZE: o que é mais importante? Uma relação de tarefas vai ajudá-lo a fazer primeiro o que de fato interessa.

2. ORGANIZE: estabelecer metas, datas ou horários e também fazer os ajustes necessários na rotina são atitudes que contribuem para você ir até o fim.

3. FOQUE: quanto mais atenção você prestar no que estiver fazendo, maior a chance de ficar imerso por longos períodos na mesma atividade.

4. INSISTA: por mais que a mente fuja de vez em quando, a tendência é que ruídos e imagens levem mais tempo para roubar a atenção se você persistir.

5. DESCANSE: se a concentração for mesmo para o espaço, pare, respire e tente esvaziar a mente por alguns minutos antes de recomeçar.

6. DIVIRTA-SE: vale qualquer hobby ler, ver filmes, cozinhar , desde que você busque apenas relaxar em alguns momentos do dia.

7. EXERCITE-SE: sim, está provado que os praticantes regulares de atividades físicas têm muito mais disposição para se manter focados.

Fonte: Revista Saúde é Vital, maio de 2008

STF julga modernidade do Brasil 05/03/2008

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Quando o Supremo Tribunal Federal (STF) encerrar a votação sobre o uso de células-tronco em pesquisas científicas, em sessão que se inicia na tarde desta quarta-feira, às 14h, mas não tem data certa para terminar, o Brasil terá uma noção mais clara da profundidade e o perfil de sua modernidade.

Em um País onde a lei aceita o divórcio e proibe o aborto, a rede pública de hospitais realiza operações de vasectomia, ligadura de trompas e até mudança de sexo, as células-tronco tornaram-se uma linha divisória e também uma esperança para milhares de pacientes desenganados pela medicina.

Muitas pessoas tendem a imaginar que ali se assiste a um confronto entre religião e política, Igreja Católica e conhecimento científico, mas não é apenas isso. O debate envolve as relações entre o progresso humano e os limites da natureza, faz perguntas sobre a vida humana e os direitos do progresso científico.

“A possibilidade de voltar a usar as mãos e recuperar a carreira seria uma dádiva da Ciência e especialmente de Deus,” afirma o pianista João Carlos Martins, um dos grandes talentos de música erudita do País, em qualquer época.

Há dez anos João Carlos Martins rompeu o nervo da mão direita durante uma partida de futebol – e nunca mais conseguiu usá-la para dar acordes que boa parte da crítica internacional definia como geniais. Mais tarde, golpeado na cabeça durante um assalto, teve um coágulo no cérebro – e perdeu os movimentos da mão esquerda.”Só restou o indicador, que virou minha batuta,” diz, bem-humorado. Aos 67 anos, Martins é protagonista de uma segunda carreira musical – tornou-se regente – e costuma atravessar o País para fazer concertos e palestras onde fala de seu drama e de sua recuperação.

“Proibir as pesquisas com células-tronco equivale a proibir o amor,” diz. “Ninguém fala em usar embriões que poderiam evoluir para se transformar num ser humano, mas num conjunto de células que de outra maneira seriam descartadas e jogadas no lixo.” Após uma pausa, João Carlos Martins afirma: “No amor, milhares de vidas são sacrificadas para que só um óvulo fecundado sobreviva e se torne uma pessoa”.

Pacientes atingidos

Estima-se que 5 milhões de pessoas no País podem se beneficiar de uma decisão favorável do Supremo. São vítimas de um conjunto de doenças para os quais a medicina está longe de ter uma resposta satisfatória, como esclerose múltipla, diversas molestias de auto-agressão do organismo, doenças degenerativas e outros casos.

Mas longe deste universo que acompanha o assunto em função de sua urgência, e tem sua opinião formada, a discussão chegou agora, mobilizando convicções e sensibilidades num País que tem a maior população católica do planeta, mas há muito não segue a orientação da cúpula da Igreja em todos os aspectos da vida cotidiana.

A única pesquisa conhecida informa que a população apóia o uso de células-tronco numa margem de 75%. O psicólogo Rui Mello, de Goiânia, dono de uma empresa especializada em apurar e interpretar a sensibilidade dos brasileiros por meio de pesquisas qualitativas, está convencido de que impera, nesse caso, um aspecto prático da existência.

“É o princípio da conveniência,” explica. “Se você pergunta a uma pessoa se ela quer ter a chance de curar uma doença, ou mesmo se um parente desenganado poderá recuperar-se, ela obviamente vai dizer que sim. Mas se você entrar em questões abstratas, perguntar se ela acha justo fazer isso ou aquilo, ela pode ficar em dúvida, sentir-se fragilizada e procurar referencias em outros lugares. Aí a influência da Igreja pode ser importante,” explica.

Certa vez, o psicologo realizou uma pesquisa sobre pilhas recarregáveis, que evitam maiores danos ao meio ambiente. “A maioria das pessoas dizia que não estava preocupada com o meio ambiente. Mas perguntava o que ia ganhar individualmente com isso.” Ele acha que essa postura se coloca na discussão de células-tronco, “até porque se trata de um debate tecnicamente complicado, que envolve um conhecimento da ciencia que nem todos dominam”.

Na terça-feira à noite, o pesquisador Rui Mello assistiu por acaso a trechos de uma palestra num centro espírita de Goiânia. Vinte e quatro horas antes do início da votação do Supremo Tribunal Federal, em Brasilia, o tema, claro, eram as células-tronco. “A discussão colocada não tinha relação com benefícios práticos, mas envolvia questões de fundo religioso e moral. Um dos oradores disse que o uso de células tronco era perigoso, porque era uma forma de intervir no controle da vida.”

Como sempre explica a professora de Filosofia Olgária Mattos, a discussão dos tempos atuais envolve uma questão — os limites. Quem imagina que se vive na época da liberação geral enganou-se. Em nossos tempos muitas pessoas tentam limitar as guerras, em movimentos pacifistas inéditos na história da humanidade. Também combatem o sacrifício de animais, defendem causas como a dieta vegetariana em função de princípios de valor moral. Procuram regular o comportamento de pais, maridos, filhos, esposas e até avô e avó. Controlam o desmatamento de florestas e é claro que muitas pessoas denunciam avanços da ciência, que enxergam como descontrolado. Este é um dos temas favoritos da ficção científica, cujo exemplar mais recente é o filme “Eu Sou a Lenda”, que retrata uma peste produzida em laboratórios científicos.

Em 1979, quando a ecologia era um debate limitado a meios acadêmicos muito especiais, o filósofo alemão Hans Jonas (1903-1993), um dos pioneiros da bioética, escreveu “Princípio Responsabilidade” (Editora PUC-RJ). É um livro dedicado a entender o mundo em que vivemos – e como ele é diferente daquele planeta habitado por nossos antepassados. Uma grande mudança, anota Hans Jonas, encontra-se na estatatura do homem diante da natureza.

Ele divide a história da humanidade em duas partes. A primeira, que durou da Antiguidade até quase os nossos dias, foi vivida por seres humanos que podiam vestir-se de pele de animais e morar em cavernas, ou viajar de caravelas, atravessar continentes e unificar o planeta, proclamar o absolutismo ou anunciar que todos os homens eram iguais, mas isso não iria alterar uma relação básica da espécie no interior daquilo que se chama de universo.

“O homem era pequeno,” escreve Hans Jonas, querendo com isso dizer que era incapaz de interferir com as leis de sobrevivência da natureza e do planeta. Por mais que pudesse fazer transformações no ambiente, explica, elas nada mais representavam do que alterações provisórias em um mundo destinado a reproduzir-se de acordo com suas leis, como como sempre havia sido.

A mudança de nossos dias, explica, é que o homem descobriu-se capaz de interferir no próprio ambiente onde vive, alterar as condições de sua vida, da própria espécie e do planeta Terra, como seria demonstrado de forma dramática, duas décadas depois, pelas descobertas sobre o aquecimento global.

“A diferença entre o natural e o artificial desapareceu, o natural foi tragado pela esfera do artificial,” escreve Hans Jonas, numa observação simplesmente genial. No mesmo trecho, ele explica que “as obras do homem que se transformaram no mundo, agindo sobre ele e por meio dele, criaram um novo tipo de ‘natureza’, isto é, uma necessidade dinâmica própria, com a qual a liberdade humana defronta-se em um sentido inteiramente novo”.

A ética tradicional, para a qual todos tem respostas de um mundo antigo, era a do “homem pequeno” – mas já não responde às perguntas de nosso tempo.

Diante do “homem grande”, é necessário criar uma ética de responsabilidade, capaz de impedir um desastre que coloque em risco a própria espécie. “Em última instancia,” escreve o filósofo, “não se trata mais de saber precisamente o que o homem pode fazer, mas o quanto a natureza é capaz de suportar.” Ninguém calculou por antecipação o preço que seria pago pela industrialização, ou o custo do desmatamento de boa parte das florestas da Europa. Até dez anos atrás havia quem duvidasse dos buracos da camada de ozônio.

Outra diferença reside na atividade humana. Jonas recorda que, ao longo da história, o desenvolvimento técnico nascia em função de necessidades sociais, admitidas por todos. Hoje, observa, o desenvolvimento tecnologico tornou-se autônomo e de certo modo define o sentido da vida, num movimento onde o fazer vem antes do saber. Grandes pesquisas são realizadas para produzir avanços tecnologicos cuja utilidade será definida depois. Os cientistas estão convencidos de que será possível obter avanços importantes com a utilização de células-tronco. Mas não sabem de quais avanços estão falando nem a forma pela qual serão aplicados.

Essa é sempre uma pergunta. O próprio João Carlos Martins admitiu, na conversa comigo, que não tinha conhecimento satisfatório sobre um dado essencial, que consiste em definir a vida das celulas-tronco. Não há uma visão definitiva sobre o assunto. A maioria dos cientistas e médicos considera que uma pessoa está morta quando seu cérebro deixou de funcionar. É nesse momento que se autoriza a doação de órgãos, por exemplo. Considera-se que as células-tronco não estão vivas porque ainda não deram origem a um sistema nervoso.

A idéia de autorizar seu uso para pesquisas médicas tem respaldo num dos valores irredutíveis de nosso tempo, que é a recusa da morte – e a noção de que é legítimo fazer todo esforço para adiá-la. O debate reside aí.

Saiba mais sobre células-tronco:

  • Polêmica: entenda a polêmica sobre o uso de células-tronco
  • Células-tronco: entenda o que são células-tronco
  • Pesquisas: saiba mais sobre as linhas de pesquisa
  • Os dois lados: os prós e contras da pesquisa com células-troncoOpinião

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    Fonte: Último Segundo

  • O cérebro devassado 29/10/2007

    Posted by Esclerose Múltipla in Espaço médico, Utilidade pública.
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    Já é possível ver o cérebro em plena
    atividade. As descobertas são fascinantes
    e estão levando a uma melhor compreensão
    do funcionamento da mente humana

    O cérebro é considerado a caixa-preta do corpo humano. De tão insondável, foi objeto de todo tipo de especulação. De filósofos a médicos, muito se arriscava em teorias, mas pouco se sabia na prática sobre o que acontecia nesse órgão que faz a grande diferença da espécie humana. Nos últimos cinco anos, contudo, com a invenção e o aprimoramento da ressonância magnética funcional, do PET/CT, que associa a tomografia por emissão de pósitrons à tomografia computadorizada de última geração, e da espectroscopia, novas imagens vieram à luz e estão revolucionando o conhecimento do cérebro.

    As descobertas são fantásticas. “É como se tivéssemos substituído a rudimentar luneta de Galileu pelo telescópio Hubble”, compara o neurorradiologista Edson Amaro Júnior, do Hospital Albert Einstein e do Hospital das Clínicas, em São Paulo. Como esses exames podem flagrar o cérebro em plena atividade, os pesquisadores estão conseguindo mapear praticamente tudo o que acontece dentro dele – como se processam as emoções, a cognição, o pensamento e o raciocínio e até mesmo como se originam algumas doenças. Essa visão preciosa está prestes a mudar a forma como hoje se detecta e trata uma série de distúrbios, como Alzheimer, autismo, transtorno do déficit de atenção e perda de memória. Ela também ajuda a identificar os aspectos que contribuem para o aparecimento de problemas como depressão, esquizofrenia, alcoolismo e uso de drogas. O trabalho dos neurocientistas, amparado por esse impressionante aparato tecnológico, vai além de desvendar o funcionamento do cérebro. Está-se descobrindo de que maneira ele responde a estímulos externos – tanto que já se criou uma nova modalidade nos Estados Unidos, o neuromarketing. Em suas pesquisas, os neuromarqueteiros utilizam os aparelhos que fornecem imagens do cérebro, para saber que áreas são ativadas quando a pessoa é exposta a marcas, produtos ou imagens e falas de políticos. Dessa forma, ao detectarem as emoções suscitadas, podem direcionar melhor campanhas publicitárias. Não se exclui, ainda, que esse tipo de iniciativa também seja empreendido em tratamentos psicológicos.

    Em 1,5 quilo de massa encefálica (valor equivalente ao peso do cérebro de um adulto), 100 bilhões de células nervosas estão em atividade. Cada uma se liga a milhares de outras em mais de 100 trilhões de circuitos. A trama é complexa, precisa e delicada. Graças a ela, o homem pensa, raciocina, lembra. Enxerga, ouve, aprende. Não faz tanto tempo assim, acreditava-se que o ser humano utilizasse apenas 10% de sua capacidade cerebral. Hoje já se sabe que esse é mais um daqueles mitos que se produzem no vaivém da ciência. Os médicos já não têm a menor dúvida de que toda a máquina cerebral é solicitada nas mais diferentes funções. “Qualquer atividade ou pensamento com um mínimo de complexidade, como jogar conversa fora ou ler uma história em quadrinhos, vale-se de inúmeras conexões neuronais em áreas diferentes do cérebro ao mesmo tempo”, afirma o neurologista Steven Yantis, da Universidade Johns Hopkins, em Baltimore, nos Estados Unidos, um dos centros mais avançados do mundo em pesquisas cerebrais.

    Durante séculos, o conhecimento da estrutura cerebral humana permaneceu rudimentar. O filósofo grego Aristóteles, um dos primeiros a se debruçar sobre o assunto, acreditava que a memória fosse fisicamente armazenada no cérebro. As recordações ficariam uma a uma impressas no tecido cerebral. No século XVIII, o cientista alemão Franz Joseph Gall divulgou a teoria de que as protuberâncias cranianas poderiam determinar a personalidade das pessoas. Uma de suas concepções era a de que crianças com boa memória também tinham “olhos proeminentes” – uma pista clara de que, segundo ele, a memória estava armazenada no cérebro. Quanto maior a memória, mais “inchado” o cérebro. Conhecida como frenologia, essa teoria foi derrubada em 1861, quando o neuroanatomista francês Paul Broca dissecou o cérebro de um paciente com distúrbios na fala que tinha acabado de morrer. O que ele viu não correspondia ao que dizia a frenologia.

    O fato é que, até meados do século XX, os pesquisadores não faziam uma idéia suficientemente clara do que enxergavam dentro do crânio humano. Somente no início dos anos 70 é que foram obtidas as primeiras imagens anatômicas do cérebro. Isso foi possível com a ajuda de computadores que passaram a processar as imagens dos raios X – técnica batizada de tomografia computadorizada. Os médicos começaram a lançar mão com freqüência cada vez maior desse tipo de exame, hoje mais avançado, que mostra a estrutura do cérebro em finas fatias. A partir dele, surgiu uma variedade considerável de técnicas que estão ajudando os pesquisadores a entender melhor a relação entre a estrutura cerebral, as funções neuronais e o comportamento humano. Para saber qual área do cérebro está sendo ativada quando alguém, por exemplo, fala ou ouve música, pode-se recorrer ao PET, sigla em inglês para tomografia por emissão de pósitrons, que mapeia o cérebro com a ajuda de material radioativo.

    Há menos de duas décadas, um paciente com suspeita de tumor cerebral tinha necessariamente de se submeter a uma cirurgia. Atualmente, graças à ressonância magnética, para mapear o cérebro basta ao paciente entrar num tubo. Ondas eletromagnéticas permitem a visualização de fatias do cérebro, com uma perfeição incrível, possibilitando ao especialista captar anomalias sutis. Doenças que antes só eram estudadas em cérebros de cadáveres agora podem ser acompanhadas em toda a sua evolução, o que deverá ajudar na descoberta da cura de Alzheimer, Parkinson e epilepsia. Por meio da ressonância magnética funcional, uma evolução da ressonância magnética, sinais de radiofreqüência fornecem uma visão das alterações no fluxo sanguíneo e na oxigenação em determinadas áreas cerebrais. O equipamento tem a vantagem de não utilizar material radioativo e de fornecer imagens em diferentes dimensões. É seguro e não invasivo. Com a ajuda desse tipo de ressonância, hoje já se sabe, entre outras coisas, como funciona o processo pelo qual o cérebro arquiva a memória de episódios ruins. Para impedir que esses registros permaneçam na superfície da memória, há uma diminuição na atividade do hipocampo, uma das regiões envolvidas no processo de lembrança. Esse tipo de conhecimento pode abrir caminho para novos tratamentos de fobias e de stress pós-traumático. Uma maior investigação sobre o hipocampo também permitirá que sejam criados procedimentos para deter a perda de memória verificada entre muitas pessoas que ultrapassam os 40 anos.

    Por meio da espectroscopia por ressonância magnética, o tratamento precoce da esclerose múltipla, uma doença crônica e progressiva, está para se tornar uma possibilidade real. Isso porque, com o exame, é possível medir os níveis de uma substância no cérebro relacionada à doença. “Acredito que, em relativamente pouco tempo, será estabelecida uma nova forma de encarar a doença”, diz o médico David Yousem, professor de radiologia da Universidade Johns Hopkins. A ciência também anda utilizando a espectroscopia para tentar explicar eventos tidos como paranormais. A experiência transcendental é um deles. Pelo que mostram as imagens, com esse tipo de meditação, o córtex pré-frontal, no qual reside a atenção, sofre uma baixa de atividade, fazendo com que a pessoa perca a noção de tempo e de espaço. É esse fenômeno absolutamente físico que causa a sensação de que se atingiu uma outra dimensão.

    As imagens do cérebro em ação já têm uma aplicação prática incontestável. Elas são a garantia de uma cirurgia mais precisa e menos arriscada. Como nenhum cérebro é igual a outro, os neurocirurgiões estão se valendo do que vêem para saber exatamente onde estão os centros de fala, visão ou movimento de cada paciente, para evitar lesioná-los durante a operação. Além disso, ao conhecer exatamente qual o dano que um distúrbio é capaz de causar em determinada área cerebral, abre-se caminho para o desenvolvimento de drogas mais específicas. Através das imagens também é possível monitorar os tratamentos e suas evoluções. Cientistas americanos conseguiram provar, por meio da ressonância magnética, que os antidepressivos têm, de fato, uma ação direta sobre os neurotransmissores. Pesquisadores da Universidade de Wisconsin-Madison usaram o mesmo tipo de exame para verificar as mudanças que ocorriam em pacientes medicados com o antidepressivo Efexor. Notaram que o remédio causa alterações no cíngulo anterior, região cerebral ativada por estímulos de atenção e em momentos de conflito. Uma das surpresas foi observar que essas mudanças ocorriam em apenas duas semanas de tratamento. Não se imaginava que os efeitos de um antidepressivo pudessem ser tão rápidos. O achado foi publicado na revista American Journal of Psychiatry. Em breve, acredita-se, será possível partir para tratamentos da depressão mais personalizados. Pacientes com resistência a antidepressivos serão submetidos a exames de imagem, para que o médico verifique quais são os neurotransmissores mais implicados em cada caso. Com isso, ele prescreverá medicamentos antidepressivos manipulados com a dose certa de certas substâncias.

    Fora do âmbito médico, a curiosa associação entre marketing e neurociência – o neuromarketing – leva a que se “leia” o pensamento dos consumidores. Ao se monitorar a atividade cerebral do pesquisado, dá para saber se ele aprova ou rejeita determinado produto ou marca e, mais importante, por quê. As experiências ocorrem da seguinte forma: enquanto o voluntário permanece em uma máquina de ressonância magnética funcional, os pesquisadores lhe apresentam fotos ou videoclipes. Dependendo da área cerebral mais ativada pelo fluxo sanguíneo, conclui-se que tipo de reação o estímulo causa. Os neurocientistas já constataram, por exemplo, que a migração de sangue para uma área do cérebro conhecida como córtex pré-frontal medial, no momento em que o voluntário está olhando para um determinado logotipo, significa que ele se identifica com a marca. Esse é um campo com um potencial imenso para empresas de marketing e institutos de pesquisa, que costumam trabalhar apenas com informações que recebem por meio de questionários. Como nada garante que o entrevistado esteja falando a verdade, há sempre um fio de suspeita nessas sondagens – suspeita que seria inteiramente cancelada com exames de imagens cerebrais.

    O neuromarketing começou a dar seus primeiros passos no fim dos anos 90. O médico Gerry Zaltman, da Universidade Harvard, foi o primeiro a colocar um voluntário deitado em um equipamento de ressonância magnética com esse objetivo. Em 2001, a empresa de marketing americana BrightHouse, de Atlanta, passou a explorar esse filão comercialmente. Entre seus clientes estão a Coca-Cola e a companhia aérea Delta Airlines. Dois fabricantes de carros, a alemã DaimlerChrysler e a Ford européia, admitiram que utilizaram os estudos de neuromarketing no ano passado. Recentemente, a empresa de marketing Lieberman Research Worldwide, sediada em Los Angeles, começou a prestar serviços de neuromarketing a grandes estúdios de cinema. Ela testa a receptividade do espectador a trailers de filmes.

    Na política, o terreno para o neuromarketing parece ser vasto. Pesquisadores da Universidade da Califórnia testaram as respostas cerebrais de dez voluntários americanos, metade eleitora do Partido Republicano, metade do Democrata, a três vídeos de propaganda política. Em um deles, o presidente republicano George W. Bush faz menção aos atentados do 11 de Setembro. Em outro vídeo, aparece seu concorrente, o democrata John Kerry, que não aborda o tema do terrorismo. Numa terceira fita, é mostrado um comercial famoso nos anos 60, utilizado pelo candidato democrata Lyndon Johnson contra o republicano Barry Goldwater. Uma garota segura uma margarida e imagens de uma explosão nuclear são sobrepostas a ela – uma alusão à possibilidade de ser deflagrada uma guerra atômica caso o belicista Goldwater fosse eleito. Os pesquisadores notaram que os voluntários democratas reagiram às imagens violentas com uma atividade maior da amídala em relação aos republicanos. Isso sugere que eles se sensibilizam mais com as cenas de terror. Outra vertente desse estudo foi analisar o que acontecia no cérebro dessas pessoas quando expostas às imagens de Bush e Kerry fora do contexto de um comercial de TV. Confrontadas com fotos de seus próprios candidatos, elas tiveram ativada uma parte do córtex pré-frontal associada a reações instintivas. Mas, quando a imagem era do candidato do outro partido, ativaram-se áreas mais voltadas para a racionalidade.

    No estudo de neuromarketing conduzido por encomenda da DaimlerChrysler, foram mostradas imagens de 66 carros – 22 esportivos, 22 sedãs e 22 veículos pequenos – a um grupo de doze homens na faixa dos 30 anos. A conclusão: os esportivos excitam áreas do cérebro associadas a poder. A visão do cérebro em funcionamento também revelou reações de consumidores aos refrigerantes Pepsi e Coca-Cola. As imagens mostraram uma maior preferência cerebral pelo sabor da Pepsi. Mas por que, então, a Coca-Cola vende mais? Porque a marca estimula mais as áreas do cérebro ligadas aos atos de vontade. Ou seja, seu logotipo é mais poderoso que o da Pepsi.

    As novas tecnologias permitiram descobrir que o cérebro evolui até a maturidade. Com a ressonância magnética funcional, os neurocientistas verificaram que 95% do volume do cérebro é alcançado até os 5 anos. Os outros 5% são formados até os 35 anos. “Curiosamente, os advogados já pareciam saber disso. Tanto que recomendam que ninguém faça o próprio testamento antes dessa idade”, brinca o médico Gary Goldstein, presidente do Instituto Kennedy Krieger, de pesquisas neurológicas do Hospital Johns Hopkins. Outra descoberta é que há mesmo diferenças entre o cérebro masculino e o feminino. Um dado que chama a atenção dos pesquisadores diz respeito à linguagem. As mulheres utilizam os dois hemisférios cerebrais para essa atividade, enquanto os homens o esquerdo. Isso dá a elas a vantagem de, em caso de um derrame no lado esquerdo, ainda manterem alguma capacidade de linguagem do lado direito. Além disso, as mulheres são, em geral, mais emotivas e melhores para expressar sentimentos que os homens porque seu sistema límbico é mais desenvolvido.

    Há mais de um século e meio, a poeta americana Emily Dickinson escreveu num célebre poema que o cérebro é mais vasto do que o céu. “The Brain / is wider than the Sky / For put them side by side / The one the other will contain / With ease and – You – beside” (“O Cérebro é mais vasto que o Céu. Postos lado a lado, um facilmente conterá o outro. E o Ser também”). É esse universo que começa a ser desvendado.

    As conquistas proporcionadas
    pelos novos exames

    Pedro Rubens
    O diagnóstico da hiperatividade infantil pode ficar mais claro com os novos exames


    NEUROMARKETING

    Pesquisadores já estão utilizando imagens do cérebro de consumidores para saber quais os produtos que agradam e quais os mais evitados por uma determinada amostragem antes de lançá-los no mercado

    DIAGNÓSTICO DE DOENÇAS
    Distúrbios como autismo, mal de Alzheimer, hiperatividade e depressão já podem ser confirmados através do mapeamento das funções cerebrais. Esses males têm em comum o difícil diagnóstico clínico

    PRECISÃO NA CIRURGIA
    Como nenhum cérebro é igual a outro, os neurocirurgiões estão se valendo das imagens para saber exatamente onde estão os centros de fala, visão ou movimento de cada paciente, antes do procedimento, para evitar lesioná-los durante a operação

    Na onda das ondas cerebrais

    Saber instantaneamente o que uma pessoa deseja no mais recôndito do seu ser. Assustador? Talvez. Divertido? Sem dúvida. Para descobrir o que dezenas de jovens sentiam ao ouvir certas músicas e ser submetidos a diferentes intensidades de luz, uma casa noturna de Toronto, no Canadá, conectou-os por meio de eletrodos a um computador. A máquina analisava as ondas cerebrais emitidas pelos jovens, indicando se os estímulos sonoros e visuais correspondiam a sensações de prazer ou de desprazer. Se a maioria das ondas denotava prazer, a música continuava e a luz era mantida. Se não, trocava-se o som e alterava-se a iluminação. Qual a conclusão geral dessa experiência? Nenhuma. Divertido? Sem dúvida.

    O cérebro deles e o delasAs imagens confirmam que o cérebro de homens e o de mulheres têm diferenças. As principais são: 1. O cérebro feminino é cerca de 10% menor que o masculino. Mas tem maior número de conexões entre as células nervosas

    2. Uma das diferenças estruturais claras é o hipotálamo, maior em cérebros masculinos do que em femininos. É nessa região que se processam o sono e os ciclos menstruais das mulheres

    3. As mulheres sintetizam menos serotonina que os homens. A baixa nessa substância química cerebral, ligada à sensação de bem-estar, é associada a uma série de doenças, entre elas a depressão

    4. O cérebro feminino é predominantemente programado para a empatia, enquanto o masculino é voltado para sistemas de construção e compreensão

    5. A ressonância magnética funcional mostrou que meninos submetidos a fotografias de rostos com expressões de medo apresentam uma ativação menor da amídala que as meninas

    6. Homens se saem melhor em tarefas que envolvem cálculos, enquanto as mulheres são melhores em habilidades verbais. As imagens mostram que o lobo parietal inferior, envolvido em tarefas matemáticas, é maior no cérebro deles

    Fonte: Revista Veja . Edição 1865 . 4 de agosto de 2004

    Bela adormecida 12/10/2007

    Posted by Esclerose Múltipla in Qualidade de vida.
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    Dormir bem é fundamental para relaxar o corpo e a mente, garantindo mais saúde e disposição no dia seguinte. Conheça as sete ervas que irão ajudá-la a ter lindos e longos sonhos

    Nada melhor do que, após um dia cheio de atividades, um banho maravilhoso e uma refeição frugal, entregar-se completamente à companhia suave e envolvente dos lençóis. Ao cair na cama, cada parte de nosso corpo parece agradecer a dádiva de passar as próximas oito horas em total repouso. Afinal, você sabe, uma boa noite de sono é imprescindível para repor as energias, descansar a mente, relaxar as tensões e se desligar completamente das preocupações diárias. Mas para conseguir adormecer profundamente é preciso estar tranqüila, pronta para se entregar aos consolos de um amigo muito fiel: o travesseiro. Com a correria diária, entretanto, nem sempre isso é possível. Pesquisas apontam que cerca de 70% dos brasileiros sofrem de insônia. Se, por algum motivo, você se encaixa nesse perfil, saiba que a natureza oferece uma série de recursos para driblar o problema. O melhor jeito de conseguir isso é recorrendo às plantas. Interessada? Então descubra quais são as sete ervas que lhe permitem sonhar com os anjos para acordar com pique total na manhã seguinte

    As 7 ervas que combatem a insônia
    Lavanda
    (Lavandula officinallis)
    Muito utilizado na aromaterapia, o óleo essencial dessa planta promove uma sensação de relaxamento e de calma extremamente benéfica ao sono. Além disso combate o estresse e a ansiedade.


    Toques certeiros e olfato aguçado

    A massagem é uma das maneiras mais rápidas e prazerosas de relaxar o corpo, dissolvendo as tensões que acumulamos no dia-a-dia. Ao fazê-la, priorize a região da nuca, ombros e os pés, que são muito sensíveis. Para tornar o ritual ainda melhor, você pode seguir a dica de Renata Campos, aromaterapeuta do espaço By Samia, unindo essência e toque. Deixe-se envolver pelos estímulos, o calor das suas mãos e o delicado aroma da lavanda.

    Como fazer
    Num recipiente, misture 3 colheres (sopa) de óleo de semente de uva, 8 gotas de óleo essencial de lavanda, 4 gotas de óleo essencial de laranja e 3 gotas de óleo essencial de manjerona. Envolva as mãos com uma boa quantidade da solução e massageie o corpo suavemente, sobretudo as partes mais doloridas.

    Valeriana (Valeriana officinalis)
    A valeriana é considerada um dos melhores calmantes do reino vegetal. Ela age no sistema nervoso central, combatendo a ansiedade, o esgotamento físico e mental. “Essa planta ajuda a adormecer mais rapidamente, sem causar uma sensação de desorientação ao despertar”, explica Adauto Luiz dos Santos, fitoterapeuta e professor da Faculdade de Ciências da Saúde de São Paulo.

    A tranqüilidade em goles
    Para aproveitar os benefícios dessa erva, o especialista indica um antigo aliado das noites bem dormidas: o chá. O ideal é tomá-lo cerca de uma hora antes de deitar-se, assim há tempo para a planta agir, serenando o corpo e a mente.

    Como fazer
    Numa chaleira, coloque água e a raiz seca (a proporção é de 1 xícara de água para cada colher da raiz). Tampe e deixe a mistura ferver por 10 minutos. Desligue e adoce a gosto, com mel ou açúcar mascavo. Beba o chá quando estiver numa temperatura agradável, de preferência ainda morno. Segundo os chineses, o calor ajuda o organismo a absorver melhor os princípios ativos.

    Maracujá (Passiflora edulis)
    Ao contrário do que muitos pensam, não é o fruto do maracujá, mas sim suas folhas que possuem efeito calmante. Sua atuação no sistema nervoso central é comprovada cientificamente e referendada, inclusive, pela medicina convencional. A planta trata casos de irritabilidade, impaciência e agitação, já que diminui a atividade das células nervosas. Dessa forma prolonga o período de sono.

    Chás, massagem e aromas de plantas fazem você dormir profundamente

    Xarope para acalmar os ânimo
    Além de ser fácil de encontrar, o maracujá tem outra vantagem: o sabor de suas folhas é adocicado e, por isso, mais agradável do que outros tipos de ervas. Também pode ser empregada em várias receitas. Uma das opções é o xarope de passiflora, que você confere abaixo. A dica é de Alex Botsaris, estudioso de plantas medicinais e autor do livro Doce Vôo da Juventude, ed. Objetiva.

    Como fazer
    Num recipiente coloque de 7 a 12 gotas da erva seca e 750 ml de água. Para melhorar a extração dos ativos, acrescente 1 colher (sobremesa) de vodca. Cozinhe em fogo bem baixo por 5 a 10 minutos, mas não deixe ferver. Coe o preparo, retirando as ervas. Em seguida acrescente 3 colheres (sopa) de açúcar mascavo e vá engrossando o caldo, sempre em fogo bem baixo. Quando o líquido estiver mais viscoso e acastanhado, deixe por mais 5 minutos no fogo, então retire e deixe esfriar. Os adultos podem tomar 1 colher (sopa) cheia. Para as crianças, use 1 colher de sobremesa. Tome antes de se deitar.

    Erva-doce e Camomila (Pimpinella anisum e Matricaria chamomilla)
    Também conhecida como funcho, a erva-doce é famosa por seus efeitos digestivo, calmante e cicatrizante. Confere ao corpo uma gostosa sensação de refrescância e bem-estar. Já as pequenas e delicadas flores da camomila concentram potentes óleos voláteis, responsáveis pelos efeitos sedativo e antiespasmódico. “Ela alivia as dores musculares e dissolve as tensões nervosas”, explica Sueli Marini, terapeuta da Clínica Movimento Corporal, em São Paulo.

    Serenidade a seus pés
    Uma das formas mais gostosas de interagir com a natureza, aproveitando os poderes terapêuticos de suas ervas, é o escalda-pés. Numa receita que combina erva-doce e camomila, Sueli Marini ensina a preparar o físico e o mental para uma noite de sono revitalizante.

    Como fazer
    Use um balde ou uma bacia que acomode bem seus pés e cubra até metade da panturrilha. A água deve ser quente, mas suportável. Adicione um punhado generoso de cada erva (ou três de uma única erva escolhida). Se quiser, você pode acrescentar 10 gotas de extrato de arnica e 1 colher (sopa) de sal grosso. Eles aliviam dores e edemas. Aguarde 2 minutos e mergulhe os pés. Respire profundamente e relaxe. Depois de alguns minutos, friccione as ervas nos pés e na panturrilha para aproveitar ainda mais seus princípios ativos.

    Capim-santo (Cymbopogon citratus)
    Tem vários outros nomes populares, como capim-limão, capim-cidreira e capim-cheiroso. É uma das plantas mais utilizadas como calmante e sedativa. Pesquisas indicam também sua ação antiespasmódica e analgésica.

    Néctar do sono
    Não é todo mundo que gosta de chá, não é mesmo? Seja pelo sabor ou pela temperatura, há quem prefira um bom suquinho. Se você é um desses, não se preocupe. Aproveite a dica de Paula Corrêa, nutricionista da Clínica Equilíbrio Nutricional, de São Paulo. A receita é feita com maçã que, além de ser uma delícia, tem ativos relaxantes e favorece o sono.

    Como fazer
    Corte uma maçã pequena (com casca) em cubinhos e quatro folhas de capim-santo de maneira grosseira. Ferva por cerca de 10 minutos e coloque em um copo, sem a água da fervura. Adicione o adoçante de sua preferência e amasse com um socador, daqueles de preparar caipirinha. Adicione 2 copos de água e espere esfriar. Complete com gelo e sirva a seguir.

    Melissa (Melissa officinalis)
    Conhecida popularmente como erva-cidreira, é tida como um remédio eficiente no tratamento de doenças nervosas, como a histeria e a melancolia, promovendo relaxamento e segurança. Dessa forma controla as crises de ansiedade e ajuda a acalmar os pensamentos dos mais agitados.

    Conforto que acolhe
    Além de sustentar a cabeça de maneira agradável, propiciando o alinhamento da coluna vertebral, o travesseiro pode contar com alguns toques especiais que tornam o momento de dormir ainda mais gostoso. Pequenos sachês de óleo essencial, localizados em seu forro, estimulam o olfato e trabalham o plano emocional, ajudando a desacelerar quando o sono começa a bater. “O travesseiro aromático de melissa auxilia quem pensa demais e acaba levando para cama seus problemas. Também podem recorrer a ele pessoas muito ansiosas, que passam noites em claro estudando as possibilidades do dia seguinte”, explica Maria Inês Monteiro, terapeuta holística da cidade de Santos. Esse tipo de travesseiro tem validade de um ano e, para que os princípios ativos sejam reforçados, uma vez por semana deve ser colocado sob o sol.

    Conheça outras dicas práticas para dormir bem:
    Prepare o seu quarto:

     § As cores desse ambiente exercem influência sobre as nossas noites de sono. Algumas, como o laranja e o vermelho, estimulam a mente e ativam a energia. Por isso, não são indicadas para o quarto. Prefira tons neutros e pastéis, que possuem efeito tranqüilizante.

    § A iluminação é outro fator importante. Um ambiente escuro induz o relógio orgânico a iniciar o ciclo noturno, desacelerando suas atividades e se preparando para o repouso.

    § Barulhos e ruídos colocam a nossa mente em estado de alerta e dificultam um sono tranqüilo. Por isso, cuide para que seu quarto seja um ambiente bastante calmo e silencioso. Se você tem o costume de deixar a TV ligada enquanto tenta pegar no sono, uma boa solução é substitui-la pelo rádio. Escolha músicas suaves e deixe o volume bem baixinho.

    § Experimente colocar nas gavetas de lençóis e fronhas bolhinhas de madeira embebidas em lavanda. Se preferir, você pode diluir um pouco dessa essência em água e borifar na roupa de cama, quando for passa-la. Esse aroma leve e reconfortante é um convite ao sono.

    § Prefira os lençóis de algodão ou seda, que além de serem naturais, não agridem a pele.

    Outras dicas

    § À noite, tenha uma refeição comedida. Antes de se deitar, um chazinho ou um copo de leite quente são bem-vindos. Eles ajudam a relaxar e aquecem o corpo.

    § Praticar uma atividade física durante o dia ajuda a dormir bem. Essa é uma das melhores formas de liberar o estresse e relaxar o corpo.

    § Fixe uma rotina. Ter horários mais ou menos definidos para dormir e acordar ajuda a ajustar o nosso relógio biológico.

    § Só vá para a cama quando já estiver com sono. Assim, seu cérebro entende que aquele é o local de dormir e não o relaciona a outras atividades. Quando for ler ou assistir TV, escolha um outro ambiente.

    § Os problemas que não foram resolvidos durante o dia, não terão solução durante a noite. Por isso, o melhor a fazer é relaxar e dormir. No dia seguinte, você acordará bem disposta e poderá correr atrás do que precisa.

    § Se você é daquelas que levantam com pouca disposição, tente o seguinte: ao acordar, coloque no difusor algumas gotinhas de óleo essencial de alecrim ou hortelã. Eles ajudam a preparar o corpo e o humor para mais um dia.

    Fonte: Revista Estilo Natural – outubro de 2007

    51 dicas para ser feliz 11/10/2007

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    Acredite, a alegria de viver pode estar mais perto do que você imagina: num sorriso sincero, num banho de chuva, na amizade verdadeira, na coragem para mudar. Veja como alcançar a realização

    Se pudesse receber as respostas de todos que lerão essa matéria, certamente encontraria algumas como: achar meu par perfeito, emagrecer, comprar minha casa, passar no vestibular, engravidar. Certo? Pois bem, se você respondeu algo parecido, saiba que a chance de encontrar a verdadeira felicidade é muito remota. Isso porque no momento em que realizamos um sonho – e alguns lamentavelmente nunca se realizam – criamos uma nova meta. No entanto, colocar nossa satisfação apenas no futuro, ou pior, impor uma condição para que ela se concretize, é uma maneira de se condenar à frustração eterna. A hora de ser feliz é agora, com os recursos que você tem, enxergando o lado belo da vida, que está em toda a parte e não apenas no pote de ouro escondido no fi nal do arco-íris. Mas se você pensa que são necessárias verdadeiras revoluções para que isso aconteça, engana-se. “A felicidade depende muito da estabilidade sentimental, de estar bem consigo mesmo e de ser capaz de curtir os prazeres do corpo e do espírito”, afi rma o médico e psicoterapeuta Flávio Gikovate. Ou seja, para ser feliz é preciso voltar ao simples. Conheça algumas dicas essenciais para chegar à realização.

    {vida a dois}
    [1. Não encare o amor como algo a ser colocado acima da razão, da lógica e da dignidade pessoal]
    2. Imagine-se sempre no lugar do outro.
    3. Reconheça seus erros com humildade.
    4. Diga “eu te amo” em todas as oportunidades.
    5. Entregue-se totalmente.
    6. Toque seu parceiro todos os dias. Quem dá carinho, também recebe.
    7. Faça amor sem pressa.

    {trabalho}
    [8. Ouça as pessoas para conseguir entender os diversos pontos de vista e tentar respeitá-los]
    9. Use as diferenças a seu favor.
    10. Emita opinião apenas sobre o trabalho do outro, jamais sobre a pessoa.
    11. Não esqueça seus erros até que aprenda com eles.
    12. Anote na agenda, ou em um papel, as tarefas a desenvolver no dia seguinte,
    por ordem de prioridade. Isso ajuda a organizar a mente e a diminuir o estresse.
    [13. Só abra sua intimidade a um colega de trabalho se ele fi zer o mesmo com você]
    14. Pergunte-se se você faz o que sempre sonhou e tenha coragem para mudar se for preciso.
    15. Seja inteira em tudo o que fizer.

    {família}
    16. Ouvir o ponto de vista de quem lhe quer bem também é deixar-se guiar pelo bom senso.
    [17. Seja grata a seus pais]
    18. Não culpe sua família por você não ser o que gostaria. Somos nós que guiamos nosso caminho, ainda que as vozes sejam contrárias. Assuma sua responsabilidade.
    19. Fique atenta às histórias contadas pelos mais velhos e pense em você como continuidade dessas vidas.

    {vida espiritual}
    20. Olhe para o céu, para a natureza. Mantenha-se em contato com o
    mistério da existência.
    21. Você não vai encontrar explicação para tudo. Renda-se diante dos pequenos milagres.
    [22. Tenha fé e siga adiante]
    23. Antes de desejar algo, pergunte-se o porquê do seu querer.

    {saúde}
    24. Evite o que pode lhe causar problemas futuros, como drogas, abuso de álcool e remédios.
    25. Pratique atividades físicas e adote uma alimentação saudável.
    26. Não seja escrava da vaidade. Cuide-se, mas não faça da aparência o mais importante.
    27. Respire fundo.
    28. Fuja de todo tipo de compulsão.
    [29. Massageie-se com um óleo ou hidratante. Sinta seu corpo]

    {amigos}
    30. Você não precisa ser forte o tempo todo. Peça colo quando necessário.
    31. Aproxime-se das crianças para se lembrar de como é sua própria essência.
    32. A comensalidade sempre esteve em alta. Faça jantares para seus amigos, compartilhe a mesa com eles.
    [33. Conceda a todos o benefício da dúvida. Não culpe ninguém até ter provas]
    34. Seja receptiva.
    35. Aja sem esperar recompensas.

    {autoconhecimento}
    36. Tire um momento para ficar sozinha, ouça uma boa música, leia um livro que queria comprar há muito tempo, vá ao cinema, relaxe.
    37. Procure o bom senso e o equilíbrio, controlando sua agressividade.
    38. Acredite que você é capaz, pois aceitar desafi os nos faz crescer.
    39. Trace trajetórias de acordo com seus sonhos, sem se deixar levar pelas
    expectativas do mundo.
    40. Reaprenda a chorar.
    41. Aceite os presentes que a vida lhe oferecer. Não serão poucos.
    42. A dor pode ser o salto para um patamar mais alto de maturidade. Não fuja quando ela aparecer, abra-se para entendê-la.
    43. Para mudar é preciso se amar.
    44. Diga adeus ao que deve ficar no passado.
    45. Traga à memória o que pode lhe inspirar esperança.
    46. Valorize sempre todas as suas qualidades e aptidões.
    47. Faça o que puder pelo planeta. Separe o lixo, economize água, reaproveite materiais.
    48. Aceite que você não pode ser perfeita e não é.
    49. Saia do piloto automático mental.
    50. Elimine o supérfluo.
    [51. Procure a felicidade na simplicidade]

    MAIS ALÉM: 51 dicas para ser feliz

    O termo “perseguir a felicidade” já dá a idéia de que esse estado de espírito é muito difícil de se obter ou até mesmo impossível de ser alcançado. Durante muito tempo, reinou em nossa sociedade o pensamento de que ser feliz era ter uma vida perfeita, como uma verdadeira mocinha de telenovela. Acontece que nem mesmo na TV isso tem acontecido assim. Por quê? Bom, o modo de encarar a realidade mudou e não adianta ninguém mais tentar se enganar: nada é perfeito! Isso, entretanto, não descarta a possibilidade de você se considerar uma pessoa realizada.

    A psicóloga do departamento de Psicobiologia da Universidade Federal de São Paulo, Eliana Melcher Martins, afirma que a vida deve ser encarada como uma espécie de pizza. Nela deve haver as fatias da família, dos amigos, da profissão, do relacionamento, da auto-imagem e muitas outras, dependendo de cada pessoa. Ao focar cada área, fica mais fácil descobrir onde existe uma lacuna e tentar preenchê-la. “Se uma das fatias está vazia, vai acabar afetando as outras. Entender qual setor está descompensado pode ajudar a buscar um equilíbrio na totalidade”, diz. Isso significa, minha amiga, que é preciso agir diante da dificuldade. Portanto reclamar, lamentar e sofrer só vai aumentar o problema.

    Não é incomum, por exemplo, sempre jogar a culpa da insatisfação no trabalho, afinal de contas é nesse local onde as pessoas normalmente passam a maior parte do tempo. “A questão é que, às vezes, não nos damos conta de que fazemos parte da construção dos ambientes em que estamos. A solução não é mudar a cabeça do outro, mas a nossa”, explica Nivaldo Scrivano, consultor na área de eficácia gerencial.

    Mas se você pensa que são necessárias verdadeiras revoluções para que isso aconteça, engana-se. “A felicidade depende muito da estabilidade sentimental, de estar bem consigo mesma e de ser capaz de curtir os prazeres do corpo e do espírito”, afirma o médico e psicoterapeuta Flávio Gikovate. Ou seja, para ser feliz é preciso voltar ao simples. A professora do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo, Henriette Morato, completa: “Quando nos distanciamos de nós mesmos, criamos uma imagem irreal do que deveríamos ser para chegar à realização”.

    Fonte: Revista Estilo Natural – outubro de 2007

    No Brasil existem mais de 30 mil portadores da esclerose múltipla 30/08/2007

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    A Federação Internacional de Esclerose Múltipla divulgou pesquisa que mostra que existem cerca de 2,5 milhões de pacientes em todo o mundo. No Brasil, a Associação Brasileira de Esclerose Múltipla (ABEM) estima que são mais de 30 mil portadores, sendo que desse total apenas cinco mil recebem tratamento adequado devido à demora no diagnóstico. Na maioria dos portadores, a doença provoca uma série de surtos, crises com sintomas intensos ou discretos que podem durar de um dia a oito semanas. A recuperação pode ser parcial ou completa, sem deixar seqüelas no paciente.

    — As manifestações mais freqüentes são visão embaçada ou dupla, fraqueza, dormência e falta de equilíbrio — explica Fernando Figueira, neurologista, membro titular da Academia Brasileira de Neurologia, da Sociedade Americana de Neuroimagem e da Sociedade Européia de Neurologia. A esclerose múltipla é uma doença antiinflamatória auto-imune que afeta o sistema nervoso central.

    A Bayer Schering Pharma, divisão da Bayer HealthCare, promove de 25 a 31 de agosto a 2ª Semana de Conscientização da Esclerose Múltipla com atividades para pacientes, familiares, profissionais de saúde e público em geral. Ao todo serão mais de 15 eventos em parceria com as principais associações de pacientes do Brasil. Entre as novidades, chega ao País a exposição fotográfica “A Imagem da Esclerose Múltipla”, que retrata o perfil de 36 pacientes da Ásia, Europa, América Latina e América Norte, inclusive brasileiros, contando histórias de reflexão, superação e coragem.

    “A Imagem da Esclerose Múltipla” (The Image of MS) é uma exposição fotográfica internacional patrocinada pela Bayer Schering Pharma e produzida pela fotógrafa norte-americana Joyce Tenneson. O projeto percorreu países como EUA, Canadá, França, Malásia, Holanda, Cingapura, Tailândia, Coréia do Sul, Finlândia e Reino Unido. Inicialmente, a exposição será apresentada no evento da ABEM (Associação Brasileira de Esclerose Múltipla), dia 25 de agosto, em São Paulo, e no Teatro da Petrobrás, dia 31 de agosto, no Rio de Janeiro. A mostra também ficará em São Paulo para uma temporada aberta ao público de 03 a 17 de setembro no Conjunto Nacional (Avenida Paulista, 2073).

    O projeto global “A Imagem da Esclerose Múltipla” surgiu a partir de uma iniciativa brasileira com a produção, em 2005, do livro “Histórias Reais” que reúne 10 narrativas diferentes, em primeira pessoa, de portadores de esclerose múltipla ganhadores de um concurso promovido pelo programa de atendimento aos pacientes da Bayer Schering Pharma. Além da exposição fotográfica, o livro brasileiro também deu origem a outras duas publicações: o “Rostros de la Esclerosis Múltiple”, que reúne a história de 14 pacientes da América Latina, e o livro internacional “The Image of MS”.

    As atividades da 2ª Semana de Conscientização da Esclerose Múltipla acontecem nas cidades de Campinas, Florianópolis, Londrina, São Paulo, Rio de Janeiro, Vitória, Brasília, Goiânia, Recife e Juiz de Fora. “Essa semana pretende mostrar o lado humano da esclerose múltipla e levar uma mensagem de esperança para pacientes e familares”, diz Katia Korovin, Diretora de Unidade de Negócios Terapêuticos Especializados. Mais informações pelo 0800-7020605 (SAC do Serviço de Atendimento Personalizado BETAPLUS).
    Outra novidade é o relançamento do site http://www.esclarecimentomultiplo.com.br com informações ainda mais detalhadas sobre a doença, sintomas, dicas de nutrição e bem-estar, fórum para depoimento de pacientes, dicas de livros, entre outras.

    Veja a programação completa:

    Rio de Janeiro

    31 de agosto – Evento da APEM-RJ e exposição fotográfica “A Imagem da Esclerose Múltipla”
    Horário: das 13h às 17h
    Local: Teatro da Petrobrás, Rua General Canabarro, 500 Tijuca/ RJ
    Informações: Durante todo o dia, profissionais de saúde farão palestras sobre a doença, o diagnóstico, terapias alternativas, dicas bem-estar, fisioterapia, prática de exercícios e outros temas.
    Público: pacientes, familiares, médicos e público em geral.

    28 e 29 de agosto – Evento da Associação Niteroinense de Esclerose Múltipla (ANEM)
    Horário: a partir das 14h
    Local: Auditório Clube Central, Praia de Icaraí, 335 – Niterói (RJ)
    Informações: No dia 28/08 acontecem as palestras “Direitos dos portadores de EM”, “Esclerose Múltipla e a Família” e “A importância da Reabilitação em EM”. No dia 29, o público assiste as palestras “Problemas Urinários na EM” e “Estresse na Esclerose Múltipla”.
    Público: pacientes e familiares.

    São Paulo

    25 de agosto – Evento da ABEM (Associação Brasileira da Esclerose Múltipla).
    Exposição fotográfica “A Imagem da Esclerose Múltipla” e apresentação do coral de pacientes da Bayer Schering Pharma.
    Horário: 10h às 16h
    Local: Clube Helvetia, Av. Indianópolis, 3145

    26 de agosto – Evento para portadores de Esclerose Múltipla
    Horário: 9h às 12h30
    Local: Espaço Unibanco, Rua Augusta 1475
    Informações: evento para pacientes e familiares cadastrados no Serviço de Atendimento Personalizado BETAPLUS. Haverá a divulgação dos ganhadores do “Concurso Nacional de Fotos de Paisagens Brasileiras” e sessão de cinema.

    30 de agosto – Sessão Solene
    Horário: 18h às 20h30
    Local: Câmara dos Vereadores de São Paulo, Viaduto Jacareí, 100 – Salão Nobre
    Informações: evento da ABEM para pacientes, médicos, centro de referências e público interessado no tema. Coral de pacientes fará a abertura do evento com o Hino Nacional.

    03 a 17 de setembro – Exposição fotográfica “A Imagem da Esclerose Múltipla”
    Horário: Aberto 24h
    Local: Conjunto Nacional, Av. Paulista, 2073
    Informações: mostra fotográfica gratuita e aberta ao público.

    Vitória

    30 de Agosto – Stand da associação com material informativo sobre EM para público leigo
    Local: Hospital de Clinicas

    01 de Setembro – Churrasco da Associação Capixaba de Esclerose Múltipla (ACAPEM)
    Horário: Das 10h às 17h
    Local: A Fazendinha – Jardim Caburi
    Informações: Evento social (Bingo, música ao vivo, jogos, etc.)
    Público: pacientes e familiares.

    Goiânia

    01 de setembro – Sessão de Cinema para pacientes com esclerose múltipla
    Horário: 10h30
    Local: Flamboyant Shopping Center, Av. Jamel Cecílio, 3300 Jardim Goiás
    Informações: Sessão de Cinema
    Público: pacientes e familiares.

    Recife

    30 de agosto – Palestras sobre Esclerose Múltipla
    Horário: 9h às 12h
    Local: Auditório do Hospital Restauração, Av. Agamenon Magalhães, s/n
    Público: pacientes e familiares.

    Juiz de Fora

    29 de agosto – Palestras sobre Esclerose Múltipla
    Horário: 18h às 22h
    Local: Clube de Escoteiros Aymoré, Rua Carlos Palmer, 647 Bom Pastor
    Público: pacientes e familiares.

    Londrina

    30 de agosto – Palestras sobre Esclerose Múltipla
    Horário: 20 horas
    Local: Hotel Crystal Palace, Rua Quintino Bocaiúva, 15 – Centro
    Público: pacientes e familiares

    Campinas

    30 de agosto – Palestra “O que é, como se faz o diagnóstico e quais as opções de tratamento”
    Horário: 16 às 18 horas
    Local: Soc. de Medicina e Cirurgia de Campinas, R. Delfino Cintra, 51 (sala B)

    Fonte: Correio do Brasil

    Fome de afeto 08/08/2007

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    Carência, estresse e os mais variados tipos de frustração são os principais responsáveis pela compulsão alimentar, uma doença que contribui para a subida dos ponteiros da balança. Do-in, arteterapia e ioga são algumas das alternativas mais seguras e eficazes para solucionar o problema

    ATIRE A PRIMEIRA pedra quem nunca devorou uma caixa de bombons em cinco minutos ou atacou a geladeira no meio da noite para se sentir um pouco melhor, seja pela falta de um grande amor, pelas frustrações do dia-a-dia, pela situação financeira e até pela bronca recebida no trabalho. Se você já passou por uma situação dessas, saiba que não é a única que tenta encontrar conforto comendo. “A maioria das pessoas, quando passa por momentos estressantes, aumenta o consumo de alimentos, sobretudo de doces, pois eles levam o cérebro a produzir substâncias que causam bem-estar”, explica o endocrinologista Antonio Carlos do Nascimento, de São Paulo.

    E de onde vem essa idéia de compensar o sofrimento com comida? A resposta pode estar na infância. “Muitas mães oferecem doces sempre que seus filhos choram ou fazem manha, sem procurar saber o real motivo de sua frustração. Esse tipo de atitude vai repercutir na idade adulta como um padrão, fazendo com que a pessoa necessite do alimento para se sentir bem”, esclarece a psicóloga clínica Patrícia Vieira Spada, autora do livro Obesidade infantil: aspectos emocionais e vínculo mãe/ filho (ed. Revinter). Segundo a terapeuta, é preciso que os pais observem a criança nos momentos de ansiedade, busquem conversar com ela e nunca tentem compensar sua ausência com guloseimas.

    Mas e quando o padrão já se instalou na fase adulta? Bem, para os especialistas, se essa compensação for racional, a pessoa saberá que passou dos limites e logo voltará a ter uma alimentação equilibrada. Já se a comida for usada como válvula de escape o tempo todo, cuidado: esse tipo de comportamento é comum em casos de compulsão alimentar, uma doença grave e que pode levar à obesidade. O compulsivo passa a viver uma situação que, com o tempo, só piora. É como uma bola de neve: a carência ou a frustração desperta a necessidade de comer mais, o excesso de calorias leva ao aumento de peso, que gera mais frustração, criando um círculo vicioso. Leia mais sobre o assunto e descubra como tratar o problema de forma segura e eficaz.

    consciência: caminho para a cura
    Na opinião de Zuleika Fuentes, psicóloga do Peso Ideal – um curso de instrução alimentar que oferece apoio psicológico para perder peso com saúde – quando o paciente se torna consciente de que é compulsivo, tem a chance não só de resolver o problema, mas também de se conhecer melhor: “É preciso prestar atenção em si mesmo, pois muitas vezes a compulsão muda de forma. Por exemplo, tem gente que pára de comer em excesso, mas começa a fumar ou a comprar coisas que nem precisa. Nesses casos a terapia é fundamental para que o paciente possa administrar a ansiedade sem limitar sua vida”, explica.

    Mas fique atento: fugir do problema não resolve! Mais cedo ou mais tarde a compulsão vai aparecer novamente, ainda que disfarçada de “loucuras”, como comer escondido. “Muitas pessoas mentem dizendo que não comeram, completam o litro de refrigerante com água para ninguém perceber que tomaram, desenvolvem técnicas de desembrulhar bombons sem fazer barulho… E o pior, pensam que ninguém está vendo e têm dificuldade de se abrir e procurar ajuda”, completa Zuleika.

    Isso sem contar aqueles que nem sabem que sofrem de um transtorno alimentar que pode ser tratado. Esses, em geral, acabam dando ouvidos a comentários pejorativos e se vendo como fracos, sem força de vontade e até sem-vergonhas. “Se o assunto do dia em família forem as suas infindáveis tentativas de emagrecer, você tem o direito de dizer que não quer falar sobre isso, que é algo pessoal”, diz a psicóloga.

    emoções em dia
    Procurar ajuda especializada é o melhor caminho para investigar um comportamento compulsivo e só assim saber lidar com o problema. “As pessoas ansiosas costumam reagir de um jeito diferente quando passam por situações difíceis. Elas são inseguras e não aceitam as mudanças com facilidade. Por isso é necessário fazer um trabalho voltado à reflexão, para que haja uma aproximação do paciente com seus medos”, esclarece a especialista do Peso Ideal. Apesar da resistência inicial, o tratamento psicológico costuma dar bons resultados em casos assim. “Parece bobagem, mas as pessoas têm muita dificuldade para cuidar das emoções, têm um certo preconceito. Precisam perceber que se existe um ortopedista para tratar de uma perna quebrada, há também um profissional específico para cuidar do lado emocional”, afirma.

    A luta contra a compulsão pode ser longa e é preciso ter persistência, além das ferramentas certas para vencê-la. Os medicamentos normalmente receitados por psiquiatras para tratar quadros como esse são os ansiolíticos e antidepressivos. Mas nem todo mundo se adapta a seus efeitos colaterais. A medicina complementar oferece uma série de alternativas eficientes e menos invasivas para tratar o mal, suas causas e conseqüências, confira!

    movimentos vitais da ioga
    Quando chegar em casa, cansada depois de um dia exaustivo, pare e pense: nada de fazer as coisas automaticamente. Primeiro relaxe, porque com calma é mais fácil se controlar. “Aquietar a mente ajuda a combater a compulsão, já que o problema começou num nível mais sutil”, diz Renata Quirino, professora da escola Satya Mandir Yoga, de São Paulo. O exercício para reduzir os níveis de ansiedade é o seguinte:
    Escolha um cantinho sossegado da casa, perto de uma parede. Deite de costas no chão, com o bumbum encostado na parede e as pernas retas, levantadas e apoiadas nela. Fique assim por cerca de dez minutos. Respire profundamente e deixe os pensamentos virem, mas não se apegue a nada. A sensação é de tranqüilidade total, aquela urgência toda acaba e você tem a chance de fazer tudo com mais calma.

    “Aquietar a mente ajuda a combater a compulsão, já que o problema começou num nível mais sutil”
    RENATA QUIRINO

    alimente sua criatividade com a arteterapia
    Para suprir a necessidade de carinho sem passar pela geladeira, uma boa opção é se dedicar à arte. Pintura, escultura, dança, música e várias outras formas de expressão são meios prazerosos e terapêuticos de resolver o problema. Segundo a psicóloga clínica e presidente da Associação Brasileira de Arteterapia, Joya Eliezer, que há 30 anos trabalha com a técnica, “a arte causa prazer por propiciar a oportunidade da criação, o que é muito benéfico”. Para ela, a satisfação social gerada com o método substitui a canalização oral realizada com a comida. “Quando a pessoa se integra esteticamente, tem condição de se reeducar do ponto de vista nutricional. Assim, passará a comer quando tiver fome apenas, afastando a fome emocional.” Os primeiros exercícios são apreciar e tentar desenhar a natureza. E nem precisa se preocupar em não ter dom artístico, porque toda técnica pode ser aprendida. Os resultados aparecem depois de dois meses, tempo muito menor do que na terapia convencional.

    a mente é tudo no self-healing
    O self-healing (autocura) é um tratamento holístico que ajuda o paciente a reconhecer suas posturas e a conectá-las com suas tensões e processos patológicos. Também atua nos padrões da mente já fixados. Wilson Cezar Garves, terapeuta ocupacional e diretor da Associação Brasileira de Self-Healing (ABSH), diz que quando se trata de compulsão alimentar o mais importante é descobrir a causa do problema e, a partir daí, buscar exercícios de autoconhecimento e controle físico.

    Exercícios de conscientização:
    Deite de lado numa cama ou no chão e role o corpo, deslocando-se bem lentamente, uma parte de cada vez. Primeiro deixe cair um ombro para trás, depois um braço. A seguir, um joelho e depois o outro. Assim, vá rolando de um lado para o outro, prestando atenção em cada membro e respirando profundamente.

    Deite de barriga para cima e comece a mexer as articulações do punho, ombro, joelho e tornozelo. Faça um movimento, pare e visualize-o. Continue com outra articulação. Esse exercício combina atenção e ação e ajuda a ampliar a consciência corporal.

    toques mágicos de do-in
    A milenar medicina chinesa ensina que estímulos em pontos específicos podem aliviar tensões. Uma das melhores maneiras de fazer isso é lançando mão do do-in, massagem que podemos fazer em nós mesmos. O fisioterapeuta João Júlio de Almeida ensina os seguintes exercícios:

    Três vezes por dia, belisque os dois primeiros dedos dos pés ao mesmo tempo, nos cantinhos da unha, mantendo pressão contínua por cerca de um minuto, para sedar os meridianos envolvidos com a captação de energia alimentar e a ansiedade.

    Outra dica é o ponto que fica bem no topo da cabeça, linha média entre as pontas das orelhas, e que corresponde ao chakra da coroa. Ele é indicado nos comportamentos maníacos. Deve ser massageado em fricção lenta, que se aprofunda sem causar muita dor.

    TESTE: VOCÊ É COMPULSIVA ALIMENTAR?
    Nem sempre é fácil distinguir uma escorregada alimentar de uma compulsão. Para detectar o problema, a psicóloga Zuleika Fuentes, do Peso Ideal, elaborou um teste bem simples. Veja se você se enquadra no perfil e, se necessário, procure ajuda.

    você…
    - É tomada por um impulso muito forte para comer…
    - Tem dificuldade para parar quando começa a se alimentar desenfreadamente…
    - Tem tendência a esconder, mentir, omitir o consumo de guloseimas…
    - É muito ansiosa…
    - Está impotente diante desse comportamento…

    Se você assinalou pelo menos três dos cinco itens acima, provavelmente apresenta comportamentos compulsivos.

    dicas importantes:
    1. Encare o problema, por pior que possa parecer.
    2. Procure ajuda profissional.
    3. Aprenda a questionar sua atitude compulsiva em vez de aceitá-la: “O que será que realmente está acontecendo comigo?”
    4. Valorize cada pequena atitude, pois cada uma estará mudando o rumo de sua vida.
    5. Tenha calma. Vá adiante, devagar e sempre. Tentar diminuir a ansiedade é fundamental neste processo. A melhora se dá de forma contínua e nunca avança mais do que um dia de cada vez.
    6. Um sinal de progresso é quando aquilo que sempre lhe pareceu normal e familiar começa a ser visto como incômodo e doentio.

    Fonte: Revista Estilo Natural – Agosto de 2007

    Arte e saúde, tudo a ver 26/07/2007

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    Contemplar um quadro ou ver nascer das próprias mãos uma pintura, um bordado, seja o que for, põe seu lado criativo para funcionar. Hoje acredita-se que isso pode até mesmo ajudar a tratar problemas crônicos e distúrbios psicológicos

    Você, que acaba de chegar a esta reportagem, talvez esteja se indagando, um tanto intrigado: o que faz nas páginas de uma revista sobre saúde a deusa que se espreguiça? Em vez de responder à pergunta logo de cara, convido-o a tomar alguns minutos de seu tempo para apreciar os detalhes desta pintura, intitulada O Nascimento de Vênus. Observe o azul profundo do mar e suas ondas. Perceba a luz que emana da fi gura da mulher e dos anjos que a rodeiam. Deleite-se, assim como ela, esticando o tempo e desfrutando cada volta do ponteiro do relógio.

    Você pode não ter notado, mas, nos breves momentos em que sua atenção se voltou para as pinceladas do francês Alexandre Cabanel (1823-1889), sua mente desviou-se das preocupações do cotidiano. Diversas áreas de seu cérebro foram ativadas para compreender cores, contrastes, formas. Até o ritmo da respiração pode ter mudado, ainda que sutilmente.

    Pois bem. E a saúde com isso? “Quando estamos doentes, uma das coisas que mais nos ajudam a sair da crise é o entusiasmo”, garante a arteterapeuta Selma Ciornai, do Instituto Sedes Sapientae, em São Paulo. Ela explica que, favorecido pelo estado de relaxamento, o sistema imunológico responde positivamente. Por esse motivo, a arte vem sendo utilizada como coadjuvante no tratamento de uma série de doenças físicas e emocionais em vários hospitais e institutos do Brasil e do mundo.

    Além de encurtar a infância, a puberdade precoce pode levar à baixa estatura — Embora qualquer arte favoreça a criatividade e o entusiasmo, cada forma de expressão artística atua em diferentes áreas da cognição (veja o quadro abaixo). O Hospital Samaritano, em São Paulo, escolheu o cinema como meio de promover saúde. “A partir de um filme, podemos lidar de modo diferente com o que está acontecendo na nossa vida”, afirma a psiquiatra June Melles Megre, coordenadora do projeto Cine Debate, que faz sessões mensais e gratuitas para, a partir do enredo na telona, discutir problemas psiquiátricos. Segundo ela, quando enxergamos uma faceta de nossa história na pele de um personagem do cinema, temos maiores condições de repensar sobre nossa própria maneira de nos relacionar com o mundo.

    Regina Chiesa encontrou na arte um bom recurso terapêutico durante o tratamento de um câncer de mama. Pintando, descobriu como expressar emoções e medos. Assim enfrentou a quimioterapia com mais leveza. Deu tão certo que ela se tornou arteterapeuta.

    E se nos transportarmos do papel de espectador para o de artista? Ao desenhar, atuar, esculpir, buscamos maneiras de expressar sentimentos e organizar pensamentos. Sem contar que botamos nosso corpo em ação. “O doente crônico tende à imobilidade, porque acha que se fizer algum esforço vai doer, vai abalar. Na arteterapia ele é ativo o tempo todo e isso o traz de volta ao ciclo criativo da vida,” opina Joya Eliezer, presidenta da Associação Brasileira de Arteterapia.

    Foi o que aconteceu com a terapeuta paulistana Regina Chiesa. Em 1994 ela soube que estava com câncer de mama. Incentivada pelo médico, começou a pintar aquarelas numa ofi cina de terapia artística. Suas obras ajudaram-na a pôr as emoções para fora. “Tive muitos insights. Foi como se a doença tivesse me dado uma oportunidade de me abrir”, conta. A experiência não apenas tornou a quimioterapia e a recuperação menos sofridas, mas também deu novo sentido à vida de Regina, que hoje usa a arteterapia em pacientes com câncer no Centro Oncológico de Recuperação e Apoio (Cora), em São Paulo. “Eles enfrentam a dor com mais serenidade e o resultado do tratamento é melhor”, observa.

    PINTE, BORDE, TOQUE…
    ›› Desenho e pintura: atuam na coordenação motora, na capacidade de organização e, graças às cores, ajudam a equilibrar as emoções
    ›› Música: promove o contato profundo da pessoa consigo mesma
    ›› Escultura: ativa a sensibilidade tátil e a musculatura, além de esvaziar a mente
    ›› Dança: favorece o uso do espaço, a coordenação motora, o equilíbrio e o desenvolvimento do corpo
    ›› Teatro: amplia a capacidade de se colocar no lugar do outro e desenvolve a autopercepção
    ›› Bordado e tricô: desenvolvem o raciocínio lógico

    BUSQUE AJUDA NA ARTE
    ›› Associação Brasileira de Arteterapia — O site http://www.arteeterapia.com.br informa os endereços de profissionais em várias cidades brasileiras. Em São Paulo o telefone da entidade é (11) 3825-0706.
    ›› Centro Oncológico de Recuperação e Apoio (Cora) — Para todos os que convivem com o câncer. Tel: (11) 3813-0927, São Paulo, SP.
    ›› Hospital Samaritano — Projeto Cine Debate. Exibição mensal de um filme e debates sobre problemas psiquiátricos. Grátis. Informações pelo telefone (11) 3821-5871, São Paulo, SP.

    Fonte: Revista Saúde é Vital, julho de 2007

    Esclerose Múltipla e Atividades Físicas 13/06/2007

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    Introdução

    A atividade física é uma forma de promover a saúde física e mental, desde que seja bem orientada e adaptada às nossas necessidades.

    A Esclerose Múltipla é uma doença desmielinizante que afeta adultos jovens e que pode ocorrer sob forma de surtos, onde, neste período, os sintomas poderão estar exacerbados. Os sintomas mais comuns são fraqueza, espasticidade, parestesia, dor, comprometimento de coordenação e equilíbrio, fadiga, disfunção vesical, alteração sexual e alteração visual.

    A fadiga é um dos sintomas mais comuns e difícil de ser tratada; 75 a 95% dos pacientes relatam sensação de cansaço físico ou mental profundo, perda de energia ou sensação de exaustão.

    É de fundamental importância que os pacientes mantenham uma atividade física habitual devendo-se acrescentar exercícios físicos no lazer ou através de práticas esportivas.

    Deve-se valorizar as manifestações clínicas presentes e, mais importante, com adaptação específica e adquirida através de técnicas para a realização da atividade física com o intuito de reabilitação, e conservação de energia, prevenindo-se uma exacerbação dos sintomas e fadiga.

    Esclerose Múltipla e Reabilitação

    Tratando-se de uma doença que potencialmente afeta várias funções neurológicas, a reabilitação para pacientes com Esclerose Múltipla, geralmente, é feita através de uma equipe multidisciplinar, constituída por: médico, fisioterapeuta (motora e respiratória), fonoaudiólogo, terapeuta ocupacional, psicólogo,nutricionista, educador físico e assistente social.

    O fisioterapeuta e sua participação como parte da equipe,tem como seus objetivos: manter ou aumentar as atividades funcionais, promover melhora na qualidade de vida; orientar e prevenir posturas viciosas e a utilização de órteses; estimular atividades físicas adaptadas e adaptações para facilitar as atividades de vida prática (cozinhar, lavar louça, dirigir, etc).

    Os recursos utilizados na fisioterapia para pacientes com Esclerose Múltipla são: Cinesioterapia, Eletroterapia, Crioterapia, Massoterapia e Hidroterapia.

    A Cinesioterapia é uma forma de terapia através de exercícios, onde são conhecidos vários métodos (Bobath, Kabat, etc).

    A Eletroterapia seria a utilização de equipamentos eletroterápicos (TENS e Ultra-som).

    A Massoterapia é a utilização da massagem, com várias técnicas (Shiatsu, Do-in, Ayurvédica e Clássica).

    A Hidroterapia é um recurso onde utiliza-se a água, seja ela na sua forma líquida (piscina, compressas e ingestão), como sua forma sólida, a Crioterapia (gelo).

    A escolha da técnica deverá ser sempre discutida com o paciente, valorizando-se as manifestações clínicas, tais como:

    Fadiga: Fisioterapia e Hidroterapia. Os exercícios de relaxamento e alongamentos são mais indicados, sendo que a hidroterapia poderá trazer maiores benefícios;

    Fraqueza: Fisioterapia e Hidroterapia. Os exercícios de fortalecimento deverão ser realizados com cuidado para que o paciente não fatigue. A hidroterapia é uma indicação para pacientes com muita fadiga;

    Parestesia e Dor: Massagem,Eletroterapia, Crioterapia e Hidroterapia. Dependendo da intensidade da dor, os recursos que venham promover uma analgesia mais rápida, como a crioterapia e ou a aplicação do T.E.N.S, seriam mais indicados para atuar como método auxiliar na fisioterapia. A massagem seria de total importância para analgesia, relaxamento e estimulação proprioceptiva (percepção do músculo e do movimento). A hidroterapia já atua com objetivo de analgesia e relaxamento;

    Ataxia (movimentos involuntários): Fisioterapia,Hidroterapia e Esporte Adaptado. A fisioterapia e a hidroterapia atuam no controle do movimento, equilíbrio, coordenação e treino de marcha e, se necessário, a utilização de bengala ou andador, dependendo da dificuldade do paciente. O esporte adaptado atua com o controle de movimento, concentração e ritmo;

    Espasticidade: Fisioterapia e Hidroterapia. O aumento de tônus muscular deverá ser adequado com relaxamento, controle do movimento com poucas repetições de exercícios e sem resistência ou carga e alongamentos; tanto na fisioterapia como na hidroterapia.

    Esclerose Múltipla e Temperatura

    Dentre os fatores desencadeadores de surto desmielinizante, relaciona-se exposição a alta temperatura. São freqüentes relatos de aparecimento de sintomas neurológicos deficitários durante banhos quentes.

    Hidroterapia e Esclerose Múltipla

    A Hidroterapia é um dos recursos da fisioterapia muito utilizado em pacientes neurológicos, a qual atua com os princípios físicos e hidrodinâmicos da água, a fim de facilitar, relaxar e aliviar sintomas como dor, espasticidade e espasmos, paralisias e parestesias, incoordenação e distúrbio de equilíbrio.

    A piscina poderá ser adaptada ou não, mas recomenda-se que tenha: piso anti-derrapante, borda revestida de borracha, profundidade em nível proporcional ao tamanho do paciente e temperatura entre 28° e 31° C.

    Os métodos utilizados deverão ser bem selecionados e, se necessário, poderão ser adaptados dependendo das dificuldades do paciente. Os mais utilizados são os relaxamentos aquáticos. O tempo de cada sessão dependerá a programação e da temperatura da água, mas não deverá ultrapassar de 1 hora/sessão.

    A terapia deverá ser conduzida por profissionais habilitados para as técnicas aquáticas, seguida de avaliações clínicas e fisioterapêuticas constantes e respeitando as queixas de fadiga e dor do paciente. Dentre as condições que contra-indicam a realização de hidroterapia destacam-se: infecção urinária, infecção dermatológica, incontinência urinária e ou fecal, paciente em surto ou pós-surto de desmielinização no sistema nervoso central.

    Benefícios da Hidroterapia

    • A água favorece liberdade de movimento, alívio de dor e de peso, devido à flutuação.

    • A turbulência da água aumenta a percepção sensorial, favorecendo o equilíbrio, a coordenação e a marcha.

    • A pressão hidrostática favorece o retorno venoso, melhorando a circulação e também mantendo a capacidade respiratória.

    • A resistência da água ajuda no controle de movimentos involuntários.

    • O calor da água alivia a dor e favorece o relaxamento.

    • Os efeitos psicológicos que a água proporciona são: melhora da auto-estima, motivação, criatividade, imagem corporal e integração social.

    Relaxamento Aquático

    Dentre as técnicas aplicadas, destacam-se:

    Watsu: é o Shiatsu adaptado à água, onde o paciente é levado a um relaxamento com alongamentos e movimentos suaves no colo do terapeuta, com temperatura da água de aproximadamente 36° C. Para pacientes com Esclerose Múltipla, a terapia deverá estar com temperatura de no máximo 32° C e com tempo de sessão diminuído.

    Ai – Chi: é a combinação de Tai-Chi e do Qigong. O Ai-Chi trabalha o alongamento e relaxamento progressivo do corpo, integrando mente, corpo e a energia espiritual. Indicado para melhora da coordenação, equilíbrio e postura. Pode ser aplicado em grupos ou individualmente. A temperatura da água deverá estar por volta de 30° C e deverão ser utilizados os movimentos mais básicos no início, para poder evoluir lentamente e com cuidado em relação à fadiga.

    Outras atividades físicas indicadas e seus cuidados

    Natação: A natação é indicada para todos os pacientes, mas deverá ser orientada por um profissional que conheça os principais sintomas e dificuldades de seu aluno, e que este profissional saiba adaptar a aula, se necessário. A temperatura da piscina não deverá ultrapassar os 28° C. O tempo poderá ser determinado pelo professor dependendo da fadiga do aluno. A competição deverá ser indicada para pacientes que não tenham fadiga.

    Hidroginástica: A hidroginástica deverá ser de baixo impacto e com intervalos de descanso entre um exercício e outro, acompanhada por um profissional que tenha orientação de um fisioterapeuta. A indicação é para pacientes que tenham coordenação e equilíbrio. A temperatura da piscina não deverá ultrapassar os 30° C. O tempo poderá ser de até 45 minutos, com relaxamentos no final da aula.

    Caminhadas: A caminhada deverá ser indicada para pacientes que não tenham perda de equilíbrio e sempre ser orientada e reavaliada por um fisioterapeuta. O tempo deverá ser controlado com as necessidades e dificuldades do paciente. Não utilizar horários de altas temperaturas.

    Aulas de Alongamentos e Ioga: Os alongamentos deverão ser realizados no limite de cada paciente. As posturas que levem à fadiga deverão ser evitadas. Recomenda-se uma interação entre professor, paciente e fisioterapeuta para que os benefícios do exercício tenham a sua plenitude, sem risco de causar alguma lesão.

    Dança: A dança é uma maneira de expressar os sentimentos e movimentos através da música, dando oportunidade do indivíduo de se auto-conhecer. A indicação poderá ser feita para qualquer paciente, desde que bem orientada e acompanhada. Para pacientes que tenham dificuldade de equilíbrio e coordenação ou já não apresentem marcha, a indicação seria a dança adaptada com profissionais especializados.

    Bocha: A bocha é um jogo que tem como objetivo aproximar o maior número de bolas próximo da bola mestra (bola principal). Ganha quem tiver o maior número de bolas próximo à bola principal. Qualquer paciente poderá jogar bocha; tanto a convencional (pacientes que não tiverem perda de equilíbrio e coordenação), quanto a adaptada (pacientes com dificuldade de equilíbrio, coordenação e marcha), através de canaletas adaptadas e, as vezes, com auxílio de cuidador.

    Atividades que deveriam ser evitadas

    Musculação: Atividades com pesos levam à fadiga mais rapidamente, piorando ou levando à fadiga os pacientes que não tenham o sintoma.

    Corrida: A corrida poderá levar à fadiga, mas se o paciente não tiver o sintoma nem perda de equilíbrio, este, então, deverá ser sempre acompanhado e orientado por um fisioterapeuta.

    Aulas de Alto Impacto fora da água ou dentro da água: Deverão ser evitadas pela fadiga e elevação da temperatura corporal, também para prevenir desequilíbrios bruscos.

    Imersão em piscina ou tanques com água com temperatura acima de 32° C.

    Conclusão

    Os pacientes com Esclerose Múltipla, independente das manifestações clínicas ou da gravidade, deverão manter uma atividade física habitual. Sempre é possível adaptar uma atividade de lazer ou esportiva com potencialidade de melhorar a sua qualidade de vida.

    “Se você não movimenta os braços você movimenta as pernas, se você não movimenta os braços e as pernas, você movimenta os olhos e com os olhos é possível dançar.” (Katia de Souza)

    Material elaborado pela equipe de Fisioterapeutas e Médicos do Setor de Doenças Neuromusculares UNIFESP-EPM

    Glossário

    Cinesioterapia: Terapia ou tratamento através do movimento e engloba recursos e técnicas variadas, incluindo a mobilização ativa e passiva, alongamento, exercícios respiratórios, exercícios para fortalecimento muscular, reeducação da postura, coordenação motora, equilíbrio, dentre outros.

    Eletroterapia: Tratamento através de correntes elétricas e diatermia (forma de tratamento que vem das correntes elétricas utilizando calor e frio).

    Ultra-som: Ondas ultrassônicas produzem agitação molecular (tratamento de inflamações).

    TENS: Corrente elétrica de baixa freqüência, analgésico.

    Crioterapia: Terapia utilizando o frio (gelo).

    Massoterapia: É indicado para a prevenção de lesões e patologias, mas normalmente utilizada como recurso de emergência, por ser uma técnica que propicia alívio imediato de dores e desgastes físicos. É aplicada com o objetivo de equilibrar eficazmente o organismo, promovendo aumento de fluxo sangüíneo da região afetada, trabalhando a mobilidade nas articulações e estimulando o Sistema Nervoso Periférico. Sessões duram em média 60 minutos.

    Espasticidade: Enrijecimento da musculatura seguida ou não de dor.

    Parestesia: Sensação de formigamento ou de adormecimento.

    Pressão hidrostática: É a pressão exercida pela água sobre a pele.

    Shiatsu: Terapia por toques dos dedos e alongamento proporcionando relaxamento e conseqüentemente, a redução da dor e da espasticidade.

    Tai-Chi: Série de movimentos coordenados com o objetivo de integrar corpo, espaço físico e mente para melhor integração do indivíduo.

    Qigong: Variante do Tai-Chi, objetivando aprimorar o relaxamento.

    Ai-Chi: Variante do Tai-Chi, objetivando aprimorar o relaxamento.

    Fonte: AquaBrasil

    Algo me diz que… 12/05/2007

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    A intuição muitas vezes nos alerta sobre perigos e mostra o melhor caminho a seguir. Autoconhecimento e relaxamento são as chaves para encontrá-la, confira

    SENSAÇÕES E SENTIMENTOS chegavam à mente da fonoaudióloga Luciana Passos sem muita explicação. Medo, alegria e ansiedade. Tudo era trazido por uma voz interior que dizia: é melhor não fazer isso… E que muitas vezes estava certa. Ela tinha sete anos quando passou a experimentar essas situações. “Sempre fui muito sensível e costumava sentir quando algo ia dar certo ou errado”, conta. Hoje, aos 29 anos, considera que está ainda mais afinada com sua intuição.

    Segundo Luciana, foi a partir de um pensamento intuitivo que ela passou a entender e a refletir mais sobre a importância de ouvir sua voz interior. Na ocasião, tinha um namorado que, desde o início da relação, sentia não ser o parceiro ideal. Mesmo assim, resolveu investir no namoro sem dar valor ao pressentimento. Depois de dois anos, a situação era de sofrimento e desilusão. “Fui teimosa. Percebia que o namoro não ia dar certo, mas quis pagar para ver. Tinha medo da intuição ser apenas uma confusão da minha cabeça”, diz.

    Com o auxílio da psicoterapia, Luciana passou a entender melhor sua intuição e hoje acredita que ela seja uma espécie de conexão com o infinito, um exercício de sintonia com seu interior. “Os pressentimentos podem ser bons ou ruins, por isso, é fundamental analisar as conseqüências antes de traçar um caminho. Se eu vejo que vai me fazer feliz, sigo em frente”, completa.

    De acordo com a psicóloga e psicoterapeuta Luiza Ricotta, de São Paulo, a intuição é um processo subjetivo que costuma revelar nossas necessidades mais íntimas. Ser intuitivo é ver a realidade inteira, e não fragmentada. Para isso, explica Luiza, a pessoa tem de desenvolver seu lado emocional e o intelectual, e estar alinhada com os valores da vida: a bondade, a compreensão e a generosidade.

    um pouco de história

    Derivada da palavra latina intueri, intuição significa ver interiormente. O conceito é tão antigo quanto a história da civilização. O homem primitivo sempre usou sua voz interior para tomar decisões. Diversos pensadores, filósofos e cientistas estudaram e refletiram sobre essa capacidade, como Pitágoras, Platão, Aristóteles, Arthur Schopenhauer, Immanuel Kant e até Albert Einstein. O pensador holandês do século 17 Baruch Spinoza classifica-a como o terceiro gênero de conhecimento do ser humano, depois da experiência e da razão. Segundo o psicólogo Jadir Lessa, do Rio de Janeiro, essa capacidade, na visão de Spinoza, não é cega, irracional ou fruto de uma experiência sobrenatural. Mas sim um nível de conhecimento mais elevado que o homem pode alcançar, porque permite a comunhão com Deus. “Esta seria a forma mais elevada de conhecer a si mesmo e de estar em sintonia com o mundo”, afirma Lessa.

    voz do coração

    A intuição vem do coração, e isso não é uma metáfora. Pesquisadores do Institute of Heart Math, dos Estados Unidos, indicaram, por meio de experimentos, que ela é a inteligência do peito. Respostas intuitivas só podem ser geradas quando estão em sintonia com o cardíaco. O médico neurologista, escritor e conferencista Martin Portner, de Porto Alegre, colocou isso em prática durante um workshop sobre poder intuitivo. “Uma das primeiras coisas que procuro demonstrar é como devemos nos conectar ao coração para sermos intuitivos. Todos os participantes tiveram seu eletrocardiograma registrado e analisado”, conta. De acordo com o neurologista, do ponto de vista mental, intuição significa integração entre o lado emocional e o racional, que estão localizados nos hemisférios direito e esquerdo do cérebro, respectivamente. “Intuição é um estilo de vida. Quem vive bem, de coração aberto e com a mente em sintonia, vai tê-la sempre a seu lado”, diz.

    Intuição e espiritualidade

    É comum existir a confusão de que a intuição esteja relacionada com a espiritualidade. Porém, nem sempre é assim. Uma pessoa religiosa pode não ser intuitiva e vice-versa. A relação existe porque essa faculdade se desenvolve com mais facilidade em indivíduos sensíveis e, no geral, eles são mais espiritualizados do que aqueles racionais e lógicos. Segundo Portner, quem desenvolve a espiritualidade tende a ser uma pessoa intuitiva. “A intuição não convive com a angústia, a ambivalência ou a ignorância”, explica.

    “A intuição não convive com a angústia, a ambivalência ou a ignorância”

    MARTIN PORTNER

     Lado feminino

    Quem nunca ouviu a expressão intuição feminina ou sexto sentido feminino? Símbolos de sensibilidade e emoção, as mulheres são consideradas mais intuitivas do que os homens. No livro O que é intuição e como aplicá-la na vida diária, ed. Cultrix, o psicólogo Philip Goldberg explica que os estudos sobre o assunto ainda são contraditórios. Algumas pesquisas afirmam que determinadas mulheres são mais intuitivas do que outras. Assim, os testes comportamentais não indicam nenhuma predominância da intuição feminina sobre a masculina. Além disso, explica o autor, as mulheres são incentivadas a ter um comportamento mais sensível e emocional. Já os homens são treinados para serem mais racionais, lógicos e objetivos. “É muito difícil medir a intuição. Talvez os homens e as mulheres sejam igualmente intuitivos, mas fatores culturais nos levem a pensar diferente”, considera.

    Desenvolva seu sexto sentido

    Nem todas as pessoas têm intuição, mas, qualquer indivíduo pode desenvolvê-la. Ela não surge do nada, da noite para o dia. É necessário um preparo mental e emocional. Uma das principais formas de se tornar mais sensível é olhar para o seu interior, se conhecer melhor e deixar os pensamentos livres, sem regras e preocupações. O famoso músico erudito Wolfgang Amadeus Mozart escreveu, em uma carta, que quando era completamente ele mesmo e estava inteiramente só, durante as caminhadas ou à noite, suas idéias fluíam melhor e com mais abundância. Segundo Goldberg, a frustração no trabalho e os problemas diários levam à ansiedade, e esse tipo de sensação afasta a intuição. “Estudos mostram que o desempenho de alguém ansioso é muito baixo. O ideal é estar descontraído”, orienta.

    Se você pratica ioga, saiba que já está num bom caminho para desenvolver sua intuição. As posturas da prática ajudam a diminuir a tensão e a acalmar a mente. “Quando executadas corretamente, elas aumentam a vigilância mental”, explica Goldberg. Além disso, exercícios de respiração e controle dos músculos que levam ao relaxamento também são apropriados.

    exercício: viagem mental

    Esta viagem deve ser feita com instruções do tipo passo-a – passo dadas por outra pessoa. Assim, você pode se deixar levar pelas imagens mentais sem ter que pensar no que vem a seguir. Uma música suave é bem-vinda.

    1) sente-se ou deite-se em uma posição confortável, com os olhos fechados. Respire fundo e relaxe completamente.

    2) imagine-se saindo de onde estiver e iniciando uma viagem. Você terá de decidir antecipadamente de que modo irá viajar – voando (numa aeronave ou por si mesmo), a pé, de barco ou em qualquer espécie de veículo – e o trajeto : deserto, florestas, montanhas. Evoque a sensação de estar realmente se deslocando no espaço e repare em detalhes como o vento em seu rosto, o cheiro do ar e a paisagem à sua volta. Essa deve ser uma viagem agradável, e não uma penosa aventura.

    3) chegue ao destino que você havia escolhido antecipadamente – um oásis, uma clareira, o topo de uma montanha, uma ilha, um planeta. Precisa ser um lugar com um significado especial para você.

    4) vá até alguma espécie de santuário – uma cabana, uma caverna, uma capela ou algo fantástico e sem igual. O local é apenas seu e tem um significado sagrado para você. Deve ser um santuário que realmente goste de ter, um lugar para onde ir sempre que precisar de orientação.

    5) dentro do santuário há uma fonte de sabedoria. Ela também deve ter uma importância especial para você: uma voz do além, um símbolo, um altar, uma máquina ou aparelho, uma pessoa. Esta fonte é realmente parte do seu ser; você pode confiar e ser completamente honesto com ela.

    6) faça a sua pergunta à fonte ou exponha seu problema. Deixe que ela responda. Não force nem imponha nada. Simplesmente observe o que acontece. Quando alguma coisa for evocada – e isso pode ser algo mundano, absurdo, nebuloso, ambíguo ou, até mesmo, uma ausência de resposta – aceite-a sem análise ou julgamento.

    7) deixe o seu local sagrado com um sentimento de gratidão e retorne lentamente ao ponto de partida, refazendo o mesmo caminho.

    Fonte: O que é intuição e como aplicá-la na vida diária, Philip Goldberg, ed. Cultrix.

    Dicas para desenvolver a intuição

    Aproveite para respirar melhor nos momentos de descanso. Isso significa ter expirações mais prolongadas que as inspirações;

    Relaxe a face. O melhor relaxamento da musculatura facial é quando você sorri levemente. Como vou sorrir se não estou sentindo vontade? Esse é o segredo: é preciso voltar-se para dentro de si;

    Persiga ativamente um sentimento positivo. Preste atenção, sentimento positivo não é pensamento positivo. Pensamentos nem sempre são bem-vindos. Sinta o seu coração na região do peito, como se estivesse sussurrando algo para dentro dele. Imagine-o como seu bom e grande aliado. O ar que você acabou de inspirar circula no seu coração e você será capaz de distribuí-lo por todo o corpo;

    Permaneça assim por 4 minutos;

    Abra os olhos. Sinta o que está ao seu redor. Pensamentos, agora, são bem-aceitos. A intuição pode lhe visitar;

    Nada funcionou? Seja perseverante. Nem os mestres tiveram as suas intuições no princípio de seu treinamento.

    Fonte: Revista Estilo Natural

    Muito mais vida 10/05/2007

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    Cromoterapia, florais, meditação e nutrição colocam o corpo e a mente em sintonia. Entenda como essas e outras técnicas podem aumentar a imunidade e a auto-estima de pacientes com câncer, ajudando-os a superar a doença

    A NOTÍCIA É DAQUELAS que ninguém gosta de ouvir. Muitas vezes nem se sabe exatamente o que virá a partir dali, pois a imagem da doença é tão ruim que resta pouco espaço para o otimismo. Medo e incerteza são dois dos sentimentos mais comuns entre os que recebem a confirmação da enfermidade, mas é necessário ter em mente que, mais do que nunca, a vida está exigindo uma postura firme e muita força de vontade. “O melhor para o portador de câncer não é ser paciente, mas ativo. Ele deve apostar na recuperação o tempo todo. Precisa entender os processos que estão acontecendo com seu corpo, conversar com os médicos, fortalecer o seu psicológico, buscar alternativas que diminuam seu sofrimento e, o mais importante, querer de verdade se curar”, afirma Ângela Freitas, terapeuta holística do Espaço Girassol, em São Paulo.

    As estatísticas da doença chamam mesmo a atenção. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), o câncer é hoje responsável por mais de 12% de todas as causas de óbito no mundo, o que corresponde a cerca de sete milhões de mortes por ano. O crescimento dos casos se deve a vários motivos, como o aumento da longevidade da população, que facilita a incidência de doenças crônico-degenerativas, e a maior exposição a fatores de risco, como agentes químicos, tabaco e alimentação inadequada.

    No entanto, graças aos avanços tecnológicos e aos diagnósticos precoces, o índice de cura chega a 50%. Além disso, a abordagem multidisciplinar do problema permite mais qualidade de vida aos doentes, mesmo durante o tratamento: “Cada vez mais os especialistas estão compreendendo que o combate à molestia não se resume a destruir as células cancerosas. O bem-estar dos portadores tem de ser preservado”, diz Ricardo Antunes, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Cancerologia. Isso explica o resultado de uma pesquisa da Universidade de Harvard, divulgada no ano passado, que revelou que 42% dos pacientes oncológicos norte-americanos usam pelo menos um tipo de tratamento complementar em conjunto com a quimio e a radioterapia. Segundo o Instituto Paulista de Cancerologia (IPC), no Brasil esse número é ainda maior: 48%.

    “O melhor para o portador de câncer não é ser paciente, mas ativo. Ele deve apostar na recuperação o tempo todo, buscar alternativas que diminuam seu sofrimento e, o mais importante, querer de verdade se curar”

    ÂNGELA FREITAS

    O câncer e as “más águas”

    Os terapeutas holísticos acreditam que tudo o que pensamos e sentimos exerce influência sobre nossas vidas, primeiramente no plano mental e energético. No entanto, se um padrão emocional for adotado com muita freqüência, acaba também por interferir em nosso físico. Assim, as emoções negativas começam envenenando nosso pensamento, tornam nossas vibrações mais densas e acabam, por fim, debilitando as funções de nosso organismo.

    No livro Você pode curar sua vida, ed. Best Seller, a autora americana Louise L. Hay relaciona a incidência do câncer a pessoas que carregam dentro de si mágoas e ressentimentos muito antigos e profundos. Essa teoria foi confirmada pelos estudos do pesquisador japonês Masaru Emoto, que demonstrou como as moléculas de água reagem ao que dizemos. Ele evidenciou que, quando colocadas em contato com palavras, músicas ou fotos com mensagens negativas, pequenas porções de água, que depois são congeladas, reagem criando cristais deformados. Porém, se as mensagens forem boas, o líquido se transforma em lindas figuras, semelhantes a belos diamantes. Para se entender o sentido que isso tem para nós, seres humanos, basta lembrar que 70% do nosso corpo é água.

    “O câncer caracteriza-se por um crescimento desordenado das células do organismo. Elas começam a invadir tecidos saudáveis, interrompendo o bom funcionamento dos órgãos. O mesmo ocorre com quem guarda culpa ou mágoa. É tanto sofrimento represado que a pessoa acaba ficando sem espaço para cultivar bons sentimentos dentro de si. Precisamos aprender a deixar algumas experiências ir embora para dar lugar a outras”, explica Ângela.

    Para o médico acupunturista Paulo Luiz Farber, as evidências de que o câncer tenha também origem emocional são muitas: “Durante minha residência médica no setor de ginecologia oncológica, perguntei a todas as pacientes internadas se elas haviam passado por algum trauma psicológico nos seis meses anteriores ao aparecimento da doença. Obtive resposta positiva de todas. Portanto, possivelmente há conexão entre o fator emocional e o surgimento do problema”, diz.

    Se é comum a doença ser antecedida por alguma dor, na maioria dos casos a descoberta do mal e o início do tratamento fazem com que a situação se agrave ainda mais. A primeira traz consigo o medo. A etapa seguinte gera uma série de conseqüências desagradáveis, como a queda dos cabelos, o surgimento de manchas pelo corpo, mutilações (a da mama é a mais comum), fadiga constante, entre outras. Se o paciente não estiver bem estruturado emocionalmente, pode ter uma baixa significativa na sua auto-estima, podendo até chegar à depressão. “Se fica muito deprimida, a pessoa se entrega à doença. É preciso educá-la para lidar bem com essas mudanças que podem ser apenas momentâneas. A família também precisa auxiliar. Muitas vezes o doente aceita bem o diagnóstico, mas seus parentes se desesperam. Isso atrapalha muito!”, comenta Ângela.

    Quando o assunto é câncer, o tratamento convencional é indispensável. Mas as terapias complementares têm muito a contribuir. Preparam o corpo para responder melhor aos remédios e equilibram as emoções, tornando a pessoa mais apta a encarar o mal e a superá-lo.

    Confira a seguir algumas alternativas que ajudam a aumentar a qualidade de vida dos portadores de câncer.

    Cromoterapia e florais de Bach

    Algumas terapias holísticas, como a cromoterapia, partem do princípio de que possuímos centros de energia espalhados em nosso corpo. Ao todo são sete chakras, cada um deles responsável por nutrir com energia vital uma parte específica do organismo. Às vezes, esses centros ficam obstruídos e os órgãos ligados a eles passam a trabalhar em desequilíbrio. A terapeuta Ângela Freitas afirma que é muito importante manter a integridade dos chakras para ter saúde. “Isso se torna ainda mais necessário quando estamos doentes, pois precisamos potencializar a capacidade do corpo e da mente de responderem ao tratamento”, justifica a especialista.

    Ela explica que a combinação de cores que será escolhida para auxiliar o paciente a lutar contra o câncer depende muito da localização da doença. Nesse tipo de método, é comum haver o desequilíbrio de dois chakras em especial: o cardíaco e o esplênico. O primeiro, localizado próximo ao coração, está ligado ao que chamamos de amor incondicional. Sua desarmonia costuma estar associada a sentimentos como mágoa e desconfiança. O esplênico, por sua vez, se encontra na direção do baço, absorve a energia vital e a distribui a todos os centros. Tem relação direta com a imunidade.

    A terapia das cores é, em geral, associada ao tratamento com florais de Bach: “É uma combinação muito eficaz. Enquanto a cromo se propõe a equilibrar e a acalmar as funções do corpo, os florais tratam características pessoais que atrapalham o processo de cura”, esclarece.

    O objetivo das essências é lapidar nossas emoções negativas. “Existem florais específicos para aqueles que se desesperam ao descobrir a enfermidade, para os que se culpam por isso, para quem toma uma postura pessimista diante da vida, para os que se isolam do mundo por estarem enfermos, etc. Tratar esses pontos fornece um sustento emocional imprescindível para quem quer enfrentar a doença e viver melhor”, conclui.

    Ioga

    Atualmente, vários médicos já prescrevem a prática da ioga como parte do tratamento contra o câncer. Um dos grandes méritos dessa técnica é que ela não trabalha o físico de forma extrema. O esforço e desgaste ficam em segundo plano, enquanto são priorizadas a concentração e a respiração. “Durante as aulas, o paciente volta toda a sua atenção para si, esquecendo das influências externas. Isso é muito importante para aquietar a mente. Ele é estimulado o tempo todo a respirar de forma consciente e precisa se concentrar nos movimentos para não se desequilibrar”, diz Renata Quirino, professora do estúdio Satya Mandir, em São Paulo.

    Com a mente focada e os pensamentos serenos, o corpo diminui a produção dos hormônios relacionados ao estresse: “O excesso desses hormônios prejudica a saúde e diminui a imunidade”, pondera. Mas não é só isso: “A ioga leva à auto-aceitação e mostra que somos muito mais do que a imagem refletida no espelho. Assim, fica mais fácil encarar as mudanças que o corpo sofre na fase do tratamento”, finaliza a professora.

    Uma das melhores opções é a ioga integrativa, que usa posturas restauradoras e suaves, mais indicadas para quem está debilitado. O ideal é praticar duas vezes por semana.

    a cromoterapia é uma ótima opção de tratamento complementar

    Nutrição

    Segundo a OMS, mais de 30% dos casos de câncer estão diretamente relacionados a dietas desequilibradas e pouco nutritivas. Um dos principais facilitadores do mal é o consumo exagerado de gordura animal, bem como de produtos embutidos e defumados.

    “Para favorecer o tratamento, é fundamental uma alimentação equilibrada, contendo carboidratos, proteínas e gorduras. Além disso, a presença de vitaminas e minerais é fundamental”, explica Dylea Gaspar, nutricionista do IPC. Algumas medidas simples podem ser adotadas para amenizar certos desconfortos do tratamento: “Aos pacientes que estão passando pela quimioterapia, orientamos a não consumir alimentos ácidos para prevenir a mucosite e aftas, que são muito freqüentes. Também para esses fins, devem-se evitar comidas geladas”, afirma.

    Outra preocupação necessária é o cuidado quanto à higiene do que se come, principalmente verduras e frutas. “Assim, evita-se a ingestão de alguma bactéria que possa causar diarréia, que diminui ainda mais a defesa do organismo, principalmente na quimioterapia ou pós-cirurgia”.

    Para facilitar a vida dos enfermos e de seus familiares, o Instituto Paulista de Cancerologia criou o IPC Nutri, que além de oferecer orientação nutricional, comercializa pratos individuais congelados, com os alimentos ideais para esta fase. Nesse trabalho, cada paciente é instruído individualmente em sua dieta: “Primeiro, é feita uma anamnese alimentar do doente. São considerados seu estado nutricional atual, a localização e o tipo de câncer, se já passou ou será submetido à cirurgia e seus sintomas específicos. Daí, são indicados alimentos ricos em importantes vitaminas, minerais, fibras, aminoácidos, óleos essenciais e substâncias com efeitos comprovados pelas mais recentes pesquisas na área”, finaliza Dylea.

    Ana Luisa Massardi, da Hara, aplica oxigenoterapia em paciente

    Oxigenoterapia

    Uma alternativa interessante como aliada no tratamento do câncer é a oxigenoterapia. Essa técnica consiste em submeter o paciente ao oxigênio puro, emitido por meio de jatos ou câmaras especiais. “O oxigênio aumenta o poder de defesa do organismo, causa bem-estar e ainda dá mais ânimo e disposição, auxiliando na desintoxicação do sangue e combatendo a migração, por via sangüínea ou linfática, de vírus, bactérias, parasitas e das próprias células cancerosas”, explica Ana Luisa Massardi, proprietária e terapeuta da Clínica de Estética Hara, em São Paulo.

    Outro mérito da terapia é melhorar a aparência, questão importantíssima para os doentes, sobretudo para as mulheres. “O tratamento convencional envelhece e resseca a pele, às vezes, deixa a pessoa inchada, causa manchas, olheiras, entre outros problemas. Nessa fase, as pacientes não podem usar muitos cosméticos, então o oxigênio ajuda a regenerar, clarear e tonificar a pele, dando-lhe um brilho natural. Isso se reflete diretamente na auto-estima da mulher”, conclui Ana Luisa.

    Meditação

    De acordo com Madeva Suvalia, terapeuta transpessoal do Hotel Ponto de Luz, em Joanópolis, São Paulo, a meditação é uma oportunidade de entrarmos em contato com nossa fonte, nossas emoções verdadeiras. “É um momento de olhar para dentro, perceber nossos medos e anseios, sua proporção, as sensações que eles nos trazem e a partir de um profundo estado de relaxamento, aceitar esses sentimentos como parte de nós. Essa aceitação não vem da acomodação e nem da impotência diante da situação, mas do entendimento de que tudo é passageiro e está em constante movimento. Não há mal que dure para sempre”, afirma.

    A especialista explica que, ao contrário do que muitos pensam, meditar não significa desligar a mente. Pelo contrário. É entrar num profundo estado de consciência. “Você dá mais atenção a tudo. A forma como se senta, a resposta do seu corpo aos seus estímulos e pensamentos, à sua respiração. Temos facilidade em observar o outro, porém esse é o momento de voltar-se para si, sem julgamentos. É bom refletir, nesses instantes, sobre o quanto você é maior que a situação em questão, no caso, a doença”, diz. Além de trazer tranqüilidade, controlando a ansiedade, a técnica combate as crises de pânico, a revolta e o negativismo.

    Dar sentido à vidaEm seu livro, A vida secreta da água, ed. Cultrix, Masaru Emoto sugere que um dos tratamentos mais eficazes para as pessoas com câncer é encontrar um sentido para suas vidas, seja dando palestras sobre como estão enfrentando a doença, escalando montanhas, sorrindo. Para ele, se a mente se ocupa com coisas boas, o sistema imunológico se fortalece e o câncer regride. A professora Wanda Ribeiro Fortes compartilha da idéia de que o otimismo é uma ferramenta essencial na luta contra o mal. Na obra Um câncer sem perder a alegria, ed. Edições Inteligentes, ela conta como vem convivendo com a enfermidadee buscando sua cura, sem perder a vontade de viver. Outro ponto importante a ser considerado pelos pacientes e suas famílias é a questão da auto-estima. Afinal, quem não aprova o próprio corpo, terá mais dificuldades para superar a doença. Pensando em oferecer mais do que respaldo clínico ou cirúrgico aos enfermos, o IPC tem uma loja especializada em próteses, roupas adaptadas, meias-calças, perucas e apliques. Mais informações no site: www.ipc-cancerologia.com.br/eipc.htm

    Na rede

    Criado por um grupo de ex-pacientes de câncer de mama, o site www.cminfi.org.br é um espaço informativo sobre o câncer, suas etapas desde a prevenção, efeitos do tratamento, incluindo pesquisas, depoimentos, dicas de leitura e direitos das pacientes. A página foi criada com o propósito de servir como canal para que as pessoas que têm a doença troquem suas experiências.

    Fonte: Revista Estilo Natural

    Música e Saúde 03/05/2007

    Posted by Esclerose Múltipla in Qualidade de vida.
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    Cantar pode até não espantar os males, como apregoa a sabedoria popular, mas a utilização de sons, ritmos e melodias ajuda a restabelecer a saúde de alguns pacientes. É o que garantem médicos das mais diferentes especialidades, que utilizam a musicoterapia como recurso terapêutico no tratamento multidisciplinar de inúmeras doenças, como hipertensão, enfermidades cardiovasculares e até câncer.

    “A musicoterapia é um excelente complemento ao tratamento convencional. A técnica não consiste em tocar uma música para o paciente ficar alegre. A proposta é fortalecê-lo emocionalmente para melhor lidar com os sintomas da doença. Isoladamente, a musicoterapia pode até não curar ninguém, mas promove melhoras no quadro clínico”, salienta a psicóloga e musicoterapeuta Cristiane Ferraz Prade, que utiliza a técnica no tratamento de crianças portadoras de câncer.

    O efeito terapêutico da música, porém, vai muito além do aspecto tranqüilizante de uma sonata de Bach ou uma sinfonia de Beethoven. Estudos garantem que a música potencializa a reabilitação de pacientes em casos de doenças degenerativas do cérebro, como Parkinson e Alzheimer, melhora a coordenação motora de deficientes físicos e induz a liberação de certas substâncias, como dopamina e serotonina, que proporcionam sensação de prazer e bem-estar.

    Durante sete anos, o psiquiatra Daniel Chutorianscy coordenou o projeto Conto com Você – Magia e Encantamento no Hospital Infantil Getúlio Vargas Filho, em Niterói. Segundo ele, a iniciativa proporcionou a redução de 30% no tempo de internação das crianças. Atualmente, ele está à frente do projeto “A Arte de Ver Nascer”, em parceria com a Orquestra Sinfônica da Universidade Federal Fluminense (UFF), na Maternidade Municipal Alzira Reis Vieira Ferreira, em Niterói.

    “A enfermaria de um hospital não tem por que ser um lugar triste e depressivo. Não há nada pior para a recuperação de um paciente do que ficar imobilizado em cima de uma cama olhando para o teto. Música é um grande aliado terapêutico porque estimula imunologicamente o indivíduo. Hospital não deve ser visto como um lugar onde se tratam doenças e, sim, onde se promove a saúde. E, para a saúde, não há nada melhor do que boa música”, garante Daniel Chutorianscy.

    Música faz bem ao coração
    A cardiologista Thamine Hatem é outra entusiasta da utilização terapêutica da música no pós-operatório de patologias cardíacas. Este ano, ela submeteu 84 crianças, entre 1 e 16 anos, a sessões de 30 minutos de musicoterapia. O trabalho mostrou que a música ajuda a regularizar a pressão arterial e a freqüência cardiorrespiratória dos pacientes.

    “Normalmente, a música clássica e as canções de ninar são as mais indicadas porque a freqüência cardiorespiratória do paciente tende a acompanhar o ritmo da música que ele está ouvindo. Algumas, em vez de diminuir, até aumentam. A técnica é tão eficiente que, ao reduzir a dor e a ansiedade, reduz-se também o consumo de analgésicos e sedativos”, afirma a cardiologista.

    Melodia embala pacientes
    A musicoterapia faz parte do tratamento multidisciplinar da Associação Brasileira Beneficente de Reabilitação (ABBR), no Jardim Botânico, há 42 anos. Atualmente, a unidade realiza uma média de 750 atendimentos por mês, a uma centena de crianças, jovens e adultos. Segundo a musicoterapeuta Therezinha Jardim, a técnica estimula a reabilitação não só física, mas emocional dos pacientes.

    “A música ajuda os pacientes a se expressarem melhor emocionalmente. Isso alivia as tensões e favorece o convívio social. Em alguns casos, a técnica consegue desviar o foco de atenção do indivíduo da dor e do sofrimento para a alegria e o prazer”, afirma Therezinha.

    O aposentado Wagner Gaspar Toneloto, 55 anos, é um dos mais animados nas sessões de musicoterapia da ABBR. Ele se recupera de um derrame cerebral sofrido há dois meses com a ajuda de chocalhos, pandeiros e tamborins. A princípio, imaginava que ficaria deitado numa sala ouvindo CDs de música. Mas se enganou.

    “Quando você sofre um derrame, precisa reaprender a fazer praticamente tudo. Se me tornei mais confiante e equilibrado, só tenho a agradecer à musicoterapia. E, quando falo em equilíbrio, me refiro ao sentido literal da palavra. Até pouco tempo atrás, não conseguia tomar banho ou me barbear sozinho. Hoje, já tenho até vontade de dançar quando ouço ‘Carinhoso’ ou ‘A Volta do Boêmio’”, brinca.

    Os pais do pequeno Cauê Bezerra de Figueiredo, de apenas 1 ano e meio, também só têm elogios a fazer à técnica. O menino sofre de Síndrome de West, um tipo raro de epilepsia que afeta geralmente crianças menores de 1 ano. “Meu filho sempre fica mais calmo e atento quando ouve música. Por mais que não tenha coordenação motora, ele presta atenção e tenta bater palmas”, derrama-se o pai do garoto, o vendedor Eduardo Bezerra, 31 anos.

    Atualmente, a ABBR tenta angariar doadores para aumentar em 30% o número de pacientes, todos de baixa renda e deficientes físicos, e manter o atendimento àqueles que não têm condições de pagar o preço simbólico de R$ 5 por sessão.

    Herbert é padrinho de campanha
    A campanha “Entre Nessa Sintonia”, promovida pela ABBR, tem um padrinho famoso: o vocalista dos Paralamas do Sucesso, Herbert Vianna, que ficou paraplégico depois de sofrer um acidente de ultraleve em 2001. Durante a recuperação, foi submetido a sessões de musicoterapia no Hospital Sarah Kubitschek, em Brasília.

    “Quando estava no hospital, pedia que meus filhos me levassem discos e violão. Com a música, eu canalizava a atenção para outras coisas que não fossem a dor que sentia. A música é o remédio mais elevado que existe”, disse, no lançamento da campanha, em setembro. 
     
    Fonte: O Dia

    Dica: Miscelânea Vanguardiosa
    O Podcast da Música Instrumental Brasileira
    http://www.miscelaneavanguardiosa.blogspot.com/

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