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Fadiga é um dos sintomas mais comuns da esclerose múltipla 15/07/2013

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Fisioterapia pode aliviar incômodos da esclerose, como fadiga, depressão e alterações urinárias e sexuais

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), a esclerose múltipla afeta cerca de 2,5 milhões de pessoas no mundo. A doença inflamatória, degenerativa e sem cura, compromete áreas do cérebro, nervo óptico ou medula espinhal. E pode ter sintomas variados, como embaçamento da visão com dor ocular, visão dupla, vertigem ou tontura, falta de coordenação nos movimentos, incontinência urinária, disfunção erétil e raciocínio lento. No entanto, fadiga intensa, fraqueza ou adormecimento de membros são os que mais prejudicam as atividades diárias do portador, por serem mais frequentes.

Segundo a fisioterapeuta Marcela Batistuta, ela causa falta de motivação e de sono, sensação de incapacidade e diminuição de libido ou desejo sexual. “A fadiga é o sintoma mais comum da esclerose múltipla e é descrita como um cansaço intenso, que não tem relação com o nível de atividade nem com o grau de incapacidade física. Pode ocorrer diariamente e mesmo após uma noite de descanso. Tende a piorar com o progresso do dia e a se agravar com o calor e a umidade. Aparece facilmente e de repente. É geralmente mais severa que a fadiga normal e é mais provável que interfira nas responsabilidades diárias”, explica.

A especialista em Reeducação Postural Global (RPG) destaca que a fadiga afeta entre 70% e 90% dos portadores de Esclerose Múltipla, sendo o sintoma mais difícil de tratar e compreender, por ser invisível. “Sua ocorrência pode causar equívocos, especialmente entre família, amigos e empregadores. Os membros da família podem pensar que uma pessoa com Esclerose Múltipla não está fazendo o que pode; problemas sexuais podem surgir entre os parceiros, e os empregadores podem rotular a pessoa de preguiçosa. Porém, a fadiga pode ter um impacto devastador sobre as atividades diárias, o bem-estar geral e a situação no emprego.

O diagnóstico é realizado por um neurologista e, embora não exista cura, acompanhamento adequado pode manter portadores mais ativos. O tratamento dos surtos é realizado com corticoide intravenoso durante três a cinco dias, que promove recuperação mais rápida, mas há medicamentos para reduzir a frequência e a intensidade dos surtos e retardar a progressão da doença. Fisioterapia, fonoaudiologia e terapia ocupacional podem aliviar incômodos, como fadiga, depressão, alterações urinárias e sexuais.

Fonte: JM Online

Botucatu terá encontro sobre fadiga 02/12/2008

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A enfermeira Michele Belan, da Bayer Schering Pharma (BSP), ministrará a palestra gratuita “Fadiga no portador de esclerose múltipla”, voltada a pacientes e familiares, no dia 06 de dezembro.

Ela abordará dicas de exercícios, relaxamento e estratégias de conservação de energia para o paciente enfrentar o cansaço e, conseqüentemente, garantir maior qualidade de vida.

A fadiga é uma das queixas mais comuns dos pacientes com esclerose múltipla, mas pode ser controlada quando compreendida corretamente. Um dos tipos de fadiga caracteriza-se pelo cansaço contínuo que impede o paciente de efetuar as tarefas fáceis do cotidiano.

Em outros casos, o paciente sente-se bem em descanso, mas tem uma sensação de cansaço após alguns minutos de atividade física. Para reduzir o problema, duchas e banhos frios podem ajudar o paciente e o ar condicionado pode ser útil em climas quentes. “O aspecto mais importante para lidar com o cansaço é encontrar o ritmo de vida certo”, destaca Michele Belan.

O encontro acontece em parceria com a Associação de Botucatu e Região de Esclerose Múltipla (ABREM), às 14 horas, na rua Nossa Senhora Aparecida, s/nº, Vila São Luis, em Botucatu. Mais informações pelo telefone (14) 9667-8834.

Fonte: www.itu.com.br

Chocolate amargo ajuda a combater fadiga crônica, diz estudo 09/10/2007

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chocolate
Chocolate amargo está associado ao combate da pressão alta

Uma dose diária de chocolate amargo pode ajudar a reduzir os sintomas da Síndrome da Fadiga Crônica, apontaram cientistas britânicos.

Pacientes que participaram de um estudo piloto realizado pela Hull York Medical School revelaram que ficaram menos cansados depois de comerem chocolate com alta concentração de cacau.

A Síndrome da Fadiga Crônica é uma condição caracterizada por uma profunda fadiga muscular após esforços físicos. Os sintomas ainda incluem dor de cabeça, memória fraca, dificuldade de concentração, perturbação do sono e irritação.

O líder do estudo, Steve Atkin, disse que a idéia da pesquisa surgiu de uma paciente que relatou ter se sentido mais disposta depois que trocou o chocolate branco e ao leite pelo amargo.

Polifenol e serotonina

Atkin então resolveu testar outros dez pacientes, que, durante dois meses, receberam uma dose diária de 45 gramas de chocolate amargo.

Após um intervalo de um mês, os voluntários receberam a mesma dose por mais dois meses de chocolate branco ou ao leite.

Os cientistas observaram que quando comeram chocolate amargo, os pacientes apresentaram menos sintomas da fadiga e admitiram que voltaram a se sentir mais cansados ao comer outro tipo de chocolate.

O professor Atkin disse ter ficado surpreso com a evidência dos resultados.

“Apesar de ter sido um pequeno estudo, dois pacientes conseguiram voltar ao trabalho depois de terem ficado de licença durante seis meses”, citou o pesquisador.

“O chocolate amargo é rico em polifenol, uma substância que traz benefícios à saúde, como a redução da pressão alta”.

“Além disso, o polifenol aumenta os níveis de serotonina no cérebro, que está associada ao combate da fadiga crônica”, explicou.

Para o cientista, mais pesquisas devem ser feitas para avaliar os benefícios do produto, mas ressaltou que os pacientes podem tranqüilamente comer uma dose diária de chocolate amargo, e que nenhum voluntário da pesquisa aumentou de peso.

Fonte: BBC Brasil

Fadiga visual afeta 90% dos usuários de desktops acima de 40 anos 10/03/2007

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Má iluminação e exposição contínua ao monitor provocam Síndrome da Visão do Computador, diz estudo. Saiba como evitá-la. Má iluminação e alterações oculares fazem com que 90% dos micreiros acima de 40 anos tenham fadiga visual que prejudica a performance, contra a incidência de 75% entre usuários mais jovens.

Iluminação inadequada e alterações oculares provocadas pela exposição contínua à tela do computador são as principais causas da fadiga visual ou Síndrome da Visão do Computador – CVS (Computer Vision Syndrome) – em 90% dos usuários de microcomputadores com idade acima de 40 anos.

Os dados fazem parte de uma pesquisa realizada nos últimos 12 meses com 620 usuáiros de desktops na fixa etária acima de 40 anos, pelo oftalmologista Leôncio Queiroz Neto, do Instituto Penido Burnier, de Campinas (SP).

A pesquisa divulgada nesta segunda-feira (05/03) faz um comparatrivo com um estudo anterior, divulgado em dezembro de 2006, que detectou a CVS em 75% dos entrevistados. A pesquisa envolveu 1.200 usuários de microcomputador, sendo 30% crianças e o restante adolescentes e adultos com idade até 40 anos.

A Síndrome da Visão no Computador, resulta do esforço que nossos olhos fazem para focalizar e desfocalizar as imagens em pixels, do pouco movimento que fazemos com o globo ocular e do fato de piscarmos só seis a sete vezes por minuto na frente do monitor contra 20 vezes normalmente.

Os principais sintomas da CVS são cefaléia, olho seco e visão embaçada que aparecem depois de duas horas ininterruptas usando o computador.

As principais causas do aumento da síndrome após os 40 anos, segundo o estudo, são as alterações visuais relacionadas à idade e o fato da iluminação da maioria das empresas e residências ser planejada para pessoas mais jovens. A iluminação inadequada no ambiente de trabalho pode gerar uma queda de média de 20% na produtividade dos funcionários.

Iluminação até trez vezes maior

A partir dos 40 anos, segundo o oftalmologista, o cristalino perde o poder de acomodação que é a capacidade de focar, o que reduz a visão de perto. O problema é agravado na frente do monitor, especialmente em ambientes pouco iluminados, quando os olhos precisam se ajustar com maior freqüência às mudanças dos níveis de iluminação. Este processo força a musculatura ao redor dos olhos – músculos ciliares que sustentam o cristalino – que perde a elasticidade.

Segundo a avaliação, quando uma pessoa atinge 50 anos, esta lente natural dos olhos começa a amarelar fazendo com que enxergue menos a luz azul e tenha redução da capacidade de discriminar cores. Por isso a navegação em sites concebidos em tom sobre tom, torna-se bastante difícil para este grupo, comenta.

Já aos 60 anos, a pupila diminui fazendo com que chegue menos luz à retina onde se processam as imagens, a ponto de necessitarmos de três vezes mais iluminação que uma pessoa de 20 anos, informa o oftalmologista. Para estas pessoas a luminosidade do monitor chega a causar pontos cegos de visão, principalmente se a cor de fundo for branca.

O ideal, observa o médico, são sites e áreas de trabalho com fundo em cores pastéis, que são pouco reflexivas e garantem um bom recorte das letras. Por volta dos 65 anos o cristalino se torna opaco, o que diminui a visão de contraste, dificultando grande parte da navegação.

Veja aqui as dicas do oftalmologista para reduzir a CVS:

  1. Combine iluminação direta e indireta;
  2. Coloque um ponto de luz acima de seu ombro na mesa de trabalho;
  3. Fixe a luminária ligeiramente inclinada para frente e do lado oposto à mão que trabalha para evitar sombras;
  4. Evite colocar luminárias atrás de você;
  5. Evite luzes brilhantes em cima de textos;
  6. Ilumine grandes ambientes com lâmpadas fluorescentes no teto;
  7. Proteja as lâmpadas evitando a visão direta dos tubos de luz;
  8. Use cortinas nas janelas durante o dia;
  9. Evite colocar a tela do monitor de frente para a janela.

Siba como evitar a Sindrome da Visão do Computador:

  1. O monitor deve ficar 10° a 20° abaixo do nível dos olhos;
  2. A distância entre a tela do monitor e os olhos deve ser de 60 cm;
  3. O monitor não deve ficar de frente para a janela pois a luminosidade causa ofuscamento, nem de costas porque forma sombras e reflexos que causam desconforto;
  4. Evite excesso de luminosidade das lâmpadas e luz natural pois as pupilas se contraem e geram cansaço visual;
  5. Regule sempre a tela com o máximo de contraste e não de luminosidade;
  6. Mantenha a tela do monitor sempre limpa;
  7. A cada hora, descanse de 5 a 10 minutos, saindo de frente do computador;
  8. Lembre-se de piscar voluntariamente quando estiver usando o micro.

Fonte: IDG Now!

O que é e quais são as causas da fadiga? 19/05/2006

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Sensação de fraqueza generalizada ou exaustão. É um sintoma comum e inespecífico. Algumas casas comuns são depressão, estresse, privação de sono, anemia, fadiga aguda pós-viral, hipotireoidismo e diabetes. 

A fadiga é o sintoma mais comum da esclerose múltipla, também chamada “lassitude”, e descrita como um cansaço intenso que não tem relação com o nível de atividade nem com o grau de incapacidade física. Pode ocorrer diariamente e mesmo após uma noite de descanso. Tende a piorar com o progredir do dia e a agravar com o calor e a umidade. Aparece facilmente e de repente. É geralmente mais severa que a fadiga normal e é mais provável que interfira nas responsabilidades diárias.

Existem outros tipos de fadiga que podem ocorrer na EM. (mais…)

Yoga para melhorar a fadiga – dicas práticas 12/05/2006

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Existe um estudo, publicado em 2004, que mostra os efeitos benéficos da prática do yoga nos níveis de fadiga em pacientes com esclerose múltipla.

O estilo do yoga praticado pelos participantes deste estudo, foi fundado por Iyengar (1918). Ele aprendeu a prática milenar na Índia e teve grande participação na difusão do yoga em Londres. Hoje em dia, muitas academias ensinam o yoga Iyengar, inclusive no Brasil. Por falar em personalidades do yoga, para quem não conhece o assunto, todos os estilos existentes (que são muitos) sofreram influência, em maior ou menor grau, de um brâmane do Sul da Índia, o mundialmente conhecido Krishnamacharya (1888).

Infelizmente, se você quer encontrar uma classe de yoga, estes nomes indianos não significam mais do que a experiência e o tempo de prática do instrutor. (National MS Society)

Apresentaremos algumas dicas que adaptamos do site da National MS Society (EUA). Para quem tem EM e interesse em iniciar o yoga, é interessante observar os seguintes aspectos:

  • Qual é a prática do instrutor? Menos de 10 anos de prática pode ser um risco para uma pessoa com EM, a menos que o professor tenha também um bom conhecimento médico da doença ou de fisioterapia.
  • Você anda sem auxílio? Então tente uma classe regular, mas pergunte o que é esperado do aluno e explique a sua condição. A maioria dos professores de yoga está disposta a aprender sobre a EM e adaptarão a postura com suportes, tais como almofadas, cadeira, parede ou assoalho. Se o instrutor não o escutar ou entender as suas necessidades, este é o lugar errado para você.
  • Você usa bengala ou andador? Tente uma classe para idosos ou para pessoas com necessidades especiais, como artrite, por exemplo. Muitos alongamentos e posições do yoga podem ser realizados na posição sentada. Não esqueça de explicar ao instrutor sobre a sua doença antes de iniciar as aulas.
  • Onde praticar? O ideal é encontrar um local próximo a sua casa. Caso não encontre nenhuma classe próxima, tente utilizar fitas de video, audio ou DVD em casa. Neste caso, se possível, considere chamar pelo menos uma outra pessoa para fazer o yoga com você. Isto poderá ajudar nos níveis de disciplina e de energia. Para quem participa de um grupo de apoio de EM, uma boa dica é praticar o yoga no final da reunião com uma fita ou a presença de um instrutor voluntário.

Assunto relacionado: Aula de yoga na rede pública

Excitabilidade motora cortical e fadiga na EM 26/04/2006

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Pesquisadores investigaram a fadiga na esclerose múltipla (EM) utilizando a Estimulação Magnética Transcraniana (EMT). (mais…)

Qual é a diferença da fadiga da EM? 24/03/2006

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Diversos tipos diferentes de fadiga ocorrem nos pacientes com EM, por exemplo, os pacientes que têm disfunção vesical (acordam várias vezes no meio da noite para urinar) ou os pacientes com espasmos noturnos que podem ter privação do sono e sofrer em conseqüência disto. Os pacientes que são deprimidos também podem apresentar fadiga.

Os pacientes que necessitam gastar esforços consideráveis para realizar tarefas diárias (por exemplo, vestir, escovar os dentes, tomar banho, preparar as refeições) podem sofrer de uma fadiga considerável.

Entretanto, além destas fontes de fadiga, há um outro tipo de fadiga que afeta os pacientes com EM. Os investigadores estão começando a esboçar as características desta fadiga da EM que é diferente da experimentada por pessoas que não tem a doença.

  • Em geral, ocorre diariamente
  • Pode ocorrer cedo pela manhã, mesmo após uma noite de descanso
  • Tende a piorar com o progredir do dia
  • Tende a agravar com o calor e a umidade
  • Aparece facilmente e de repente
  • É geralmente mais severa que a fadiga normal
  • É mais provável que interfira nas responsabilidades diárias

A fadiga da EM parece não estar relacionada diretamente com a depressão nem com o grau de incapacidade física.

Fonte: The MS Information Sourcebook. © MSIF 2006. All rights reserved.

Esclerose Múltipla é a 2ª maior causa de incapacitação do jovem 12/04/2014

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Distúrbio neurológico ainda é desconhecido da maioria da população e desafia a medicina, não somente na descoberta da causa, mas na forma de tratamento.

Pergunte a uma pessoa na rua o que é Esclerose Múltipla. As respostas vão variar, mas 70% delas dirá tratar-se de uma doença da terceira idade, associada a quadros de demência.

Esse fato, constatado por uma pesquisa Ibope, ajuda a elucidar a atmosfera de desconhecimento que envolve a doença. Por isso, um dado como o que será apresentado a seguir, soa assustador: A Esclerose Múltipla é a segunda maior causa de incapacitação do jovem, perdendo apenas para os traumas (consequência de acidentes e episódios violentos).

A Esclerose Múltipla é um desafio para a medicina. Doença neurológica autoimune, de causas desconhecidas, atinge uma região chamada bainha de mielina, responsável pela transmissão de estímulos elétricos.

Daí nascem os sintomas mais comuns: visão dupla, rigidez, fraqueza, falta de equilíbrio, dormência, dor, problemas no controle da bexiga e intestinos, fadiga, entre outros. Apesar de tratável, não tem cura e atinge cerca de 35 mil pessoas no Brasil e 2,5 milhões no mundo.

Além do desafio no diagnóstico, que pode levar anos, a doença tem um tratamento baseado em injeções, que visam, principalmente, reduzir o número de surtos. Porém, há anos ONGs e associações de classe lutam pela incorporação de um medicamento oral, que pode retardar a evolução da doença e melhorar a qualidade de vida. O fármaco, denominado Fingolimode, já foi aprovado pela ANVISA, mas ainda não está disponível no SUS.

Incorporação de tratamento oral está em fase de consulta pública
Apesar de aprovado pela ANVISA, o medicamento oral precisa da aprovação da CONITEC – órgão que regula a incorporação de novas tecnologias – para fazer parte da lista do SUS.

Recentemente, a Comissão avaliou a inclusão do Fingolimode e levou a decisão para consulta pública. Nesse mecanismo, o cidadão comum pode opinar sobre as decisões do governo, durante um período de tempo determinado. O principal objetivo é tornar o parecer mais democrático e transparente.

Fonte:  O Debate

Especialista dá dicas de como lidar com a Esclerose Múltipla no verão 31/01/2014

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Altas temperaturas podem provocar piora de sintomas pré-existentes ou novos surtos; neurologista faz recomendações e explica por que isso acontece

Apesar de benéfico para todas as pessoas, o calor pode ser um incômodo para aqueles que possuem alguns tipos de doença. É o caso de pessoas com Esclerose Múltipla, um distúrbio neurológico autoimune e de causas desconhecidas que afeta no Brasil cerca de 30 mil pessoas. Apesar de rara, é a doença mais comum do sistema nervoso central e se caracteriza, principalmente, pela inflamação de uma região chamada bainha de mielina, que envolve o axônio – parte do neurônio responsável pela transmissão de estímulos elétricos.

Processos simples como andar dependem do bom funcionamento desse sistema. Nas pessoas que possuem Esclerose Múltipla há uma lentidão ou interrupção desses impulsos, devido à inflamação na bainha da mielina. O calor entra nessa conta na medida em que retarda ainda mais essa condução. O neurologista do Hospital Albert Einstein e coordenador do Centro de Atendimento e Tratamento da Esclerose Múltipla da Santa Casa de São Paulo (CATEM), Charles Peter Tilbery, explica, no entanto, que essa não é uma regra geral. “Não são todos os pacientes que apresentam este sintoma”, assegura.

A relação entre a Esclerose Múltipla e o calor vem sendo estudada já há algum tempo. Um estudo divulgado por pesquisadores norte-americanos apontou que a doença pode ser mais ativa na primavera/verão. Pessoas com o distúrbio relatam que há sim um desconforto maior nessa época. É o caso de Cleuza Carvalho de Miguel, presidente do MOPEM (Movimento dos Pacientes de Esclerose Múltipla). “A situação, em regra geral, é sempre uma só. O desconforto que traz o calor”, diz. Ela relata que fadiga, desânimo e sonolência são os principais sintomas apresentados por quem possui a doença.

O mais comum é que ocorra uma piora dos sintomas pré-existentes, mas podem ocorrer surtos devido ao calor. Segundo o neurologista, a principal recomendação médica, nesse caso, é com relação aos locais frequentados e horários escolhidos para sair. “É importante sempre estar em ambientes refrigerados e alterar o horário de trabalho e outros afazeres para períodos menos quentes, como o início da manhã e fim da tarde”, sugere.

Não somente o calor, mas também alguns medicamentos utilizados no tratamento da doença podem elevar a temperatura do corpo e, consequentemente, causar o desconforto mencionado por Cleuza. É o caso de alguns injetáveis. De acordo com Tilbery, medicamentos injetáveis precisam de cuidados especiais. “As medicações devem estar devidamente armazenadas em locais arejados e na temperatura ambiente. Em caso de intenso calor, deve-se acondicionar o medicamento na geladeira, nunca no congelador”, recomenda.

Já a presidente do MOPEM lembra que, apesar de alguns cuidados necessários, não existe uma receita para o paciente de Esclerose Múltipla evitar uma piora dos sintomas, no calor. “Existe sim a experiência de cada um que pode servir para ajudar o outro”, finaliza.

Esclerose Múltipla

A Esclerose Múltipla afeta cerca de 30 mil pessoas no Brasil e 2,5 milhões de pessoas no mundo. A principal incidência é em adultos jovens.

Como é o tratamento da doença no Brasil: Atualmente, há no país duas formas principais de tratamento da doença: a mais comum é a administração de injeções, que variam de frequência, dependendo do caso. Esse é o método disponível pelo SUS. No entanto, há outro medicamento denominado Fingolimode, que é administrado por via oral, possui aprovação da ANVISA, mas só pode ser adquirido, caso o paciente se disponha a pagar pelo medicamento, ou por via judicial. Um estudo, publicado no New England Journal of Medicine, demonstrou eficácia 52% superior na diminuição dos surtos provocados pela doença, em comparação com o medicamento injetáveis. Uma das principais reivindicações dos pacientes de Esclerose Múltipla é pela incorporação do Fingolimode pelo SUS.

Sobre o MOPEM: O Movimento dos Pacientes com Esclerose Múltipla (MOPEM) possui dezoito anos de existência e 400 membros cadastrados. Uma das principais atribuições da entidade é verificar a correta distribuição de medicamentos aos pacientes pelas secretarias de saúde.

Fonte: Segs

Concurso levará cinco autores das histórias mais inspiradoras de convivência com esclerose múltipla para congresso europeu 25/07/2013

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A iniciativa global visa promover o diálogo sobre a doença entre pacientes, familiares e amigos por meio de vídeos, compartilhando experiências de vida e aprendizados

São Paulo, 24 de julho de 2013 – Com o objetivo de reunir e incentivar o compartilhamento de histórias reais e inspiradoras de pessoas que convivem com a esclerose múltipla em diferentes países, incluindo o Brasil, a Novartis lançou a campanha global “MS and: Our Story” (em português: esclerose múltipla e nossa história). Através dessa plataforma online, a empresa oferece um novo canal para o diálogo entre os pacientes de esclerose múltipla, seus familiares e a sociedade. A iniciativa contempla um concurso cultural que levará os autores das cinco melhores histórias, votadas pelos internautas, ao encontro anual do Comitê Europeu de Pesquisa e Tratamento da Esclerose Múltipla (ECTRIMS), realizado de 2 a 5 de outubro, em Copenhagen, na Dinamarca.

“É fundamental a troca de experiências dos pacientes entre si e também junto à comunidade envolvida com a esclerose múltipla, por isso, esta iniciativa torna-se tão relevante. Em contato, eles se apoiam, aprendem e celebram suas conquistas”, explica Wilson Gomiero, presidente da Federação Brasileira de Associações Civis de Portadores de Esclerose Múltipla (Febrapem). “Cada vez mais, vemos que é possível ter uma vida ativa com a esclerose múltipla, mas, para isso, é fundamental que mais pacientes se apresentem, mostrem que sua felicidade e alegria em viver é maior que a doença”, ressalta ele.

Além das histórias reais coletadas na web, a campanha contará com uma série de quatro animações sobre o dia a dia da personagem Holly – uma jovem estudante e guitarrista com esclerose múltipla –, seu namorado, amigos e familiares. O primeiro vídeo da série já está disponível no site global www.msandourstory.com, com legenda em português. Até o final de agosto, pacientes, familiares e outros envolvidos poderão compartilhar suas histórias pessoais sobre a EM no site da campanha. Além do convite ao ECTRIMS, o autor do vídeo mais votado será transformado em um personagem que participará com a Holly do último vídeo da campanha.

“Iniciativas como esta reafirmam o compromisso da Novartis em apoiar a comunidade mundial de esclerose múltipla. Além de desenvolvermos novas terapias para as necessidades não atendidas de médicos e pacientes, investimos também em proporcionar qualidade de vida em todos os estágios da doença”, disse Adib Jacob, Presidente do Grupo Novartis no Brasil.

As informações em português sobre como participar do concurso estão disponíveis no site www.emacao.novartis.com.br.

 Como participar do “MS and: our story”?

  • Conte-nos sobre uma experiência relacionada à esclerose múltipla que você ou alguém de sua família tenha vivenciado. Ela pode ser engraçada ou triste – você pode nos fazer rir ou chorar.
  • Seu vídeo deve ter no máximo três minutos de duração. Vídeos mais longos não serão aceitos, então, fique atento!
  • Leia os consentimentos, termos e condições legais antes de fazer o upload do seu vídeo. Tenha certeza que você está de acordo com eles antes de participar!
  • Como a campanha é global, os vídeos podem ser enviados em seis idiomas: português, espanhol, inglês, francês, italiano e alemão.
  • Seja paciente – podemos levar, em media, cinco dias para disponibilizar seu depoimento no site para que outras pessoas possam assisti-lo e também votar.
  • Mas seja rápido… Serão aceitos somente 250 vídeos no concurso!

O que não fazer

  • De acordo com o regulamento, profissionais que atuam na área da saúde – como médicos, enfermeiros e dentistas – não podem participar.
  • Não faça referência ou menção a um tipo específico de medicamento ou sua forma de administração.
  • Não cite nomes reais de pessoas (nem mesmo o seu ou de seus familiares, médicos e cuidadores). Também não forneça informações que permitam a identificação dessas pessoas.

Guia para gravar seu vídeo

  • ·         Olhe para a câmera, não olhe para baixo!

o   Se você estiver fazendo a gravação de um computador, uma boa dica pode ser colocá-lo em cima de alguns livros. Assim, você conseguirá olhar diretamente para a câmera e o vídeo ficará mais bacana para quem está assistindo!

  • ·         A luz deve estar em você, e não atrás de você.

o   Se você estiver em um cômodo com janela, por exemplo, fique de frente para ela, garantindo que seu rosto esteja iluminado.

o   Se você estiver em um cômodo ou local sem iluminação natural, tente colocar alguma outra fonte de luz direcionada a você (uma pequena lâmpada ou um abajur, por exemplo).

  • ·         Confira as configurações de áudio e aumente o volume!

o   Além de checar se o áudio está funcionando, sugerimos que você coloque o volume do seu equipamento no máximo!

  • ·         Se possível, faça a gravação com uma câmera.

o   As câmeras externas geralmente oferecem melhor resolução do que as webcams. Então, se puder, utilize este recurso!

  • ·         Respire fundo… e relaxe!

o   Tente agir com naturalidade! Faça alguns testes pra ver como você fica mais à vontade na frente da câmera. É importante que você esteja bem confortável antes de começar a gravação.

  • ·         Faça o upload do arquivo e nos envie seu vídeo

o   Assim que você terminar a gravação, faça o upload do vídeo no site http://www.msandourstory.com/. Para isso, acesse o link, clique no item “MS and: Our Story” e desça a barra lateral do seu computador até chegar nesta página:

UPLOAD YOUR VIDEO

    • Preencha seus dados e selecione seu vídeo. O envio pode levar alguns minutos, de acordo com a qualidade da sua conexão à internet e ao tamanho do arquivo de seu vídeo.
    • Assim que seu vídeo for enviado completamente, você receberá uma notificação.

Para saber mais, acesse: http://www.emacao.novartis.com.br.

Sobre a Esclerose Múltipla

A esclerose múltipla atinge cerca de 2,5 milhões de pessoas no mundo e, ao contrário do que muitos ainda acreditam, os pacientes são geralmente jovens, em especial mulheres de 20 a 40 anos. A doença é neurológica, crônica e autoimune – ou seja, se manifesta quando o organismo confunde células saudáveis do sistema nervoso central com intrusas, e as “ataca” provocando lesões cerebrais. Embora a causa da doença ainda seja desconhecida, a EM tem sido foco de muitos estudos no mundo todo, o que têm possibilitado uma constante e significativa evolução na qualidade de vida dos pacientes.

O diagnóstico é basicamente clínico, podendo ser complementado por ressonância magnética. Os sintomas mais frequentes são fadiga, formigamentos, perda de força, falta de equilíbrio, espasmos musculares, dores crônicas, depressão, problemas sexuais e incontinência urinária.

Hoje, no Brasil, já existem diversas opções de tratamento, através de cápsula oral diária ou injeções diárias, semanais e mensais.

Referências

1.      Cohen et al. Oral Fingolimod vs. Intramuscular Interferon in Relapsing Multiple Sclerosis. N Engl J Med. Vol.362 No.5, Feb 4, 2010 (printed version).

2.      Bruce JMLynch SG. Multiple sclerosis: MS treatment adherence–how to keep patients on medication? Nat Rev Neurol. 2011 Jul 5;7(8):421-2

Disclaimer

As informações contidas neste texto têm caráter informativo, não devendo ser usadas para incentivar a automedicação ou substituir as orientações médicas. O médico deve sempre ser consultado a fim de prescrever o tratamento adequado.

Fonte: Release da empresa

Pesquisa nega que maconha tenha benefício contra esclerose múltipla progressiva 24/07/2013

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  • Estudo britânico reuniu cerca de 500 portadores da doença inflamatória por oito anos
  • Foram vistas vantagens, no entanto, para parte dos pacientes no estágio mais leve da enfermidade
<br />Ilustração mostra conexões entre neurônios. Esclerose múltipla é caracterizada por danificar a comunicação entre as células nervosas<br />Foto: Agência O Globo
Ilustração mostra conexões entre neurônios. Esclerose múltipla é caracterizada por danificar a comunicação entre as células nervosas Agência O Globo

É mito que a maconha tenha benefícios contra dos efeitos da esclerose múltipla progressiva. A afirmação é de pesquisadores britânicos que conduziram um amplo estudo clínico com cerca de 500 portadores da doença autoimune, em que foram testados os efeitos da substância ativa da planta, o tetraidrocanabiol (THC, na sigla em inglês). A exceção, ponderam os cientistas é para pacientes que apresentam a menor escala entre os graus de danos causados pela enfermidade.

O estudo foi publicado na revista “The Lancet Neurology”, uma das mais conceituadas no mundo científico. Pacientes de 26 centros de referência da doença em todo o Reino Unido foram estudados por oito anos. Os voluntários foram divididos em dois grupos: parte recebeu cápsulas com o THC e outra recebeu as mesmas cápsulas, mas sem a substância. Nenhum paciente sabia se a pílula tinha ou não o THC e todos receberam as cápsulas por três anos.

Em geral, o estudo não encontrou nenhuma evidência para apoiar um efeito do THC sobre a progressão da esclerose múltipla no resultado principal da pesquisa. No entanto, houve alguns indícios que sugerem um efeito benéfico nos participantes que estavam no extremo inferior da escala de incapacidade no início da pesquisa, mas, como o benefício só foi encontrado em um pequeno grupo de pessoas, e não em todo o grupo, mais estudos serão necessários para avaliar a robustez deste resultado.

Os atuais tratamentos para a esclerose múltipla são limitados, tanto quando destinados para o sistema imunológico nas fases mais iniciais da doença quanto em sintomas específicos, como espasmos musculares, fadiga e problemas na bexiga, disse o professor de neurociências clínicas John Zajicek, da Universidade de Plymouth.

- Atualmente, não há tratamento disponível para retardar os efeitos da esclerose múltipla quando ela se torna progressiva. Experimentos em laboratório já sugeriram que alguns derivados da cannabis podem ser neuroproterores. Nosso estudo não confirmou as descobertas feitas em laboratório, apesar de haver algum indício de benefício que aqueles no menor grau na escala de evolução, há pouca evidência para sugerir que o THC tem um impacto a longo prazo no retardamento da progressão da esclerose múltipla.

A forma progressiva é um dos subtipos da esclerose múltipla. A forma mais comum é a remitente-recorrente, caracterizada por surtos que duram dias ou semanas e, em seguida, desaparecem.

O estudo foi realizado por pesquisadores da Universidade de Plymouth e financiado pelo Conselho de Pesquisa Médica, do Reino Unido, a Sociedade de Esclerose Múltipla, do mesmo país e gerenciado pelo Instituto britânico de Pesquisa em Saúde.

Fonte: Jornal O Globo

Guia gratuito para melhorar espasticidade na Esclerose Múltipla 16/07/2013

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Cerca de 80% das pessoas com Esclerose Múltipla(EM) tem espasticidade. Pensando nisso, uma equipe de especialistas em fisioterapia e em EM desenvolveu um guia de exercícios e recomendações para tratar esse sintoma tão comum, o ”Guia de exercícios para melhorar a espasticidade na Esclerose Múltipla“.

Para fazer o download dele: clique aqui.

guia

A EM pode causar fadiga, perda de equilíbrio e coordenação, espasticidade, distúrbios visuais, alteração cognitivas, dificuldades na fala, tremor, etc. Cada pessoa experimenta uma combinação diferente de sintomas: nem todas as pessoas tem todos os sintomas ou com a mesma intensidade.

A espasticidade é um dos sintomas mais comuns. Pessoas com EM costumam descrever a espasticidade como “sensação de peso ou aperto nas pernas ou braços, como se tivessem vários quilos presos a seus membros“, por isso torna-se difícil elevar os seus pés e pernas do chão ao caminhar. Eles também podem ter a sensação de que suas mãos estão “duros”, tendem a fechá-las e não podem abri-las.

Esse sintoma pode levar à função da bexiga anormal, fadiga, distúrbios do sono, dificuldade de movimento e  nas atividades (como ir ao banheiro, comer, vestir-se …).

No “Guia de exercícios para melhorar a espasticidade na Esclerose Múltipla”  pode-se encontrar informações completas e exercícios práticos explicados com ilustrações para ajudar a entender e a gerenciar a espasticidade.

Algumas das ilustrações que você encontrará no guia são como estas:

Captura de Tela 2013-07-11 às 08.37.01

Captura de Tela 2013-07-11 às 08.38.32

Quatro fisioterapeutas especialistas em EM da Federación Española para la Lucha contra la Esclerosis Múltiple (FELEM) produziram uma publicação que reúne recomendações de exercícios para lidar com este sintoma comum em pessoas com EM.

Recomendações sobre postura, exercícios de respiração, transferências, alongamento para a espasticidade leve e grave são algumas das questões abordadas ao longo do guia.

Obter a publicação “Guia de exercícios para melhorar a espasticidade na Esclerose Múltipla“.

Autores da publicação: ■ Bartolomeu Irene Gomez. Fisioterapeuta ea equipe de reabilitação coordenador da fundação privada Madrid contra a esclerose múltipla, FEMM. http://www.femmadrid.org ■ Otxoa Rekagorri Erika. Fisioterapeuta e serviço de fisioterapia responsável pela Associação de Biscaia, ADEMBI esclerose múltipla. http://www.emfundazioa.org ■ Enric Brunet Monserrat. Fisioterapeuta do Baleares Associação da Esclerose Múltipla ABDEM. http://www.abdem.es ■ Laura García Ruano. Fisioterapeuta Privada Fundação Madrid contra a esclerose múltipla, FEMM. http://www.femmadrid.org Supervisão e assessoria técnica: ■ Sandra Fernandez Villota. Responsável pela comunicação e coordenação de Esclerose Múltipla Espanha – FELEM. http://www.esclerosismultiple.com

Fonte: www.esclerosismultiple.com

Fonte: Reabilitação Cognitiva

Especialista indica maneiras de como evitar a fraqueza 15/07/2013

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A fisioterapeuta Marcela Batistuta, especialista em Reeducação Postural Global (RPG), explica que as principais causas da fadiga na Esclerose Múltipla são os excessos, seja físico, mental, social ou ambiental. “E ela pode se manifestar de várias formas, sendo aguda, quando aparece durante esforços e desaparece com o repouso; crônica, quando persiste mesmo após o repouso; localizada, quando se usa em excesso determinado grupo muscular, mas a sensação desaparece com o repouso, e sistêmica, quando há cansaço geral, com desânimo, perda de força e resistência física”, frisa.

Marcela destaca que a fadiga pode ainda surgir associada a problemas como depressão, pode ser induzida pela medicação ou ser causada por distúrbios do sono. “A fadiga muscular em braços ou pernas após exercícios repetitivos, como andar longas distâncias, acaba fazendo com que a perna falhe e também provoque uma sensação de fraqueza. Isto é causado por um bloqueio do impulso nervoso e o ideal é parar de andar ou realizar o ato repetitivo para que a condução nervosa reinicie. O problema pode ainda ser causado por falta de condicionamento físico, quando os músculos são pouco utilizados. Combater o sedentarismo evita a fadiga intensa durante atividades físicas”, ressalta.

A fisioterapeuta afirma que, assim como provoca uma ruptura na vida diária, a fadiga provocada pela Esclerose Múltipla também causa ansiedade quando os sintomas reaparecem após esforço e especialmente quando a atividade ou o ambiente provoca um aumento na temperatura do corpo. Por isso, Marcela Batistuta indica algumas práticas para melhorar a fadiga. “Evite banhos quentes, temperaturas muito elevadas, exercícios excessivos, refeições pesadas e fumar. Planeje sua vida de modo a estabelecer uma escala das necessidades no trabalho, para que noitadas e ocasiões sociais sejam repartidas. Siga uma dieta sensata e reduza o peso se for o caso. Fracione as atividades diárias e sempre respeite o período de repouso entre elas. Faça atividades leves conscientes, orientadas por um profissional, e procure controlar a depressão e o estresse”, completa a especialista.

Fonte: JM Online

Técnica de ressonância magnética acelera detecção da esclerose múltipla 21/06/2013

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Trabalho fornece uma ferramenta mais poderosa para acelerar a investigação da doença e avaliar o desempenho de novos tratamentos

Imagem de ressonância magnética mostra as mudanças na estrutura do tecido do cérebro
Imagem de ressonância magnética mostra as mudanças na estrutura do tecido do cérebro

Pesquisadores da University of British Columbia, no Canadá, desenvolveram uma nova técnica de imagiologia por ressonância magnética (MRI) que detecta os sinais indicadores de esclerose múltipla em detalhe mais nítidos do que nunca.

O trabalho fornece uma ferramenta mais poderosa para acelerar a investigação da doença e avaliar novos tratamentos.

A nova técnica analisa a frequência das ondas eletromagnéticas recolhidas por um escâner de RM, em vez do tamanho das referidas ondas. Embora a análise do número de ondas por segundo havia sido considerada uma forma mais sensível de detecção de alterações na estrutura do tecido, a matemática necessária para criar imagens utilizáveis provou ser assustadora.

A esclerose múltipla (MS) ocorre quando as células do sistema imunológico de uma pessoa atacam o isolamento de proteção, conhecido como mielina, que circunda as fibras nervosas. A decomposição da mielina impede os sinais elétricos transmitidos entre neurônios, o que conduz a uma variedade de sintomas incluindo dormência ou fraqueza, perda de visão, tremores, vertigens e fadiga.

O pesquisador Alexander Rauscher e seus colegas analisaram a frequência de exames cerebrais de ressonância magnética. Eles aplicaram o seu método a 20 pacientes com esclerose múltipla, que foram digitalizados, uma vez por mês, durante seis meses, usando tanto a RM convencional quanto o novo método baseado em frequência.

Uma vez que as cicatrizes na mielina, conhecidas como lesões, apareceram em exames de ressonância magnética convencional, Rauscher e seus colegas analisaram novamente imagens anteriores desses pacientes com base em frequência.

Olhando para as áreas precisas dessas lesões, eles encontraram mudanças de frequência, que indicam danos nos tecidos, pelo menos dois meses antes que qualquer sinal de dano aparecesse em exames convencionais.

“Esta técnica detecta diferenças sutis no desenvolvimento de lesões de MS ao longo do tempo. Como esta técnica é mais sensível a estas alterações, os investigadores podem utilizar estudos muito pequenos para determinar se um tratamento, como um novo medicamento, está diminuindo, ou mesmo parando, a decomposição da mielina”, conclui Rauscher.

Fonte: iSaude.net

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