jump to navigation

Fadiga é um dos sintomas mais comuns da esclerose múltipla 15/07/2013

Posted by Esclerose Múltipla in Qualidade de vida.
comments closed

Fisioterapia pode aliviar incômodos da esclerose, como fadiga, depressão e alterações urinárias e sexuais

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), a esclerose múltipla afeta cerca de 2,5 milhões de pessoas no mundo. A doença inflamatória, degenerativa e sem cura, compromete áreas do cérebro, nervo óptico ou medula espinhal. E pode ter sintomas variados, como embaçamento da visão com dor ocular, visão dupla, vertigem ou tontura, falta de coordenação nos movimentos, incontinência urinária, disfunção erétil e raciocínio lento. No entanto, fadiga intensa, fraqueza ou adormecimento de membros são os que mais prejudicam as atividades diárias do portador, por serem mais frequentes.

Segundo a fisioterapeuta Marcela Batistuta, ela causa falta de motivação e de sono, sensação de incapacidade e diminuição de libido ou desejo sexual. “A fadiga é o sintoma mais comum da esclerose múltipla e é descrita como um cansaço intenso, que não tem relação com o nível de atividade nem com o grau de incapacidade física. Pode ocorrer diariamente e mesmo após uma noite de descanso. Tende a piorar com o progresso do dia e a se agravar com o calor e a umidade. Aparece facilmente e de repente. É geralmente mais severa que a fadiga normal e é mais provável que interfira nas responsabilidades diárias”, explica.

A especialista em Reeducação Postural Global (RPG) destaca que a fadiga afeta entre 70% e 90% dos portadores de Esclerose Múltipla, sendo o sintoma mais difícil de tratar e compreender, por ser invisível. “Sua ocorrência pode causar equívocos, especialmente entre família, amigos e empregadores. Os membros da família podem pensar que uma pessoa com Esclerose Múltipla não está fazendo o que pode; problemas sexuais podem surgir entre os parceiros, e os empregadores podem rotular a pessoa de preguiçosa. Porém, a fadiga pode ter um impacto devastador sobre as atividades diárias, o bem-estar geral e a situação no emprego.

O diagnóstico é realizado por um neurologista e, embora não exista cura, acompanhamento adequado pode manter portadores mais ativos. O tratamento dos surtos é realizado com corticoide intravenoso durante três a cinco dias, que promove recuperação mais rápida, mas há medicamentos para reduzir a frequência e a intensidade dos surtos e retardar a progressão da doença. Fisioterapia, fonoaudiologia e terapia ocupacional podem aliviar incômodos, como fadiga, depressão, alterações urinárias e sexuais.

Fonte: JM Online

Botucatu terá encontro sobre fadiga 02/12/2008

Posted by Esclerose Múltipla in Utilidade pública.
comments closed

A enfermeira Michele Belan, da Bayer Schering Pharma (BSP), ministrará a palestra gratuita “Fadiga no portador de esclerose múltipla”, voltada a pacientes e familiares, no dia 06 de dezembro.

Ela abordará dicas de exercícios, relaxamento e estratégias de conservação de energia para o paciente enfrentar o cansaço e, conseqüentemente, garantir maior qualidade de vida.

A fadiga é uma das queixas mais comuns dos pacientes com esclerose múltipla, mas pode ser controlada quando compreendida corretamente. Um dos tipos de fadiga caracteriza-se pelo cansaço contínuo que impede o paciente de efetuar as tarefas fáceis do cotidiano.

Em outros casos, o paciente sente-se bem em descanso, mas tem uma sensação de cansaço após alguns minutos de atividade física. Para reduzir o problema, duchas e banhos frios podem ajudar o paciente e o ar condicionado pode ser útil em climas quentes. “O aspecto mais importante para lidar com o cansaço é encontrar o ritmo de vida certo”, destaca Michele Belan.

O encontro acontece em parceria com a Associação de Botucatu e Região de Esclerose Múltipla (ABREM), às 14 horas, na rua Nossa Senhora Aparecida, s/nº, Vila São Luis, em Botucatu. Mais informações pelo telefone (14) 9667-8834.

Fonte: www.itu.com.br

Chocolate amargo ajuda a combater fadiga crônica, diz estudo 09/10/2007

Posted by Esclerose Múltipla in Espaço médico, Você sabia?.
comments closed
chocolate
Chocolate amargo está associado ao combate da pressão alta

Uma dose diária de chocolate amargo pode ajudar a reduzir os sintomas da Síndrome da Fadiga Crônica, apontaram cientistas britânicos.

Pacientes que participaram de um estudo piloto realizado pela Hull York Medical School revelaram que ficaram menos cansados depois de comerem chocolate com alta concentração de cacau.

A Síndrome da Fadiga Crônica é uma condição caracterizada por uma profunda fadiga muscular após esforços físicos. Os sintomas ainda incluem dor de cabeça, memória fraca, dificuldade de concentração, perturbação do sono e irritação.

O líder do estudo, Steve Atkin, disse que a idéia da pesquisa surgiu de uma paciente que relatou ter se sentido mais disposta depois que trocou o chocolate branco e ao leite pelo amargo.

Polifenol e serotonina

Atkin então resolveu testar outros dez pacientes, que, durante dois meses, receberam uma dose diária de 45 gramas de chocolate amargo.

Após um intervalo de um mês, os voluntários receberam a mesma dose por mais dois meses de chocolate branco ou ao leite.

Os cientistas observaram que quando comeram chocolate amargo, os pacientes apresentaram menos sintomas da fadiga e admitiram que voltaram a se sentir mais cansados ao comer outro tipo de chocolate.

O professor Atkin disse ter ficado surpreso com a evidência dos resultados.

“Apesar de ter sido um pequeno estudo, dois pacientes conseguiram voltar ao trabalho depois de terem ficado de licença durante seis meses”, citou o pesquisador.

“O chocolate amargo é rico em polifenol, uma substância que traz benefícios à saúde, como a redução da pressão alta”.

“Além disso, o polifenol aumenta os níveis de serotonina no cérebro, que está associada ao combate da fadiga crônica”, explicou.

Para o cientista, mais pesquisas devem ser feitas para avaliar os benefícios do produto, mas ressaltou que os pacientes podem tranqüilamente comer uma dose diária de chocolate amargo, e que nenhum voluntário da pesquisa aumentou de peso.

Fonte: BBC Brasil

Fadiga visual afeta 90% dos usuários de desktops acima de 40 anos 10/03/2007

Posted by Esclerose Múltipla in Qualidade de vida, Utilidade pública.
comments closed

Má iluminação e exposição contínua ao monitor provocam Síndrome da Visão do Computador, diz estudo. Saiba como evitá-la. Má iluminação e alterações oculares fazem com que 90% dos micreiros acima de 40 anos tenham fadiga visual que prejudica a performance, contra a incidência de 75% entre usuários mais jovens.

Iluminação inadequada e alterações oculares provocadas pela exposição contínua à tela do computador são as principais causas da fadiga visual ou Síndrome da Visão do Computador – CVS (Computer Vision Syndrome) – em 90% dos usuários de microcomputadores com idade acima de 40 anos.

Os dados fazem parte de uma pesquisa realizada nos últimos 12 meses com 620 usuáiros de desktops na fixa etária acima de 40 anos, pelo oftalmologista Leôncio Queiroz Neto, do Instituto Penido Burnier, de Campinas (SP).

A pesquisa divulgada nesta segunda-feira (05/03) faz um comparatrivo com um estudo anterior, divulgado em dezembro de 2006, que detectou a CVS em 75% dos entrevistados. A pesquisa envolveu 1.200 usuários de microcomputador, sendo 30% crianças e o restante adolescentes e adultos com idade até 40 anos.

A Síndrome da Visão no Computador, resulta do esforço que nossos olhos fazem para focalizar e desfocalizar as imagens em pixels, do pouco movimento que fazemos com o globo ocular e do fato de piscarmos só seis a sete vezes por minuto na frente do monitor contra 20 vezes normalmente.

Os principais sintomas da CVS são cefaléia, olho seco e visão embaçada que aparecem depois de duas horas ininterruptas usando o computador.

As principais causas do aumento da síndrome após os 40 anos, segundo o estudo, são as alterações visuais relacionadas à idade e o fato da iluminação da maioria das empresas e residências ser planejada para pessoas mais jovens. A iluminação inadequada no ambiente de trabalho pode gerar uma queda de média de 20% na produtividade dos funcionários.

Iluminação até trez vezes maior

A partir dos 40 anos, segundo o oftalmologista, o cristalino perde o poder de acomodação que é a capacidade de focar, o que reduz a visão de perto. O problema é agravado na frente do monitor, especialmente em ambientes pouco iluminados, quando os olhos precisam se ajustar com maior freqüência às mudanças dos níveis de iluminação. Este processo força a musculatura ao redor dos olhos – músculos ciliares que sustentam o cristalino – que perde a elasticidade.

Segundo a avaliação, quando uma pessoa atinge 50 anos, esta lente natural dos olhos começa a amarelar fazendo com que enxergue menos a luz azul e tenha redução da capacidade de discriminar cores. Por isso a navegação em sites concebidos em tom sobre tom, torna-se bastante difícil para este grupo, comenta.

Já aos 60 anos, a pupila diminui fazendo com que chegue menos luz à retina onde se processam as imagens, a ponto de necessitarmos de três vezes mais iluminação que uma pessoa de 20 anos, informa o oftalmologista. Para estas pessoas a luminosidade do monitor chega a causar pontos cegos de visão, principalmente se a cor de fundo for branca.

O ideal, observa o médico, são sites e áreas de trabalho com fundo em cores pastéis, que são pouco reflexivas e garantem um bom recorte das letras. Por volta dos 65 anos o cristalino se torna opaco, o que diminui a visão de contraste, dificultando grande parte da navegação.

Veja aqui as dicas do oftalmologista para reduzir a CVS:

  1. Combine iluminação direta e indireta;
  2. Coloque um ponto de luz acima de seu ombro na mesa de trabalho;
  3. Fixe a luminária ligeiramente inclinada para frente e do lado oposto à mão que trabalha para evitar sombras;
  4. Evite colocar luminárias atrás de você;
  5. Evite luzes brilhantes em cima de textos;
  6. Ilumine grandes ambientes com lâmpadas fluorescentes no teto;
  7. Proteja as lâmpadas evitando a visão direta dos tubos de luz;
  8. Use cortinas nas janelas durante o dia;
  9. Evite colocar a tela do monitor de frente para a janela.

Siba como evitar a Sindrome da Visão do Computador:

  1. O monitor deve ficar 10° a 20° abaixo do nível dos olhos;
  2. A distância entre a tela do monitor e os olhos deve ser de 60 cm;
  3. O monitor não deve ficar de frente para a janela pois a luminosidade causa ofuscamento, nem de costas porque forma sombras e reflexos que causam desconforto;
  4. Evite excesso de luminosidade das lâmpadas e luz natural pois as pupilas se contraem e geram cansaço visual;
  5. Regule sempre a tela com o máximo de contraste e não de luminosidade;
  6. Mantenha a tela do monitor sempre limpa;
  7. A cada hora, descanse de 5 a 10 minutos, saindo de frente do computador;
  8. Lembre-se de piscar voluntariamente quando estiver usando o micro.

Fonte: IDG Now!

O que é e quais são as causas da fadiga? 19/05/2006

Posted by Esclerose Múltipla in Espaço médico, Você sabia?.
comments closed

Sensação de fraqueza generalizada ou exaustão. É um sintoma comum e inespecífico. Algumas casas comuns são depressão, estresse, privação de sono, anemia, fadiga aguda pós-viral, hipotireoidismo e diabetes. 

A fadiga é o sintoma mais comum da esclerose múltipla, também chamada “lassitude”, e descrita como um cansaço intenso que não tem relação com o nível de atividade nem com o grau de incapacidade física. Pode ocorrer diariamente e mesmo após uma noite de descanso. Tende a piorar com o progredir do dia e a agravar com o calor e a umidade. Aparece facilmente e de repente. É geralmente mais severa que a fadiga normal e é mais provável que interfira nas responsabilidades diárias.

Existem outros tipos de fadiga que podem ocorrer na EM. (mais…)

Yoga para melhorar a fadiga – dicas práticas 12/05/2006

Posted by Esclerose Múltipla in Qualidade de vida.
comments closed

Existe um estudo, publicado em 2004, que mostra os efeitos benéficos da prática do yoga nos níveis de fadiga em pacientes com esclerose múltipla.

O estilo do yoga praticado pelos participantes deste estudo, foi fundado por Iyengar (1918). Ele aprendeu a prática milenar na Índia e teve grande participação na difusão do yoga em Londres. Hoje em dia, muitas academias ensinam o yoga Iyengar, inclusive no Brasil. Por falar em personalidades do yoga, para quem não conhece o assunto, todos os estilos existentes (que são muitos) sofreram influência, em maior ou menor grau, de um brâmane do Sul da Índia, o mundialmente conhecido Krishnamacharya (1888).

Infelizmente, se você quer encontrar uma classe de yoga, estes nomes indianos não significam mais do que a experiência e o tempo de prática do instrutor. (National MS Society)

Apresentaremos algumas dicas que adaptamos do site da National MS Society (EUA). Para quem tem EM e interesse em iniciar o yoga, é interessante observar os seguintes aspectos:

  • Qual é a prática do instrutor? Menos de 10 anos de prática pode ser um risco para uma pessoa com EM, a menos que o professor tenha também um bom conhecimento médico da doença ou de fisioterapia.
  • Você anda sem auxílio? Então tente uma classe regular, mas pergunte o que é esperado do aluno e explique a sua condição. A maioria dos professores de yoga está disposta a aprender sobre a EM e adaptarão a postura com suportes, tais como almofadas, cadeira, parede ou assoalho. Se o instrutor não o escutar ou entender as suas necessidades, este é o lugar errado para você.
  • Você usa bengala ou andador? Tente uma classe para idosos ou para pessoas com necessidades especiais, como artrite, por exemplo. Muitos alongamentos e posições do yoga podem ser realizados na posição sentada. Não esqueça de explicar ao instrutor sobre a sua doença antes de iniciar as aulas.
  • Onde praticar? O ideal é encontrar um local próximo a sua casa. Caso não encontre nenhuma classe próxima, tente utilizar fitas de video, audio ou DVD em casa. Neste caso, se possível, considere chamar pelo menos uma outra pessoa para fazer o yoga com você. Isto poderá ajudar nos níveis de disciplina e de energia. Para quem participa de um grupo de apoio de EM, uma boa dica é praticar o yoga no final da reunião com uma fita ou a presença de um instrutor voluntário.

Assunto relacionado: Aula de yoga na rede pública

Excitabilidade motora cortical e fadiga na EM 26/04/2006

Posted by Esclerose Múltipla in Espaço médico.
comments closed

Pesquisadores investigaram a fadiga na esclerose múltipla (EM) utilizando a Estimulação Magnética Transcraniana (EMT). (mais…)

Qual é a diferença da fadiga da EM? 24/03/2006

Posted by Esclerose Múltipla in Espaço médico, Você sabia?.
comments closed

Diversos tipos diferentes de fadiga ocorrem nos pacientes com EM, por exemplo, os pacientes que têm disfunção vesical (acordam várias vezes no meio da noite para urinar) ou os pacientes com espasmos noturnos que podem ter privação do sono e sofrer em conseqüência disto. Os pacientes que são deprimidos também podem apresentar fadiga.

Os pacientes que necessitam gastar esforços consideráveis para realizar tarefas diárias (por exemplo, vestir, escovar os dentes, tomar banho, preparar as refeições) podem sofrer de uma fadiga considerável.

Entretanto, além destas fontes de fadiga, há um outro tipo de fadiga que afeta os pacientes com EM. Os investigadores estão começando a esboçar as características desta fadiga da EM que é diferente da experimentada por pessoas que não tem a doença.

  • Em geral, ocorre diariamente
  • Pode ocorrer cedo pela manhã, mesmo após uma noite de descanso
  • Tende a piorar com o progredir do dia
  • Tende a agravar com o calor e a umidade
  • Aparece facilmente e de repente
  • É geralmente mais severa que a fadiga normal
  • É mais provável que interfira nas responsabilidades diárias

A fadiga da EM parece não estar relacionada diretamente com a depressão nem com o grau de incapacidade física.

Fonte: The MS Information Sourcebook. © MSIF 2006. All rights reserved.

Pacientes com esclerose múltipla receiam serem taxados de “difíceis” 22/09/2014

Posted by Esclerose Múltipla in Utilidade pública.
comments closed

Ranzinza. Talvez seja essa a palavra pela qual muitos portadores de doenças crônicas e degenerativas são taxados. Medo, sintomas difíceis, dores constantes e depressão provinda do diagnóstico podem fazer com que um paciente seja considerado “difícil” pelos médicos. E esse é o receio de 24% das pessoas com esclerose múltipla entrevistadas em um estudo realizado em cinco países –Reino Unido, Alemanha, Itália, Espanha e EUA–, motivo muito comum que atrapalha a relação médico-paciente.

A pesquisa, chamada “State of MS”, foi feita com 982 portadores da doença e 900 neurologistas, e também apontou que apesar de o vínculo entre o doente e o profissional de saúde mostrar-se eficiente, o paciente sempre quer saber mais. Segundo o estudo, 44% querem informações sobre novos tratamentos e pesquisas sobre a esclerose múltipla; outros 72% acreditam que a internet e as redes sociais são a forma mais efetiva para tirar algumas dúvidas. A pesquisa foi apresentada durante uma entrevista coletiva em Boston, Massachusetts, nos EUA.

Fonte: State of MS | Biogen Idec

O levantamento procurou buscar as necessidades, experiências e atitudes das pessoas que vivem com esclerose múltipla e os neurologistas que tratam a doença, e foi guiado por um consórcio que compreende neurologistas e organizações de apoio a doença na Europa e nos EUA.

Do lado médico, três em cada quatro neurologistas entrevistados recomendam aos pacientes que busquem as organizações de apoio para aprender mais sobre a doença. “Temos que estar onde as pessoas estão. Não podemos mais fazer como fazíamos. Há que ter diferentes meios de disseminar informação”, afirma Nancy Law, vice-presidente da Sociedade de Esclerose Múltipla dos EUA. “As pessoas querem conversar umas com as outras, por isso procuram as redes sociais”, diz Martin Duddy, neurologista consultor do Reino Unido que participou da pesquisa.

Como lidar com os sintomas da doença –que compreendem fadiga, formigamento dos membros, dificuldade de locomoção, entre outros– também está entre as informações que os pacientes mais procuram, apontado por 39% dos entrevistados. Já entre os neurologistas, 49% deseja saber mais sobre maneiras de como manter as funções cognitivas dos doentes.

O acesso ao médico também foi outro aspecto que a pesquisa identificou: 71% dos pacientes acham que seu médico é acessível quando é procurado; e 74% avaliam que o neurologista dispende tempo suficiente na consulta com o doente. O médico italiano Antonio Uccelli, que participou da elaboração do estudo e é professor de neurologia na Universidade de Gênova, nota que muitas vezes os pacientes querem alguma informação imediatamente, mesmo que nem sempre o médico esteja disponível para ajudá-lo. “As mensagens de textos e os e-mails são complementares, ajudam nesta relação”.

Falar sobre a doença

A pesquisa foi conduzida online entre os dias 18 de março de 25 de abril deste ano. Entre os pacientes, 37% são homens e 63% mulheres. A média de idade é 45 anos, e o tempo de diagnóstico médio é de 11 anos.

Se por um lado, oito em cada 10 pacientes (83%) sentem-se confortáveis ao falar sobre a doença com o médico, classificando a relação como aberta, honesta e compreensiva; um em cada cinco doentes disseram-se desconfortáveis ao falar sobre alguns sintomas, por exemplo, dificuldades sexuais (54%), problemas de bexiga (28%), mudanças de humor (26%), dificuldade ao andar (19%), espasmos musculares (19%) e tremores (18%).

O estudo também questionou quais seriam as principais barreiras para uma comunicação realmente efetiva: 47% dos médicos apontaram a falta de tempo e 21% dos doentes disseram que isso faz com que não haja tempo suficiente para discutir todos os medos a respeito da doença.

A esclerose múltipla é uma doença crônica, neurológica e autoimune que afeta o sistema nervoso central. Os sintomas podem ser leves ou severos e vão desde dormência nos membros à paralisia ou perda da visão. A progressão, severidade e sintomas específicos são imprevisíveis e variam de pessoa para pessoa. Estima-se que a doença afete 2,3 milhões de pessoas em todo o mundo, sendo 500 mil na Europa e 400 mil nos EUA. No Brasil, segundo dados da Abem (Associação Brasileira de Esclerose Múltipla), a doença acomete cerca de 35 mil pessoas.

*A jornalista viajou a convite da Biogen Idec

Mais sobre a esclerose múltipla

  • O que é a esclerose múltipla?

    A EM (Esclerose Múltipla) é uma doença inflamatória crônica e incapacitante que afeta o sistema nervoso central. Atinge cerca de 2,5 milhões de pessoas em todo o mundo. No Brasil, estima-se que aproximadamente 35 mil pessoas convivem com a doença, sendo que aproximadamente 13 mil estão em tratamento atualmente.

  • Quais são os principais sintomas?

    Os principais sintomas são fadiga, formigamento ou queimação nos membros, visão embaçada, dupla ou perda da visão, tontura, rigidez muscular e problemas de cognição. A progressão, gravidade e sintomas variam de uma pessoa para outra.

  • Quais são as causas?

    Sua causa é desconhecida, mas a hipótese mais aceita é que seja uma doença autoimune complexa e que fatores genéticos e ambientais também sejam responsáveis pelo seu aparecimento. A esclerose múltipla recorrente-remitente é a forma mais comum da doença, representando 85% dos casos. É caracterizada por surtos bem definidos, com recuperação completa ou sequelas permanentes após os surtos.

  • Como é feito o diagnóstico?

    Por ser uma doença com sintomas comuns a outras patologias, nem sempre o diagnóstico é fácil. O importante é procurar um neurologista assim que surgir algum sintoma característico (perda de visão, força, sensibilidade ou equilíbrio, visão dupla e alteração do controle da urina) que dure mais de 24h. A ressonância magnética do crânio e da medula são fundamentais para definir o diagnóstico.

  • E tem tratamento?

    Embora ainda não haja cura, existem tratamentos para a esclerose múltipla que diminuem o aparecimento dos surtos e reduzem sua gravidade, assim como diminuem o grau de incapacidade e melhoram a qualidade de vida dos pacientes.

     

Fonte: UOL

Fisioterapia e exercício físico leve trazem benefícios aos portadores 22/09/2014

Posted by Esclerose Múltipla in Qualidade de vida.
comments closed

As principais causas da fadiga enfrentada pelo portador de esclerose múltipla são decorrentes dos excessos, sejam eles físicos, mentais, sociais ou ambientais. De acordo com a fisioterapeuta Marcela Batistuta, esse cansaço pode se manifestar de várias formas. “A forma aguda aparece durante os esforços e desaparece com o repouso. A crônica persiste mesmo após o repouso. A forma localizada aparece pelo excesso do uso de determinado grupo muscular, mas desaparece com o repouso. E a última é a sistêmica, a forma mais frequente na esclerose múltipla, em que a pessoa apresenta cansaço geral, perda de força e de resistência física e, também, desânimo”, explica.

No entanto, segundo a especialista, existem ainda outros tipos de fadiga que podem afetar o portador da doença. “É o caso da fadiga muscular em braços ou pernas após exercícios repetitivos, como andar longas distâncias, fazendo com que a perna falhe e haja sensação de fraqueza. Isso é causado por um bloqueio do impulso nervoso, por isso o ideal é parar de andar ou realizar o ato repetitivo para que a condução nervosa reinicie. Há ainda a fadiga por falta de condicionamento físico, que ocorre quando os músculos são pouco utilizados. É um ciclo vicioso, pois quem experimenta uma fadiga intensa acaba evitando atividades físicas e cai no sedentarismo”, afirma Marcela Batistuta.

A fisioterapeuta destaca, ainda, que existe a fadiga relacionada à incapacidade ou invalidez, em que o impacto da esclerose múltipla no controle muscular, na coordenação e na força leva a um aumento nos esforços e no gasto de energia para realizar tarefas rotineiras. “Há também a fadiga relacionada à depressão, a induzida por medicação e a causada por distúrbios do sono. Assim como provoca a ruptura da vida diária, a fadiga causa ansiedade quando os sintomas da doença reaparecem. Isso ocorre particularmente após um esforço e especialmente quando a atividade ou o ambiente provocam um aumento da temperatura corpórea”, frisa.

Por isso, a especialista destaca que a fisioterapia regular pode ajudar o portador a encontrar seus próprios limites, evitando que se entregue ao sedentarismo e à depressão. Além disso, ela oferece algumas dicas práticas para melhorar o sintoma. “Evite banhos quentes, temperaturas muito quentes, exercícios excessivos, refeições pesadas, fumar. Planeje sua vida de modo a estabelecer uma escala das necessidades no trabalho, noitadas e ocasiões sociais sejam repartidas. Siga uma dieta sensata e reduza o peso, se for o caso, com a ajuda de um especialista. Fracione as atividades de vida diária e respeite o período de repouso entre as atividades. Faça atividades leves, conscientes e orientadas por um profissional, e procure se manter sereno, controlando a depressão e o estresse”, completa Marcela.

Fonte: JM Online

Benefícios do tratamento para esclerose múltipla podem se estender após quatro anos 17/09/2014

Posted by Esclerose Múltipla in Espaço médico.
comments closed

Cerca de 70% dos pacientes com esclerose múltipla apresentaram estabilidade ou melhora do estado de incapacidade por dois anos, após os dois anos iniciais nos estudos-piloto

A Genzyme, empresa do grupo Sanofi, anunciou os resultados do segundo ano da extensão dos estudos clínicos com Lemtrada™ (alentuzumabe) para a esclerose múltipla durante a reunião da Comissão Europeia de Pesquisa e Tratamento da Esclerose Múltipla (European Committee for Research and Treatment in Multiple Sclerosis – Ectrims), em Boston, Estados Unidos, entre 13 e 15 de setembro.

Nessa análise, as taxas de surtos e do acúmulo sustentado da incapacidade permaneceram baixas entre os pacientes que haviam recebido tratamento com Lemtrada anteriormente, nos dois estudos Fase III, CARE-MS I e II CARE-MS. Nesses estudos-piloto, foram administrados dois ciclos anuais de Lemtrada, o primeiro no início da análise, e o outro 12 meses depois. Em aproximadamente 70% dos pacientes que receberam Lemtrada, não houve necessidade de mais um ciclo de tratamento no segundo ano da extensão dos estudos-piloto. Além disso, não foram identificados novos tópicos relacionados à segurança do medicamento.

“Os resultados da extensão dos estudos-piloto fornecem mais evidências da eficácia do Lemtrada, tanto nos surtos como na progressão da incapacidade”, observa o dr. Alasdair Coles, conferencista sênior do Departamento de Neurociências Clínicas, da Universidade de Cambridge. “A maioria dos pacientes continuou a apresentar redução da atividade da doença, apesar de o último tratamento com Lemtrada ter sido administrado três anos antes.”

Resultados da extensão dos estudos-piloto

Nos estudos-piloto Fase III, os pacientes com Esclerose Múltipla Recorrente Remitente (EMRR) foram alocados de forma aleatória no grupo Lemtrada ou entre os que receberam altas doses subcutâneas de interferon beta-1a, que apresentavam doença ativa virgem de tratamento (CARE-MS I) ou tinham apresentado surtos durante a terapia anterior (CARE-MS II).

Mais de 90% dos pacientes tratados com o Lemtrada dos estudos Fase III permaneceram na extensão da análise. Esses pacientes foram elegíveis para receber tratamento adicional com o Lemtrada na extensão do estudo, caso tivessem experimentado pelo menos um surto ou duas novas ou crescentes lesões no cérebro ou na coluna vertebral.

Os seguintes resultados foram obtidos no segundo ano de extensão, em pacientes que receberam previamente Lemtrada nos dois anos de estudo-piloto:

·         No quarto ano, as taxas anuais de surtos para pacientes que receberam Lemtrada no CARE-MS I e no CARE-MS II foram de 0,14 e 0,23, respectivamente. As taxas foram comparáveis às encontradas nos pacientes que receberam Lemtrada nos estudos-piloto.

·         Até o fim do quarto ano, 74% dos pacientes no CARE-MS I e 66% no CARE-MS II apresentaram melhora ou estabilização da doença, de acordo com a Escala Expandida do Estado de Incapacidade (Expanded Disability Status Scale – EDSS).

·         Até o fim do quarto ano, 83% e 76% dos pacientes que receberam Lemtrada nos estudos-piloto, respectivamente, não apresentaram piora na incapacidade, efeito que se manteve durante seis meses seguidos dos quatro anos observados.

·         Cerca de 70% dos pacientes tratados com o Lemtrada nos estudos-piloto não necessitaram de um terceiro ciclo de tratamento nos anos três e quatro da extensão.

“A esclerose múltipla é uma doença devastadora, e os pacientes ainda precisam de novas opções de tratamento que ofereçam maior eficácia. Esses novos dados realçam o potencial transformador do Lemtrada”, disse o presidente e CEO da Genzyme, David Meeker, M.D. “É animador ver que a eficácia duradoura e a segurança administrável do Lemtrada se mantêm durante os dois anos da extensão dos estudos.”

Os resultados de segurança do segundo ano da extensão dos estudos foram relatados. Não se identificou nenhum risco novo com o tratamento. Como já exposto, houve duas mortes durante a extensão dos estudos. Uma delas foi resultado de septicemia, e a outra foi dada como acidental e considerada sem relação com o tratamento em estudo.

Durante quatro anos, aproximadamente 2% dos pacientes tratados com Lemtrada nos estudos-piloto desenvolveram púrpura trombocitopênica imune (PTIs), e todos responderam bem à terapia. O monitoramento regular dos distúrbios autoimunes em pacientes tratados com Lemtrada deve ser realizado e faz parte de um plano de minimização de risco.

Os eventos adversos mais comuns com Lemtrada são reações associadas à infusão (dor de cabeça, erupção cutânea, febre, náusea, fadiga, urticária, insônia, prurido, diarreia, calafrios, tontura e rubor), infecções (do trato respiratório superior e trato urinário) e distúrbios da tiroide. Condições autoimunes (incluindo a PTI, outras citopenias, glomerulonefrite e doenças da tiroide) e graves infecções poderão ocorrer em pacientes que recebem o Lemtrada. O plano de minimização de risco, que integra a educação médica e do paciente, assim como o monitoramento regular auxiliam muito na detecção precoce e no gerenciamento dos riscos identificados.

Sobre o CARE-MS

O programa de desenvolvimento clínico do Lemtrada incluiu dois estudos randomizados Fase III  – que comparam a terapia com o medicamento ante a aplicação de altas doses subcutâneas de interferon beta-1a em pacientes com EMRR cuja doença estava ativa e eram ou novos no tratamento (CARE-MSI) ou haviam apresentado surto durante a terapia anterior (CARE-MS II) –, bem como a extensão das análises em andamento. No CARE-MS I, Lemtrada foi significativamente mais eficaz que a interferon beta-1a na redução da taxa anual de surtos. No CARE-MS II, Lemtrada foi muito mais eficaz que altas doses de interferon beta-1a na redução anual de surtos, e retardou significativamente o acúmulo da incapacidade.

Sobre o Lemtrada (alentuzumabe)

O Lemtrada tem o apoio de um programa de desenvolvimento clínico amplo e abrangente, que envolveu quase 1.500 pacientes e 5.400 pacientes-ano de acompanhamento. O Lemtrada 12 mg é administrado por esquema único, com a aplicação de dois ciclos anuais. O primeiro ciclo de tratamento é realizado mediante administrações intravenosas em cinco dias consecutivos, e o segundo é aplicado em três dias consecutivos, 12 meses após a última aplicação.

O alentuzumabe é um anticorpo monoclonal seletivo contra a CD52, uma proteína abundante na superfície das células T e B. O tratamento com o alentuzumabe resulta na redução das células T e B circulantes, responsáveis pelo processo inflamatório na esclerose múltipla. O alentuzumabe exerce impacto mínimo sobre outras células imunes. O efeito inicial anti-inflamatório do alentuzumabe é seguido imediatamente pelo distinto padrão de repopulação de células T e B, que continua com o passar do tempo, reequilibrando o sistema imune, de forma que potencialmente reduz a atividade da doença por um longo período de tempo.

O medicamento é aprovado na União Europeia, Austrália, Canadá, México, Brasil, Argentina, Chile e Guatemala. Atualmente, Lemtrada não tem aprovação nos Estados Unidos. O U.S. Food and Drug Administration (FDA) aceitou reavaliar a solicitação de aprovação do Lemtrada, e a Genzyme aguarda uma posição do FDA no quarto trimestre deste ano. A Genzyme detém os direitos mundiais do alemtuzumabe e é a principal responsável pelo desenvolvimento e pela comercialização do alentuzumabe para o tratamento da esclerose múltipla.

Fonte: Segs

Cientistas descobrem como “desligar” doenças autoimunes 03/09/2014

Posted by Esclerose Múltipla in Espaço médico.
comments closed

Cientistas acreditam estar perante um novo fármaco capaz de “desligar” doenças autoimunes, como a esclerose múltipla

 

Injeções regulares poderão ajudar a “desligar”Robert Cianflone
 

Um grupo de cientistas da Universidade de Bristol no Reino Unido acredita ter feito uma importante descoberta no combate contra as doenças autoimunes, como a esclerose múltipla ou a diabetes de tipo 1. O estudo, financiado pelaWellcome Trust, foi hoje publicado na revista Nature Communications.

A equipa dirigida pelo Professor David Wraith, acredita ter descoberto forma de impedir as células de atacarem os tecidos saudáveis do corpo. As doenças autoimunes, altamente debilitantes, enganam o corpo, levando-o a atacar-se a ele próprio. No caso de doenças como a esclerose múltipla, por exemplo, os nervos, que transportam as mensagens do cérebro e para o cérebro, são afetados, o que causa o surgimento de diversos problemas, como fadiga, perda de mobilidade e até perturbações na visão e, em última instância, invalidez.

 

“O sistema imunitário trabalha a partir do reconhecimento de antigénios [que provoca a formação de anticorpos] que podem provocar uma infeção”, afirmouBronwen Burton ao jornal Telegraph, um dos cientistas responsáveis pela investigação. “Nas alergias, o sistema imunitário cria uma resposta a alguma coisa, como o pólen ou as nozes, porque acredita que estes irão fazer mal ao corpo. Mas nas doenças autoimunes, o sistema imunitário vê pequenos fragmentos de proteína dos nossos próprios tecidos como invasores e começa a atacá-los”. Porém, através da injeção de proteínas sintéticas na corrente sanguínea em doses crescentes, é possível “treinar” o corpo, fazendo-o perceber de que elas são seguras.

Este tipo de terapia, conhecida por dessensibilização, já tinha sido utilizado no tratamento de alergias, mas só recentemente é que os cientistas se aperceberam que esta poderia ser também usada para tratar outras doenças. Esta nova descoberta trata-se de um importante avanço no tratamento de doenças autoimunes, que poderá melhorar as condições de vida de milhões de pessoas em todo o mundo.

Atualmente, as doenças autoimunes são tratadas recorrendo a medicamentos que suprimem o sistema imunológico, algo que provoca diversos efeitos secundários, como infeções e perturbações nos mecanismos reguladores naturais, que têm de ser minimizados através do uso de outros fármacos mais específicos. O desenvolvimento deste novo tratamento poderá oferecer uma opção de baixo risco, face aos medicamentos atuais, permitindo manter o bom funcionamento do sistema imunitário.

O tratamento está atualmente em fase de desenvolvimento clínico na empresa de biotécnica Apitopo, uma “spin-out” da Universidade de Bristol, onde está a ser testado em humanos.

Fonte: Observador

Perfis dos pacientes podem indicar melhor tratamento 26/08/2014

Posted by Esclerose Múltipla in Espaço médico, Qualidade de vida.
comments closed

Especialista canadense aponta evolução nas terapias e aposta na segmentação conforme as características dos doentes e a escala da esclerose múltipla para definir a melhor abordagem

Dia 30 de agosto é celebrado o Dia Nacional de Conscientização sobre a Esclerose Múltipla. A doença atinge mais de 30 mil brasileiros e está em discussão após a divulgação de novas drogas, que, apesar de chegarem aos poucos, estão fazendo a diferença no tratamento e na recuperação dos pacientes. A esclerose múltipla atinge na maioria mulheres adultas jovens, causa incapacidade e pode levar à morte.

Em palestra em Campinas (SP), durante congresso sobre o tema, o médico cientista do Instituto Neurológico de Montreal e diretor científico da Unidade de Pesquisa Clínica da MNI, onde dirige um programa experimental de terapias, prof. dr. Amit Bar-Or, afirmou que os pacientes desenvolvem a patologia de formas diversas, assim como desejam tratamentos distintos. “Alguns querem um tratamento mais leve, escalado. Outras pessoas me dizem  ‘receite-me o mais forte que puder agora mesmo’”, conta dr. Bar-Or. “A ideia de delinear um tratamento ‘one to one’ é fazer o melhor possível para diagnosticar e prescrever o que é o mais adequado para o paciente de acordo com a atividade da doença, o histórico médico da pessoa e as terapias existentes atualmente.”

Bar-Or acredita que é necessário reconhecer que diferentes tratamentos  podem ser eficazes para os diversos momentos dos pacientes, tanto para os casos mais simples quanto para os mais complicados. Segundo o pesquisador, há várias categorias de medicamentos, e é possível integrá-las após um conhecimento vertical do paciente e o acompanhamento de sua evolução, melhorias e surtos, para poder avaliar e seguir para a próxima terapia. “Nós fizemos um bom e importante progresso para entender os surtos e suas frequências, as opções de produtos e a tolerabilidade de cada um”, explica.

O especialista destaca as opções disponíveis no mercado mundial e agora acessíveis aos pacientes brasileiros. É o caso da Teriflunomida, medicação via oral com dose única diária que facilita a adesão ao tratamento, indicada para os casos leves a moderados da doença. Já o Alemtuzumabe é a mais nova promessa do tratamento da esclerose múltipla. A administração é intravenosa, mas feita em dois ciclos de cinco dias, no primeiro ano, e mais três dias no ano seguinte. Após esse segundo ciclo de tratamento anual, sob a orientação médica, cerca de 80% dos pacientes não precisam repetir mais a medicação, tendo a possibilidade de ter uma vida mais próxima da normalidade. “É bom saber que grandes empresas estão investindo no desenvolvimento de novas terapias. Agora já temos como retardar a progressão da doença e, em alguns casos, até fazer com que o paciente retome as atividades cotidianas.  Num futuro distante podemos pensar em identificar o grande causador da esclerose múltipla, o que seria um grande passo.”

Amit Bar-Or é neurologista e neuroimunologista. Seu interesse original pelo funcionamento da mente o levou a escolher a neurologia. Durante sua residência médica, gostou da imunologia e decidiu ser neurocientista.  Daí para a esclerose múltipla foi um passo. “A esclerose múltipla não permite ao paciente ter uma rotina. Você não sabe, um dia pode ser diferente do outro. Você tem um plano, e o muda muitas vezes. A incerteza faz  a doença se tornar um desafio. Gosto de pensar que estou ajudando as pessoas a seguir em frente com sua vida.”

Terapias alternativas e outras doenças

Atualmente muito se fala sobre a vitamina D, que poderia ser uma das terapias indicadas para o tratamento da esclerose múltipla. Dr. Amir Bar-Or não recomenda tomar vitamina D no lugar dos medicamentos existentes. “Não há estudos que provem sua eficácia, mas também não faz mal”, explica. Para o cientista, a falta dessa substância é um dos componentes que influenciam no desenvolvimento da doença, assim como o tabagismo e fatores genéticos. Mas o sol tomado no dia a dia já seria suficiente para suprir a necessidade do corpo humano.

Outra confusão, que merece ser explicada, é a diferença entre esclerose múltipla e esclerose lateral amiotrófica, mais conhecida como ELA. Apesar do termo “esclerose”, que significa cicatriz, as duas doenças são bem diferentes.

A ELA tem como principal sintoma a fraqueza muscular, juntamente com o endurecimento dos músculos, que ocorre em um dos lados do corpo inicialmente. Mas existem outros sintomas, como tremor muscular, perda de sensibilidade, cãibras e espasmos. A doença faz com que surjam lesões cicatriciais que envolvem a porção lateral da medula espinhal, o que leva à atrofia muscular. De difícil diagnóstico, a ELA requer um tratamento sob a supervisão de um médico e também o acompanhamento de fisioterapeutas e nutricionistas. No Brasil, cerca de 12 mil pessoas sofrem com a doença. Estima-se que, a cada 100 mil habitantes, um a três novos casos apareçam. Sua frequência é maior na população com idade entre 65 e 74 anos, e a incidência é maior em homens. A ELA ficou bastante conhecida atualmente pelo “desafio do gelo”, no qual uma celebridade toma um banho gelado e desafia outra a fazer o mesmo ou doar um valor para a pesquisa da causa.

Já a esclerose múltipla é uma doença debilitante, muito mais comum que a ELA, que compromete o Sistema Nervoso Central e atinge cerca de 30 mil brasileiros. No mundo, já são cerca de 2,5 milhões (2013). É uma das doenças que mais causam a incapacidade de jovens adultos, com idade de 20 a 40 anos, atingindo principalmente mulheres. Entre os sintomas, dados de vários estudos internacionais estimam que cerca de 85% das pessoas com a doença se queixam de fadiga constante, independentemente de seu grau de incapacidade, o que interfere com sua qualidade de vida e produtividade. A esclerose múltipla é uma inflamação crônica de origem autoimune que pode causar desde problemas momentâneos de visão, falta de equilíbrio até sintomas mais graves, como cegueira e paralisia completa dos membros, e pode levar à morte.

Fonte: Segs

Esclerose Múltipla – Pacientes querem tratamento fingolimode pelo SUS 28/05/2014

Posted by Esclerose Múltipla in Espaço médico.
comments closed
Doença de diagnóstico difícil e com sintomas como esquecimento e perda momentânea de coordenação motora, a Esclerose Múltipla atinge principalmente mulheres entre 20 e 40 anos. Hoje (28) quando é lembrado o dia mundial da doença, entidades que defendem os pacientes com esclerose múltipla aguardam a incorporação de um tratamento oral, o fingolimode, no rol do Sistema Único de Saúde (SUS).
 
Márcia Denardin, diretora da Associação dos Portadores de Esclerose Múltipla de Santa Maria e Região (Apemsmar), no Distrito Federal, diz que hoje tem uma vida normal, mas já sofreu muito por causa da doença. “Eu vivia internada, não conseguia fazer atividades domésticas, sentia fadiga, formigamento”, relembra Márcia, que já teve que usar cadeira de rodas em crises.
 
Na última grande crise que teve, em abril de 2013, Márcia entrou com ação judicial pedindo o tratamento com o fingolimode, e desde então ressalta que tem até vergonha de dizer que tem a doença. “Tenho uma vida normal”, assegurou.
 
Apesar de ter funcionado no caso de Márcia, o neurologista e professor da Santa Casa de São Paulo, Charles Peter Tilbery, alerta que o medicamento é importante, mas não é a primeira opção. Também não é indicado para todos os casos de esclerose múltipla, mas para cerca de 15% dos pacientes, segundo ele.
 
“Criou-se uma ansiedade muito grande por ser um medicamento de uso oral, só que a indicação desse medicamento é para casos restritos, não é substituto dos injetáveis. É usado em alguns casos com perfil bem definido”, explicou Tilbery.
 
O fingolimode já tem a comercialização autorizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária. A absorção dele aguarda análise da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS, que exige documentos e estudos que comprovem eficácia, segurança para o paciente e custo-efetividade dos produtos. Atualmente, o SUS oferece três medicamentos para a doença (Betainterferonas, Glatirâmer e Natalizumabe).
 
Dados da Apemsmar mostram que em todo o Brasil 1.600 pessoas recebem o fingolimode judicialmente. O remédio custa pelo menos 6 mil reais por mês de tratamento, mas se absorvido pelo SUS vai custar cerca de R$ 2,3 mil aos cofres públicos.
 
Segundo o especialista, a doença inflamatória acomete quem tem vulnerabilidade genética, mas não há conclusões sobre fatores externos. Tilbery ressalta que apesar do que o senso comum induz, a esclerose múltipla não é degenerativa: “No caso de a doença não ser tratada é que traz degeneração neurológica”.
 
Márcia levou quase três anos para ter o diagnóstico da doença. “Todos os exames davam normais, exames de sangue, raio X, reumatologia, aids. Passei por vários especialistas e nenhum atentou para algum problema neurológico”, relembrou.
 
Ela era atleta e trabalhava na Brigada Militar do Rio Grande do Sul quando descobriu a doença. “Comecei a ter dificuldades ao fazer trabalhos práticos, não lembrava escala de serviço, tinha que pedir apoio, comecei a cansar muito. Eu era atleta, joguei na seleção gaúcha, e comecei a sentir dores no braço, achava que era por causa da minha posição no gol”, conta Márcia.
 
No Brasil, mais de 35 mil pessoas têm esclerose múltipla. Segundo Tilbery, a maioria vai ter vida normal, sem redução de expectativa de vida, caso siga corretamente o tratamento. Ele ressalta que quanto mais cedo o paciente começar a se tratar, menor será a possibilidade de degeneração.

Fonte: Da redação (Justiça em Foco), com Ag. Brasil

Esclerose Múltipla é a 2ª maior causa de incapacitação do jovem 12/04/2014

Posted by Esclerose Múltipla in Espaço médico.
comments closed

Distúrbio neurológico ainda é desconhecido da maioria da população e desafia a medicina, não somente na descoberta da causa, mas na forma de tratamento.

Pergunte a uma pessoa na rua o que é Esclerose Múltipla. As respostas vão variar, mas 70% delas dirá tratar-se de uma doença da terceira idade, associada a quadros de demência.

Esse fato, constatado por uma pesquisa Ibope, ajuda a elucidar a atmosfera de desconhecimento que envolve a doença. Por isso, um dado como o que será apresentado a seguir, soa assustador: A Esclerose Múltipla é a segunda maior causa de incapacitação do jovem, perdendo apenas para os traumas (consequência de acidentes e episódios violentos).

A Esclerose Múltipla é um desafio para a medicina. Doença neurológica autoimune, de causas desconhecidas, atinge uma região chamada bainha de mielina, responsável pela transmissão de estímulos elétricos.

Daí nascem os sintomas mais comuns: visão dupla, rigidez, fraqueza, falta de equilíbrio, dormência, dor, problemas no controle da bexiga e intestinos, fadiga, entre outros. Apesar de tratável, não tem cura e atinge cerca de 35 mil pessoas no Brasil e 2,5 milhões no mundo.

Além do desafio no diagnóstico, que pode levar anos, a doença tem um tratamento baseado em injeções, que visam, principalmente, reduzir o número de surtos. Porém, há anos ONGs e associações de classe lutam pela incorporação de um medicamento oral, que pode retardar a evolução da doença e melhorar a qualidade de vida. O fármaco, denominado Fingolimode, já foi aprovado pela ANVISA, mas ainda não está disponível no SUS.

Incorporação de tratamento oral está em fase de consulta pública
Apesar de aprovado pela ANVISA, o medicamento oral precisa da aprovação da CONITEC – órgão que regula a incorporação de novas tecnologias – para fazer parte da lista do SUS.

Recentemente, a Comissão avaliou a inclusão do Fingolimode e levou a decisão para consulta pública. Nesse mecanismo, o cidadão comum pode opinar sobre as decisões do governo, durante um período de tempo determinado. O principal objetivo é tornar o parecer mais democrático e transparente.

Fonte:  O Debate

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Junte-se a 811 outros seguidores