jump to navigation

Fármaco experimental apresenta dados positivos para esclerose múltipla Abril 21, 2008

Posted by Esclerose Múltipla in Espaço médico.
comments closed

Dados de um estudo demonstraram que o fármaco oral experimental de toma única diária FTY720 (fingolimod), da Novartis AG, reduziu o número de ataques sofridos pelos pacientes com esclerose múltipla após três anos de tratamento.

Os resultados, apresentados no encontro da “American Academy of Neurology”, em Chicago, demonstraram que 73 por cento dos pacientes que começaram o estudo com uma dose de 5 miligramas de FTY720 permaneceram livres de recaídas após três anos, e 68 por cento daqueles que começaram o estudo com a dosagem de 1,25 miligramas também permaneceram livres de recaídas. Os resultados passados dois anos do tratamento eram de 77 por cento e 75 por cento, respectivamente.

A Novartis planeia apresentar o FTY720, actualmente em ensaios de última fase, para aprovação nos Estados Unidos e na Europa antes do final de 2009.

Fonte: Farmacia.Com.Pt

Simulador faz médicos sentirem na pele os sintomas da esclerose múltipla Abril 18, 2008

Posted by Esclerose Múltipla in Você sabia?.
comments closed
Projeto de companhia farmacêutica visa criar empatia entre neurologistas e pacientes. Simulação está percorrendo os Estados Unidos e qualquer pessoa pode participar.

Aparelho ajuda pessoas saudáveis a experimentar a esclerose múltipla

Divulgação

Você quer ir para frente, mas sua perna não obedece. Quer levantar uma xícara, mas algo parece que a puxa para baixo. Tenta pagar a conta, mas não consegue enxergar quais as notas que estão nas suas mãos. Seus dedos formigam, sua temperatura sobe, tudo parece fora de controle. Esses são os sintomas da esclerose múltipla (EM), que até agora eram conhecidos em primeira mão apenas pelos portadores da doença. Até agora, porque uma companhia farmacêutica criou um simulador da enfermidade. O objetivo? Fazer médicos e familiares entenderem exatamente o que sofre um paciente com esclerose múltipla durante uma crise.

A experiência é estranha, mas reveladora. Uma coisa é conhecer a listagem de sintomas da esclerose múltipla – outra, bem diferente, é senti-la na pele. “Definitivamente é algo que cria uma empatia, que é essencial na relação entre médicos e pacientes”, afirmou ao G1 o neurologista brasileiro Alessandro Finkelszten, do Hospital das Clínicas de São Paulo, que experimentou o simulador. “É uma experiência bem diferente. Não temos nada parecido com isso, nem mesmo durante a faculdade de medicina”, disse ele.

O projeto, criado e desenvolvimento pela companhia Biogen Idec, está percorrendo os Estados Unidos. Nesta semana, foi levado à Reunião Anual da Academia Americana de Neurologia, em Chicago. “Acreditamos que é muito importante levar essa experiência para os médicos, para que eles vejam a doença de um jeito novo, entendam como isso afeta o dia-a-dia das pessoas”, disse o diretor da empresa, José Juves.

Família experimenta

A simulação também já foi levada para quatro shoppings centers nos Estados Unidos, onde atraiu a atenção dos americanos. “Pacientes levaram seus familiares, fizeram-nos experimentar. E, na hora que eles saíam, diziam: ‘Nossa, agora sim eu entendo o que você passa’”, conta a gerente da Biogen Idec, Shannon Altimari.

O simulador, na verdade, é um equipamento bastante simples. Consta de uma esteira, como aquelas de academia, luvas especiais, fones de ouvido e uma tela de televisão. A esteira reproduz a dificuldade de movimento dos pacientes de esclerose – de acordo com Finkelszten, um desequilíbrio muito parecido com o da labirintite. As luvas tiram a sensibilidade e causam formigamento na ponta dos dedos. Os fones abafam os ruídos e a tela reproduz a visão de um portador durante uma crise. Além disso, há um aquecedor, que mostra como são os “calores” que os pacientes sofrem.

A Biogen Idec no Brasil pretende trazer o simulador para o país, mas ainda não há previsão de quando e onde isso vai acontecer.

A jornalista Marília Juste viajou a convite da Biogen Idec

Fonte: G1

Sem medo de ser infeliz Abril 17, 2008

Posted by Esclerose Múltipla in Sem Categoria.
comments closed

Hoje em dia, a tristeza nem sempre é encarada como algo que faz parte da vida nem mesmo por boa parte dos médicos. E os critérios de diagnóstico que distinguem esse sentimento da depressão ainda não são claros. Resultado: muita gente anda se enchendo de antidepressivos sem necessidade

Os economistas David Blanchflower, do Darthmouth College , nos Estados Unidos, e Andrew Oswald, da Universidade de Warwick, na Inglaterra, publicaram recentemente um estudo que traz uma revelação sobre os nossos altos e baixos: segundo os pesquisadores, a probabilidade de termos episódios de tristeza profunda é muito maior na meia-idade, lá pelos 40 anos, do que na juventude ou na velhice. O artigo iluminou ainda mais um assunto que é alvo de muita discussão nos tempos atuais: a incidência de depressão e as formas de combatê-la.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, a doença atinge cerca de 121 milhões de pessoas no planeta. Desse total, apenas 25% recebem tratamento adequado. A dificuldade é justamente diagnosticar um problema que é subjetivo e envolve emoções complexas. “Apesar das tentativas de padronização dos métodos que identificam esse mal, os critérios para isso ainda não são precisos”, justifica o psiquiatra Raphael Boechat, da Universidade de Brasília.

De forma geral, a depressão se distancia da tristeza quando os sintomas — falta de interesse pelas atividades cotidianas e insônia, entre vários outros — duram mais do que o esperado ou são desproporcionais ao episódio que despertou esse sentimento em determinado momento da vida. Nesses casos, e quando o médico afasta totalmente a possibilidade de se tratar de “tristeza reativa” — nome que os especialistas dão à dor que resulta de uma perda ou uma decepção —, os psiquiatras defendem a medicação. “Até mesmo os casos mais leves de depressão clínica devem ser tratados com antidepressivos para evitar que se transformem em problemas mais sérios lá na frente”, afirma Boechat.

“O crescimento do tratamento da depressão tem benefícios como a redução de suicídios e o aumento da produtividade”, alerta, em artigo recém-publicado no British Medical Journal, o psiquiatra Ian Hickie, da Universidade de Sydney, na Austrália. No entanto, há quem afirme que o número cada vez maior de diagnósticos de depressão denote a falta de critério dos médicos ao avaliar os pacientes. “Por falta de preparo, muitos acabam prescrevendo remédios para amenizar episódios simples de tristeza”, admite Boechat.

Muitos médicos que nem sequer são especialistas em depressão acabam prescrevendo remédios para amenizar episódios simples de tristeza. Como se a gente precisasse de remédio para superar qualquer obstáculo


Médicos, psicólogos e psicanalistas do mundo todo começam a levantar uma bandeira que pode parecer estranha: a de que a tristeza não deve ser evitada a qualquer custo, pois faz parte do nosso cotidiano e até nos ajuda a crescer. “Há um sentido existencial nesse sentimento, pois ele nos faz questionar a nossa vida e buscar caminhos alternativos”, defende o psicólogo Fabiano Murgia, de São Paulo, autor do livro Salve a Depressão (Editora Edicta). Ele acredita que os quadros depressivos geralmente são criados por emoções mal resolvidas. E o remédio, de acordo com essa visão, alivia apenas o sintoma, sem cuidar da raíz do problema em si.

Essa tese, aliás, é defendida por vários pesquisadores. O livro The Antidepressant Solution (“A solução dos antidepressivos”, sem edição em português), do psiquiatra Joseph Glenmullen, da Universidade Harvard, nos Estados Unidos, provocou alvoroço ao colocar os antidepressivos na berlinda. Além de defender um controle mais rígido sobre o diagnóstico dos casos de depressão, o autor traz à tona possíveis efeitos colaterais dos medicamentos. Em teoria, eles são seguros e não provocam dependência. “Mas os efeitos de longo prazo ainda não são totalmente conhecidos”, ressalva o estudioso Jerome Wakefield, da Universidade de Nova York, que escreveu The Loss of Sadness (“A perda da tristeza”, também sem edição em português).

O ideal, então, seria procurar um especialista com formação adequada para lidar com casos de depressão. E recorrer aos remédios apenas quando eles forem realmente necessários. Afinal de contas, como disse Carlos Drummond de Andrade no poema Viver Não Dói, “o sofrimento é opcional; a dor é inevitável”.

MELANCÓLICOS E CRIATIVOS
Vários artistas e intelectuais, atormentados por situações que deram origem à angústia severa, encontraram nas artes o meio para superar a dor ao longo da vida. Um exemplo é o holandês Vincent van Gogh (1853-1890). Aos 27 anos, quando decidiu se dedicar à pintura, ele acreditava que suas telas iriam livrá-lo da melancolia que o assolava. No caso dele, a arte como remédio não funcionou. Mas os resultados dessa estratégia são reconhecidos, hoje, como algumas das obras mais importantes da história da pintura. O compositor alemão Ludwig van Beethoven (1770-1827) é outro gênio que, no caso, se refugiou na música. Pouco antes de morrer, já completamente surdo, ele continuava escrevendo suas partituras para aliviar uma permanente sensação de sofrimento intenso.

A ANATOMIA DA TRISTEZA
Pessoas jovens e idosas têm menos chances de desenvolver quadros de angústia e depressão do que aquelas que estão na meia-idade. Essa é a conclusão de um estudo publicado na revista Social Science & Medicine pelos economistas David Blanchflowere Andre Oswald. Os pesquisadores fizeram um levantamento de estatísticas sobre o bem-estar da população de vários países e descobriram que o gráfico da felicidade tem a forma da letra “U”, levando-se em conta a evolução do bem-estar nas diferentes fases da vida. No Brasil, por exemplo, a idade média para que alguém atinja o fundo do poço é 36,6 anos. “É uma idade inferior à registrada em outros países, mas o padrão de evolução do bem-estar é igual em todas as regiões do globo”, garante Oswald. A interpretação da análise é simples: crianças, jovens e idosos sentem-se melhor porque sofrem menos pressões e cobranças econômicas e sociais. Mas há quem ressalve: “Outras pesquisas indicam uma incidência maior de bem-estar na meia-idade”, diz Allan Horwitz, da Universidade Rutgers, nos Estados Unidos, co-autor do livro The Loss of Sadness. A única certeza é de que tristeza e alegria fazem parte de todas as nossas fases e merecem ser vivenciadas.

Fonte: Revista Saúde é Vital, abril de 2008

Olha o foco! Abril 16, 2008

Posted by Esclerose Múltipla in Qualidade de vida.
comments closed

O ser humano é distraído por natureza. Quem consegue se concentrar numa boa é aquele que, mesmo sem querer, domina algumas técnicas para manter o pensamento no alvo certo, evitando uma série de problemas

Um segundo, só um segundinho de vacilo e… o martelo erra o alvo, caindo em cheio sobre o dedo desavisado. Em inúmeras outras situações, tão cotidianas quanto essa, desviamos a atenção num átimo. Por que isso acontece? Os neurocientistas têm algumas pistas para responder à pergunta. Eles descobriram, por exemplo, que o cérebro é capaz de concentrar os esforços em uma só direção, mas aí basta um estímulo, qualquer um, para mudar de rumo a tendência vale para todo ser humano. Somos distraídos por natureza: é o olho que capta uma imagem, as narinas que absorvem um cheiro envolvente, os ouvidos que percebem um som distante… Isso tudo desperta memórias e sensações que levam a mente a voar.

A chave para entender a mania de se dispersar está em duas regiões do cérebro que vivem numa eterna queda-de-braço: o córtex pré-frontal, que fica logo abaixo da testa e é responsável por processar informações complexas, e o córtex parietal, localizado na parte médio-traseira e cuja função, entre outras, é interpretar as sensações táteis. Quando nos concentramos em algo, a oxigenação aumenta nessas duas áreas, explica o neurocientista Martin Cammarota, do Centro de Memória do Instituto de Pesquisas Biológicas da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre. É que ambas disputam nossa atenção, segundo um estudo de pesquisadores do MIT, o Massachusetts Institute of Technology, nos Estados Unidos.

O córtex pré-frontal entra em ação quando aplicamos nosso esforço em alguma atividade, enquanto o parietal é ativado caso uma distração tente nos fisgar. É o que acontece, por exemplo, quando você navega na internet para enviar um e-mail urgente mas vê com o rabo do olho uma notícia curiosa. O cérebro imediatamente dispara dois sinais diferentes, um logo após o outro. O mesmo ocorre quando tentamos escrever e conversar ao mesmo tempo ou dirigir e falar ao celular.

Para os cientistas, o desafio é descobrir como desligar uma dessas freqüências e deixar ativa apenas aquela que nos interessa em determinada situação. Segundo uma pesquisa realizada por psicólogos da University College London, quanto mais complexa uma atividade, maior a facilidade para se concentrar nela. A complexidade leva à motivação, um pré-requisito para preservar o foco, justifica o neurologista Benito Damasceno, chefe do Departamento de Neurologia da Universidade Estadual de Campinas, a Unicamp, no interior de São Paulo.

Um segundo, só um segundinho de vacilo e… o martelo erra o alvo, caindo em cheio sobre o dedo desavisado. Em inúmeras outras situações, tão cotidianas quanto essa, desviamos a atenção num átimo. Por que isso acontece? Os neurocientistas têm algumas pistas para responder à pergunta. Eles descobriram, por exemplo, que o cérebro é capaz de concentrar os esforços em uma só direção, mas aí basta um estímulo, qualquer um, para mudar de rumo a tendência vale para todo ser humano. Somos distraídos por natureza: é o olho que capta uma imagem, as narinas que absorvem um cheiro envolvente, os ouvidos que percebem um som distante… Isso tudo desperta memórias e sensações que levam a mente a voar.

A chave para entender a mania de se dispersar está em duas regiões do cérebro que vivem numa eterna queda-de-braço: o córtex pré-frontal, que fica logo abaixo da testa e é responsável por processar informações complexas, e o córtex parietal, localizado na parte médio-traseira e cuja função, entre outras, é interpretar as sensações táteis. Quando nos concentramos em algo, a oxigenação aumenta nessas duas áreas, explica o neurocientista Martin Cammarota, do Centro de Memória do Instituto de Pesquisas Biológicas da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre. É que ambas disputam nossa atenção, segundo um estudo de pesquisadores do MIT, o Massachusetts Institute of Technology, nos Estados Unidos.

O córtex pré-frontal entra em ação quando aplicamos nosso esforço em alguma atividade, enquanto o parietal é ativado caso uma distração tente nos fisgar. É o que acontece, por exemplo, quando você navega na internet para enviar um e-mail urgente mas vê com o rabo do olho uma notícia curiosa. O cérebro imediatamente dispara dois sinais diferentes, um logo após o outro. O mesmo ocorre quando tentamos escrever e conversar ao mesmo tempo ou dirigir e falar ao celular.

Para os cientistas, o desafio é descobrir como desligar uma dessas freqüências e deixar ativa apenas aquela que nos interessa em determinada situação. Segundo uma pesquisa realizada por psicólogos da University College London, quanto mais complexa uma atividade, maior a facilidade para se concentrar nela. A complexidade leva à motivação, um pré-requisito para preservar o foco, justifica o neurologista Benito Damasceno, chefe do Departamento de Neurologia da Universidade Estadual de Campinas, a Unicamp, no interior de São Paulo.

Anúncios, notícias, buzinas, campainhas, celulares, e-mails… São muitos os ladrões da nossa atenção. E, para complicar, o cérebro nem sempre está do nosso lado. Não temos controle total sobre ele, lembra Martin Cammarota. Para segurar as rédeas da atenção, principalmente quando é vital contar com ela, existem várias técnicas.

Ao estudar ou trabalhar, por exemplo, tem gente que se concentra escutando música com fones de ouvido ou mantendo um ruído constante no ambiente o do ar-condicionado, por exemplo. Isso pode funcionar em algumas ocasiões, mas não resolve o problema se a distração for uma constante, observa a psicóloga Junia Cicivizzo Ferreira, especialista em psicologia comportamental da Universidade Federal de São Paulo, a Unifesp.

Nos casos de dispersão crônica, a saída costuma estar na organização. Em vez de confiar na memória, deixe os pensamentos de lado e apele para o lápis e o papel. Isso mesmo faça a velha e boa lista de tarefas, iniciando pelas mais importantes. Depois, é preciso se ater de fato às prioridades, ressalta Junia. Se não funcionar, não custa fazer uma pausa e checar como andam suas emoções e motivações. Esses dois fatores também contribuem para a concentração, garante Benito Damasceno.

CELULAR AO VOLANTE
…é distração constante. Um estudo americano revelou que atender ao telefone móvel enquanto se dirige é tão perigoso quanto conduzir o veículo embriagado

Pesquisadores da Universidade de Utah, nos Estados Unidos, descobriram que uma simples conversa ao celular mesmo com fones de ouvido aumenta cinco vezes as chances de um motorista se envolver em acidentes de trânsito. É o mesmo risco de quem pega a estrada com 8 decigramas de álcool no sangue (o equivalente a três taças de vinho ou três latas de cerveja), uma quantidade proibida pela legislação naquele país e também no Brasil. Segundo o estudo, realizado em 2006 com 40 voluntários que dirigiram simuladores de veículos, os motoristas olham para a estrada, mas não conseguem prestar atenção suficiente nela durante a conversa telefônica. Daí, demoram mais tempo para frear e para voltar a acelerar o carro, podendo reagir tarde demais se, de repente, um pedestre surgir do nada. Ainda de acordo com o trabalho, isso não acontece com o motorista que ouve o rádio ou conversa com o passageiro.

ATENÇÃO, POR FAVOR
Sete estratégias para reeducar a mente e ser mais produtivo no trabalho ou nos estudos

1. PRIORIZE: o que é mais importante? Uma relação de tarefas vai ajudá-lo a fazer primeiro o que de fato interessa.

2. ORGANIZE: estabelecer metas, datas ou horários e também fazer os ajustes necessários na rotina são atitudes que contribuem para você ir até o fim.

3. FOQUE: quanto mais atenção você prestar no que estiver fazendo, maior a chance de ficar imerso por longos períodos na mesma atividade.

4. INSISTA: por mais que a mente fuja de vez em quando, a tendência é que ruídos e imagens levem mais tempo para roubar a atenção se você persistir.

5. DESCANSE: se a concentração for mesmo para o espaço, pare, respire e tente esvaziar a mente por alguns minutos antes de recomeçar.

6. DIVIRTA-SE: vale qualquer hobby ler, ver filmes, cozinhar , desde que você busque apenas relaxar em alguns momentos do dia.

7. EXERCITE-SE: sim, está provado que os praticantes regulares de atividades físicas têm muito mais disposição para se manter focados.

Fonte: Revista Saúde é Vital, maio de 2008

Neuromielite óptica Abril 15, 2008

Posted by Esclerose Múltipla in Espaço médico.
comments closed
Neuromielite óptica é da mesma ‘família’ de doenças da esclerose múltipla. Cientistas fizeram levantamento sobre as características dos pacientes brasileiros.

Tudo começa com uma dor ao mexer os olhos. Alguns dias depois, ela passa, mas a pessoa percebe que está enxergando um pouco pior do que antes. Algum tempo mais tarde, dores no pescoço e nos membros, e dificuldade para se movimentar. Sem tratamento, pode vir a cegueira e a paralisia. É a neuromielite óptica, uma doença rara, sem cura, mas com tratamento, desde que diagnosticada a tempo. Um grupo de brasileiros fez um estudo das características das pessoas com o problema no país e descobriram que ela atinge mais mulheres negras e jovens.

A neuromielite ótica é da mesma “família” da esclerose múltipla, a das chamadas “doenças desmielinizantes”. O nome é complicado, mas o conceito não é difícil de entender. A bainha de mielina é a camada protetora que envolve nossos neurônios, a chamada “massa branca” – essencial para a transmissão dos impulsos elétricos do cérebro por todo o organismo. Nessas doenças, a mielina é destruída e os neurônios param de funcionar adequadamente.

Como na esclerose múltipla, a neuromielite é causada por um erro no “processamento de dados” do nosso sistema de defesa. Por motivos desconhecidos, os anticorpos passam a ver o sistema nervoso como inimigo e atacam a mielina, um caso típico de “fogo amigo”. Também como no caso da esclerose, a neuromielite não tem cura, mas tem tratamento – e um tratamento bastante eficiente.

Descoberta crucial

Em 2004, um grupo de cientistas americanos fez uma importante descoberta sobre a doença ao identificar quem era o responsável pelo ataque do organismo contra a mielina – um anticorpo específico que age contra uma proteína do sistema nervoso. A descoberta fez diversos grupos no mundo todo se dedicarem ao estudo da neuromielite ótica. E é aí que a equipe brasileira, do neurologista Tarso Adoni, do Hospital das Clínicas de São Paulo, entra na jogada.

Por falta de um estudo abrangente, não se sabe quantas pessoas no Brasil têm essa rara doença. Mas, no HC, Adoni e seus colegas tratam cerca de 150 pacientes, que participaram do levantamento. No estudo, os médicos descobriram algumas características dos pacientes brasileiros: a maioria é afrodescente, mulher e jovem (de 20 a 40 anos em média).

Todas essas pessoas têm o anticorpo responsável pela doença. Então, Adoni resolveu testar a eficiência do exame disponível para a detecção. E descobriu que a taxa de eficácia do teste nos brasileiros é de 65%. No estudo americano, os cientistas identificaram uma taxa de 76% no mesmo exame.

Faltam dados

Para Adoni, ainda há poucos dados para explicar essa diferença. “Há um aspecto genético, é claro, porque a população brasileira é muito diferente da americana. Mas pode ser simplesmente uma questão estatística, já que os números não são muito altos”, explicou Adoni ao G1, durante a Reunião Anual da Academia Americana de Neurologia, em Chicago, nos Estados Unidos, onde ele pretende se encontrar com os autores do estudo americano de 2004.

Os pesquisadores brasileiros apresentaram seu estudo para publicação científica, o que deve ocorrer até o final deste ano. A partir de então, o grupo vai trabalhar para levar o exame para o maior número possível de centros médicos públicos de referência, afirma o pesquisador. “Alguns laboratórios privados têm o teste, mas o nosso objetivo é ampliar para a rede pública, para realmente chegar até a população que mais precisa”, diz ele.

O tratamento da neuromielite ótica tem taxas altas de sucesso (vale lembrar, no entanto, que nenhum remédio garante 100% de eficácia) e os pacientes, em geral, conseguem levar vidas normais. Se a doença for detectada em seus estágios iniciais, é possível diminuir bastante as chances de novos ataques, que podem levar à cegueira e à tetraplegia.

* A jornalista Marília Juste viajou a convite da Biogen Idec

Fonte: G1

Esclerose múltipla aumenta risco de depressão e suicídio Abril 14, 2008

Posted by Esclerose Múltipla in Espaço médico, Você sabia?.
comments closed

Doença é diagnosticada na idade de todas as decisões

A molécula de Triptofano tem servido de base a novos tratamentos para a doença

Surge na idade de todas as decisões e exige grandes mudanças na vida do seu portador. A esclerose múltipla afecta cerca de cinco mil doentes em Portugal, na maioria mulheres (3500). A doença surge por volta dos 30 anos e as constantes picadas e lesões cutâneas provocadas pelos tratamentos, associadas a outros sintomas, levam a um aumento do número de divórcios, depressão, suicídios e absentismo, de acordo com um estudo epidemiológico realizado pelo departamento de Neurologia da Universidade de Odense, na Dinamarca.

Aos 30 anos é a altura em que a mulher tem maiores perspectivas de carreira, casamento e maternidade, pelo que é uma altura especialmente traumática para ser feito o diagnóstico. “Os sintomas são muito diversos e podem afectar a visão, mobilidade, fala, entre outras funções, por isso é muito importante o acompanhamento psicológico do doente e familiares para evitar situações extremas”, explicou o responsável da Unidade de Esclerose Múltipla do Hospital Fernando da Fonseca, Ricardo Ginestal, durante um debate intitulado “A Mulher e a Esclerose Múltipla”.

Contudo, as causas da doença ainda não estão identificadas, pelo que não existem actualmente terapêuticas curativas. A principal dificuldade consiste no facto da esclerose múltipla afectar várias funções do corpo humanos e de diferentes formas, pelo que não se conseguiram ainda desenvolver tratamentos adequados a cada caso. No entanto, o acompanhamento psicológico, aliado a uma alimentação saudável e à prática de exercício físico, são fundamentais para garantir o equilíbrio do paciente.

Ainda assim, Portugal é um dos países que está na vanguarda da investigação no que diz respeito a moléculas inovadores para futuros tratamentos orais, menos dolorosos mas eficazes.

O que é a esclerose múltipla?
A esclerose múltipla é uma doença inflamatória crónica, desmielinizante e degenerativa, do sistema nervoso central que interfere com a capacidade do mesmo em controlar funções como a visão, a locomoção, e o equilíbrio, entre outras, de acordo com informação disponibilizada pelo site da Associação Nacional de Esclerose Múltipla.

Denomina-se “esclerose” pelo facto de, em resultado da doença, se formar um tecido parecido com uma cicatriz que endurece e forma uma placa em algumas áreas do cérebro e medula espinal e “múltipla” porque várias áreas dispersas do cérebro e medula espinal são afectadas.

A palavra desmielinizante significa que são provocadas lesões nas bainhas de mielina que envolvem as fibras nervosas, que são afectadas de forma progressiva, por vezes irreversível.

Fonte: Público Pt

Brasileiros ‘caçam’ genes que possam causar a esclerose múltipla Abril 13, 2008

Posted by Esclerose Múltipla in Espaço médico, Utilidade pública.
comments closed
Doença faz as defesas do organismo se voltarem contra o sistema nervoso. Iniciativa internacional busca encontrar as causas do problema.

Nervo coberto com bainha de mielina, justamente a área afetada pela esclerose múltipla

Um grupo de cientistas brasileiros está colaborando com uma iniciativa internacional em busca de causas nos genes para a esclerose múltipla, uma doença sem cura que pode debilitar gravemente os pacientes. O projeto, coordenado pela Universidade de Oxford, no Reino Unido, conta com a colaboração da Universidade Federal do Paraná (UFPR), da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

A esclerose múltipla é uma doença de causas desconhecidas que vira as defesas do organismo contra o sistema nervoso. No ataque, os nervos perdem a chamada bainha de mielina, que os recobre, e não conseguem mais transmitir sinais adequadamente. Os sintomas variam dependendo da área afetada e de outros motivos ainda desconhecidos da ciência, mas vão desde a falta de equilíbrio até as convulsões.

Além das causas da esclerose múltipla, a iniciativa britânica acredita que a variação na intensidade da doença também pode ter explicação genética. “Há um consenso geral de que um conjunto de genes pode aumentar a predisposição à doença e influenciar suas formas de evolução”, explicou ao G1 o neurologista Walter Arruda, do Hospital das Clínicas da UFPR, durante a Reunião Anual da Academia Americana de Neurologia, em Chicago, nos Estados Unidos. “Enquanto algumas pessoas apresentam uma evolução mais tranqüila e uma vida quase normal, outras têm sintomas bem mais sérios”, afirma Arruda.

Multifatorial

O médico brasileiro explica que já se sabe, com base em estudos anteriores, que não existe um “gene da esclerose múltipla”. Existem, porém, grupos de genes ligados a problemas auto-imunes (os que fazem o corpo se voltar contra ele mesmo). “Mas isso não é suficiente para explicar por que a doença existe, e é isso que vamos tentar descobrir”, disse ele.

A equipe paranaense, coordenada por Rosana Schola, está selecionando dados e material genético para enviar ao grupo no Reino Unido. No futuro, acredita Arruda, os brasileiros devem entrar no trabalho de análise desses dados para procurar, por aqui mesmo, as causas da doença. “Temos um excelente laboratório de biologia molecular, então acho que esse é o caminho,” destacou.

A jornalista Marília Juste viajou a convite da Biogen Idec

Fonte: G1

Cientistas criam técnica para “limpar” células-tronco Abril 10, 2008

Posted by Esclerose Múltipla in Espaço médico.
comments closed

HONG KONG (Reuters) - Cientistas de Cingapura desenvolveram uma estratégia para “limpar” células-tronco embrionárias, que no futuro podem ser usadas para substituir tecidos e órgãos danificados.

Células-tronco são uma espécie de “manual de instruções” do organismo, pois podem se “diferenciar” (transformar) em qualquer tipo de célula, para posterior transplante.

Mas alguns estudos mostram que células-tronco residuais que não se diferenciam podem posteriormente virar cancerígenas.

Os cientistas de Cingapura relataram em artigo na revista Stem Cells a criação de anticorpos que conseguiram matar essas células-tronco residuais em ratos.

- Embora as células-tronco embrionárias humanas sejam uma fonte muito poderosa para a produção de células diferenciadas, como células cardíacas, o problema é que se pode ter células residuais, e há uma preocupação de segurança porque podem formar uma massa de células tumorais - explicou Andre Choo, do Instituto de Tecnologia do Bioprocessamento, de Cingapura.

- Assim, se você entregar um produto que seja 95 por cento células cardíacas e 5 por cento células-tronco embrionárias, pode haver um problema posteriormente - destacou

Os pesquisadores conseguiram criar os anticorpos em ratos depois de injetar células-tronco embrionárias humanas nos animais.

Os anticorpos foram então colhidos e acrescentados à cultura de células-tronco embrionárias que havia acabado de se diferenciar no laboratório.

“[O anticorpo] eliminou especificamente as células indiferenciadas em 30 minutos, mas deixou as células diferenciadas intocadas,” escreveram os pesquisadores.

A mistura foi posteriormente injetada em um grupo de ratos, enquanto outro grupo recebeu as células-tronco não-tratadas.

Após 6 a 8 semanas, os pesquisadores detectaram tumores no segundo grupo de ratos. Já o primeiro grupo continuava livre do câncer 20 semanas depois.

- Fizemos anticorpos que podem matar [as células-tronco não-diferenciadas]. Ele age como uma limpeza para a remoção de qualquer dessas células ruins ou potencialmente problemáticas - disse Choo.

Fonte: O Globo Online

Células-tronco: é hora de pressionar Abril 9, 2008

Posted by Esclerose Múltipla in Utilidade pública.
comments closed

Publicado em 09/04 pelo(a) wiki repórter Mirna Cavalcanti de Albuquerque, RJ

MINISTRO CARLOS ALBERTO DIREITO . PEDIU VISTAS AO PROCESSO IMPETRADO POR FONTELLES , QUE PRETENDE SEJA A LEI DE BIOSSEGURANÇA INCONSTITUCIONAL , HÁ MAIS DE UM MÊS ENCONTRA-SE COM O REFERIDO PROCESSO E AINDA ‘PEDIU MAIS TEMPO’ … Estará ele preparado para ser ministro do STF ? - Foto: INRTERNET

Tenho escrito artigos em defesa da continuação dos estudos sobre as células tronco embrionárias para diversos jornais . Não o faço para serem só ‘notícias’ a postar . Meu intento transcende esse cotidiano .

No momento é impresicindível tentar fazer com que o ministro que pediu vistas ao processo , Carlos Alberto Direito , o devolva ao STF , pois o tempo para examiná-lo já foi mais do que suficiente .

Há poucos dias , enviei aquele ministro e-mail pessoal , com cópia para os demais ministros , solicitando a devolução do mesmo para que pudesse vir a ser colocado em pauta de julgamento . Não obtive resposta alguma .

Hoje cedo , ao abrir o jornal , leio que o referido ministro da nossa mais alta Corte solicitou ainda mais tempo para estudar a matéria (como se um mês não lhe houvesse bastado) .
O jornal OGlobo ,coluna de Ancelmo Gois, p.12 , noticiou que Direito “está ouvindo estudiosos do tema” e que “reuniu-se com Luiz Fernando Dale , especialista em reprodução humana” .

Ora ,qualquer pessoa de inteligência mediana sabe o quão importante é para a vida de mais de nove milhões de pessoas - só no Brasil … - Imaginem quantos milhões mais no mundo inteiro - que os estudos prossigam .

Mesmo sendo assunto complexo , não deveria Direito usar de subterfúgios , desculpas ou motivos como tem feito , para reter por mais tempo ainda o processo que “está estudando” .
É procrastinação - e desumana .
É inaceitávelmente intolerável sob o ponto de vista ético.

Todos os interessados no assunto e que o têm acompanhado, sabem que o Relatório do ministro Ayres Britto exauriu a matéria . Foi claro e objetivo , havendo este ministro e sua laboriosa equipe pesquisado e consultado os maiores especialistas de escol do país.

O problema reside não na matéria em si , mas parece que no orgulho de Direito e no pensamentro de algumas igrejas , principalmente a católica , que sempre , no decurso da História , tem-se colocado na contramão da Ciência .

Repito pela enésima vez : o ESTADO BRASILEIRO É LAICO . A igreja que cuide de seu rebanho - espiritualmente , mas não queira imiscuir-se no que não lhe diz respeito .
Já disse um pensador : “Vereis errar os mais sábios quando tratam de assuntos que não entendem” .

Assim , Fontelles ,usou errônea e imoralmente o “jus acionis”(direito de agir) - errou ao impetrar a ADIN (Ação Direta de Inconstitucionalidade) contra a Lei de Biossegurança. Errou , pois claro está o motivo que o impulsionou :a religião que professa - alegando impropriamente que as “pesquisas com as células tronco embrionárias matam seres humanos” …

Errou , pois parece até mesmo desconhecer a nossa Constituição , que considera ‘embrião’ aquele que está já implantado em útero humano”… nem mesmo a nossa maior Lei protege embriões obtidos e preservados em laboratórios - e que após três anos são descartados - transformam-se em lixo hospitalar ,quando deveriam estar sendo usados em pesquisas que poderão salvar incontáveis vidas .

Verdade é que a legislação brasileira permite que se impetre ações desde que haja agente capaz, objeto lícito e forma prescrita em lei .Como seu advogado não erraria em algo tão elementar , errou sobremaneira Fontelles , pois ‘esqueceu’ propositalmente das noções fundamentais do Direito .

Todavia , não estou aqui para julgá-lo - nem ao advogado por ele constituído , tampouco ao ministro Direito que “não entende o que lê… “

DEUS JULGARÁ A TODOS OS QUE ESTÃO CONTRA ESSAS PESQUISAS . Não haverá igreja, bispo nem papa que os poderá salvar . Não adianta comungar todos os dias , se a alma não estiver em condições de receber a sagrada hóstia …

Deixemos esses senhores de lado , pois temos que fazer a nossa parte , senhores leitores. E a ‘nossa parte’ , no momento , é escrever para o ministro Direito no sentido de que devolva o processo em questão .

Relembrando , para os que não leram (mas quiserem vir a fazê-lo ), os artigos que escrevi para o Brasilwiki sobre o assunto foram : “Em defesa da vida” (04/03), com 414 acessos , “Escreva para os ministros do STF” (04/03) , 237 acessos , “Pela Vida , SupremoTribunal Federal” (06/03) , 382 acessos , “Lei da Vida” ( 14/03) , 393 acessos e “Pedido de Vista ou Perdido de Vista’?” (16?03) ,423 acessos .

A soma de acessos é 1.849 (tirando , naturalmente as vezes que acessei para responder questionamentos e esclarecer , quando necessário) .

Não peço , mas humildemente apelo aos leitores que acessaram os artigos referido … Rogo-lhes , em nome de todos quantos padecem de doenças que poderão ser até mesmo curados , que escrevam não só ao ministro Direito , como a seus pares , para que aquele devolva o processo à orígem nem que seja por uma espécie de pressão moral dos demais ministros .

Se isso fizerem , ao meu simples e sincero “obrigada” serão adicionados milhões . E , certamente Deus abençoará a todos .
Para facilitar ,novamente , posto a seguir os endereços eletrônicos a seguir .

gabmdireito@stf.gov.br
ellengracie@stf.gov.br
lewandowski@stf.gov.br
manoel.castilho@stf.gov.br
vilmarn@stf.gov.br
cgama@stf.gov.br
angelotabet@stf.gov.br
douglass@stf.gov.br
kaiser@stf.gov.br
sergio.pedreira@stf.gov.br
monicag@stf.gov.br
andreia@stf.gov.br
sergio.freitas@stf.gov.br
ana@stf.gov.br
tomimatsu@stf.gov.br
altair@stf.gov.br
edmilson@stf.gov.br
lucilea@stf.gov.br
osmarw@stf.gov.br
paulo.pinto@stf.gov.br
ednaip@stf.gov.br

Fonte: BrasilWiki