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Que cansaço é esse que não passa? 21/09/2007

Posted by Esclerose Múltipla in Qualidade de vida.
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Dores pelo corpo e falta de energia para tudo… pode ser mais do que uma indisposição passageira. Faça o teste e veja se você não é um candidato à síndrome da fadiga crônica

Assinale, entre os sintomas ao lado, os que você tem sentido com mais freqüência nos últimos seis meses e confira o resultado

Você costuma sentir…

( ) um cansaço insuportável por mais de seis meses, que pode ser companhado de depressão?

( ) dores de garganta freqüentes?

( ) dores musculares e nas articulações?

( ) febre diária, mesmo baixa?

( ) gânglios aumentados e doloridos, especialmente no pescoço e nas axilas?

( ) diarréias eventuais?

( ) falta de vontade de realizar tarefas cotidianas?

( ) insônia ou excesso de sono?

( ) problemas com a memória recente e concentração?

( ) cefaléia com características diferentes das anteriores?

( ) sono que não relaxa nem descansa?

( ) discreta perda de peso?

Até quatro sintomas Fique atenta!
Se esse quadro persistir por, no mínimo, seis meses, pode ser o indício de alguma doença — mas ainda não é fadiga crônica. De qualquer forma, vale consultar o médico para esclarecer suas dúvidas.

Mais de quatro sintomas
Se você assinalou cansaço insuportável, dores de garganta freqüentes, gânglios aumentados e doloridos, dores musculares e articulares… cuidado! Consulte o quanto antes seu clínico geral, pois o sinal de alerta está aceso. Você pode, sim, estar com a síndrome da fadiga crônica.

O depoimento da terapeuta Donna Flowers, ex-atleta profi ssional de patinação artística, pu blicado em julho deste ano no jornal New York Times, chamou a atenção para um problema recém-descoberto. A americana, que é moradora da cidade de Los Gatos, na Califórnia (EUA), revelou que dormia até 14 horas por dia. E apesar do tempo que passava dormindo, o cansaço sempre a vencia. Após empreender uma via-crucis pelos consultórios, fi nalmente Donna recebeu o diagnóstico: ela sofria da síndrome da fadiga crônica. Seis meses após o início do tratamento, ela se sente outra e teve pique até para voltar aos esportes.

Culpa do estresse?

Como Donna, muitas pessoas percorrem os consultórios tentando compreender a falta de pique — mas nem todas as vítimas da síndrome são diagnosticadas corretamente. Os especialistas costumam atribuir sinais da doença ao estresse da vida moderna. “E não há exames específi cos para confi rmar o diagnóstico”, explica Fernanda Rodrigues Lima, do Hospital das Clínicas (SP).

Ou seja: apesar desse teste no início da matéria indicar alguns sintomas suspeitos, só mesmo uma bateria de exames e uma avaliação do seu médico — para descartar a presença de outras doenças que também provocam cansaço — poderão oferecer um resultado mais confi ável.

No Brasil não há dados sobre sua incidência. Mas a Associação Americana da Síndrome da Fadiga Crônica estima que ela atinja 0,5% da população. “Estudos sugerem que ela pode ser decorrência de infecções ou mesmo estar relacionada à baixa imunidade”, explica Fernanda.

Em alguns casos, a síndrome surge após uma gripe. Depois dela, sobra apenas o cansaço, a indisposição e a fraqueza. Esses sintomas vão e voltam por semanas, meses, anos. Pacientes com a síndrome acabam tendo também uma incidência um pouco mais alta de depressão. Por isso, há especialistas que defendem uma possível predisposição genética.

Sem causa comprovada, a síndrome que atinge mais as mulheres pode surgir após uma gripe

Alternativas para tratar

O desconhecimento sobre as verdadeiras causas do problema explica a falta de uma terapia específi ca. E como a evolução da doença é imprevisível, os médicos não arriscam falar de cura, só de remissão. “Os sintomas são tratados de forma paliativa”, explica Daniel Feldman, professor de Reumatologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

O mais importante é a readaptação física. Como o diagnóstico demora, o paciente fi ca tão fadigado que perde o condicionamento físico e sua musculatura enfraquece. “Nesses casos, a recomendação é praticar exercícios aeróbicos, como natação e corrida, aliados ao treinamento de força, sempre com orientação”, diz o professor.

A segunda alternativa é lançar mão de remédios. Além de analgésicos para as dores no corpo, é comum o uso de antidepressivos para melhorar a qualidade do sono e a vitalidade. Em certos casos, são prescritos até anabolizantes, a fi m de intensifi car a performance dos músculos.

Já para os pacientes mais perfeccionistas, que se estressam facilmente diante dos desafi os, é indicada ainda a terapia cognitivo-comportamental — que foca a atenção na forma da pessoa se comportar e pensar.

Segundo Geraldo Medeiros Jr, estudioso de bioenergia e autor do livro Me sinto doente… e ninguém sabe o que tenho (Ed. Medeiros), a fadiga crônica é um alerta de que algo não está fl uindo bem no corpo. Por isso, são vitais cuidados além dos remédios. “Com reorientação alimentar — abrindo mão de alimentos que roubam oxigênio do sangue — e pequenas mudanças de hábito, em 30 dias, a pessoa tem a sua capacidade produtiva restaurada e previne males ocultos”, garante Medeiros.

FÁCIL DE CONFUNDIR

Há uma lista de males que tem o cansaço como sintoma. Por isso, quando a falta de pique bate, é preciso antes descartar a presença de..

PROBLEMAS CARDIOVASCULARES
• insufi ciência cardíaca
• arritmias
DOENÇAS AUTO-IMUNES
• lúpus
• artrite reumatóide
• esclerose múltipla
• miastenia grave
• polimiosite
DOENÇAS ENDÓCRINAS
• problemas na hipófise e tireóide
• hipotireoidismo
• adrenais e diabetes
DOENÇAS MUSCULARES E NEUROLÓGICAS
• apnéia do sono
• narcolepsia
• abuso de álcool e outras drogas
• obesidade
• depressão e outros distúrbios psiquiátricos
• infecções e tumores malignos

Fonte: Revista Viva Saúde, setembro de 2007

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