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Crianças também são vítimas de esclerose múltipla 11/08/2006

Posted by Esclerose Múltipla in Utilidade pública.
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A esclerose múltipla dificilmente é associada a crianças e, realmente, a doença é mais comum em pessoas entre 20 e 40 anos. Apenas uma pequena parcela da população infantil é afetada por ela. Em São Paulo, de acordo com números da Associação Brasileira de Neurologia, 15 em cada cem mil pessoas abaixo de 16 anos são vítimas da doença. Porém, o diagnóstico não é simples, e por isso os pais devem ficar atentos ao comportamento dos filhos para dar início ao tratamento o mais rápido possível, se necessário.

- Uma das diferenças é que em crianças é mais comum que a doença comece a se manifestar com uma crise convulsiva, o que dificilmente acontece com adultos. Já a perda de equilíbrio nas crianças tem menor duração, ela se recupera mais rápido do que o adulto – esclarece a neurologista infantil e membro da Academia Brasileira de Neurologia, Christiane Pedreira

A criança também dá outros sinais de que alguma coisa não vai bem.

- A criança apresenta vômito, dor de cabeça, fica meio paradinha, desequilibra com mais facilidade.

O diagnóstico da doença só é dado depois de afastadas todas as possibilidades de outras doenças, de exames detalhados como a ressonância magnética do crânio para encontrar alguma lesão, exame repetido meses depois. O tratamento da esclerose múltipla, que não tem cura, em crianças, é controverso. Apesar de os médicos indicarem as drogas modificadoras do sistema imunológico, os imunomoduladores, os remédios não têm aprovação para uso pediátrico no Brasil.

- As crianças toleram o mesmo tratamento usado em adultos – garante Christiane.

O tratamento custa, em média, entre US$ 15 mil e US$ 20 mil por ano. Apesar do alto preço, os medicamentos são oferecidos pelas secretarias estaduais de Saúde. Tão importante quanto o tratamento certo é a rapidez no diagnóstico.

- A esclerose múltipla é uma doença progressiva. Em 10, 20 anos, a doença vai evoluir apesar do tratamento e esta pessoa terá, com certeza, a qualidade de vida comprometida com alguma incapacidade motora ou visual.

Segundo a doutora, como os sintomas são preocupantes, os pais procuram ajuda médica logo ao primeiro sintoma da doença.

- Os surtos assustam muito os pais, que acabam levando logo a criança ao médico. Com os adultos não é bem assim, eles protelam a ida ao médico achando que é estresse, é um mal-estar passageiro.

As dificuldades começam quando é dado o diagnóstico:

- A esclerose múltipla é uma sentença de vida para aquela pessoa. Não é só a criança que precisa ter acompanhamento psicológico, os pais também – recomenda.

De acordo com ela, não há um perfil específico de crianças atingidas pela doença, mais comum em pacientes brancos localizados mais distantes da Linha do Equador.

- Onde tem menos sol, há menos casos da doença. Não há ainda uma explicação para isso, apenas é um fato constatado – afirma.

Por ser uma doença auto-imune que pode nunca se manifestar, cada vez mais casos de esclerose múltipla são registrados em países desenvolvidos, com baixo nível de infecções.

- Acredita-se que a doença tenha a ver com desenvolvimento urbano. Quanto menos doenças infecto-contagiosas a pessoa tem na infância, maiores são as chances de a esclerose múltipla se manifestar.

Fonte: Globo Online

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