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Metrô Rio inscreve portadores de deficiência Agosto 7, 2006

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Portadores de necessidades especiais podem se cadastrar ao longo do ano no Metrô Rio para futuras oportunidades de emprego nos quadros da empresa. Sempre que uma oportunidade é aberta, a companhia dá início a um novo processo de recrutamento. Normalmente, as chances costumam ser para atividades no setor de bilheteria, onde profissionais desse perfil encontram mais facilidades operacionais.

Os interessados não precisam ter experiência para fazer parte do cadastro, mas é necessário pelo menos o ensino fundamental completo. Tipo e grau de deficiência também não foram definidos, mas haverá uma avaliação para que o candidato ocupe cargos que levem em conta algumas limitações físicas, por exemplo.

Durante o processo seletivo, é realizado um treinamento com aulas de Matemática, Língua Portuguesa e simulações de fechamento de caixa, no caso dos bilheteiros. A capacitação tem duração de um mês e, ao longo desse período, é oferecido vale-transporte e vale-lanche. Ao término da qualificação, os candidatos passam pela última etapa de seleção, com teste de fechamento de caixa.

Os interessados devem se cadastrar pelo telefone 0800-595-1111, discando “5″ para falar com um atendente. O cadastramento telefônico é feito somente para portadores de necessidades especiais.

Fonte: Folha Dirigida, 03/08/2006

Embratel: vagas para portadores de deficiência Agosto 7, 2006

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Portadores de necessidades especiais contam uma nova ferramenta de inclusão e ingresso no mercado de trabalho. Isso porque a Embratel iniciou as inscrições para seu Programa de Empregabilidade e Desenvolvimento de Portadores de Deficiência, que recruta profissionais para oportunidades na empresa. A lei brasileira, regulamentada em dezembro de 1999, exige que empresas com mais de mil funcionários tenham 5% de seus empregados com deficiência. Como possui cerca de 6.500 profissionais contratados em todo o Brasil, a Embratel precisa ter, pelo menos, 325 deficientes em seu quadro.

A coordenadora do Programa de Empregabilidade e Desenvolvimento de Portadores de Deficiência, Ana Cláudia Mateus, explica que a proposta da empresa vai muito além do simples cumprimento das cotas. “A gente sabe que é uma exigência do governo. E, embora seja muito fácil cumprir a cota, a nossa proposta é um pouco diferente. Procuramos formar e capacitar essas pessoas, porque se elas não ficarem na Embratel, podem buscar um lugar no mercado de trabalho”, afirma.

As chances podem ser para vários cargos e áreas de atuação, dependendo da necessidade de cada filial da empresa, mas normalmente a maior demanda é para trabalho no setor técnico de telecomunicações. Os requisitos variam conforme a vaga em aberto e podem exigir ou não exigência profissional.

Os profissionais portadores de deficiência podem participar de todos os processos seletivos da Embratel, desde que possuam as competências técnicas necessárias. “Tudo depende do perfil da vaga. No call center, por exemplo, temos um setor de reclamações por e-mail e esse atendente pode ser surdo. Não gosto de limitar a deficiência em relação à vaga. A pessoa tem limitações, claro, como todo mundo tem. Costumo dizer que deficiência todo mundo tem”, conta Ana Cláudia Mateus.

A primeira ação do programa da Embratel é a contratação de profissionais portadores de deficiência em todos os níveis da empresa, através do recrutamento externo. Nesse caso, o cadastro é feito exclusivamente pelo endereço eletrônico da empresa. Além disso, recentemente a empresa em parceria com o Instituto Embratel, ofereceu bolsas de estudo para deficientes na área de Telecomunicações e selecionou estudantes portadores de deficiência para vagas de estágio no Rio de Janeiro.

Como Fazer:
Os interessados em futuras oportunidades na Embratel devem se cadastrar no site www.embratel.com.br ou pelo www.vagas.com.br/embratel_pne durante todo o ano.

Fonte: Folha Dirigida, 02/08/2006

McDonald’s tem vagas para portadores de deficiência no RJ Agosto 7, 2006

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Portadores de necessidades especiais ainda podem se inscrever para concorrer a uma das 300 oportunidades de emprego oferecidas pela rede de fastfood McDonald’s. As ofertas são para início imediato e estão distribuídas por várias localidades da cidade do Rio de Janeiro.

A seleção é aberta a pessoas com deficiência mental leve, visual (sub-visão), auditiva ou nos membros inferiores (com possibilidade de locomoção). Não é exigida experiência, mas é necessário ter idade até 35 anos e ser, pelo menos, alfabetizado.

A remuneração irá variar conforme a região de atuação, obedecendo os valores dos pisos estabelecidos para a categoria. São oferecidos benefícios como assistência médica, assistência odontológica, seguro de vida, vale-transporte, alimentação, carga horária flexível, diversos programas motivacionais e um estruturado plano de carreira.

Os interessados devem comparecer ao posto da Secretaria Estadual do Trabalho e Renda (Setrab), localizada na Av. Ministro Ary Franco, 495, Bangu, Rio de Janeiro. O atendimento é feito a partir das 9h e é preciso levar todos os laudos médicos, carteira de identidade, carteira de trabalho, CPF, título de eleitor, comprovante de residência e três fotos 3×4.

Fonte: Folha Dirigida, 27/07/2006

Uma doença e múltiplas incapacitações Agosto 7, 2006

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Questões Sexuais na Esclerose Múltipla Agosto 7, 2006

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ROGÉRIO DE RIZO MORALES

As disfunções sexuais são distúrbios muito freqüentes, e que acarretam importante impacto na qualidade de vida das pessoas. Acometem entre 20 e 51% de homens e 15 a 43% das mulheres na população geral. Em portadores de EM, a ocorrência é ainda maior, estando presente em 70 a 90% dos homens e 55 a 75% das mulheres. (mais…)

Como Reconhecer um Surto de Esclerose Múltipla Agosto 7, 2006

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PAULO DINIZ DA GAMA

A esclerose múltipla (EM) tem fascinado cientistas desde que foi primeiramente descrita. A sua extraordinária variabilidade clínica, sua impredictibilidade e sua complexidade podem explicar o porque do intenso e desafiante interesse que desperta.

O objetivo deste resumo é descrever as principais manifestações clínicas expressas em um ataque ou surto da doença.

Como definição um surto consiste de um novo sintoma ou no agravo de um antigo sintoma durante um período superior a um dia. Dentro da imensa constelação de sintomas que já foram descritos na EM, os sintomas maiores que frequentemente são encontrados no decorrer do período de agudização são: fraqueza muscular, incoordenação, tremor de movimento, parestesias e hipoestesias, diminuição da acuidade visual unilateral, visão dupla, vertigens e disfunção esfincteriana.

Os sintomas da EM não necessariamente indicam um agravamento da doença, de tal forma que manifestações clínicas podem aparecer de modo periódico e não estarem relacionados a um surto. Podem ocorrer fadiga, crises espásticas, parestesias, dor, fenômeno de Uhthoff e incontinência esfincteriana.

As variações do metabolismo ou fenômenos do meio externo que podem precipitar o aparecimento desses sintomas são principalmente o calor, a febre, exercícios físicos e fumar.

Não é incomum que sintomas de uma outra doença possam ocorrer no curso de uma patologia de evolução crônica como a EM. Esses sintomas algumas vezes podem mimetizar um novo surto da EM, levando a condutas inapropriadas que poderão agravar seu quadro clínico. Doenças que mais freqüentemente ocorrem no curso da EM incluem infecções sistêmicas, infecções do trato urinário, distúrbios metabólicos e distúrbios circulatórios.

Sofrimento psíquico não é incomum na população geral. Em indivíduos que possuem problemas vivenciais como os portadores de EM adventos psíquicos podem se tornar ainda mais freqüentes. Sintomas psíquicos também são esperados em pacientes que utilizam medicamentos específicos para o tratamento da EM. Freqüentemente são vistos depressão, ansiedade, fobias, e psicoses.

Observamos freqüentemente que em muitos pacientes ansiosos o incompleto conhecimento da doença pode fazer aparecer sintomas inexistentes. Nas palavras dos antigos mestres “a certeza do diagnóstico traz a tranquilidade da conduta“. Da mesma maneira, a melhor compreensão da sintomatologia da EM pelo paciente, certamente poderá trazer a serenidade que os portadores e seus familiares tanto necessitam. A necessidade do esclarecimento, contudo, é o desafio que tentamos vencer.

Fonte: BCTRIMS IV – Encontro BCTRIMS-Portadores. BCTRIMS News nº 06 – Ano 04 – Jan/2004

Assunto relacionado: Surtos e EM

Upem dá apoio e esclarecimento aos portadores de esclerose Agosto 7, 2006

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Marisa Batalim 

Entidade criada há sete anos em Sorocaba precisa de ajuda para ampliar assistência a pacientes

A Upem-Sor (União dos Portadores de Esclerose Múltipla de Sorocaba e Região) foi criada em 1999, mas declarada de utilidade pública em abril deste ano.

A proposta, segundo o presidente José Luiz Souza de Almeida, de 53 anos, é amparar e oferecer aos pacientes ajuda para minimizar os efeitos devastadores da doença.

“Além do esclarecimento sobre a patologia, providenciamos assistência psicológica e oficina de Terapia Ocupacional aos cadastrados”.

Uma das metas da entidade é construir sede própria. Equanto isso não acontece, a Upem-Sor desenvolve as suas atividades no ambulatório de esclerose múltipla do CHS (Conjunto Hospitalar de Sorocaba). Às sextas-feiras, das 13h às 18h, os pacientes se encontram para as consultas e troca de experiências. Eles fazem trabalhos artesanais, coordenados pela terapeuta ocupacional Renata Aparecida Conejo.

Segundo o presidente, que é advogado e também tem a doença, o cadastro do hospital tem 54 pacientes de Sorocaba e 103 da região. “Para melhorar o atendimento, buscamos a ampliação do horário dos encontros semanais e do serviço de fisioterapia”. Almeida ressalta que a entidade sobrevive de contribuições, sem qualquer subvenção pública. Por isso, precisa de ajuda para ampliar a assistência. Quem quiser colaborar, o telefone para contatos é (15) 3202-6880.

Doença de adultos jovens
A esclerose múltipla, nos primeiros surtos, acomete jovens adultos, na faixa etária de 20 a 40 anos, na proporção de duas mulheres para cada homem, ocasionando problemas motores e sensitivos que comprometem a qualidade de vida dos portadores.

Segundo o presidente da Upem-Sor, trata-se de uma doença gravíssima – e incurável – do sistema nervoso central ocasionando problemas orgânicos como deficiência muscular, extrema fraqueza, distúrbios visuais, auditivos e da fala, entre outros. “Mas, ainda traz problemas na vida social e financeira do indivíduo e de seus familiares pois os primeiros surtos ocorrem na fase mais produtiva do ser humano”.

É uma inflamação crônica do sistema nervoso central, aparecendo quando o sistema imunológico ataca a mielina, um revestimento gorduroso que envolve as terminações dos neurônios.

Sobre a esclerose múltipla
No mundo
há cerca de 2,5 milhões de pacientes

No Brasil
são mais de 30 mil portadores

Em Sorocaba e região
são 157 pacientes cadastrados

Entre os sintomas
estão visão dupla ou perda de visão; problemas na fala; tremor nas mãos; paralisia total ou parcial de membros; dormência; fraqueza; descoordenação dos movimentos

A demora
no diagnóstico é o principal fator do tratamento inadequado

Tatamento precoce
é a melhor maneira de controle

O medicamento
Interferon Beta é mais utilizado por modificar a evolução da doença

Chama-se múltipla
porque várias áreas do cérebro e da medula espinhal são afetadas

Fonte/Associação Brasileira de Esclerose Múltipla

Fonte: Jornal Bom Dia Sorocaba - 5/8/2006

Lista desatualizada gera ações na Justiça Agosto 7, 2006

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São Paulo – A defasagem da lista de medicamentos de alto custo que o Ministério da Saúde ajuda a financiar cria ainda outro problema para os Estados: o número crescente de ações judiciais.

Como a Constituição garante que a saúde é direito de toda a população e dever do poder público, doentes recorrem aos tribunais quando não encontram no sistema público de saúde os remédios de que necessitam.

“A demanda judicial vem sempre para cima do Estado, não do ministério”, diz Jurandi Frutuoso Silva, secretário da Saúde do Ceará e presidente Conselho Nacional dos Secretários de Saúde.

Segundo um levantamento feito pelo Estado, os governos foram obrigados pela Justiça no ano passado a gastar pelo menos R$ 292 milhões com remédios.

Os secretários da Saúde são obrigados a cumprir a decisão dos tribunais imediatamente, sob pena até de serem presos.

Os Estados poderiam pagar menos pelos mesmos itens se fizessem parte da rede pública – seriam comprados em grandes quantidades e por licitação.

As ações judiciais são um dos motivos que levaram 15 governos a criar listas próprias de drogas de alto custo, que não dependem de recursos do Ministério da Saúde.

Os secretários trabalham na elaboração de um projeto de lei que impediria os doentes de pedir – por meio da Justiça – remédios que ainda não receberam autorização de comércio no Brasil.

“O doente tem o direito de receber o medicamento. Mas não podemos fornecer drogas que não fazem parte dos protocolos clínicos”, afirma o secretário da Saúde do Rio Grande do Sul, João Gabbardo dos Reis. “Esses gastos viraram um saco sem fundo. Aparecem e atrapalham todo o nosso planejamento.”

Fonte: Estadao.com.br - 04 de agosto de 2006

As terapias alternativas e as entidades médicas Agosto 7, 2006

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Acompanhe Nota Oficial das Entidades Médicas, que faz sérios alertas sobre a Portaria do Ministério da Saúde nº 971, que libera a prática de terapias alternativas no Sistema Único de Saúde em todo o país:

A Federação das Entidades Médicas do Estado de São Paulo vem a público manifestar sua preocupação quanto à Portaria do Ministério da Saúde nº 971, de 3 de maio de 2006, que dispõe sobre “práticas integrativas e complementares” no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).

A Portaria ameaça a saúde da população porque:

- Prevê que profissionais da saúde, não-médicos, possam diagnosticar, prescrever e realizar tratamentos em Acupuntura e Homeopatia, especialidades médicas reconhecidas que exigem conhecimentos e técnicas específicas.

- Introduz no SUS práticas sem nenhuma evidência científica ou valor terapêutico comprovado, a exemplo do “termalismo social/crenoterapia” e de plantas medicinais.

- Privilegia tratamentos que, sem diagnóstico prévio seguro, podem retardar a assistência correta e colocar em risco os pacientes diante da possibilidade de evolução da doença.

- Alertamos os médicos que a prática de “terapias” não aprovadas pela comunidade médica e científica caracteriza infração ética no exercício profissional da Medicina.

- Ressaltamos que a prática de atos médicos por pessoas não habilitadas configura exercício ilegal da Medicina e pode representar sérios riscos à saúde e à vida da população.

A Nota foi assinada pelo Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo, Associação Paulista de Medicina, Sindicato dos Médicos de São Paulo e Academia Paulista de Medicina

Veja a íntegra da Portaria do Ministério da Saúde nº 971, de 3 de maio de 2006, que aprova a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) no Sistema Único de Saúde.

Fonte: Associação Paulista de Medicina, 15/05/2006. Publicado em Phoenix Comunicação Integrada.